Um

Edward Cullen resmungou uma torrente de imprecações em Gaulês e estremeceu ligeiramente quando o martelo do ferreiro golpeou seu elmo.

-Não é prudente insultar o ferreiro, rapaz – seu amigo James repreendeu-o– Não quando ele é o único que pode tirar-lhe o elmo da cabeça.

O ferreiro atingiu o elmo novamente.

- Eu vou exigir daquele cavaleiro uma boa indenização por este transtorno– Edward murmurou.

-Desde que consigamos retirar essa coisa da sua cabeça. É bem possível que você se torne conhecido, a partir de hoje, como "Edward do Elmo". Edward grunhiu com mais um golpe do martelo, pensando com seus botões que James provavelmente faria piadas até mesmo no próprio leito de morte.

-Eu lhe disse que esse elmo não lhe servia, o' r annwyl! (oh o querido) – James exclamou com uma risada – Ora, ora... aí vem ela.

-Ela quem?

-Você sabe. A garota que o deixou doente de amor. Edward remexeu-se, inquieto. Jamais havia contado a James que considerava a filha de lorde swan a moça mais linda que já vira.

-Não estou "doente de amor".

Todavia, pela primeira vez ficou satisfeito por ter o elmo preso na cabeça. Assim, ninguém pôde ver que seu rosto ficara ridiculamente corado.

-Ela vem acompanhada pela criada e deve passar bem por aqui – James insistiu.

-Seu mentiroso! O ferreiro golpeou o elmo com tanta força que Edward praguejou ferozmente numa linguagem que o homem não poderia deixar de entender.

Então, para sua consternação e embaraço, ouviu o som de uma risada feminina. Na verdade, uma gargalhada constrangida. Oh, Deus, ele conhecia aquele riso! Escutara-o, maravilhado, na festa da noite anterior. Fora um tormento tentar desviar os próprios olhos de lady Isabella swan.

-Bom dia, cavaleiros. Oh, por todos os deuses! Teria sido menos doloroso se o ferreiro lhe tivesse martelado a cabeça em vez do capacete.

-Bom dia, cara senhorita! – James retribuiu o cumprimento com Reverência.

Edward não foi capaz de proferir uma palavra sequer.

- Lamento por seu amigo – Lady Isabella comentou. – Acha que ele

Conseguirá livrar-se do elmo?

-Ah, sim, cara senhorita– James respondeu.

A voz de lady Isabella era suave, como suave devia ser a sua pele alva, na imaginação de Edward. Agradava-lhe sobremaneira que a jovem demonstrasse preocupação a seu respeito. Ah, se ao menos tivesse sido ferido, a situação seria mais heroica e menos risível. Não precisava tratar-se de um ferimento grave, claro que não. Apenas o bastante para inspirar alguns cuidados... talvez um ou dois suspiros daquela bela moça.

- ele devia ter abandonado o torneio mais cedo...

- Oh não! – James rebateu. – Edward jamais deixa uma luta pela metade, minha

prezada lady. "Edward"? Seria possível que James nunca se lembrasse de usar o título adequado, especialmente numa ocasião como aquela? Afinal, eram ambos cavaleiros, embora não possuíssem terras.

- Foi o que percebi – ela replicou. – Fiquei muito impressionada durante as provas. Espero que tenhamos o prazer da companhia de vocês na festa desta

noite. Seu Amigo merece um jantar especial.

- Nós dois aguardamos ansiosos pela celebração, lady swan.

Após alguns minutos, durante os quais o ferreiro não cessara de

martelar-lhe o elmo, Edward ouviu James comentar:

- Elas se foram.

- Ótimo – Edward retrucou em tom aborrecido. Contudo, estava longe de sentir-se zangado. Como poderia, quando Isabella swan falara tão bem

Sobre ele?

- Se o senhor puder ajudar-me agora, creio que conseguiremos remover este maldito capacete – o ferreiro dirigiu-se a James com rudeza. - Já não era sem tempo – Edward resmungou enquanto o amigo e o ferreiro empurravam o elmo para cima de sua cabeça.

Edward inspirou com força, usufruindo uma bem-vinda sensação de liberdade.

