.

O

.

Ao bater contra uma árvore, pela milésima vez nessa noite, xingou tudo e todos. Especialmente aquele cavaleiro tão teimoso e cabeça dura. Era por causa dele que estava ali agora e, se se metesse em mais sarilhos ainda, o culparia a ele.

Com esses pensamentos, um sorriso nasceu e se prolongou de orelha a orelha. Ahh… Se isso acontecesse, ela o faria pagar. De uma forma bem dolorosa.

Seu vestido branco e delicado rasgou quando uma raiz pontiaguda fez questão de se espetar nele. – Droga! Raios partam toda essa vegetação! Será que hoje todo o mundo tirou o dia para estragar minha roupa?

Nessa manhã, descobriu que quase todos os vestidos brancos que estavam a secar numa corda no pátio, viraram negros. Chamuscados. Inutilizáveis. E porquê?

- Seiya… - murmurou com raiva.

Somente ele e seus malditos meteoros poderiam causar tanto estrago. E o pior de tudo é que quando ela o confrontou, ele tentou negar. Bom, talvez isso não fosse o pior. Ela sentia raiva de si mesma por nunca ter desviado os olhos dos músculos bronzeados, suados e nus do cavaleiro enquanto este se explicava. Durante dois minutos, tentou memorizar cada linha e cada pequena cicatriz que havia naquela pele morena, e lembrava-se vagamente de ter passado inconscientemente a língua pelo lábio superior. Isso sim já era 'o pior de tudo'! Porque diabos tinha ele que estar treinando àquela hora? E porque tinha que treinar em tronco nu? Caso ele não saiba, existiam t-shirts para alguma coisa!

- Ele é o maior idiota de todos! – gritou. – Maldito seja ele, maldito sejam os meteoros dele, malditos sejam aqueles músculos, maldito seja aquele cabelo despenteado e sexy! Maldito… maldito seja… - passou a língua pelos lábios com ansiedade ao ouvir passos atrás dela. – Maldito seja… - virou-se bem devagar, com receio.

- Que foi? Já parou de me xingar? – a voz grave e carregada de sarcasmo lhe chegou aos ouvidos no meio da escuridão.

- Seiya? – ela arregalou os olhos. – O que está faz…

- Não pensou que ninguém a viesse buscar depois de fugir do palácio, princesa? – debochou e cruzou os braços sobre o peito, adoptando uma posição de seriedade. Ela reparou que não trazia a armadura vestida, e o facto de não o ter feito e alegar que a viera buscar deram a entender que tinha a certeza de conseguir levá-la sem esforço algum. Isso a irritou.

- Se eu fugi, foi por sua culpa.

- Minha? – franziu o cenho. – Que foi que eu fiz?

- Além de ser um grosso comigo, destruiu meus vestidos de propósito… - imitou o gesto dele e cruzou os braços por baixo dos seios. Seiya pareceu não conseguir desviar os olhos do seu decote generoso por um instante, mas não tinha a certeza, estava escuro demais e a lua não estava ajudando muito essa noite.

- E como não está habituada a ser contrariada, decidiu fugir, não é? – ergueu a sobrancelha e deixou que o brilho de um sorriso passasse pelos olhos castanhos. – Típico de menina mimada.

- Ah! Então confessa que foi de propósito! – apontou para ele.

Seiya suspirou e lhe apanhou o dedo com a mão. – Eu já disse que foi sem querer.

- Sabe quanto terei que pagar para recompôr meu armário de novo?

- Quer que eu faça o quê? Aquela maldita corda estava no lugar errado à hora errada!

- O pátio do palácio não é sítio para treinar! – lutou para soltar o dedo da mão dele. – O campo de treinos para alguma coisa deve existir.

- Ah, não é que você tenha muita razão de queixa, não é, Saori? – ele falou com voz grave e um sorriso sedutor. – Você adora olhar para meus 'malditos músculos'. - ele a puxou para si de repente, sem a deixar pensar correctamente. Os braços apertaram-na pela cintura e esmagou os seios fartos com o seu peito duro. – Eu não sou cego. Toda a vez que treino posso vê-la me espionando da janela do seu quarto.

Ela se engasgou e corou, mas não desistiu. – Bom, isso prova que você também me espia. Quem mandou olhar para meu quarto? – afastou-o pelos ombros e só aí, quando os tocou em toda a extensão das mãos, é que se deu conta de como eram cheios e incrívelemente largos. Para seu desespero.

