Notas: Esta fanfic foi feita para presente do Amigo Secreto de 2007 do Pandora Box, para a Luna Lovegood. Como ficou muito extenso, dividirei em dois capítulos.

Luna, espero que aprecie, porque o romance em si fica bem pro final! Um beijo! Agradecimentos especiais a Natália e Shinzu que gentilmente betaram esta fic, e à Shinzu novamente obrigada pelo apoio, idéias e auxílio essenciais para a conclusão deste trabalho.

Disclaimer: Os personagens de Saint Seiya pertencem a Masami Kurumada e a ele todos os direitos são reservados. A personagem Luna Charlote Fuyu pertence a Luna Lovegood (Luna Polachini), portanto, respeite-a. A música incidental que dá nome a fanfic, "As Aparências Enganam", é de Elis Regina.

As Aparências Enganam – Parte I

Shaka saía da sala do grande mestre pensativo enquanto os demais aproximavam-se, atendendo ao chamado de Athena. Ao que parecia, vinha acontecendo algo mais que admiração e respeito entre os dois, mas o cavaleiro estava muito sério para que se fizesse algum comentário.

- Problemas, Shaka? (Aldebaran)

De olhos cerrados como de costume, o virginiano apenas sorriu misterioso e meneou a cabeça em negativo.

- Athena os aguarda com notícias.

Os dourados seguiram em frente sem dar muita importância. Mú, porém, seguia por último e o observou de soslaio enquanto caminhava. Acostumado às suas sutilezas, sabia que aquela minúscula veia, saltada em suas têmporas, era sinônima de preocupação.

Após recebê-los com longa mesura, Athena, com seus cabelos de lavanda soltos sobre os ombros delicados, tomou a palavra:

- Chamei-os aqui hoje para comunicar que teremos uma visita em breve e peço que sejam, no mínimo, diplomáticos com a moça durante sua estadia.

- Não há razão para que não o sejamos, senhorita. – precipitou-se Escorpião, começando a gostar da notícia.

- Minha irmã Ártemis está enviando uma de suas amazonas em missão de paz.

- Ártemis? Provavelmente está tramando. Não podemos confiar. (Saga)

Um burburinho invadiu o salão, entre os que concordavam ou não com o dourado de Gêmeos. Saori interrompeu:

- Tenham calma. Existem laços de sangue entre a guerreira e o Santuário, que a colocam fora de suspeita.

- De qualquer maneira ficaremos atentos, senhorita Kido. (Aioros)

- Que seja. O que não quero são desentendimentos desnecessários.

- E o que exatamente ela veio fazer no Santuário? (Aioria)

- Vocês saberão quando ela chegar.

As aparências enganam

Aos que odeiam e aos que amam

Uma sombra seguia pela penumbra azulada do corredor. Um vestido negro, tipicamente grego, flutuava entre pernas e passos delgados, aproximando-se de seu destino. A pele alva, de um tom muito pálido, contrastava com a cor do tecido pesado e os densos cachos claros caíam-lhe sobre as costas, movendo-se com igual delicadeza e furtividade. Ao aproximar-se do salão de sua anfitriã, chamando a atenção dos demais, os olhos de um azul intenso curvaram-se respeitosamente.

- Luna Charlote Fuyu. Um nome bastante incomum para uma italiana.

- E também uma longa história, senhora.

- O que a torna a única capaz de cumprir uma tarefa de grande importância.

Levantou-se devagar, com um sorriso de malícia percorrendo os lábios avermelhados.

- Às suas ordens, deusa.

- Pelo que sei, possui alguma espécie de parentesco com alguém do Santuário de Athena, não?

- Sou um tipo de prima distante.

- Ótimo. Arranje uma boa desculpa para uma visita e durante sua estadia, encontre o que desejo. Obviamente, em segredo... – as mechas esverdeadas da deusa deslizavam sobre sua face quando concluiu. - Compreendeu?

- Perfeitamente. – os dedos da amazona pularam de excitação e o sorriso alargou-se. Estava adiando aquela visita já há algum tempo.

- Hum. – Ártemis esboçou seu riso triunfante. – Encontre aquilo que me impede de sobrepujar minha irmãzinha rebelde. E quando encontrar... Destrua!

