Hey people! Mais uma fanfic! Eu não poderia ver o final de Violets e não imaginar o que escrevi a seguir. Foi mais forte do que eu. Talvez vocês não vão gostar do que vão ver aqui mas não desistam da fanfic, pois apesar de gostar do Pike eu ainda sou Jisbon 3 e muitas surpresas estão por vir.

Um beijo grande para as loucas do Jisbon Brasil que me fazem morrer de rir com seus surtos. Espero que gostem e POR FAVOR COMENTEM! Enjoy ;)

OBS.: The Mentalist não é meu. Se fosse, Cho usaria mais camisetas pretas *_*


Quando tirou aquele cachecol azul e o jogou no sofá Jane percebeu que, pela primeira vez em 12 anos estava realmente só. Solitário. Tudo isso porque apesar da dor da perda de sua família e dos dois anos que passou exilado ele sempre teve – mesmo que em cartas não respondidas – a presença da sua amiga Teresa Lisbon. Mas hoje ela preferiu sair com um estranho a ficar com ele; isso deve significar alguma coisa. E isso não é nada bom.

Ele tinha se divertido muito durante o caso, principalmente por dois fatores que sempre o agradaram: total liberdade para trabalhar e a parceria com Lisbon, que vinha sendo mínima por causa do Caso Ardilles. Talvez fosse por isso que ele não o percebeu vindo: o agente especial Marcus Pike. Ele havia visto o olhar admirado para ela no primeiro momento que a viu mas isso não é algo de outro mundo; quem não olharia uma mulher como Lisbon? Mas o que o surpreendeu foi a abertura dada por ela a esse tipo de aproximação. Não era a primeira vez que ela era cortejada assim: Haffner, Walter e tantos outros já tinham feito isso e apenas este último havia obtido sucesso. E ainda assim ele teve que batalhar para conseguir sua atenção, mas com somente alguns momentos esse cara chegou e conseguiu o que ele levou anos para fazer. Isso não estava certo e ele não podia ficar ali parado esperando as coisas acontecerem. E se esse cara pertencer a Blake Association? Eles não tinham conseguido descriptografar a lista. O nome dele poderia estar lá.

Por esses motivos ele foi impelido a sair correndo para o pátio do FBI, pegar um carro e ir atrás do casal; seu airstream apesar de charmoso não era discreto para uma perseguição às escuras. Correndo como louco ele conseguiu avistar o carro de Pike à distância e se manteve atrás. Após alguns minutos ele estacionou em um pequeno restaurante e Jane parou poucos metros antes. Pike desceu do carro e abriu a porta para Lisbon, que sorriu abertamente. Ela sempre fora uma mulher independente, que nunca dependeu desse tipo de gentilezas de um homem mas agora ela parecia tão lisonjeada com esse simples gesto que quase não parecia a sua Lisbon. Sorrindo, Pike abriu a porta do restaurante para ela e eles entraram. Jane pensou em descer e ir atrás mas seria demais: se fosse visto não teria como explicar e ela ficaria furiosa por estar sendo seguida, por isso decidiu esperar no carro e ver o que aconteceria dali pra frente.

Depois daquele impulso, finalmente ele tinha tempo pra pensar: porquê ele estava ali? No pouco tempo em que esteve com Pike ele não tinha percebido nenhum sinal que revelasse sua falta de caráter ou que ele estivesse fingindo. Muito pelo contrário, ele havia gostado dele de cara diferentemente do que tinha acontecido com O'Laughlin. Era um policial cuidadoso, interessado e que aceitava todo tipo de ajuda desde que prendesse os culpados. Parecia ser um bom homem. Se era assim, então porque ele precisou sair correndo e segui-los? Porquê ele também poderia ter se enganado, como ocorreu com McAllister.

Será mesmo?

Ele sempre teve esse instinto protetor com Lisbon mas poucas vezes precisou tomar atitudes como essa, pois ela nunca se deu ao luxo de sair com outros homens. Em todo fim de caso após a pizza eles se sentavam juntos em um sofá e falavam sobre o dia, as besteiras que ele havia feito e em como elas tinham ajudado a resolver o caso. Flertavam levemente, sorriam e depois quando ficava tarde ela ia para casa e ele dormia ali mesmo sentindo o cheiro doce dela no ar. Mas hoje tinha sido diferente: ela tinha resolvido deixá-lo e sair com outro cara, um desconhecido. Porquê isso lhe parece coisa de outro mundo? Ela não tinha obrigação de fazer companhia a ele; ela tinha o direito de se divertir um pouco e podia muito bem ser com um cara legal como Marcus Pike. Ela poderia estar construindo um boa amizade com ele, o que é sempre bom.