- Culpa minha. – brincou, a largando. – Sabe como é… Um homem nunca resiste olhar para você…Você é tão 'charmosa'.

- Está tentando insinuar alguma coisa?

Ele levantou as mãos de forma inocente, mas seus olhos o traíam descaradamente. – Não, nada! Nem sequer o facto desse decote ser enorme!

Foi a gota de água. – Olha aqui, Seiya! – colocou as mãos na cintura, como sempre fazia quando se zangava. – Você é o homem mais impertinente e atrevido que conheço! Eu não vou ficar aqui para ouvir esses seus comentários idiotas, ouviu? Faça de conta que não me encontrou! Vou embora! – antes que pudesse dar um passo na direcção oposta a ele, Saori sentiu o pulso ser agarrado por uma mão firme e num segundo estava de novo presa nos braços dele. – Me larga!

- Não vou deixar que ande por ai no meio da floresta a essa hora da noite. Tem muita gente que te quer matar e eu não quero ouvir um sermão do Shiryuu acerca de falta de responsabilidade.

Ela se debateu nos seus braços. – Não vou repetir. Me larga, Seiya!

- Nem eu. Não largo, Saori.

Bufando de frustação, ela tentou lhe dar a volta. Uma das suas maiores virtudes era agir calmamente em situações de fazer ferver o sangue a muitos, e se suas manhas não funcionassem com ele, o golpearia nas partes baixas. E não havia nada pior que isso para um homem. – Olha, Seyia, sei que isso de me proteger é uma coisa séria e que todos juraram me defender e lutar por mim e pela justiça, mesmo que isso lhes custasse a vida… - pronunciou as palavras de um juramento feito anos atrás. – Mas vamos fazer o seguinte: hoje está de folga.

Os olhos castanhos a olharam intensamente durante um segundo, como se procurassem saber o que se teria passado naquela cabeça. – Você enlouqueceu?

- Não, não! Mas lhe darei uma oportunidade nunca antes usufruída por nenhum cavaleiro. – sorriu. – Sei que é um folgado e que adoraria fazer uma pausa no seu trabalho… ou em qualquer outro que fosse. – acrescentou.

Seyia a apertou com força e o seu rosto endureceu. – Posso ser um folgado, sim, … - Saori se arrependeu das palavras que dissera. De algum modo, o tinha magoado. – Mas quando trabalho levo as minhas responsabilidades muito a sério! E sabe disso!

- B-Bom… eu…

- Você nada! – disse. – Tantas vezes que eu e meus companheiros arriscamos nossa vida por você, Saori… tantas vezes que eu estive perto da morte por você, tentando te proteger, te salvar… E é assim que me vê? Um folgado?

- Não foi isso que eu quis dizer... – fez uma careta de dor ao sentir os braços de ferro se apertarem ainda mais ao seu redor. – Está me machucando, Seiya.

- Não mais do que me machuca a mim ao me tratar desse modo! – a largou de repente, fazendo com que quase caísse. Depois, baixou o seu olhar durante um momento, para logo o voltar a erguer de modo determinado. – Vamos. Temos que voltar ou daqui a nada estaremos rodeados por eles. – disse, se referindo aos restantes cavaleiros, e estendeu um braço. – Primeiro as senhoras. – debochou.

Ela alisou o vestido e manteve-se firme. – Não.

Seiya franziu o cenho e deu um passo para ela. – Sim.

- Seiya, eu só quero uma tarde sozinha. Nada mais, juro. – o seu tom de voz soava perto do desespero.

- E poderá tê-la. No seu quarto. Onde ninguém vai entrar, nem que eu tenha que trancá-la. Juro.

Saori deu um passo atrás e isso chamou a atenção dele. Sabia que estava prestes a fugir dali. – Não é isso. Eu quero uma tarde sozinha e longe do palácio. Já não suporto os criados sempre perguntando se estou bem, a voz de Jabu me perguntando se quero mais chá ou criticando voc… - tapou a boca com a mão, sabedo que falara demais. – Bom, no fundo, o que eu quero é uma folga. Eu o mereço.

- Que consideração por quem se preocupa com o seu bem-estar, hein?

