NA: Essa Fic surgiu de uma música. E não, não é uma song fic, embora no final eu tenha colocado uma musica explicando o porque de eu acha-la tão perfeita ao Chase e a Camerom.
Esta é a minha versão de como poderia ter ocorrido um acerto entre eles. E é claro, de praxe: os personagens e a história não são minhas, é apenas uma historia de fã para fãs.
Eu já quase a finalizei, e não, não tera somente 3 capitulos, mas só vou postar se alguem estiver lendo… então deixem rewiews. Please! Kkkkkkkkkk
Capitulo 01
O céu estava estranhamente estrelado para uma noite de inverno. Ou melhor,apenas para o começo da estação. Era o que refletia, perdida no olhar as estrelas.
Faziam quase dois anos que deixara Nova Jersey, fugindo de si mesma e da profunda magoa que depois de todo aquele tempo ainda não cicatrizara direito.
Quem diria que ela um dia iria se casar após Mattew, o seu primeiro marido e por quem fora apaixonada durante anos após sua morte.
Fora difícil superar tudo o que havia acontecido com ela. Na época, simplesmente não parara para pensar. Arrumara uma mala e partira no primeiro voo disponível para Chicago. Para sua casa.
A casa da sua família.
Aquela noite também estava calma e estrelada. Era fim de Maio. Estava agradavelmente quente aquela noite.
A única atitude que fora capaz de tomar fora sentar na praça do hospital.
E observar a noite.
Como tantas vezes ela sentara ali com ele, naquele mesmo local. Juntos e em silencio.
Apenas observando o luar.
Sem promessas, sem cobranças. Apenas um dia por vez.
Fora essa a regra que ele adotara aquela noite a muito longíqua. Perdida no tempo. Já se faziam 9 anos desde aquilo tudo.
Não se arrependia de ter sofrido depois de perde-lo. Faria tudo de novo. Pelos meses de felicidade.
Ela achava que o havia amado.
Não, ela o amara sim. Mas com um amor que beirava a amizade.
Foram amigos acima de tudo.
Ela achara que amava a House acima de tudo. Quase da mesma intensidade que Mattew.
Ela sabia agora que isso não era de perto parecido com amor verdadeiro.
Sabia porque te-lo e jogar pela janela a destruira e deixara marcas nela mesma.
Feridas que o tempo jamais iria curar.
Hoje entendia o que sua mãe sempre dizia: O tempo cura tudo, e é o mais sábio mestre, ele ensina. Discordava da primeira afirmação.
Mas todo o resto era doloridamente verdade.
Ela estragara tudo.
Tivera seu amor consigo por três maravilhosos anos, aos quais o ultimo, como companheira, amante e mulher.
Tivera ele. Poderia ter sido pra sempre. Se apenas…
Tivesse passado por isso antes. Se tivesse ao menos descoberto antes da fatídica terça em que como um furacão pedira demissão do trabalho e acabara com qualquer possibilidade de um futuro entre eles.
Ele dissera que a amava.
Seus olhos se encheram de lágrimas ao se lembrar de como ele implorara por uma chance de salvar o casamento.
Pela oportunidade de tentarem novamente.
FLASHBACK
" – Ally… Podemos ir embora, começar em outro lugar… - ele pedia com a voz fraca. Estava sentado na cama enquanto ela arrumava suas coisas e desocupava o apartamento. – De outra chance para…
- Para você me decepcionar novamente? Quem é o verdadeiro Chase? – Ela dissera em meio a fúria. O magoara propositalmente aquela noite.
Terminara de arrumar as suas coisas em pleno silencio. Já estava na porta quando ele correu até ela.
- Eu te amo Ally… - ele murmurara olhando nos seus olhos. Ela podia sentir a sinceridade de cada letra daquela afirmação.
Ela temera cada uma das quatro palavras ditas e nem sequer conseguiu olhar pra ele novamente. Bateu a porta e saiu com lágrimas nos olhos, direto para o aeroporto."
