Tylenol
Por Mili Black
- Ahhhh... - Ichigo geme de dor, segurando com força sua cabeça.
Rukia já o olhava um pouco preocupada, não prestando atenção em seu mangá. Era incomum vê-lo gemendo agonizando por uma simples dor de cabeça, enquanto ele já havia quase morrido várias vezes e se machucado igual a um cachorro – não que ela apóie que machuquem os cachorrinhos.
A morena o ouviu gemer – de dor – de novo, e franziu as sobrancelhas com força por isso. Era digno de dar pena, um cara assustador igual ao Ichigo se contorcendo na cama com tanta dor.
- Quer que eu use um kido de cura em você, Ichigo? – Indagou, já se levando do chão.
- Não acho que vá funcionaaaarr... – Ele se remexe na cama novamente, ficando em posição fetal, sempre apertando sua cabeça entre as mãos.
Rukia o olhava apreensiva.
Muito esquisito.
- E um copo d'água...?
- Pare de falar, por favor.
A voz dele não passava de um sussurro.
- Eu quero te ajudar, idiota. – Ela rebateu um pouco irritada.
- Então, por favor, vá até o armário da cozinha e pegue um tylenol pra mim. – Ele respondeu, fechando os olhos com força.
- E como é a embalagem?
- É numa caixinha meio vermelha. – Ichigo responde, e logo depois escondeu sua cabeça debaixo do travesseiro.
Rukia nada disse, saindo apressadamente do quarto para ir em busca do tal remédio.
Como era feriado, Isshin, Karin e Yuzu saíram para uma viagem rápida, ficaram apenas Ichigo e ela em casa. Mas, realmente, como Isshin fazia falta numa hora dessas...
Chegando a cozinha, ela abriu todas as portas do armário e dentro de uma delas havia uma vasilha transparente, cheia de remédios. Ela retirou essa vasilha e a colocou em cima da mesa, abriu-a e começou a procurar.
- Tylenol... Tylenol... – Foi tirando um por um todos os remédios, mas não encontrou. Suspirou frustrada, guardou os remédios e subiu correndo novamente para o quarto do rapaz.
- Ichigo, não tem nenhum remédio desses lá.
- Como não?! Velho irresponsável! – Gemeu novamente de dor por debaixo do travesseiro, ao falar mais alto.
- Hm... Eu tenho uma solução. Vou até o Urahara, ele deve ter alguma coisa, com certeza.
Ichigo apenas resmungou alguma coisa que ela não conseguiu identificar, e Rukia logo saiu do seu gigai, ficando em sua forma shinigami.
- Chappy, nada de fazer barulho. – Sussurrou para o espírito em seu corpo.
- Sim, Rukia-sama! – Chappy respondeu sussurrando, com sua expressão feliz.
Rukia pulou na cama do rapaz e saltou pela janela, usando o shumpo para ir até a loja do Urahara. Ao chegar em frente a loja, se assustou ao encontrá-la aberta noite tarde da noite, e foi logo entrando.
- Urahara, apareça!
Alguns segundos depois ele aparece, escondendo um pouco do seu rosto por detrás de seu leque.
- O que deseja há essa hora aqui na minha loja, Kuchiki-san?
- Eu preciso de um remédio... Para dor de cabeça.
- Oh, claro! Pode deixar que eu pego. – Respondeu, amistoso. – Sentindo muitas dores de cabeça na forma humana?
- Não, é para o Ichigo. – Ela responde.
- Para o Kurosaki-san, entendo. Espere um momento que vou pegar o remédio apropriado.
Urahara volta alguns minutos depois trazendo consigo uma caixinha totalmente branca, e logo a entrega para Rukia e ela, por sua vez, olha desconfiada para ele.
- Tem certeza de que é esse? O Ichigo me disse que era um com a embalagem vermelha.
Ele sorri.
- Claro, Kuchiki-san. Esse é outro tipo de remédio, porém tem a mesma eficácia. É até melhor, olhando de outra maneira.
Rukia apenas faz um sinal positivo com a cabeça, guarda a caixinha dentro do quimono.
- Bem, agora vou indo. Acerto a conta com você depois. – E sai, sem perceber o sorriso travesso de Urahara.
Usando o shumpo, Rukia logo chega de volta ao quarto de Ichigo, que por sua vez não estava muito melhor. Ela suspirou, e chama a atenção dele.
- Cheguei, Ichigo. Consegui um remédio pra você. –Ela balançou a caixinha de comprimidos na mão. – Já vou pegar um copo de água pra você tomar junto.
Rukia então retorna para seu gigai, e desce as escadas rapidamente. Ela enche um copo de água e pega um comprimido do remédio que havia trazido, e logo sobe as escadas novamente.
- Pronto, aqui, seu remédio. – Oferece a Ichigo, e o mesmo logo coloca o comprimido na boca e toma toda a água, e se deita novamente na cama.
Rukia fica o observando durante algum tempo, enquanto ele está com os olhos fechados.
Uma gota escorre de sua testa.
Por que estou me sentindo como se fosse criada dele?
Resolveu não ligar pra isso e foi até seu armário colocar seu pijama – ou melhor, o pijama da Yuzu.
Saiu do armário e ficou no quarto, tentando voltar a ler o mangá que antes não havia conseguido fazer tal tarefa.