- Ai, Seiya, você não entende nada! – passou a mão pelos longos cabelos com nervosismo. – Mas também, não é algo que me surpreenda! Você é um indelicado, mesmo! Um grosseirão, bruto e insensível! – seus olhos azuis faíscaram de raiva. – Não acredito como posso ter recusado o pedido de casamento de Julian! Ele, que é tão sensível, que adora arte, música, tem classe e charm…

De repente, Seiya voltou a pegá-la à força contra o peito e sussurrou com o cenho franzido. – Não ouse me comparar com aquele idiota. Não ouse.

- E porque não o faria? Tudo o que disse é verdade! – seu plano resultara, compará-lo com Julian era a coisa que mais odiava. Seiya o odiava e vice-versa. E isso fazia com que ela sonhasse que essa richa teria a ver com algum tipo de ciúme. Pensar que um dia Seiya nutrisse um sentimento por ela, além de, é claro, arrogância e impertinência, a fazia sorrir e iamginar coisas um tanto… indevidas.

Corada, colocou as mãos no seu peito e o afastou. – Bom, não importa. De qualquer maneira, você já me comparou com sua namorada Mino e eu não me queixei.

Seiya segurou uma gargalhada. – Namorada?

- Ah! Não enche! Tá na cara que ela gosta de você e o sentimento é… mútuo. – tragou em seco. Depois adoptou a sua pose de autoridade e a sua expressão controlada que lhe eram tão costumeiras. – Desculpe a explosão.

- Já estou habituado. – sorriu e depois cruzou os braços enquanto apoiava o ombro no tronco de uma árvore. – Com que então… Acha que estamos quites. Eu te comparei com a Mino e em troca você me compara com aquele moleque.

- Julian é mais velho do que você.

- Não importa. – encolheu os ombros e adoptou uma expressão de raiva. – Quando está com você se comporta como um.

- Ele nunca me maltratou. Excepto, é claro, aquela vez que me raptou… Mas fora isso, é um autêntico cavalheiro e muito bem educado.

- Sim? – ergueu a sobrancelha.

- E fala de coisas instrutivas e interessantes ao invés de certas pessoas. – viu o olhar divertido dele e bufou. Seu plano para o aborrecer estava começando a falhar.

- E uma dessas 'certas pessoas' seria eu, suponho?

- Claro! Você só sabe socar e esmurrar, correr e saltar para trás e para a frente, atirar meteoros para todo o lado, inclusive para os meus vestidos! Come de boca aberta, fala alto dentro do pátio do palácio, põe os pés em cima da mesa do jardim quando é hora do lanche e… E nem vou mencionar aquela vez em que usou a Água Pura do Santuário para encher balões de água com o Ikki! – fechou os olhos ao lembrar de como estivera prestes a morrer de vergonha quando entrou no imenso salão com alguns Cavaleiros de Ouro e se depararam com um bando de crianças correndo para lá e para cá atirando balõezinhos coloridos. Ciranças essas que se davam por Cavaleiros de Bronze.

Mas Seiya não parecia envergonhado ou arrependido. Ao invés disso, riu com vontade, abanando aqueles ombros largos que Saori morria por tocar. – Bons tempos! Você nos expulsou quase a pontapé, se não fosse Milo para nos ajudar…

- Foi uma vergonha! – gritou.

- Para mim foi divertido. – sorriu.

- Você é o homem mais impertinente e atrevido que conheço! - Saori olhou para ele e o viu relaxado, ainda encostado no tronco. Não parecia estar zangado com ela, pelo menos já se tinha acalmado. Pensou aproveitar a oportunidade. – Já entendeu que os problemas que tenho no Santuário me deixam exausta, e que estar rodeada de gente a toda a hora me deixa ainda mais cansada. Será que agora me vai deixar ter a minha folga?

Ele desencostou no momento e ficou sério. – Já disse que não. E já perdemos muito tempo aqui. Vamos!

- Não quero, Seiya…- teimou, recuando dois passos. – Estou esgotada!

- Pois não o pareceu nem um pouco enquanto tentava me dar a volta. – riu ao ver seu ar de espanto. – Posso ser folgado, mas sou inteligente. Achou mesmo que era capaz de me manipular?

- Eu… - baixou seu olhar. – Talvez. Um pouco.

- Vamos, na minha frente. – estendeu o braço. – O palácio ainda é um pouco longe. Você correu até aqui?

Decidiu que era melhor tê-lo relaxado que alerta. Se fingisse seguir as ordens dele, talvez o apanhasse mais distraído e com as defesas em baixo, tendo oportunidade de fugir. – Não, pelo menos a maior parte do caminho. – admitiu. – Eu saí quando ainda era dia.