- Suponho que esteja falando do báculo.

- Aquele cajado é completamente insignificante, perto do que desejo. – Ártemis levantou-se rispidamente. – Encontre e destrua a Conjuração de Athena.

- Partirei imediatamente.

- E não me decepcione.

- Deusa, se me permite... Esta conjuração se encontra em algum tipo de documento ou pergaminho?

- É o que vai descobrir. E não ouse retornar antes de completar a missão, ou irá diretamente para o Tártaro.

Porque o amor e o ódio

Se irmanam na fogueira das paixões

Ao final da grande escadaria, os dourados eram apresentados uma a um à estonteante convidada.

- E este é Kâmus, cavaleiro de Aquário.

Ambos entreolharam-se gélidos. Suas raças não costumavam entender-se e com eles não seria diferente. Inclinaram a cabeça brevemente em sinal de respeito, embora a expressão da loira fosse de desdém.

- Que corte de cabelo peculiar... É a última moda na França? Hm.

A guerreira sorriu debochada e Kâmus cerrou os punhos. Estava com um mau pressentimento sobre aquela mulher.

Saori interrompeu a disputa.

- O Shaka ainda está concluindo sua meditação. Você ficará próxima dos meus aposentos. Os meus cavaleiros ficarão responsáveis pela sua segurança e a ajudarão no que for preciso.

- Me cuido bem sozinha.

Saori sorriu sem jeito, procurando contornar a prepotência da moça.

- Imagino que sim. Por enquanto estão dispensados, rapazes. Eu mesma te acompanho, Luna.

Máscara da Morte, interessado e curioso sobre a bela conterrânea, interveio:

- Irei com vocês, por segurança.

- Pela minha segurança... – respondeu a jovem levantando uma de suas sobrancelhas, esbanjando sedução e cinismo ao falar. - Ou pela dela?

- Per due.

Enquanto Saori e Máscara instalavam a visitante em seu quarto, os demais retornavam às suas devidas casas, fazendo os mais diversos tipos de comentários. A maioria deles, pouco se lembrava da segurança do Santuário: estavam extasiados demais com a beleza da convidada latina.

- Muy hermosa... (Shura)

- Sem dúvida. (Kanon)

- E que curvas! (Aioria)

- Vocês deviam estar preocupados com a ameaça que ela representa.

Miro segurava o riso, observando a expressão contrariada de Kâmus, que mantinha as mãos nos bolsos e o cenho fechado.

- Diz isso, só porque a gata gostou de você. – e soltou uma gargalhada divertida que deu seqüência aos risos dos demais, que também haviam escutado a provocação da italiana.

- E o Máscara ainda tem o disparate de dizer que os franceses são arrogantes.

- Desde quando você liga para o que o Máscara diz? (Afrodite)

- Desde que uma italiana resolveu provocá-lo, por pura diversão! (Aldebaran)

Novos risos ecoaram sobre as escadarias, enquanto Mú meneava a cabeça e seguia para a primeira casa.

- Vocês podem estar brincando agora, mas Kâmus está certo. Todo cuidado é pouco.

- Concordo com Mú. Não esqueçamos que ela é servidora de Ártemis. (Saga)

- Exatamente. Não podemos nos deixar enganar pela beleza da moça. (Aioros)

- Estão fazendo tempestade em copo d'água, isso sim. (Kanon)

Os corações pegam fogo

E depois não há nada que os apague

Já era fim de tarde e o pôr-do-sol infiltrava sua luz alaranjada em seu templo, uma brisa quente tornava o ambiente acolhedor. Shaka ainda estava em meditação profunda, quando sentiu aquela cosmo-energia atípica, envolvida em um aroma adocicado a cobrir o calor que o iluminava.

- Não encontrará o que procura, Luna.

Ele abriu os olhos por um momento, fazendo a jovem dar um passo atrás diante do imenso poder exalado. O cavaleiro pôde vislumbrar aquele sorriso característico da jovem por alguns segundos.

- Vim aqui porque nosso tio-avô está doente.

O homem levantou-se devagar da posição de lótus, conduzindo a visitante a sentar-se.

