Disclaimer: A série Harry Potter não me pertence. Pertence à deusa J.K. ROWLING.

Espero que desfrutem do capítulo. ^^


Capítulo um: Olhos esmeralda e sedutores

Era a primeira Segunda-feira em Hogwarts, a famosa escola de magia e feitiçaria. Harry Potter e os seus amigos, Hermione Granger e Ronald Weasley, estavam para começar o seu terceiro ano. Como sempre, Hermione já andava ocupad, focada nas suas cadeiras. Tinha-se inscrito em tantas quanto podia.

Harry e Ron deixaram a sala comum dos Gryffindor a seguir dela. Foram até ao Hall para tomarem o pequeno-almoço.

- Dementor, Dementor! – alguém disse em voz alta, para que toda a gente ouvisse. Isto vem da mesa dos Slytherin. Foi Draco Malfoy. Ele e Harry eram inimigos desde a primeira noite, depois do rapaz que sobreviveu ter rejeitado o aperto de mão de Malfoy.

Potter ignorou e sentou-se. Ginny, a única irmã e a mais nova de todos os irmãos de Ron, acenou-lhe e sorriu. Harry sorriu de volta, perguntando-se se a timidez da menina em relação a si já não existia.

- Como estás, Harry? – perguntou ela, com as suas bochechas a ficarem rosadas.

- Estou bem... Quer dizer, não tão bem assim. A nossa primeira aula é poções, 'tás a ver? – ele suspirou, claramente infeliz. A garota ruiva deu uma risadinha.

- Caramba! Não posso acreditar que vamos começar todas as semanas com poções. A sério? Como se já não fosse mau demais ser Segunda-feira, ainda vamos ter que aturar o Snape.

- É Professor Snape, Weasley. – uma voz profunda e fria disse, fazendo Harry e Ron arrepiarem-se.

Ali estava ele. Olhos negros e frios, cabelo preto e oleoso, manto preto, nariz adunco. Aquele era Severus Snape, mestre de poções. Harry lembrar-se-ia para sempre da sua primeira aula de poções. Ele odiava Snape desde o primeiro dia. E sabia que Snape odiava-o de volta.

- Dez pontos a menos para Gryffindor. Inacreditável... O ano ainda mal começou e Gryffindor já está a perder pontos. Oh... – Snape olhou para as quatro ampulhetas. Depois disse, claramente zombeteiro. – Estamos a começar com pontos abaixo de zero, não é?

Não dando tempo aos mais novos para dizerem o que quer que fosse, Severus andou em direção à mesa dos professores, com o seu manto negro a esvoaçar atrás dele.

Malfoy e os outros Slytherin mal conseguiam esconder a sua satisfação. Na realidade, ele nem se preocupavam com isso, rindo tão alto quanto podiam.

Ooooooo

A aula de poções foi um pesadelo, surpreendentemente para Harry, que não estava nada habituado a isso. Afinal de contas, poções era a sua disciplina preferida.

Malfoy, por outro lado, passou o tempo todo a olhar para o famoso Gryffindor. Não conseguia evitar. Os seus olhos cinzentos sentiam-se atraídos pelos olhos verdes de Harry.

"Tão bonito..." – pensou Draco. Snape, que estava perto da sua bancada de trabalho, notou e aproximou-se, olhando para o seu afilhado, tentando desvendar aquele olhar. O rapaz apercebeu-se e continuou a fazer a sua poção.

No fim do dia, o herdeiro dos Malfoy não conseguia pensar noutra coisa senão em Harry Potter, o objeto da sua afeição.

"Eu tentei... Juro que tentei, mas não consigo..." – disse para si, no seu caminho para as masmorras. Tornava-se cada vez mais difícil manter a distância em relação a Potter. Cada ano era mais difícil do que no ano anterior. – "Por favor, Draco, não sejas estúpido... És um Malfoy. A tua tarefa é encontrar uma mulher de puro-sangue e nada mais. Todas menos a Parkinson. É tão insuportável e eu definitivamente consigo arranjar melhor para mim."