- Bom. – franziu as sobrancelhas, pensativo.

Ia atrás dela e, durante vários minutos, esteve calado. Saori esteve calculando as hipóteses de conseguir fugir dele. Era um cavaleiro treinado desde tenra idade, capaz de correr a uma velocidade enorme, mas ela também era ágil, pensou para se consolar. A quem queria enganar? Se saísse correndo a pegaria sem ter dado meia dúzia de passos! Sabia-o devido às tardes infindáveis que o observara a treinar com os outros. Aqueles músculos suando e se queimando ao sol, o cabelo despenteado, o sorriso de diversão, as brincadeiras com os colegas nos intervalos…

Houve uma vez, o primeiro dia de muitos, em que não assistiu ao treino todo. Mino apareceu do nada com uma cesta cheia de comida e fruta fresca e parou o treino para fazer um pic-nic no campo de treinos.

Nessa tarde, ao ver como Seiya a abraçava e se sentava ao lado dela para comer, sentira seu sangue ferver. Vira como aquela moça lhe colocava uvas na boca e Seiya chupava o suco dos seus dedos, os olhares dela sobre ele eram insistentes, as vezes em que oferecera seu colo para colocar a cabeça dele foram imensas e o pior é que ele sorria brandamente e aceitava as ofertas.

Ficou fora de si. Tanto, que passou uma tarde a chorar, trancada no quarto. Tinha fechado as cortinas todas e umas mais pesadas por cima, deixando o quarto na penumbra. Depois, deixara a tristeza se apoderar dela ao pensar na vida que levava e que levaria no futuro.

Uma deusa não pode nem nunca poderia ter uma vida normal. Quer dizer, se lutar todos os dias com um inimigo diferente e poderoso, podendo perder a vida a qualquer momento, fosse ser chamada de vida normal. Não. Ela queria casar, ter um bom marido, uma boa casa, um montão de filhos e uma vida cheia de amor e felicidade. Chegou a pensar em Jabu no papel de marido algumas vezes, mas foi antes de Seiya aparecer da Grécia com a armadura de Pégasus às costas.

A partir desse momento imaginava-o sempre a ele e não conseguia parar de ter fantasias do género com ele. Todas as vezes que estivera prestes a morrer, a única pessoa em que pensava era ele. Sempre tinha sido ele.

Mas ultimamente, quando ela pensava sériamente em lhe contar o que sentia, Mino tinha aparecido várias vezes lá, com aquela maldita cesta. Agora fazia-o como se fosse uma tradição, um costume. Não podia mandá-la embora, levantaria suspeitas. E além disso, todos pareciam gostar muito dela e da comida que trazia, icluindo Ikki, cujos olhos brilhavam sempre que via a cesta de comida. Não queria desagradar aos homens que tanto fizeram por ela. E não o ia fazer nunca.

Por isso chorara tanto naquela tarde. Sozinha e chamando silenciosamente por Seiya. Queria tê-lo só para ela, sem nenhuma Mino intrometida pelo meio, nem a cesta de comida, nem… Fechou os olhos com força e apertou os punhos. Droga! Nem a sua condição de deusa! Daria qualquer coisa para deixar de ser deusa por um dia! Só Zeus sabe o que diria e o que faria a Seiya nesse dia abençoado!

Começaria por beijá-lo, sem dúvida. Essa questão assombrava muito suas noites, nos últimos tempos. Iria chegar o dia em que atingiria a maioridade e nunca nenhum homem se atrevera a beijá-la. Apenas porque pensavam que estariam a desonrá-la. Jabu já se oferecera algumas vezes e já lhe dera a entender que estava disposto a passar esse limite, mas não o queria a ele para o seu primeiro beijo.

Queria Seiya, droga!

- Passa-se alguma coisa, Saori? – a voz de Seiya a sobressaltou. – Parece a ponto de explodir. – comentou.

Sem pensar duas vezes, correu para o seu lado direito a toda a velocidade. Não queria voltar para o palácio porque Mino estaria lá ainda a essa hora. Podia ser noite, mas Ikki sempre inventava uma desculpa para a reter até bem tarde com eles. A essa hora, todos já deviam saber que tinha fugido e quando regressasse, teria que suportar vê-la pendurada no pescoço de Seiya, perguntando se ele estaria bem.

Fora por causa dela que tinha fugido.