- Por Deus, eu não suportava mais o confinamento! Estava ficando louco de claustrofobia! – exclamou, movimentando os ombros para massagear a musculatura dolorida. Seria bom tirar também a cota de malha. Relanceou os olhos pela túnica preta. Estava enlameada, mas inteira. Agradeceu aos céus

por aquela pequena graça.

James riu.

- A julgar pela sua cara, eu diria que você precisa de uma boa caneca de

cerveja. Mas, a julgar pelo seu cheiro, concluo que precisa mesmo é de um

bom banho! Edward fitou o amigo com desgosto.

- Eu não tenho cheiro algum... tenho? – indagou com a testa franzida. Já havia sido ruim o bastante ter sido flagrado por lady swan no maio de uma torrente de impropérios, com o elmo preso na cabeça. Se, além disso, estivesse

fedendo... seria um verdadeiro pesadelo.

- Ah, só um pouco. O suor do ferreiro está bem pior. Edward avaliou os braços musculosos do homem e pensou que era uma sorte James estar falando em Gaulês.

- Voltarei com algumas moedas dentro de poucos minutos – dirigiu-se ao ferreiro em Normando. – Enquanto isso, aceite meus agradecimentos. O ferreiro sorriu e começou a reunir as ferramentas. Ao sair, Edward esboçou um pequeno gesto com a mão e Mott, seu cachorro, abandonou o canto onde aguardara pacientemente pelo dono. Com o rabo abanando, correu à frente deles.

-Nunca imaginei que você perdesse a língua diante de uma bela donzela –

James Comentou em tom de ironia.

-Afinal, com quem você estava conversando? Eu mal pude ouvir...

-Além De covarde, é mentiroso.

Edward franziu o cenho, agastado, mas não se deu ao trabalho de retrucar. Pensava em Isabella swan, no brilho dourado que o sol emprestava a seus cabelos, a tonalidade rara do verde de seus olhos, que lembrava as primeiras folhas de primavera, nas covinhas que se formavam em suas faces quando ela sorria. assomava-lhe à mente, também, a curva suave dos seios e a cintura delgada que terminava em quadris arredondados. Ah, ela lhe tirava o fôlego

com sua simples presença. Neste momento chegaram à tenda que partilhavam, armada numa campina não muito distante do imenso castelo do lorde swan. Edward entrou e apressou-se a tomar um banho revigorante. Fazia questão de estar em perfeita forma e com seu melhor aspecto na festa daquela noite. Edward e James haviam vindo para participar de um torneio, na esperança de ganharem alguns dos prêmios oferecidos pelos cavaleiros a seus desafiantes. O barão cullen a, aristocrata gaulês-normando para quem haviam trabalhados como escudeiros, de bom grado consagrou-os cavaleiros quando terminou seus períodos de escudeiros. Contudo, não lhe foi possível agraciá-los com nenhuma propriedade, como ditavam os costumes. James costumava gracejar, afirmando que se nem o próprio Rei João possuía terras, como poderiam tê-las dois pobres cavaleiros? Não havia nada de errado em serem " Edward e James, os cavaleiros sem terras", tratando-se até de um gesto solidário para com Sua Majestade.

De qualquer forma, eram ambos jovens e bem treinados, não restando ao barão nenhuma dúvida de que poderiam conquistar feudos com seu próprio esforço. Os dois também pensavam assim. Edward contava, além disso, com outros atributos. Feições atraentes, cabelos negros encaracolados, destemidos olhos escuros e corpo musculoso. As mulheres o devoravam ostensivamente com os olhos e muitas delas concordavam entusiasticamente em partilhar sua cama. James por sua vez, era simples e rústico como um demônio. Contava, porém, com grande senso de humor e de uma voz mais do que apropriada para o canto, características que o faziam sobressair-se entre seus compatriotas. Sob esse aspecto, era muito superior a Edward, já que este, infelizmente, possuía uma voz que lembrava um buldogue ganindo, como dizia James. Quanto às mulheres, James era bem menos obcecado por companhia feminina do que seu companheiro, embora fosse capaz de conquistá-las com suas canções e piadas.