- É uma pena. Com toda aquela bagagem, acreditei que iria passar suas férias de verão em minha companhia.

Os músculos da amazona sobressaltaram-se em riste. Ela bem sabia que não seria fácil ocultar seus objetivos do primo budista.

- Levará algum tempo para convencer você de ir até a Itália comigo para ajudá-lo.

- Sou apenas um cavaleiro, Luna. Conhecer Buda não me torna milagroso como imaginam.

- Você é o único que pode ajudá-lo.

- O que a leva a acreditar nisto?

- Está amargurado pela dissolução da família. E agora enfrenta um câncer. Estamos tentando reunir todos, para que o ouçam uma única vez, antes que seja tarde.

Ela tinha lágrimas presas nos olhos ao falar. Bem sabia que falsas histórias não convenceriam o dourado e entristecia-se ao lembrar do clima pesado que invadia sua Itália.

- Existe um líquido que posso conseguir. Dizem que possui efeito curador se a pessoa for merecedora. Mas nós dois sabemos que a "Cosa Nostra" não possui muitos integrantes de coração puro... E o tio Cesare nunca largou o vício do cigarro, pelo que sei.

- Não venho em busca de magia, caspita. Imaginei que se importasse com o que resta da família, unicamente.

Luna levantou-se atordoada, procurando evitar as lágrimas que lhe causavam aquela trava na garganta.

- Fala de pureza, mas não há ser mais frio que você, Shaka. Se isto é ser puro na Índia... Para Buda ou para Athena, ainda prefiro ser controversa, italiana, mas com algum coração.

- Não seja tão intransigente, Charlote.

- Não vai me impressionar com palavras difíceis, Shaka.

O dourado não tentou responder. Ouviu os passos duros da prima distanciarem-se com rapidez. Sentiu o fardo da jovem desde o momento em que pisara no Santuário: um fardo de verdade e mentira. Mal chegara, e já esbanjava a quem quisesse perceber, um imenso conflito entre razão e emoção.

Se a combustão os persegue, as labaredas e brasas

São o alimento, o veneno e o pão, o vinho seco, a recordação.

Procurou esquecer-se de suas emoções. Precisava concentrar-se na missão de que dependia sua vida e reconhecimento. Respirava ofegante e mantinha os dedos sobre a fronte, os olhos fechados, tentando raciocinar. Uma conjuração de proteção devia ser um documento muito bem guardado. Talvez por esta razão, estaria em local bem menos provável que a sala do mestre ou os aposentos da deusa, mas ela tinha de começar por algum lugar.

Aguardou que todos se retirassem para o merecido descanso. Apenas alguns soldados rasos ficavam de vigia, para o caso de algum imprevisto.

Prendeu as longas madeixas em um coque, finalizado com um palito trabalhado em linhas rubras letais. O veneno seria o bastante para calar qualquer linguarudo, se necessário fosse. Mordiscou os lábios em nervosismo. Não podia se dar ao luxo de ser descoberta antes de cumprir sua tarefa.

Seguiu furtiva pelo salão, ocultando o cosmos e os passos com grande maestria e habilidade. Passou por escrivaninhas, pelo trono do mestre. Imaginando entradas secretas, intuindo falsos objetos, pensando em como um artefato de tal importância seria escondido. Em suas andanças, encontrou a imensa biblioteca, resolvendo procurar por alguma pista em documentos antigos. Seria como buscar uma agulha em um palheiro. Podia passar a noite toda ali sem nada conseguir...

Já na metade da madrugada, prometia a si mesma que seriam as últimas páginas sobre "guerras santas" que ela leria naquela noite em sua busca vã.

"Hades era sempre uma batalha sangrenta e cheia de perdas. Mas o que o inimigo desconhecia, era que ainda havia aquela magia inigualável, aquele poder inabalável... (...)".

- Hm. Tolices...