Não tinha nada a ver com os vestidos que Seiya havia queimado, isso era o de menos. Aliás, até tinha gostado que ele o tivesse feito. Discutir com ele era uma maneira de ficar perto dele e dava-lhe emoção. Era divertido e acabava sempre por ficar a discutir com ele durante horas, se fosse preciso. Ambos eram teimosos e demoravam a ceder. Na maior parte das vezes era ele que desistia primeiro, mas só porque Shiryuu o obrigava, alegando que não era bom para um Cavaleiro discutir e gritar com a pessoa que devia proteger.

- Saori, volta aqui! – gritou Seiya, atrás dela. – Não adianta fugir!

Ela não ligou e continuou correndo, tinha que chegar o mais longe que pudesse antes que a pegasse. Sentiu seu vestido se rasgar, desta vez com mais estragos, e chegou num pequeno lago. Não era muito grande, mas era profundo nas partes em que não havia rochas.

Enquanto tentava pensar que direcção tomava a partir dali, Seiya chegou até ela mas não teve tempo de travar e bateram um contra o outro. A última coisa que viu foram os braços dele a agarrarem antes de caírem juntos ao lago.

O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O

Seiya praguejou ao ir de encontro a ela. Só teve tempo de a agarrar bem firme e suster a respiração. Mas sentiu que a cabeça dela batera numa pequena pedra quando estavam debaixo de água.

- Droga! – praguejou de novo ao ver que estava inconsciente quando subiram à superfície.

Saiu do lago e a depositou no chão. Deitou a cabeça no peito dela, entre aqueles seios grandes que morria por apertar, e certificou-se com alívio que respirava normalmente e o coração batia compassado. Tinha apenas desmaiado. Sentou no chão e a tomou nos braços, abanando-a.

- Saori! Saori! Vamos, mulher, acorde! – segurou seu rosto e a observou por um tempo.

Era tão linda. Nunca tinha imaginado poder dizer isso a ela. Não depois de anos a odiando por ser egoísta e o maltratar a ele e aos outros. Mas com o passar do tempo, ela mudara tanto que não pôde evitar sentir um carinho muito forte por ela. Sempre que a salvava, naqueles pequenos e curtos momentos que podia descansar durante uma luta e a tinha por perto, segurava-a nos seus braços por mais tempo. Só ele sabia o quanto havia desfrutado das vezes em que a tinha inconsciente nos seus braços e a podia segurar com força sem ninguém ver.

Como agora.

Olhou para ela, indeciso. Estivera tantas vezes para a beijar. Mais do que podia imaginar. Tinha a certeza que o carinho que sentia por ela havia evoluído para algo mais profundo, algo que nunca tinha sentido e que não conseguia explicar.

Sem pensar duas vezes, pegou-a mais firme e desceu os lábios para os dela.

Nesse preciso momento, Saori acordou e sentiu a cabeça rodando. Não conseguiu distinguir muito bem quem era o atrevido que se aproximava tanto dela e por isso o seu primeiro instinto foi dar uma bofetada nele.

Seiya gemeu de dor e a largou na hora. Mas que diabos se passava com aquela mulher? – Porque me bateu, sua maluca? – esfregou a face vermelha, maldizendo a força dela.

Saori sentou e pestanejou algumas vezes, fazendo com que ele percebesse que ainda não estava desperta de todo. – Desculpa, Seiya, não sabia que era você e só pensei em te afastar. Desculpe.

- Não, não tem mal. – ele a olhou e chegou perto. – Sua cabeça dói? Acho que bateu numa pedra. – praguejou ao vê-la cambalear um pouco. – Vem cá.

Sem que Saori percebesse, Seiya a abraçou e arrastou para seu peito. Estavam encharcados e ela tinha plena consciência que andar nua revelaria menos do que ter aquele vestido molhado no corpo. – Seiya, não…

- Não o quê? Você precisa ter alguma coisa sólida a que se segurar até estar melhor. Não foi um grande golpe, mas deve ter te afectado o bastante. – afastou-a um pouco e checou sua cabeça. – Pelo menos não está sangrando.

Alguma coisa sólida a que se segurar? Bom, uma pedra não seria suficientemente sólida para isso como aqueles músculos, pensou ela um pouco corada.

Fechou os olhos e encostou o rosto no peito dele. A sensação da pele morena e molhada passando na sua mão era tão deliciosa que teve que conter o impulso de o arranhar ou apalpar para continuar checando.

