Disclaimer: Nem eu, nem meus amigos possuimos Harry Potter. Apenas os personagens OC citados e aquele blábláblá chato de sempre! MEH!

Capitulo 01 - Nicholas Sanders, Edward Wolff e Vivi Cobbens

Ah... Minhas mãos coçam... Nicholas pensou, desanimado. Na casa de Remus ele não podia fumar, e a sensação já estava começando a afogá-lo. Já fazia quase quatro anos desde que ele tinha começado e não tinha parado. E agora, já fazia quase um mês que ele estava sem seus cigarros.

Remus estava se sentindo um pouco doente, embora. Ele ainda não tinha entendido muito bem como ele tinha acabado com três crianças aos seus cuidados. Uma das quais estava atualmente no hospital por causa de uma doença.

Realmente, era isso que ele dizia para si mesmo, mas ele conseguia ver por que. As três crianças eram como ele. Lobisomens. O ministério havia tentado matá-los, mas Dumbledore havia intercedido - não havia porque perder a vida de três crianças inocentes - e ele havia de alguma forma, acabado como tutor delas.

Era problemático. O mais velho que estava no hospital por uma doença trouxa. Então, ele tinha Edward...

Edward era uma criança dócil e muito agitada, não conseguia ficar parado por muito tempo, sempre estava correndo pela casa ou brincando de super herói. O que ele mais gostava de fazer era brincar com "Leon" seu amigo imaginário, às vezes o garoto passava horas falando sozinho e até mesmo já discutiu diversas vezes com seu "amigo."

Edward era muito inocente, e mesmo sabendo que foi abandonado quando tinha cinco anos ele nunca ficou deprimido ou triste, apenas sorria aceitando firmemente o fato doloroso. Seu maior sonho era ser um super herói e salvar muitas vidas.

Por outro lado, havia Nicholas. Ele suspirou com isso. Nicholas Sanders, o herdeiro perdido da família Sanders, que havia desaparecido após a morte dos pais, há oito anos.

Nicholas... Era complicado. A primeira vez que Remus havia o visto, ele tinha ficado assustado.

Ele podia ver os olhos assustadores, um sorriso calmo, como o garoto loiro olhou bem em seus olhos e disse.

"Você também veio para me matar?"

Remus pode sentir o sangue sendo sugado de seu rosto naquele momento. Foi apenas um segundo, mas ele podia sentir como se estivesse em frente de Greyback.

Por outro lado, essa sensação passou após o julgamento, em que eles foram declarados inocentes, e Remus apenas pode ver Nicholas com um sorriso enorme e infantil.

Não fazia sentido.

Nada poderia mudar, assim, tão rápido.

Era como se não fosse ele... Como...

Como uma casca vazia.

Tirando seus pensamentos disso, Remus se focou na tarefa que tinha em mãos... Comprar os materiais escolares dos garotos. Ele havia recebido fundos da escola, cortesia de Albus. Você vê, Remus não era rico. Ele mal tinha dinheiro para se sustentar, na verdade. E com três novas bocas para alimentar... Ele precisava de ajuda. Embora, é claro, Nicholas tenha de oferecido diversas vezes para trabalhar e ajudar um pouco. O garoto parecia simplesmente odiar ser cuidado pelos outros, algo que Remus não entendeu.

Ele estava num orfanato antes, quando Greyback atacou e mordeu as crianças... Certo?

Decidindo pensar nisso mais tarde, ele se voltou para o presente.

Roupas, livros, caldeirão... Ele passou pela lista mental novamente.

–Agora, só falta o animal e a varinha. –ele disse pensativo.

–Eu não preciso de um animal. –Nicholas cantarolou, tamborilando os dedos na perna, algo que ele fazia muito, notou Remus. –Eu tenho Rusty.

Remus vagamente se perguntou quem era Rusty, mas deixou de lado para olhar para Edward.

–Então, Edward, o que você quer como animal?

–Um gato! –O garoto sorriu. – Leon me disse que gatos são legais e que ele sempre quis ter um. Então eu também quero.

–Leon, é? –Remus perguntou, com uma risada. –Certo... -Vamos para a loja de animais, então?

–Vamos!