A amizade entre os dois rapazes durava desde a infância. Graças longa convivência, James sabia que Edward jamais abandonava uma luta até ganhá-la.

Ele só ignorava pro quê.

-Ele é muito bonito. Isabella voltou-se para sua ruiva criada de quarto, que atarefada, arrumava o imenso aposento. Estendidos sobre a cama e sobre as cadeiras havia vários vestidos. Isabella examinava-os, indecisa. - rosalie, você acha bonito qualquer homem solteiro!

Rosalie deu uma risada aguda, o que fazia com freqüência. Embora esse hábito a incomodasse, isabella considerava-a sua única amiga.

- Talvez, mas no caso de Edward masen, é a mais pura verdade. Você tem que admitir. O amigo dele pode ser um tanto feio, com aquele narigão e orelhas compridas, mas é uma simpatia. E tanto um quanto o outro tem umas pernas... – a moça revirou os olhos com malícia.

- Rosalie! – isabella repreendeu-a, removendo um vestido de sobre um banco para sentar-se. Reprimiu um bocejo. Acordara cedo, naquela manhã. Não era sempre que seu pai lhe permitia ir a um torneio e ela não desejara

perder um único segundo da competição. O melhor de tudo fora testemunhar o feito brilhante de Edward masen, derrotando dois cavaleiros famosos... e ficando com o elmo preso na bela cabeça. Na noite anterior, ela ficara impressionada com o aspecto atraente do rapaz. Naquele dia, impressionou-se ainda mais com sua bravura e destreza durante os combates. Ele lhe parecera extraordinário, até ela perceber que o

brilhante cavaleiro não conseguia tirar o capacete. O pequeno incidente o

tornara mais...acessível.

- Bem, os dois possuem pernas muito musculosas – rosalie tornou a rir. – Eu vi a maneira como você olhou para Edward masen na ferraria. E o pobre lá sentado, todo murcho, como um cavalo recebendo ferraduras...

Isabella não conseguiu conter uma gargalhada ao recordar a cena. Além disso, esperava que o riso disfarçasse o vivo rubor que lhe tingia as faces conta a sua vontade. Edward masen era possuidor das mais belas e másculas pernas que já vira. O mesmo se podia dizer de seus ombros largos... e do corpo inteiro, para ser franca. Contudo, o que mais a agradava era o rosto dele. Depois de fitá-lo, na véspera, não conseguira dormir, pensando nas feições bem delineadas, cheia de vigor e determinação. Era um rosto para não se esquecer jamais.

Não queria, porém, que rosalie soubesse disso.

Outra criada entrou no quarto.

- Perdoe-me, milady, mas seu pai deseja vê-la.

Isabella balançou a cabeça, aquiescendo. Devia tratar-se de algum assunto relacionado à festa.

Desde a morte de lady Renée, sua mãe, quando ainda era uma criança, passou a desempenhar cada vez mais as funções de senhora do castelo. A princípio, tentando aparentar maturidade, ela manteve uma postura de forçada autoconfiança. Agora, porém, sua desenvoltura no cumprimento de seus deveres de castelã era totalmente natural. Isabella se perguntava, muitas vezes, se seria esse o motivo por que muitas vezes pessoas pareciam temê-la.

- Decidi usar o vestido verde escuro – comunicou a rosalie antes de sair, apontando para o elegante traje de brocado e seda bordada com fios de ouro.

- Sim, milady.

Isabella queria enfeitar-se para aquela noite. Afinal, era o que se esperava dela.

Lorde swan caminhava de um lado para o outro no grande salão sem se dar conta dos criados que cuidavam da ornamentação para a festa, enfeitando as paredes e colunas com flores recém-colhidas e ervas aromáticas. Os cavaletes que sustentariam as mesas ainda estavam encostados nos cantos, mas logo seriam dispostos em seus lugares, ocultos sob vastas toalhas de linho branco. Um cheirinho apetitoso das iguarias que assavam no forno vinha do corredor que conduzia a cozinha. Como sempre, a festa seria um espetáculo de fartura e bom gosto, de forma que não era esse o motivo da preocupação expressa nas rugas das testas de lorde swan.

- O senhor mandou me chamar? – indagou Isabella com um sorriso.

