A ARTE CULINÁRIA

Obs: Fic baseada em fatos reais.

-ITTAAIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Megumi, isso dói! – uma jovem de cabelos negros, estava em cima da maca chorando de dor.

-Ahaha, agora quietinha Kaoru. Eu preciso fazer uma sutura na sua mão. Vai precisar de pelo menos uns três pontos, uma cirurgia e uns dois meses de licença.

-NNNÃÃÃOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!! Megumi, você não pode me dar dois meses de licença, me entenda: se eu não puder trabalhar, como eu vou poder sustentar o dojo? – Kaoru estava desesperada e com muita dor.

-Não, Kaoru, você é quem não está me entendendo. Você conseguiu estourar dois terndões da mão esquerda e não pode mexer o dedo do meio. Se não puder se recuperar totalmente, você perderá o movimento para sempre. E fique feliz que foi o tendão e não o nervo, senão perderia até a sensibilidade do dedo. – Parecia que Megumi estava falando com uma garotinha de cinco anos.

-Mas, Megumi. Eu prometo que mexo a mão bem pouquinho. Não vou prejudicar a mão.

-NÃO, KAORU. Eu chamei o Kenshinzinho para te levar para casa. Afinal de contas, Kaoru, você estava sozinha na cozinha?

-Ahn, sim.- Kaoru foi encolhendo ainda mais na maca.

Nessa hora, chegaram o Yashiko, o Kenshin e o Sanozuke, que ao verem a Kaoru com a mão enfaixada, não entenderam nada.

-Ô, Jou-chan. O que você fez com a mão? Afinal de contas, quem machuca a mão desse jeito sou eu.

-Ih, Crista de Galo. O que a Tanuki aí fez foi bem pior que as suas artes.

-Oro? Ahn, senhorita Kaoru, o que aconteceu? –Kenshin foi se aproximando de Kaoru até ficar ao lado dela.

Kaoru foi se encolhendo, enquanto se explicava:

-Anoo... Eu tava tentando fazer o jantar e, como estava difícil separar o daikon congelado, eu cutuquei com aquela faquinha de serrinha. Mas aí, ela escapou e veio cortar a minha mão bem aqui no meio.

-Argh! – Yahiko já tava pssando mal, enquanto Sano e Megumi se contorciam de rir com a história da desastrada Kaoru.

-Senhorita Kaoru, onde foi que atingiu? Consegue abrir e fechar a mão?

-Mais ou menos. – Kaoru conseguia mexer todos os dedos, exceto um: o do meio. Quando a Kaoru fechava a mão, apenas o dedo médio ficava esticado, fazendo um sinal muito feio. Isso causou muitos risos nos amigos e até em Kenshin.

-Oro? Senhorita Kaoru, este servo está todo preocupado com a senhorita e a senhorita fazendo este sinal feio.- e mais risadas. Sano já tava até passando mal de tanto rir. Megumi conseguiu se recuperar e diz com a voz autoritária:

-Kaoru, já está liberada, pode ir para casa. Tem que tomar os remédios para dor, o antibiótico e a vacina contra tétano. Nessa semana ainda, temos que marcar a cirurgia de tenorrafia.

-Teno o quê?

-Cirurgia para costurar os tendões, crista de galo. Parece um burro e não galo.

-Hey, não precisa humilhar, ta? RAPOSA!

-Oro? A senhorita Kaoru precisa descansar. Então, este servo irá levá-la para casa.

-Ótimo. Agora, busu... Precisamos inventar uma desculpa para você explicar. Por que essa história de daikon congelado não cola nada. Apesar de que uma busu como você não sabe cozinhar mesmo.

-HEY!

E, assim... Kaoru foi correndo atrás de Yahiko até o dojo e Kenshin no encalço deles. Ao fundo, podia-se escutar uma Megumi furiosa:

-Ô KENSHINZINHO! NÃO DEIXE AQUELA TANUKI MEXER A MÃO MACHUCADA!

---------------------------ooooooooooooo-------------------------

Marismylle com a mão enfaixada está tentando digitar apenas com a mão direita.

-Hahaha! Ninguém mandou inventar! Quem mandou cutucar pão de queijo congelado com a faca? – Hiko Seijuurou vinha carregando uma garrafa de saquê, tirando o maior sarro da pobre autora, que, em dois meses de casada, conseguiu aprontar uma bela arte culinária.

O daikon da história é nabo. Porque pão de queijo nessa época só tinha em Minas Gerais mesmo, naquelas fazendas antigas.

Bjs

Marismylle

06/03/08