Remus então foi à direção da loja de animais (puxando um Nicholas muito interessado em vassouras da frente da loja de artigos para Quadribol), sorrindo. Edward era muito fácil de conviver.

–Oh, bem, você pode procurar um gato, eu vou esperar aqui. –ele disse, mantendo um aperto firme no ombro de Nicholas, que parecia emburrado. O garoto parecia arranjar problemas em qualquer lugar. Muitas vezes, Remus simplesmente sentia que devia manter o menino perto dele, ou ele iria se envolver em algo ruim. Ele ainda estava um pouco horrorizado quando o viu fumando no quintal, uma vez.

"Eu estava curioso" Dissera o menino, com uma expressão confusa. A "curiosidade" dele era um perigo, decidiu Remus.

–Leon vem comigo! –Edward correu até o balcão onde uma jovem o recepcionou sorrindo. – Moça! Eu e meu amigo queremos um gato! Ele quer um gato branco, mas eu não gosto, eu quero um preto, fala pra ele que gatos pretos são bem melhores que gatos brancos! Ele não me ouve!

A moça olhou um pouco confusa para Edward, antes de suspirar.

–As coisas que eu tenho que fazer... Eu devia ter ouvido minha mãe. –murmurou por sob sua respiração. –Bem, se você gosta de gatos pretos, então deveria olhar os nossos. –ela apontou para a direção de várias gaiolas. –Temos alguns Lycon, Maine Coons e alguns short-hair american, mas não temos mais Amassos, embora. –ela explicou. –Quando encontrar o gatinho que você quer, traga-o pra mim.

Edward não entendeu nada que aquela moça disse, mas resolveu seguir as ordens:

–Leon! O que acha desse gato? –Ele aponta para um belo gato preto de olhos azuis. - Como assim você não gostou? Esse gato é tão bonito... -Edward seguiu o "amigo" que queria mostra outro gato para ele.

–Ei, ei. –Nicholas puxou a manga de Remus, distraindo-o de Edward e olhando-o, curioso. –Posso ir olhar petiscos para o Rusty... Eu vou pagar. –ele prometeu, inclinando a cabeça.

–Desde que não saia da loja...

–Eu não vou. -ele prometeu, com um sorriso sincero.

–Ok.

Nicholas então se virou e correu na direção do que pareciam ser petiscos para corujas.

Remus é chato. Ele pensou, irritado. Ele não larga do meu pé, que saco. A concentração para manter seu rosto cuidadosamente composto numa mascara de simpatia e a irritação acabou fazendo-o não prestar atenção a onde estava indo e trombar com alguém.

Nicholas não era muito baixo, mas era muito magro, então facilmente caiu quando trombou.

–Ai! –reclamou ele, olhando um pouco irritado para quem ele tinha trombado.

–Eu que digo isso! - Disse uma garota, com uma voz fina e irritada. –Olha para onde anda, seu idiota e cego!

A garota estava olhando para ele, um tanto incomodada. Seus olhos verdes cintilavam enquanto o fazia. Ela tinha cabelos negros longos e um ar refinado. Seu cheiro era nervoso, Nicholas notou.

O menino olhou para ela, com a sobrancelha erguida.

–Eu não sou idiota, Senhorita. –ele resmungou, levantando-se e limpando a poeira de suas roupas. –E se eu fosse realmente cego, a senhorita estaria em muitos problemas agora. Existem leis contra descaso a pessoas deficientes físicas, sabia? –um sorriso mal-humorado surgiu em seu rosto. –O mundo não é seu, princesa. –debochou, brevemente.

A garota piscou, como se não tivesse ouvido direito. Por um segundo, parecia que ela não estava acostumada a ter pessoas que falavam com ela. No entanto, antes que Nicholas pudesse ter certeza disso, ela se recompôs.

–E o mundo também não é seu. –Ela cruzou os braços, com um sorriso meio arrogante. –Ficar correndo assim, você é idiota?

–Acredito já ter respondido isso. –ele disse com um encolher de ombros e um sorriso ousado. -Embora peço desculpas por ter trombado com você. –ele se esticou levemente para pegar um pacote de petiscos pra coruja barata na parede. –Eu posso ter corrido mais do que deveria fugindo do que você poderia chamar de... Adultos chatos. –ele suspirou dramaticamente.

