Personagens/Casal: Albus/Minerva

Classificação: PG ou T

Disclaimer: Harry Potter pertence à tia J. K. Rowling... mas você já sabia disso, né? E, sinto dizer, eu não sou J. K. R., e isso é só uma fanfic, ou seja, um capricho da imaginação de uma pobre (literalmente também) fã.

REPARANDO FALHAS
por Uhura

Dedico essa fanfic ao próprio personagem Albus, que fez felizes e fantásticos tantos dos meus dias.

Capítulo 1 - Onde eu vim parar?

Já é passado tempo considerável desde aquele fatídico dia em que Albus - o nosso protagonista aqui - foi atingido pela maldição mais temível, uma que arranca a vida de quaisquer corpos em um piscar, e cujo nome eu dispenso escrever em linhas de uma história tão mais agradável que triste. Já é outono e uma ou outra folha seca acaba sendo arrastada pelo vento através das janelas abertas. Uma brisa suave e constante balança as cortinas. É um momento tranqüilo, e exatamente nesse momento tranqüilo e quieto que nosso personagem principal desperta de um longo sono.

Ele se mexe levemente na cama, entre os lençóis, e em seguida abre os olhos com cuidado, como quem tem receio do que vai encontrar diante de si. Ele não reconhece o quarto ou o edredom claro que se encontra estendido sobre seu corpo. O homem olha em volta e não reconhece o ambiente ou a paisagem que enxerga pela janela. Ele não reconhece os quadros que vê nas paredes ou os móveis. Então o bruxo olha para suas próprias mãos e percebe que estão diferentes, mais jovens, além de ambas estarem sãs. Toca seu rosto e de imediato percebe que sua barba está bem mais curta que o normal.

Não há tempo para mais nenhuma percepção. Albus ouve passos rápidos pouco antes de notar a porta do quarto se abrindo. Uma pequena criança entra, um menino de cabelos castanhos e olhos levemente esverdeados, devendo ter uns 6 anos de idade ou pouco menos. E, ao enxergar Albus desperto, os olhos do garotinho cintilam de forma muito particular, a expressão estampada na face muda completamente. Abrindo o maior sorriso que pode, e correndo em direção à cama em que está o velho bruxo, grita:

- Vovô!!

O menino salta sobre a cama, e como se desesperado, joga-se sobre Albus, abraçando-o.

- Ah! O Senhor acordou! De verdade! Eu senti tanta saudade!

O velho professor, totalmente confuso, retribui o abraço do pequeno, que agora tem os olhos marejados e a voz chorosa.

- Calma, calma. Eu estou aqui, está tudo bem agora. - Albus tenta acalmá-lo, sem saber como. Tenta também sorrir de modo afável, mas sente-se tão perplexo que lhe parece mais difícil do que esperava que fosse.

O menino sorri e o abraça mais uma vez antes de descer da cama chamando aos gritos:

- Vovó! Vovóooo! Papai! Vovóoooo!!

Enquanto olha a criança sumir pela porta, pensa consigo, completamente atônito, que se era o vovô, e se havia uma vovó, então só podia... Procurou rapidamente por uma aliança em sua mão esquerda e constatou que de fato havia uma em seu dedo anelar. Sentiu todo o seu corpo estremecer. Estava casado? Como poderia estar casado? Tinha um neto? Então tinha também filhos! Mas... não, ele não se lembrava de ter tido filhos, e certamente não é algo de que se esqueceria assim.

Fitou nervosamente a porta, ao ouvir passos firmes e apressados; não passos de criança, mas passos da vovó.

N/A: Sim, eu gosto realmente de capítulos curtos, mas não digo que todos o serão. Comentários são muitíssimo bem vindos.