Luna largou o livro sobre a mesa, levantando-se e passando a mão sobre o rosto para manter-se acordada. Pulou algumas páginas ao acaso. Passou os dedos por mais algumas linhas impacientemente, procurando aquilo que começara a imaginar que fosse ilusão de sua deusa. Estava para fechar o objeto, quando o rubro de suas unhas atingiu na penumbra, a palavra-chave de sua tormenta:

"(...) a Conjuração de Athena, como assim é datada em suas lendas, protegeria eternamente a humanidade de danos maiores e a paz sempre triunfaria por diversos meios ou caminhos. Jamais escrita ou pronunciada em voz alta, é tida como boatos de fanatismo. Guardada a segredo absoluto entre os nobres Santos, segundo se sabe, indestrutível e misteriosa, estaria ela centrada em uma estrela e proclamada pelo silêncio celestial".

"Naquele ano, Hades sentiu seu imenso poder e pensou ouvir suas súplicas. Mas nunca percebeu do que realmente se tratava".

Praguejou, empurrando o livro sobre a longa mesa de mogno.

- Enigmas imbecis...

- Parece que andou bastante ocupada.

Sobressaltou-se com a voz áspera e rouca. O francês, de braços cruzados usando a dourada armadura por baixo de longa túnica, a observava, sabe-se lá desde quando, com um sorriso irritante nos lábios.

As aparências enganam,

Aos que odeiam e aos que amam

- É de natureza italiana a assiduidade da leitura?

A jovem seguiu para a direção da porta, fazendo uma pausa a poucos metros do cavaleiro, com um sorriso cáustico.

- Hm. A curiosidade matou um francês.

- Não seria uma italiana?

Ele também sabia ser sarcástico. E por mais que desejasse mandá-lo para o Inferno, lhe devia determinadas explicações se não quisesse ter contratempos.

- Uma dama não pode ter problemas com insônia?

- Não parece ter encontrado algo que alimentasse sua mente.

- Não seja indiscreto, pazzo.

Luna não conseguiu sair, puxada violentamente pelo braço e pressionada com força. Estava a centímetros daquele nariz tão perfeitamente desenhado que a deixava em fúria. Ofegou e sentiu o coração disparar, diante do olhar gélido e azulado, o brilho ressaltado pela proximidade e por aquela hostilidade fria. Os olhos arregalados, ainda lutavam para demonstrar superioridade e controle, mas talvez fosse muito tarde para impedir o que estava para acontecer.

- Por acaso o assusto, cavaleiro de Aquário?

- Não pense ser tão especial. – sussurrou triunfante antes de largá-la com a mesma violência. – E não pense que somos cegos.

- Hm. Eu não os culpo por isso.

A jovem saiu com aquele sorriso enlouquecedor a assombrá-lo. Resfolegou com dificuldade e engoliu em seco. Ele não a temia. Era de si próprio que começava a estremecer de medo...

Observou os livros abandonados sobre a mesa. Documentos de guerra. Histórico de armamento. Desmembramentos do cosmo. Não era o tipo de coisa que alguém, desinteressadamente, procuraria para pegar no sono. Ela realmente procurava algo mais que a assistência do primo distante.

Recolocou os livros na estante em seus devidos lugares. Precisava ficar muito atento com aquela guerreira.

Luna voltou para seu quarto, cheia de raiva e frustração. Não poderia procurar pelo artefato tão cedo, depois daquele evento constrangedor. Fora muita imprudência sua não perceber a presença daquele dourado, que agora ficaria em seu encalço.

- Francese maledetto.

Deitou-se na cama, contrariada. Continuava sem ter idéia alguma sobre como encontrar a tal Conjuração e agora, tinha um nariz empinado seguindo seus passos. Não podia ficar pior.

- Se são documentos de guerra, por que falar em enigmas?! Maledizione! Nobres Santos, estrela central, silêncio celestial... Argh! Parece poesia de banheiro público!

Porque o amor e o ódio

Se irmanam na geladeira das paixões

O Santuário amanheceu agitado. Depois de alguns treinos matinais, os cavaleiros e amazonas reuniam-se para tomar o desjejum. Shina e Marin, que coordenavam os novos aprendizes, já estavam sabendo da nova visitante e de seus efeitos colaterais.

- Exatamente, parente do Shaka ou não, ainda é uma guerreira de Ártemis. (Marin)

- Não que deva ser de extrema hierarquia, pois sequer usa máscara e os trajes, pelo que vi, é melhor nem comentar. Mas eles não precisam ficar tão cegos.