–Adultos são incrivelmente chatos, como as outras pessoas, e garotos que ficam correndo sem se importar. –Ela disse, seus olhos pareciam ir freneticamente para o chão, embora ela parecesse tentar disfarçar. –Principalmente se são loiros e tem sorrisos idiotas. –ela parecia zangada agora.

Nicholas riu, olhando para o chão.

–Não sei o que é que está procurando, mas está em baixo da cadeira a sua esquerda. –ele disse. –Realmente peço desculpas e, bem. Até algum dia, quem sabe? –ele acenou, voltando para perto de Remus, que parecia prestes a ir acalmar a situação.

A garota olhou para onde o menino tinha dito, e achou sua presilha.

–Ainda bem. –Nicholas a ouviu murmurar baixinho, pegando a presilha. –Era dela.

Ele não podia ter certeza se tinha ouvido corretamente embora, desde que ela não estava falando com ele. Oh, bem. Audição de lobisomem era útil.

–Ah... Edward já achou seu gato? –Nicholas perguntou para Edward, observando-o.

–Você é um idiota. –gritou Edward, sem parecer perceber a presença dos outros dois. –É tudo gato feio! Eu não quero esse ai! –apontou para um dos gatos. –Você tem um péssimo gosto Leon! Eu deveria ter te deixado em casa! –A briga parecia ficar cada vez pior.

Ah... Nicholas pensou, suspirando. Ele está dando um ataque de novo... Pelo amor de...

–Edward, porque você não ignora Leon e pega o que você quer mesmo? Afinal, o gato é seu, e não de Leon. –Remus disse, provavelmente tentando acalmar o garoto.

–Nicholas, Remus, vocês estão aqui? –O garoto percebeu a presença dos dois se acalmando. – Tudo bem, eu vou pegar esse gato aqui. –ele apontou para um gatinho branco de olhos azuis. – O Leon sempre quis ter um gato, e eu prometi que daria para ele de presente, estou sendo injusto, me desculpe Leon. –Edward sorriu e pegou o gatinho. –Vamos logo, ainda temos que escolher um nome quando chegarmos em casa.

Remus suspirou, pagou o gato e saiu com os dois garotos ao seu lado. As pessoas já tinham começado a olhar.

–Sr. Lupin. –Nicholas chamou, brevemente. –Esquizofrenia é comum em Bruxos?

–Por que a pergunta?

–É porque o Edward é meio maluco sabe. –e encolheu de ombros.

–Nicholas, Edward não é maluco. Ele só está numa fase um pouco complicada, as coisas que aconteceram com ele...

–Também aconteceram comigo. -Nicholas cortou. –Ah, quer saber? Não importa.

O menino loiro sorriu já recomposto. Ele me irrita. Pensou ele, no entanto. Sempre tentando ser legal desse jeito...

–Certo, então vamos para a loja de varinhas. –Remus disse, já dirigindo eles para lá.

A loja era velha e empoeirada, mas isso era realmente comum no mundo dos bruxos. Realmente. Eles tinham o caldeirão furado, afinal.

Bem, Remus abriu a porta, deixando os passarem antes de entrar. Vagamente, ele notou a garota da loja de animais ali também. Nicholas brevemente se perguntou como ela tinha chegado ali mais rápido que eles, sendo que eles saíram antes.

A menina estava olhando alguns livros, enquanto segurava uma varinha de cor marrom clara, que parecia- e era- leve. Ela parecia incrivelmente feliz, corando um pouco. Tão envolvida em seu mundo interior, que parecia nem ao menos notar a presença dos novos visitantes.

–Ora, ora, o que temos aqui... Remus Lupin, não? –Olivaras perguntou. –E... Edward Wolff, além de... Oh, Nicholas Sanders? –ele perguntou, olhando para os outros dois.

–Sanders? –A garota que antes estava concentrada em seus pensamentos disse em voz alta. – Você disse Sanders?

Depois, percebendo o que tinha feito, olhou para os lados, um tanto envergonhada.

Nicholas inclinou a cabeça, com um suspiro.