Ele se repreendeu por estar sendo tão infantil em segui-los e já ia ligando o carro para partir quando percebeu que já tinha passado um bom tempo e eles estavam saindo. Sorridentes, muito sorridentes. Lisbon não sorria assim pra qualquer um, só pra ele. Movido por algo que não sabia explicar ele ligou o carro e seguiu Pike novamente. Se sentia agitado e um pouco irritado, como se ele não tivesse permissão para fazê-la sorria daquele jeito. Após alguns minutos percebeu que ele estava indo para a casa que Lisbon havia alugado em Austin. Sentiu seu sangue gelar mas não devia ser nada. O carro parou e os dois desceram. Falaram um pouco e então aconteceu. Algo que ele nunca pensou que poderia ver, que ele nunca quis ver.

Pike se aproximou de Lisbon lentamente e deslizou a mão pelo seu cabelo, acariciando. Tocou seu rosto com as costas da mão e depois segurou seu queixo, levando-o até ele. Lisbon assistiu a tudo hipnotizada e em nenhum momento apresentou resistência. Então ele a beijou. Um beijo leve, delicado mas demorado. Não foi aprofundado mas eles pareciam que não iriam parar nunca; ou era Jane que sentia isso, como se aquilo fosse uma tortura. Ele apertou o volante e a mandíbula com força, sentindo a raiva inundar sua visão e seu coração. Aquilo não poderia ser possível, não em um primeiro encontro. Aquela não era sua Lisbon.

Quando Jane já sentia a primeira lágrima escapar dos olhos eles se afastaram e foi nesse momento que ele sentiu um dor mais forte. Pike parecia maravilhado com ela e Jane não poderia discordar; sempre achou que a agente fosse doce e sensível nesses momentos. Mas foi o sorriso radiante que ele nunca tinha visto no rosto dela que o magoou ainda mais. Sentindo aquela pontada em seu coração ele não quis ver o fim daquilo e partiu com medo de se magoar ainda mais se o visse entrando com ela em casa.

Cantando pneu ele saiu correndo e por sorte encontrou as ruas de Austin vazias até o FBI. Estacionou o carro onde havia pego e foi para seu airstream se sentindo em pedaços. Ele nunca tinha sentido isso: rejeição. O que ele não entendia era porquê se sentia rejeitado se eles nunca tiveram nada, a não ser flertes leves e muita confiança um no outro.

Ele sempre soube que ela o amava, desde o primeiro momento e ele sentiu algo diferente no peito quando a viu. Pensou que era apenas atração por estar sozinho há tanto tempo mas a cada dia que passava ao lado daquela mulher de cabelos negros e olhos verdes ele ficava mais fascinado. Como uma mulher tão pequena poderia ser tão forte, tão intensa? Ela tinha conseguido pegá-lo de jeito, mesmo sem perceber. Então começaram os flertes inocentes, palavras dúbias e sorrisos cúmplices. Até o dia em que ele viu Hardy apontar uma arma para ela. Ele sabia que seria difícil tirar algo sobre Red John daquele cara mas sempre se podia tentar. Porém quando viu que poderia ficar sem ela não pensou duas vezes e atirou nele, salvando-a. Desde aquele dia havia prometido a si mesmo e depois a ela que ele sempre a salvaria, gostando ela ou não. Daí pra frente eles se salvaram um ao outro várias vezes, tanto do perigo iminente como da solidão e os sentimentos só faziam crescer mas ele só teve coragem de dizer algo uma vez e precisou desmentir depois para não colocá-la em perigo. Ele preferia viver longe dela a viver em um mundo o qual ela não existisse.

Foi com esse pensamento que depois do fim de tudo ele se manteve longe e quando a saudade parecia doer demais lhe escrevia cartas, dizendo nas entrelinhas o que sempre quis dizer. A felicidade que ele sentiu ao vê-la depois de dois anos longe foi tão grande que mal cabia em seu peito: ele queria abraçá-la, sentir seu cheiro, tocá-la. Para conseguir isso dobrou Abbot às suas vontades e ela acabou ficando com ele, apesar de tudo.

Agora ele se sente fracassado e rejeitado, sem saber o que fazer. Sua mente diz que deveria ficar feliz por ela conseguir um cara bom que pode amá-la sem medo mas seu coração diz que ela lhe pertence e que ele deve lutar. Confuso e triste, ele deita em sua cama sabendo que não conseguiria dormir pois cada vez que fechasse os olhos veria aquele beijo que deveria ser dele em seus sonhos.


NA: E aí, estão com peninha do Jane? Calma! Nem tudo está perdido. Aguardem os próximos capítulos e não esqueçam de comentar aqui embaixo pra escritora ficar feliz ;D