FIM DO FLASHBACK
Ela fora covarde demais. O ferira apenas para arrumar uma desculpa para deixa-lo.
Ela temia acabar descobrindo o inevitável. No fundo ela somente tinha medo de amar novamente.
Porque amar e perder um amor a destruira uma vez. Mas ainda a havia deixado viva.
Ela sentira-se morta por meses.
Ela sempre disse a si mesma que gostava de Chase, não o amava.
Ela sentia seu estômago dar voltas com um simples sorriso. Ela gostava do jeito como ele apenas fitava-a em silencio na cantina do hospital.
Como sempre pegava em sua mão nas ruas.
A abraçava durante o sono. Das piadas que fazia quando estava de mau humor.
Do gosto do beijo dele. Da maneira carinhosa que lhe fitava. Da proteção que sentia nos seus braços.
Ela enganara a si mesma.
Ela o amava. Ele a conquistara. E ela amava cada pequena imperfeição dele.
O queixo sempre altivo, a maneira que odiava ouvir estar errado. O jeito irritante com que ele bagunçava o cabelo quando havia uma mulher bonita para enciúma-la.
Ela queria esquecer.
E ela não podia.
Seu coração não conseguia apagar o que sentia.
E o destino traiçoeiro cuidara para que ela jamais enquanto vivesse consegui-se apagar a lembrança do amor da sua vida.
E o motivo estava agora deitada no pequeno berço no seu quarto.
Ela tragou mais uma vez as lembranças e reprimiu um soluço.
Ela olhava a pequenina de quase dois anos.
Tinha os cabelos loiros como o pai. E os mesmos olhos.
Sua mãe dizia que ela só tinha o mesmo nariz e formato do rosto que o seu. Embora ainda fosse cedo pra dizer com certeza como ela ficaria.
Era sua única família, além de uma irmã que morava na Noruega e era casada.
Ela dizia que a filha devia ser a cópia fiel do pai, já que quase não se parecia com Alisson.
Eles não haviam se conhecido. A mãe estava cuidando de Alice quando se casaram. Ela teve complicações no parto e quase perdera o sobrinho.
Tiveram menos de um ano de casamento e então ela o abandonara.
Ele não a perdoaria.
Não quando ele soubesse de Sofia.
E apesar de ele não ter querido atender nenhuma das suas ligações por meses, ela sabia que deveria ter insistido.
Mas o seu orgulho falara mais alto.
Ela não queria que ele voltasse com ela apenas por causa de Sofia, ela o queria, mas queria também o seu amor.
E ela não iria interferir na vida dele. Se ele a tivesse esquecido e seguido adiante, era justo.
Só não podia deixar que pai e filha continuassem sem se conhecer.
Sofia não tinha culpa dos seus erros. Ela merecia ter um pai presente. E ele a chance de participar da sua vida.
E teve a oportunidade perfeita para fazer aquela escolha a quinze dias atrás.
Quando recebera uma indicação de sua chefe para voltar a trabalhar no departamento de diagnósticos do hospital universitário Princeton, novamente na equipe do Dr Gregory House.
Tudo isso por que se especializara em diagnósticos de doenças imunológicas e tratamento de doenças raras.
Aprendera muito naquele último ano.
Sua mãe fora de grande ajuda com Sofia.
Se debruçou sobre o berço e não resistindo a retirou dali a acomodando junto a si na cama.
Ficou apenas observando o sono pesado da filha.
Ela amava demais o pedacinho de Robert que milagrosamente haviam gerado. Faria qualquer coisa pela felicidade dela.
Até mesmo conviver com a dor de amar ao pai dela em silencio.
- Ficaram sabendo da novidade rapazes? – Treze perguntou adentrando no escritório aquela manhã.
Estavam reunidos ali Foreman, Taub e Chase. House provavelmente não apareceria em menos de meia hora. Ele e Cuddy chegavam a mesma hora para o serviço. O feliz casal como o chamavam. Recém casados.