–Ele disse. –Nicholas lançou um olhar levemente irritado para o velho, já não gostando dele. –Olá, Senhor Olivaras.

Olivaras sorriu.

–Olá Senhor Desaparecido. –ele acenou, brevemente. –Os senhores vieram pegar suas varinhas eu suponho. Aproximem-se, aproximem-se.

–Pode ir primeiro Edward. –Nicholas apontou. Eu quero ficar bem longe desse cara...

Edward correu até o balcão, parecendo incrivelmente animado. Nicholas se perguntou se era por causa da sua varinha. Ele quase podia ver arco-íris de alegria saindo da cabeça do irmão adotivo.

–Ei vovô como você sabe o meu nome? A minha fama de Herói já se espalhou pelo mundo não é mesmo? –Edward explodia de tanta alegria. –Me de uma varinha que me ajude a derrotar os vilões! Como meu nome já é reconhecido vou precisar de uma varinha de super-herói!

Ou ele é só idiota. Decidiu o loiro.

Olivaras riu.

–Ah, Sr. Wolff, eu não escolho as varinhas, é a varinha que escolhe o bruxo. –ele explicou. –Porque não tenta essa? Azevinho, Coração de dragão, 24 centímetros, maleável.

Edward pegou a varinha e encarou Olivaras.

–Não, não. –Menos de um segundo depois ele pegou a varinha de volta da mão dele. –Tente essa... Pena de Fênix... –e, depois do que pareceu uma eternidade para Nicholas, – Talvez essa aqui... Pereira, Pelo de cauda de unicórnio, doze polegadas e 3/4. –ele entregou a varinha para Edward.

Edward pegou e logo em seguida saíram faíscas da varinha.

–Ta com defeito! Não quero essa!

Olivaras olhou um pouco ofendido.

Oh... Nicholas riu em pensamentos. Ele é definitivamente idiota.

–Era exatamente isso que deveria acontecer, meu jovem. –ele disse, em um tom um pouco duro. –Eu não fabrico varinhas com defeito. São sete galeões.

–Então é minha? –Ele olhou encantado para varinha. –É ela que vai me ajudar a derrotar os vilões? Obrigado Vovô! –Edward voltou para o lado de Remus. –Sua vez Nicholas! Aposto que não consegue uma varinha tão legal quanto a minha!

–Sanders... –A garota murmurou. –Eles disseram que ele devia ter morrido... Escória. –A ultima palavra foi quase num suspiro.

Nicholas ficou tenso, como ele citou seu nome, mas segurou uma mascara relaxada em seu rosto, ainda mais quando a garota pronunciou aquela ultima palavra.

-Escória. -ele ouviu baixinho em seu ouvido. -Escória deve morrer... -uma risada sinistra encheu sua mente, e o sentimento de fugir voltou.

Fugir, fugir, para longe. Sempre para muito longe.

Ele sorriu, sua mascara alegre em seu lugar, caminhando até Olivaras.

–Bem, jovem Sanders, é realmente uma surpresa que você conseguiu voltar ao nosso mundo...

–Oh, bem, você sabe. –ele riu, brevemente. –Um Sanders não desiste tão fácil. E já me disseram varias vezes que eu sou realmente chato de matar. –ele projetou o queixo, desafiando qualquer um a ousar tentar contrariá-lo.

–Bem, tente essa varinha. Cipestre, Corda de Coração de Dragão, flexível. –ele entregou a varinha. Mal Nicholas tocou antes que a varinha fosse retirada de sua mão. –Não, não... Essa aqui, talvez, Cedro e Pelo de Unicórnio...

Irritantemente, ele continuou assim pelo que parecia uma eternidade, Varinha após varinha e Nicholas podia sentir sua frustração crescendo.

–Talvez... Uma boa combinação... Cedro, Pena de Cauda de Fênix, 12 polegadas e meia, pouco maleável...

Nicholas suspirou alto quando as faíscas vermelhas e brancas subiram pela ponta da varinha. Sem esperar, ele puxou sete galeões do bolso e entregou para Olivaras.

–Tenha um bom dia. –ele desejou educadamente antes de tentar fugir, apenas para ser parado na rua da frente da loja pela garota estranha.