Talvez tivesse sido da pancada, mas sentia uma enorme vontade de se apertar mais contra ele, de se abraçar a ele e passar as mãos pelas costas musculosas. Pelo menos era uma boa desculpa caso ele a recusasse e a afastasse. Sim, era um bom plano.

Esfregou a cabeça no peito dele e depois mergulhou o rosto no seu pescoço. – Eu te quero Seiya… - murmurou baixo demais.

- O que disse? Não entendi…

Ela afastou o rosto e se deu conta que o peito dele estava bem visível com aquela t-shirt branca e molhada. – N-Nada…

Os lábios dela estavam molhados, com gotas de água, e vermelhos. Seiya cravou o olhar neles. Será que ela era capaz de lhe bater de novo se a tentasse beijar outra vez?

Mandando suas dúvidas às urtigas, segurou-a pela nuca com um braço e a beijou, finalmente.

Descrever o Paraíso ou descrever a textura e o sabor dos lábios da deusa eram a mesma coisa para Seiya. Deliciosos, macios, suaves e inocentes. Tudo isso misturado o deixava desorientado e cheio de desejo. Lambeu o seu lábio inferior, pedindo autorização para aprofundar o beijo. Abriu os olhos com surpresa maliciosa ao sentir os braços delicados e finos rodeando seu pescoço, as mãos dela pareciam ansiosas por tocá-lo e afundaram-se em seus cabelos naturalmente bagunçados.

- Saori…

Desviou os lábios dos dela por um segundo e voltou a capturá-los entre os seus, enfiando a língua na sua boca para dançar com a dela. Apanhou-a e a sugou com deleite, ouvindo um gemido contido dela. Sorriu e a segurou pela cintura, estavam quase deitados, mas ele a puxou um pouco para cima, para que não se assustasse com suas intenções.

Saori afastou-se um pouco dele e se libertou do beijo. – Seiya, porque me beijou?

O cavaleiro soltou um gemido de protesto por ter interrompido o beijo e a beijou de novo, desta vez um pouco mais desesperado. – Porque eu te quero muito. – murmurou contra os seus lábios. – Muito…- Saori ficou tensa de repente e ele o sentiu. – O que foi?

Ela se soltou dele e se ergueu, virou de costas e deu alguns passos para se distanciar dele. Seiya só conseguia encarar seu traseiro redondo com cara de parvo e um sorriso malicioso. – Não pode sair por aí me beijando quando tem uma namorada, Seiya. Isso é traição e sabe que a Traição é inimiga da Justiça.

Ele se levantou e caminhou para ela. – Eu sei disso, e não estou traíndo ninguém.

- Não? – ela virou para ele com o rosto repleto de esperança.

- Pela última vez, Saori… A Mino não é minha namorada. – segurou a moça pelos ombros. – Eu só quero a você.

- Seiya… - seus olhos azuis tinham lágrimas.

- E eu sei que você também me quer… - disse, rouco, perto de seu ouvido. – Posso senti-lo.

Na verdade, estava jogando arriscado. Não tinha a certeza do que dizia, mas a alegria que ela demonstrara ao saber que ele não namorava Mino fê-lo querer arriscar.

Sem poder se conter, beijou-a novamente. Com paixão e ardor. Saori tremeu em seu abraço e gemeu quando a sua língua encontrou de novo a dela. Era tão deliciosa! Devorou seus lábios uma e outra vez, ouvindo os gemidos baixos dela, amarrando sua cintura contra o peito e sentindo os seios espalmados contra o peito duro.

Saori levou os braços ao pescoço dele e o rodeou. Tinha a sensação de que iria cair a qualquer momento e tinha que se apoiar em algo. Nada melhor do que na solidez dos músculos de Seiya, pensou.

- Saori… - soltou-a do beijo e a encarou com expressão séria. – Eu quero mesmo muito ter você… Agora.

- Como assim…? Você quer dizer…?

- Quero fazer amor com você. – o seu rosto expressava um desespero incomum nele. – Preciso te ter.

Em resposta, ela o beijou e sentiu que Seiya lhe baixava as alsas do vestido molhado. A pouco e pouco, sentiu as maos grandes do amado a tocando em partes do corpo inexploradas e arrancando a delicada langerie. Seiya a livrou do vestido e se concentrou em acariciá-la. A surpresa o pegou quando as mãos delicadas puxaram a sua t-shirt com força, como que o lembrando que era um estorvo para os dois, pareciam querer arrancá-la à força. Ele riu.