Não que achassem que o casamento havia dado um jeito no sarcasmo e ironia do chefe.
Apenas melhorara consideravelmente seu humor e convivência.
- Vai nos dizer que esta se mudando? – Foreman disparou e recebeu a ignorância da mesma.
- Seu sonho ainda não será realizado… - Treze se sentou na mesa de reuniões prendendo o cabelo em um rabo de cavalo.
- Quanta raiva reprimida… - ele brincou.
- Que seja… - ela acrescentou ainda sem importância. Taub remechia em umas pastas e Chase estava com dois copos de café na mesa.
Aparentemente absorto em pensamentos. Ela sabia onde o olhar dele vagava.
Eles haviam começado a sair dois meses atrás. Sem cobranças. Ela sabia que la no fundo ele ainda amava a ex esposa. E o pior.
Acabara se apaixonando por ele.
E não sabia se ele algum dia corresponderia da mesma forma.
Mas iria tentar. Se ele nunca viesse a sentir o mesmo por ela, pelo menos restaria o consolo de que ela tentara. Que ela fora atrás.
- Qual a novidade Treze? – Taub questionou apos 10 minutos de incomodo silencio.
- Pelo visto teremos um novo integrante na equipe…
- Boatos. – Chase indagou descrente sem levantar os olhos do livro que tinha nas mãos.
- Voce acha que ele contratou mais um? – Taub parecia interessado.
- Eu acho que foi o próprio House quem plantou esse boato para testar nossa reação – Foremam opinou – Isso sim, é a cara dele.
- Sinto informar que talvez não seja uma brincadeira de House – ela disse sem emoção na voz – Foi a própria Cuddy quem me disse ontem na saída da clínica.
- Ual… Essa agora foi surpreendente… - Taub disse encarando os demais. Apenas Chase continuava sem alteração alguma.
- Ele quer é ver o circo pegar fogo – Chase disse.
- Ou talvez ele queira melhorar a equipe. – Treze continuou – O departamento recebeu novos investimentos para melhora…
- E para contratar um membro mais especializado para a equipe. – House continou a frase de Treze parado na porta – Que coisa feia… Fofocando pelas costas do chefe… Tsk tsk tsk…
- Quem é a nova aquisição? – Foremam perguntou curioso.
- É uma aluna indicada por uma amiga da Cuddy…
- Uma universitária? – Taub disse perplexo – Ao invés de contrata-la você sairia no lucro aumentando o nosso salário, já que obviamente somos melhores que um recem formado…
- Claro, afinal você tem um diploma de especialista em diagnostico de tratamento de doenças raras do hospital mais famoso da região… - House disse calmo pegando a pasta nas mãos de Taub, que continha um pedido de aumento de salário – Quanto ao pedido, quando merecerem, ganham aumento de salário…
- Ela é aluna da dra Phoebe Fritz? – Foremam perguntou surpreso. Ela era uma das melhores no tratamento e pesquisa de doenças raras e a melhor especialista de imunologia do país.
- Ex aluna, ela deve começar na sexta agora… - House disse olhando Chase que sequer manifestara reação ao ouvir o que ele dizia.
Acostumara-se com esse Chase calado e mais dedicado a profissão, embora soubesse que provavelmente já superara aquela fase de mais de dois anos atrás.
- Acho que vocês teem uma bateria de exames para fazer em um paciente. – disse jogando uma pasta na mesa. – 23 anos, apresenta quadro de desmaios, convulsões e períodos de ausência prolongada…
- Epilepsia? – Taub sugeriu.
- Claro. Exceto que o cérebro esta normal…
- auto imune? – Chase indagou…
- Uma possibilidade – House indagou claramente mandando todos para fora – Façam exames para doenças autoimunes, esteróides e uma ressonância - acrescentou ao ver o olhar questionador de Foremam – Por via das dúvidas…
House voltou sua atenção para a mesa de trabalho. Dois copos de café e uma revista de paisagismo.
