Nota: Escrevi essa short de uma hora para outra. Faltou luz aqui em casa, então deitei na minha cama com o mp4 e comecei a ouvir musicas, foi graças a uma delas q essa short saiu, rapidamente peguei o caderno e comecei a escrever, quando a luz voltou, passei para o PC, o resultado esta logo abaixo.
Para que imaginem as cenas como eu, peço q escutem a musica, Exterminio - In The House - In A Heartbeat , ela faz parte da OST do filme Exterminio 2 (28 Week Later). Sou fanático por OST's, então não estranhem a escolha da musica.
Aqui esta o Link para a musica no Youtube - .com/watch?v=ICXDW7r7UBc
Espero que gostem, abraços o/
CHAMAS
Ser de família nobre não é exatamente como a maioria pensa.
Você tem que fazer exatamente o que os outros querem que você faça, ser exatamente o que querem que você seja.
Quando alguém não segue essas regras, sempre paga caro por isso, e essa noite, era eu quem pagava.
A muito tempo, a família Malfoy não era bem vista na alta sociedade, e para meu pai, eu era a salvação de nosso nome.
Eu nunca liguei muito pra essa tarefa, fazia as coisas do meu jeito, mas nada nunca desagradou tanto meu pai, quanto sua mais recente descoberta.
Meu rosto estava vermelho e manchado de sangue, graças ao corte causado pela esmeralda afiada no anel de prata do meu pai. Os gritos dele ecoavam no meu quarto, iluminado apenas por um lampião.
Em momento algum eu respondia, permanecia quieto, apenas agüentando os golpes que me eram direcionados, suas palavras não me machucavam, afinal, eu ligava tanto para a opinião dele, quanto ligava para a dos outros.
"Nossa família já não esta na lama o suficiente pra você?" – Ele berrava, enquanto seu pé atingia meu estomago. Estava no chão depois de ser empurrado contra a parede, a bebida sempre lhe dava mais força do que o normal.
Meu silencio apenas o enfurecia ainda mais. Mas eu não ligava, sabia que ele não me mataria, ou eu já estaria morto há muito tempo.
Estava esperando a seção de tortura terminar, quando a porta do meu quarto se abriu, pela primeira vez eu gelei, fiquei branco ao vê-la entrar, os olhos vermelhos e expressão desesperada, provavelmente havia ouvido os berros de Lucio da cozinha.
"Senhor Malfoy, por favor, já chega, não o machuque mais." – Ela pediu por mim, e isso me desesperou ainda mais. Ela era o motivo de tanta violência por parte de meu pai. O que seria de nossa família se descobrissem que o jovem Malfoy estava envolvido com uma de suas empregadas.
Vi quando Lucio se virou contra ela, avançando em sua direção como um animal selvagem, um tapa forte atingiu seu belo rosto, a vi bater contra a cômoda, derrubando tudo que havia ali, inclusive o fraco lampião, e cair no chão com um murmúrio de dor, os olhos apavorados voltados pra ele.
"Você é o motivo disso tudo, sua vagabunda! Vou ensiná-la a se por em seu lugar!" – Ele berrava.
Foi naquele momento que minhas forças resolveram se fazer presente, me levantei, ignorando a dor em meu corpo avancei contra Lucio, antes que ele a tocasse outra vez. O quarto, que antes era iluminado precariamente por um único lampião, agora era iluminado fortemente por grandes chamas que se espalhavam pelos livros e cortinas do meu quarto.
Consegui derrubar Lucio e me levantei pra ir ate a minha ruiva, que assistia tudo do canto em q se encolhera pra se proteger, mas não cheguei ate ela, Lucio ainda estava consciente, senti quando sua mão agarrou meu braço, tentei socá-lo, mas ele foi mais rápido, mesmo bêbado, suas habilidades continuavam precisas.
O fogo lambia o cômodo rapidamente, logo os vidros da janela se quebraram tamanho o calor, minha cama já fora tomada pelas chamas também, agora o fogo se alastrava pelo chão de madeira do corredor, invadindo os outros cômodos, livros velhos, cortinas, toalhas, tapeçarias, tudo ajudava pra que o legado dos Malfoy's fosse totalmente destruído.
A briga entre eu e Lucio continuava, eu nunca havia revidado os castigos do meu pai, talvez por essa razão, ele estivesse tão enfurecido.
Em um momento de descuido, ele me imobilizou, me jogando contra a parede e me erguendo do chão com uma mão em meu pescoço, impedindo o ar de chegar em meus pulmões, foi quando percebi que agora sim ele pretendia me matar.
Os olhos desesperados de Ginny me deram a força suficiente para afastá-lo de mim, ele caiu pela falta de equilíbrio por causa da bebida, foi minha chance, corri ate minha ruiva, a pegando pela mão e a puxei corredor afora, tudo agora tomado pelas chamas, ainda ouvi um grito de Lucio quando o som de algo grande e pesado irrompeu entre as chamas.
Não tínhamos saída, as lagrimas de Ginny só me desesperavam ainda mais, eu precisava salva-la.
No auge do meu desespero, tirei meu sobretudo e vesti nela, meu alvo era a janela no fim do corredor, não esperei que ela se manifestasse, apenas a peguei no colo e corri, me atirando contra a janela, estilhaçando a vidraça e caindo, o calor insuportável dentro da casa, foi substituído no mesmo instante pelo vento gélido do inverno e pela água semi-congelada do lago abaixo da janela.
O frio não me importava, nem os gritos que ainda podia ouvir de Lucio, vindos de dentro da casa, do meu quarto. Tudo o que me importava, estava ali, em meus braços, tremia de frio e chorava devido ao susto, mas eu tinha certeza de que ao menos agora, ela estaria segura.