- Aí é que está, Cobra... Não somos cegos! (Máscara)

Máscara acabara de chegar, ao lado de Shura, apagando um cigarro sobre o cinzeiro antes de sentar-se, ambos achando graça na irritabilidade das amazonas de prata.

- Hm. – Shina observou-os por baixo da máscara com irritação. - Depende do ponto de vista. Buon giorno.

- Buenos dias, chica.

Shura sentou-se ao lado da Amazona e colocou a sua mão sobre a dela, tentando acalmá-la. Recusando o gesto, Shina retirou a mão que estava sobre a mesa de modo brusco.

Aioria, Dohko e os demais aproximaram-se em seguida e a conversa desviou-se.

- Como eu estava dizendo, o Escarlate sempre foi um desastre no pôquer, não sei porque insiste. (Saga)

- E você, que nem sabe blefar?! Até o Kanon é melhor nisso que você. (Miro)

- Taí, o Saga realmente é um caso perdido! Vocês dois sempre competiram sobre quem é o pior. (Kanon)

- Eu não sei de nada. Se o assunto fosse truco, eu até poderia responder, mas desse troço aí, eu me abstenho... (Aldebaran)

- Vocês por acaso sabem o que aconteceu com o Kâmus e o Shaka? (Afrodite)

- O Shaka veio mais cedo, encontrei com ele saindo daqui. (Mú)

- Muito estranho, ele nunca agiu assim. (Dohko)

- E o pingüim deve ter levado uma pancada na cabeça, porque até agora nem sinal... (Miro)

- Você é que vai levar uma pancada cabeça se não fechar essa boca. (Kâmus)

Aquário acabara de chegar. Tinha os olhos avermelhados e expressão de poucos amigos.

- Xi, teve alguém que não dormiu ou tá de ressaca. (Aioria)

Kâmus limitou-se a encarar o dourado de Leão, que entendia exatamente o que aquele olhar cortante significava e calou-se dando de ombros, enquanto os demais seguravam o riso.

Miro, por sua vez, que tinha menos amor pela própria vida, inclinou-se em sua direção para sussurrar outra provocação:

- Deixe eu adivinhar. A loirassa te deu trabalho essa noite.

Kâmus fechou o cenho e suspirou, respondendo em tom baixo e sem encará-lo.

- Vas te foutre.

Miro não riu por muito tempo da resposta, pois o assunto acabara de chegar, silenciando a mesa toda com seus trajes escuros e justos. Os rapazes engoliram em seco, sorvendo o ar que lhes faltou por alguns segundos. O sorriso debochado ainda estava ali, ou ao menos parte dele, que tentava disfarçar a vista avermelhada com um par de óculos escuros e um rabo de cavalo.

- Scusi. Sinto interromper o noticiário do dia, mas estou faminta. Buon giorno.

- Não há com que se preocupar, os "Santos" de ouro, estavam a divagar com tolices. – respondeu a amazona de Cobra, secamente.

Ninguém correspondeu à saudação matinal, mas Luna não pareceu importar-se e comeu em silêncio, meditando ante as últimas palavras de Shina. A mesa ainda ficou silenciosa por muito tempo, até que o italiano cutucou o companheiro espanhol, com comentários maldosos sobre os dois sonolentos daquela manhã, provocando mais alguns risos e burburinhos. O assunto só se desviou novamente, devido ao frio que começou a invadir o local, juntamente com o cosmo agressivo de Kâmus.

Distraídos com novos temas, terminaram o desjejum sem se quer perceber quando Luna, sorrateiramente retirou-se, logo seguida por Kâmus.

Quando notaram sua ausência, já estavam retirando-se para os treinos e a fofoca voltou-se para o que poderia haver entre Kâmus e a visitante misteriosa.

Os corações viram gelo e, depois, não há nada que os degele

Se a neve, cobrindo a pele, vai esfriando por dentro o ser

Continua...

N.A: A segunda parte está a caminho, pois está praticamente concluída, só faltam alguns retoques finais! Provavelmente até dia trinta estará concluída e já irei postar!

Luna, seu presente foi um verdadeiro desafio! Mas estou apreciando o resultado!

Um beijão amiga!!!