Por esta altura, ele já estava na sala comum dos Slytherin. Era um lugar luxuoso. Decoração cara e escura. Foi para o dormitório e deitou-se na cama. Com um movimento da varinha, correu as cortinas, escondendo-o de qualquer pessoa que entrasse no quarto.

O rapaz começou, então, a tirar a gravata e a desabotoar a sua camisa, sentindo-se, de certa forma, libertado. Os seus dedos começaram a acariciar o seu peito. Tão quente, o seu coração acelerado. A sua mão moveu-se mais para baixo, na direção da barriga. A sua pele pálida era tão macia. Um pouco mais para baixo e a mão adentrou nas calças.

Os suspiros de Draco preencheram o quarto. O seu toque estavam a levá-lo ao paraíso, mas ele sentia que não estava completo.

- Potter... Mexe essa mão mais depressa! – pediu, mesmo sabendo que isso não seria possível. Pelo menos por agora. A sua respiração era cada vez mais rápida, até que se veio na sua mão, enchendo-a com a sua essência branca. – Ah... Foda-se, Potter...

OoooOoOo

Se alguém dissesse a Harry o que estava a acontecer, naquele preciso momento, nas masmorras, ele não teria acreditado. Como poderia ele, de qualquer forma?

"E por que raio estou eu a pensar naquele maricas? Sempre a meter-se comigo... Eu odei-os." – faíscas iluminaram os olhos esmeralda. – "E eu devia estar a pensar em Sirius Black e em como vingar os meus pais."

Sirius Black era um assassino à solta. Pelo que parecia, ele era o responsável pela morte dos pais de Harry. Hermione e Ron estavam preocupados com alguma coisa estúpida que o seu amigo pudesse fazer.

ooooOOOOO

Mais tarde nessa semana, a equipa de Quidditch dos Gryffindor tinha treino, mesmo depois dos Slytherin. Harry estava tão excitado com a ideia de voltar a montar a sua Nimbus 2000 que foi o primeiro Gryff a chegar. Quando entrou nos balneários, sentiu uma presença. Era Malfoy, que ainda estava a vestir-se. O seu cabelo loiro platinado estava molhado e ele parecia ainda mais sexy do que o costume.

Harry foi para o banco oposto e começou a despir-se, em silêncio. Mas o outro já tinha reparado nele.

- Que se passa, cabeça de cicatriz? – perguntou Draco, rindo, enquanto vestia a sua camisa branca e a abotoava.

- Deixa-me em paz, Malfoy. – o rapaz dos cabelos negros sibilou, ainda de costas para o outro. Estava determinado a não deixar Malfoy arruinar a sua noite.

- Então tu achas que me podes dar ordens, é? – o Slytherin agarrou o ombro direito de Harry, fazendo-o voltar-se para o encarar. A outra mão agarrou-lhe os pulsos e elevou-os, prendendo-os acima da cabeça morena. Os olhos cinzentos olharam para baixo, observando o corpo indefeso do seu rival. Os músculos de Harry eram levemente definidos. Sem se dar conta, Malfoy mordeu o seu lábio inferior, talvez tentando conter a excitação que sentia. Podia também sentir as tentativas frustradas de Harry de se soltar.

- Deixa-me em paz agora mesmo ou eu juro que acabo contigo, Malfoy! E não me interessa o que o Snape vai fazer! – o rapaz estava furioso. Ou assim parecia. Ele tinha sido humilhado durante toda a sua infância porque ele não tivera escolha. Agora era diferente.

- Ai sim? – Malfoy não pôde evitar um sorriso de troça. Certificou-se de que a sua mão esquerda estavam a agarrar aqueles pulsos como devia ser. A outra mão segurou o queixo de Harry. Com um último olhar intenso, colou os seus lábios nos de Potter.


Espero que tenham gostado do capítulo e não se esqueçam de deixar review, que isso dá sempre um incentivo a quem escreve ^^

Até ao próximo ;P