Alguns minutos depois de ter tomado o remédio, Ichigo começou a realmente se sentir melhor... Se sentir ótimo, falando a verdade. Sua cabeça estava parando de latejar rapidamente, mas, não estava sentindo sono como deveria estar.
Estava se sentindo estranhamente quente, e verificou se estava com febre, mas não. Tudo em ordem.
A disposição tomou conta dele, ao mesmo tempo em que outra parte do seu corpo começou a latejar.
Olhou para a garota deitada ao chão, e incrivelmente nunca em sua vida havia achado essa posição tão excitante e erótica.
Mas que porra é essa? Só posso estar louco!
Tentou desviar seus olhos das coxas da garota – que lia seu mangá tão distraidamente – se sentindo a mais estranha das pessoas.
Ela trocou de posição, fazendo um movimento que empinava levemente sua bunda e realçava sua cintura.
Ichigo geme, e dessa vez não é de dor.
Rukia, escutando o gemido do rapaz olha pra ele com uma expressão interrogativa.
- Já está se sentindo melhor?
Porra! Até a voz dela está sexy... O que tá acontecendo?
- Sim, estou me sentindo ótimo, mas posso ficar ainda melhor. – Sua voz mais rouca, e ela logo percebeu isso.
- Ahn? – Rukia o olhou totalmente confusa.
E ele sentiu vontade de meter a cabeça na parede por insinuar uma coisa dessas. Ou melhor, meter a outra cabeça em um outro lugar e...
NÃO!
EU NÃO POSSO ESTAR PENSANDO ISSO!
Latejar, latejar, latejar...
Estava latejando, tanto a ponto de doer. Parecia que ele queria rasgar suas calças, e então Ichigo rapidamente ficou de bruços na cama, gemendo de frustração.
- Ichigo, você tá estranho. Pensei que a dor já havia passado.
Silêncio durante alguns segundos.
Rukia suspirou, irritada.
E Ichigo achou aquele suspiro muito, mas muito sensual.
- E a dor já passou... – A voz dele tava levemente chorosa.
Rukia riu da cara dele e se levantou do chão, colocando o mangá em cima da mesa de Ichigo.
- Esses humanos, tão estranhos...
- Rukia... – Ichigo queria se bater por ter chamado o nome dela de forma tão... Tão... Tão não-Ichigo. Ele praticamente gemeu o nome dela.
E Rukia, que não é nada idiota, percebeu isso.
- Tá louco? Por que está falando assim, idiota?
- Sai daqui!
- Que? – Ela o encarou, indignada.
- Sai daqui, porra! É melhor!
- NÃO FALE COMIGO ASSIM, SEU IMBECIL! – Rukia gritou, irada, dando um soco no meio das costas do ruivo.
Ele gemeu de dor arqueando as costas, ao mesmo tempo que ficava aliviado por Rukia ter lhe dado esse soco. Poderia diminuir a excitação dele.
Mas não diminuiu.
Em nada.
Então, ele dessa vez optou por pensar em coisas broxantes.
Dizem que sempre funciona.
Vamos pensar em carros! Isso! Carros! Rodas, graxa... Pneus, direção... Motor, velocidade... Ritmo, er... Rukia... No banco detrás do carro e... AAAAAHHH NÃO!
Desistiu de pensar, pois, só Rukia lhe vinha à mente...
E, bem, Rukia não é nada... Broxante.
- Ah, Deus... Me ajuda... – Era quase uma dor física o que ele estava sentindo.
Sinceramente, era melhor ter ficado com dor de cabeça.
- Deixa de frescura, Ichigo. Vai, vira aí que vou usar um kido de cura.
- Não.
- Por que não? – Ela suspirou, frustrada. – Eu vou sim! Pode ir virando!
- Não.
- Ah é?
Fudeu.
Então, Rukia simplesmente pegou um dos braços de Ichigo e virou para o lado contrário, o encurralando. Pois se ele não virasse, quebraria o braço.
Então, ele se virou bruscamente, deitado com as costas na cama, olhando fixamente para o rosto dashinigami. Olhando lascivamente para o corpo da shinigami.
E a tal shinigami realmente quis enterrar a cabeça num buraco.
Pois Ichigo parecia uma fera prestes a comê-la.
Deveria gostar ou ficar com medo disso?
- Ahn... Ichigo? – Foi quando ela viu a excitação do rapaz. Seu rosto pegou fogo, no momento, mas preferiu fingir que não tinha visto.
- Hm... Er, pelo visto sua dor de cabeça passou. Vou indo dormir... Boa noite. – E quando ela ia se afastar da cama, sentiu ser puxada bruscamente para a mesma.
Logo, um par de olhos castanhos a fitava.
- Não passou não.
Ele sorriu maliciosamente.
N/A: Eu havia postado esta história DUAS VEZES antes, mas a tirei do ar por ficar dando constantemente erros nela. .__. Bem, ainda tem mais outra parte. Se houve comentários, eu posto. E aí, gostaram ou ficou uma merda?
Ah, e apra aqueles que leêm - regra ortográfica à merda - Lilium, desculpem-me pela demora a postar. Meu PC havia quebrado, eu me estressei com os estudos, depois problemas pessoais e familiares.. bem, sabem como é. XD espero que gostem.