–Oh, então você é um Sanders. –Ela sorriu venenosamente. –Que interessante, muito.

Mas suas mãos tremiam quando ela falava isso. Os olhos rápidos de Nicholas pegaram o movimento, então ele parou e suspirou olhando de volta em seus olhos. Os olhos não demonstravam nenhuma emoção e tinha um sorriso educado.

–Realmente. Quando descobriram que eu estava vivo, acho que deu para notar o quanto as pessoas acham isso interessante... Queriam me colocar no jornal. –ele pareceu horrorizado com a idéia.

–Pensei que queriam te botar num zoológico. – ela riu, um tantinho arrogante novamente. - Nicholas Sanders.

Nicholas riu.

–O lugar de cães não é no Zoológico, princesa. –ele sorriu brevemente com a piada interna. Ela tinha um gosto amargo. -É nas ruas.

–Não acho isso. –Ela deu um meio sorriso. –Cães são diferentes de pessoas como você. – Depois, o sorriso desafiador dela voltou.

Nicholas sorriu, com os olhos brilhando de humor.

–Suponho que agora parece. –concordou. Bem, já faz um ano... Ele se perdeu em pensamentos por um segundo.

–Não quero saber da sua vida. –Ela olhou para o chão, confusa. –Não ligo para os Sanders, nunca liguei.

Nicholas riu.

–Perdoe-me. Às vezes eu falo demais, em uma discussão. –ele sorriu brilhante. –Embora, a senhorita devesse parar de mentir tanto... Não faz bem para a saúde. –ele disse com um encolher de ombros e um sorriso ousado.

Ela era fácil. Muito fácil de ler.

–Mentir? –Ela riu um tanto ofegante. –Eu não estou mentindo, idiota. –Sorriu. –Você é irritante.

Oh, é o que você gostaria de acreditar, cantarolou Nicholas em pensamentos. Discutir com ela era divertido.

–Ah, isso é algo que nós concordamos. –ele manteve o sorriso, sem vacilar. –Eu sou irritante. O mais irritante de todos, não acha?

–Irritante. –o olhar gélido dela estava falhando, então suspirou. –Você d-devia... Devia... –Ela não conseguiu completar a frase, seu tom nervoso era outra indicação para o quebra cabeça que Nicholas montava em sua cabeça.

–Morrer? –ele completou por ela, gentilmente, embora o tom sombrio e amargo. Ele não parou de sorrir, apesar da idéia mórbida. Na verdade, seu sorriso parecia só se tornar cada vez maior.

A menina fixou o olhar nele, sem piscar. Ficou assustada com aquilo, até um tanto paralisada. Mas não por causa do medo, e sim surpresa. Ele conseguia falar aquilo com um sorriso. Ele consegue, pensava.

Até que, uma mão apoiou-se sobre o seu ombro, ela estremeceu um pouco, depois olhou para quem era. Ah, sim, Louis. Sorriu.

–Senhorita Vivi Cobbens. –Ele disse com um sorriso caloroso. –Você deveria ter me encontrado perto da loja de materiais, fiquei preocupado.

–D-Desculpe. - Ela se recompôs. –Desculpe Louis. –Suspirou.

–Peço desculpas por ela, Senhor. –o menino loiro e irritante sorriu encantadoramente para o Louis. –Eu posso ter me envolvido em uma discussão bastante agradável com senhorita Cobbens, sinceramente, peço perdão por ter atrapalhado. –ele curvou-se elegantemente. –Talvez eu a veja na escola... Senhorita Cobbens. –Sanders piscou, sorrindo para ela. –Vamos Sr. Lupin, vamos. –ele puxou seus companheiros pela mão. –Temos que almoçar.

Eles saíram.

– E-Ele... –Disse Vivi, irritada.

–Não se preocupe. –Sorriu Louis. –Eu achei-o interessante, Senhorita. –Ele piscou. –Podem ser amigos, até. Vamos ver. Mande-me cartas enquanto estiver lá, certo? Eu posso ser apenas mais um empregado, mas me preocupo com a Senhorita, parece uma irmã, se me permite dizer.

Vivi sorriu para ele.

–Claro, claro.