Seria capaz de apostar que ali tinha mais do que qualquer um podia ver.
Sacudiu-a sobre a mesa.
Havia uma foto do casamento dos dois.
O idiota ainda iria deixar que Treze visse aquilo.
Não que se importasse. Refletiu guardando a foto novamente.
O circo iria pegar fogo de um jeito ou de outro.
- É verdade o boato que anda circulando no hospital? – Wilson perguntou surpreso se jogando na cadeira em frente ao amigo.
- Se diz respeito a você saindo com uma funcionaria do departamento de oncologia, então talvez receio que sim… - House disse mau humorado saindo da pilha de gavetas nas quais estava debruçado por uns bons dez minutos procurando uma pasta. Wilson revirou os olhos e olhou descrente pra ele.
- Você sabe que a Cuddy vai te cozinhar vivo em azeite quando descobrir… - Wilson disse tentando fisgar algo.
- Claro, tirando o fato que foi ela quem sugeriu tudo isso. – Ele disse com a pasta nas mãos – Até que enfim – resmungou mais para si mesmo, se sentando na sua cadeira.
- Saudades? – Wilson indagou vendo o nome que estava etiquetado na pasta.
- Claro que a Cuddy iria adorar saber sobre a sua nova "namorada".
- Humpft… - Ele exclamou aborrecido – wou, wou, wou… Não me diga que… - Wilson disse ligando os pontos naquele exato momento. – Você esta ciente de que irá causar uma pequena guerra neste departameno…
- Não vejo o porque…
- O que? – Wilson estava chocado com a falta de tato de House – Vai me dizer que não sabe do que anda acontecendo entre Treze e Chase?
House se limitou a encarar Wilson por uns minutos e voltou a cabeça para a ficha de Allison Camerom.
- Graduada em medicina, residente em pediatria por um ano e três anos no departamento de imunologia, médica especialista em imunologia, pós graduanda em pesquisa de doenças raras, melhor aluna da turma… Indicada pela melhor profissional da sua área…
- Ela tem um ótimo currículo, experiente, mas…
- O que, não posso querer alguém bom para a minha equipe sem segundas intenções? – House disse inocentemente – E antes que insinue, eu sou casado, e estou muito bem com isso.
- Se você diz… - ele disse se levantando, mas voltou da porta – É isso, não… Você quer ver o circo pegar fogo entre eles…
- Wilson, se eu fosse você me preocuparia mais com o departamento de "oncologia"… - House frisou e Wilson apenas arqueou a sombrancelha.
- De qualquer forma, é aqui que a bomba ira detonar de qualquer forma… - ele disse achando graça da situação.
House não conhecia as mulheres.
Ele era capaz de apostar que aquilo viraria um campo de batalha.
Não daria dois meses para que ele lamentasse.
Não que ele fosse dar o braço a torcer.
- Eu estaria preocupado com isso, se fosse Chase que a tivesse deixado, se ele continuasse se lamentando a grande perda… E se ele não estivesse saindo com a Treze…
- Não diga que não te avisei… - ele disse sombrio.
- Uma pequena aposta? – House estava com ar presunçoso. Mas ele não iria cair em outra armadilha do amigo.
- 500 dólares? – Wilson disse casualmente. Iria ganhar uma grana fácil, fácil.
- E me cobrir duas semanas de clínica?
- Fechado.
- Chase e Camerom não irão transformar isso aqui em um campo de batalha…
- Mas ela e Treze…
- Minha funcionaria, respeita o ambiente de trabalho…
- Dois meses.
- Ok. Agora que tal voltasse para o seu consultório? – House disse aborrecido – Não tem nenhuma consulta?
Wilson olhou o relógio. Realmente havia uma consulta agendada em cinco minutos.
Saiu correndo da sala do amigo. O deixando com um sorriso no rosto. Como ele sabia daquelas coisas?
XD
Fuiiiii…..
