Direitos reservados à Nintendo. Muitos anos que tenho a história documentada no computador e decidi postá-la. E alerta de Spoilers. Por favor, cuidado aonde forem ler. Não planejo estragar a surpresa de ninguém. Espero ter dito tudo, boa leitura.
Espero poder terminá-la assim quando puder e espero poder agradar a quem acompanhar. Muitos personagens talvez não sejam como todos esperam e peço desculpas.
E também peço perdão caso alguma informação esteja errada. Aliás, avisar para que seja editado será muito bem recebido.
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Prólogo
Vozes de diversas direções invadiam minha mente, chamando meu nome.
"Snake" O nome ecoava pela escuridão. Tinha aquela terrível sensação de cair deitado. Meu corpo não movia, nem minha voz saia para desabafar o desespero inalado na garganta. Minha expressão era pálida e vazia.
As vozes ecoavam cada vez mais com o surgimento de uma pequena luz, meus olhos azuis refletiam o sinal que podia ser a minha saída daquela agonia. Aos poucos que se aproximava, ficava mais forte e maior.
Mas claro, estava errado. Na verdade, aquela luz foi só a entrada para o verdadeiro inferno.
A ilusão de Tabuu.
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01- Uma nova chance
Meus olhos lentamente se abriram quando a luz na verdade se tornara um teto branco. As vozes aos poucos foram desaparecendo se tornando uma só:
– Snake! - Chamou um rapaz de óculos, vestindo um casaco de lã preto. Sorrindo aliviado.
Atordoado, olhei para os lados e virei para sua direção.
– Quem... - minha voz saiu rouca e baixa.
– Sou eu Snake, Hal. O Otacon - interrompeu preocupado.
Repeti seu nome mentalmente. Logo, imediatamente vieram à tona todas as lembranças até chegar aonde estou. Foi como um raio, rapidamente lembrei de minha vida num piscar de olhos.
Soltei um longo suspiro e olhei novamente para o teto tentando relembrar de como cheguei ali.
– Está tudo bem Snake?
Fiquei um tempo em silêncio e ele se afastou da cama, preocupado.
– Acalme-se Otacon, estou meio confuso. - Disse olhando-o de costas para a cama.
Virou-se e me encarou por alguns instantes, esperando uma reação minha. Olhei para todo cômodo intensamente iluminado com a janela que ocupava todo o quarto. Na cabeceira havia uma flor com as pétalas caídas.
– Otacon - o chamei e de imediato, se aproximou de mim. - O que aconteceu?
– Você finalmente acordou Snake.
– Acordei? - virei para encara-lo espasmo.
– Sim Snake. Você estava em coma.
Arregalei meus olhos surpreso. Balbuciando, me ousei a perguntar:
– C-como? O que aconteceu?
Otacon sentou-se na cadeira que havia ao lado da cama e calmamente decidiu contar o ocorrido. Segurei sua mão tentando controlar minha tremeria.
– Você havia ido visitar o túmulo de Big Boss. De repente você chegou no hospital desacordado. E ninguém sabe como.
Soltei sua mão devagar e encarei o teto novamente pensativo.
– Tudo aquilo foi um sonho - pensei alto. Sentindo um alivio no peito.
– Sonho? - repetiu confuso.
– Não é nada. Só pensando um pouco.
Otacon continuou contando como ficou o mundo depois do fim do sistema Patriots. E a cura da Foxdie. O mundo não entrou em guerra desde que demos o fim da mesma, quando dormi a três anos. E aos poucos, todas as nações do mundo estão se reerguendo.
Logo, a enfermeira entrou no quarto surpresa e aplicou os medicamentos no soro. E saiu em passos largos.
– Otacon, porque aquela jovem está tão surpresa de me ver?
– Snake, antes de acordar, você teve uma reação estranha, você tinha gritado parecendo que estava sofrendo. - disse sério. - Os médicos não esperavam que acordasse depois do ocorrido. Depois disso adormeceu por mais três dias.
Minha expressão não mudou e me mantive em silêncio. Ele continuou:
– Snake, ao menos está acordado. Ninguém mais tinha esperança de acordar mais, por causa de seu estado atual.
Suspirei e ergui minha mão podendo vê-la manchada pelo corpo que estava avançado.
– Com fim disso tudo Snake, ganhamos uma nova chance de vivermos. - Disse o cientista com um brilho nos olhos.
Um breve flashback veio à tona de repente na minha mente.
"Viva como um homem Snake, não como arma. Viva..."
Foram as últimas palavras de Big Boss antes de morrer diante do túmulo de The Boss. Sua mentora e verdadeiramente patriota.
– David...- Disse baixo, mas o rapaz ouviu.
– Hum? - murmurou confuso.
– Chame-me de David, Otacon.
Sorriu e colocou a mão em meu ombro.
– É bom tê-lo de volta amigo.
