Então eu a sufoquei. Eu a arrastei para dentro. A esmurrei para o fundo. E fechei á sete chaves.

Porém, ela era mais forte do que eu. Tinha momentos que ela saia, ficava a solta e me fazia ficar fora de controle até eu pegá-la novamente.

E eram nesses momentos que eu realmente via quem eu era, não o que eu tentava passar para os outros. Eram esses momentos que eu podia respirar, porém, em contraste, era o momento que eu ficava mais preocupada em ser vista.

Por que eles simplesmente não podiam vê-la.

Oh, é claro, menos ele. Eu tinha ele, a quem eu poderia recorrer.

Ele conhecia a verdadeira Hermione Granger. Conhecia a menina fragilizada pela guerra. Porque quando eu não pude contar com Harry e Rony, fora ele. Draco Malfoy fora o meu porto-seguro.

Porque quando eu tinha pesadelos. Todos mortos. Rony, Harry, meus pais, ele. Draco que me consolava. Quando eu estava prestes a me partir, me achando insuficiente, era ele que dizia que eu ia conseguir.

Ele me via. Via por trás da heroína fabricada pela guerra. Ele me aceitava com as minhas fraquezas, com meus medos (tão incertos e bobos ás vezes), ele me amava.

Mas eu estava destinada a outro. O Escudeiro. O outro herói fabricado.

E eu devia tê-lo agarrado. Devia tê-lo segurado o mais perto possível. Devia tê-lo amado mais. Porque ele sabia. Somente ele conhecia meus desejos e segredos. A Hermione Granger, não a Salvadora, não a Irritante Sabe-Tudo. Ele conhecia a Hermione Granger que não tinha lugar na guerra.

E, por isso, eu devia...