- Mandei sim. Sente-se. – ele replicou apontando-lhe uma cadeira. Depois que ela obedeceu, acomodou-se ao seu lado.

- Algum problema, papai?

- Isabella, decidi que já é tempo de você se casar. – anunciou em tom

solene.

- De novo, pai? – ela perguntou com brandura, os lábios esboçando um sorriso divertido.

Ele franziu a testa.

- Digo-lhe que chegou a hora. Há vários nobres por aqui, participando do torneio, e quero que você escolha um deles.

Isabella engoliu em seco. Pressentia que não seria fácil dobrar o pai, desta vez.

- Nem tente argumentar comigo, Isabella. É a minha palavra final.

A jovem fitou o pai, reconhecendo em suas feições a mesma teimosia e determinação que a caracterizavam. Ele falava sério.

Normalmente, bastar-lhe-ia persistir um pouco para que o pai desistisse de pressioná-la. Contudo, conhecia aquele olhar e sabia que qualquer resistência seria inútil.

Sua mente fervilhava, perdendo-se em reflexões. Sabia que este dia chegaria, mais cedo ou mais tarde. Não ignorava os mexericos ao seu respeito, até porque Jessica newton cuidara para que os falatórios lhe chegassem ao conhecimento. As más línguas apontavam-na como uma moça fria, apesar de bonita e arrogante, que se julgava boa demais para qualquer partido.

Costumava tranqüilizar o pai com a alegação de que se casaria assim que encontrasse alguém que desejasse como marido. Ela até chegara a considerar a possibilidade com dois bons representantes da nobreza, mas...

no fim, acabara desistindo. Afinal, onde encontrar um marido que lhe concedesse a mesma liberdade que seu pai lhe dava? Além disso, seria pedir demais que ele fosso bonito, gentil e terno?

- Que tal Sir George de Gramercie? – lorde Swan sugeriu.

Liliana sacudiu os ombros. Sir George era simpático, mas não lhe inspirava a menor paixão. Por outro lado, exercia as funções de administrador do melhor amigo do pai dela, que o mantinha ocupado a maior parte do tempo. Talvez ele gostasse de uma esposa que o ajudasse nas tarefas.

Lorde Trevelyan nomeou outro candidato.

- Oh, não! É demasiado velho para mim – Isabella objetou. O pai sugeriu outro "bom partido".

- Está brincando! Ele deve pesar uns duzentos quilos!

Mais outro.

- Bebe demais. Nunca o vi sóbrio. outro.

-Quer a minha infelicidade? Sabe muito bem que o cavalheiro não deixa

uma criada em paz em todo o condado!

Lorde swan ergueu as sobrancelhas, exasperado.

- Isabella essa é a sua última chance de escolher. Se você não o fizer, eu mesmo decidirei quem será seu marido.

Isabella mal podia acreditar no que ouvia. Seu pai jamais se dirigia a ela nesse tom autoritário.

- Que tal Edward masen? – ele perguntou, recuperando a habitual paciência.

Um brilho passou pelos olhos de isabella. Não se podia acusar edward masen de não inspirar paixão, com o seu corpo invejável e seu rosto atraente. Além disso, era jovem e vigoroso. Mas...

- Ele não possui terra nenhuma – ela protestou sem convicção.

- Eu posso dar-lhe uma de nossas propriedades – o pai argumentou. Isabella fitou-o com cautela e percebeu que o semblante de pai começava

a expressar triunfo. Era como se ele tivesse acabado de conceber um plano maravilhoso.

- Tenho negligenciado o castelo no limite extremo de nossas terras. Um gaulês jovem e ambicioso como Masen seria o homem ideal para administrá-lo. Desde, é claro, que jurasse fidelidade a mim.

Ela franziu a testa.

- E oferecer-lhe a filha como esposa seria o meio mais eficaz para garantir tal fidelidade...

- Não, a menos que você queira – Lorde Swan rebateu, curvando-se em sua direção e encarando-a com profundo amor. – isabella, conheço edward desde a primeira vez em que ele participou de nossos torneios. Na época, não passava de um garotinho. Asseguro-lhe que é um bom rapaz. Não creio que encontrasse outro melhor.

À medida que a idéia de torna-se esposa de Masen se instalava em sua mente, isabella sentia o coração pulsar com maior velocidade e força. Na noite anterior, ela o seguira com o olhar por toda parte. Tinha que admitir que ele a impressionara como nenhum outro homem jamais conseguira. Sem dúvida, ao passava de um gaulês rude, mas esse fato não chegava a constituir defeito. Ao contrário, faria com que o marido a respeitasse pela superioridade de seu conhecimento dos bons modos normandos.

- Está muito bem, pai. Suponho que qualquer escolha é melhor do que nenhuma – isabella cedeu, fingindo, principalmente para si mesma, uma

aprofunda indiferença.

Edward dirigiu o olhar lorde swan e remexeu-se, inquieto na cadeira. Não podia dar crédito ao que acabara de ouvir. Estaria sonhando?

- O senhor...está-me oferecendo... uma propriedade?

- Exatamente. O último administrador morreu recentemente. O castelo necessita reparos, pelo que fui informado. Charles não era, devo dizê-lo, muito afeito ao trabalho. Entretanto, estou certo de que você cuidará para que o castelo prospere e se torne confortável. A propriedade é muito grande, mas a terra é boa. Você terá que me jurar fidelidade é lógico.

-Sim, milorde – Edward aquiesceu, ainda sob o efeito da perplexidade. Terra! Sua própria terra! Tudo com que sempre sonhou, objeto de seus planos e esforços desde que saíra de Gales. Swan era homem justo. Em troca, exigia-lhe apenas, fidelidade. O que mais poderia pedir?

- Será uma honra servi-lo senhor.

- Devo informá-lo que há rumores sobre um bando de malfeitores na região. Gauleses, pelo que falam.

- Se desrespeitarem as leis, serão devidamente punidos – Edward ponderou, solene. Não alimentava qualquer simpatia pelos agitadores. Com seu esforço honesto, estava abrindo caminho para si mesmo entre os normandos. Qualquer homem poderia fazer o mesmo, se de fato desejasse.

Lorde Swan observou-o com atenção antes de anunciar:

- Existe ainda uma outra condição...

Edward aguardou em silêncio, esperando que a nova exigência não o obrigasse a recusar a proposta.

- Eu ficaria muito satisfeito, se você desposasse a minha filha.

- Como? – aturdiu, Edward não encontrou nada para dizer, limitando-se a um murmúrio débil.

- Naturalmente, o dote da minha filha ajudará a promover melhorias no castelo.

- Milorde, declaro-me... sem palavras – disse Edward, após uma pausa. O que era totalmente desnecessário, uma vez que o fato era evidente por si mesmo.

Lorde swan sorriu.

- Você é um bom rapaz,. Confesso que ficaria feliz se minha filha tivesse um marido digno da minha confiança. Além disso, ela continuaria perto de mim. Deve saber que eu a amo muito.

Edward sentiu que seus caóticos pensamentos e emoções confusas organizavam-se rapidamente. A ameaça por trás das palavras gentis de lorde swan era patente. Se ele não se casasse com lady swan, não receberia terra alguma. Na hipótese de concordar, estaria sob constante vigilância. Se

não tratasse a esposa bem, perderia tudo e seria castigado.

Claro que isabella Swan era uma jovem muito bonita, que lhe despertara o desejo desde a primeira vez em que a viu. Contudo, o que sabia a respeito dela? Absolutamente nada. Como poderia conviver pelo resto da vida com uma pessoa com quem talvez não tivesse a menor afinidade?

Mas, se recusasse o casamento, não conseguiria a propriedade.

Edward quase deixou escapar uma gargalhada. Porque perdía tempo pensando? Só um idiota perderia uma oportunidade como aquela.

- Será uma grande honra, milorde.

Lorde swan tomou a sorrir, mal ocultando um suspiro de alivio.

- Ótimo. O casamento será dentro de um mês... lhe parece suficiente para os preparativos? .

Por Deus, um mês pareceria uma eternidade!

- Perfeito – Edward concordou, orgulhoso por representar tão bem uma serenidade que estava longe de sentir.