- Calma, meu amor… Tudo a seu tempo.

Estendeu o tecido do vestido branco no chão e a deitou em cima. Depois subiu para cima dela e queimou na pele alva uma trilha de beijos quentes e molhados desde os lábios, o pescoço, a clavícula, até um dos seios.

Tantas vezes que sonhara com aquilo! Poder apanhar um daqueles montes com as mãos, brincar com os mamilos, lamber a pele rosada e morder a carne macia até a ouvir gritar! Ikki elogiava diáriamente os seios de Saori e, por isso mesmo, todos os dias levava um soco. Odiava que os outros prestassem atenção no corpo perfeito de sua Saori. Era só dele. Colocou um mamilo na boca e o sugou, como se pudesse beber dele, e sentiu as mãos da deusa na sua cabeça, o puxando mais para ela.

- Seiya! – gemeu quando a mordeu possessivamente. – Eu… Eu… Ah, Seiya!

Uma mão atrevida desceu pelo meio das suas coxas e tocou na carne febril e macia, sondando a sua excitação. Seiya teve que desviar a boca do seio para poder gemer de prazer ao senti-la tão húmida e pronta para ele. – Ah, Saori, você me enlouquece desse jeito!

Saori o puxou pelos cabelos, delicadamente, até que seus lábios se encontrassem. – Quero ver você, meu amor. Tire essas roupas, por favor... – beijou-o de novo.

Ele obedeceu, e quando se ergueu para o fazer, ela se queixou e se arrependeu de o ter pedido. Não queria ser privada do toque nem do calor masculino.

Seiya tirou pela cabeça a t-shirt, logo depois baixou as calças e a roupa interior. Saori pensou se seria educado ficar encarando, mas não resistiu e teve de reprimir um gemido ao ver como ele era belo. E grande. Seria ele capaz de se encaixar nela sem a machucar?

Seiya sorriu ao vê-la tão corada e adivinhou seus pensamentos. – Não precisa ter medo, anjo. Prometo ser gentil… - subiu em cima dela e a beijou com ternura. – Você está preparada para me receber, não vai doer…

Saori acenou com a cabeça, apoiou ambas as mãos nos ombros cheios dele e abriu as pernas. Seiya tentou se encaixar nela, mas ao ver um pouco de receio nos olhos inocentes, sorriu e voltou a beijá-la para a distraír. Tinha a certeza que era virgem e tinha um medo terrível de a machucar. Se pedisse para parar, ele o faria, embora o deixasse arrasado.

Nesse momento, as mãos de Saori o tocaram na nuca e ele a penetrou. Com um único movimento firme e lento, reclamou a sua virgindade e a quebrou de modo poderoso, abafando o grito de surpresa dela na sua boca.

Saori o sentiu. Firme, cheio e grande dentro dela. Pulsando repleto de vigor masculino. Houve um momento de dor, muito rápido que quase não deu tempo de sentir. Completava-a de uma maneira indescritível e reprimiu a vontade de chorar de alegria. Agora era sua e não podia mudar nada. Nem queria.

- Seiya… Você é tão…- ele se moveu dentro dela e gemeu. – Tão… grande…

Ele riu contra a sua orelha e depois lambeu-a. – Não devia dizer isso a um homem quando possui uma mulher. Pode ser que aumente de tamanho…

Ela riu e o sentiu a saír de dentro dela. Com um gemido de frustação, mexeu as ancas e as subiu até o apanhar de novo dentro dela. Isso pareceu fazer grande efeito com ele, já que cerrou os dentes e fechou os olhos enquanto gemia.

- Saori…Não me torture.

- Sei que há mais, Seiya… - beijou seus lábios e acariciou os cabelos castanhos bagunçados. - Me mostre mais…

Ele assim o fez. Com um gemido rouco, recuou e avançou de novo dentro dela. Iniciou os movimentos de vai e vem como um mestre, enfurecendo as sensações da moça. Ela se contorcia debaixo dele, gemendo de prazer, gritando seu nome e arqueando as costas para oferecer o melhor de seu corpo ao amante.

Seiya baixou a cabeça e capturou um seio com a boca e o torturou, com uma mão, apanhou a coxa roliça e a colocou sobre os quadris. Gostava de se sentir preso naquela doce cela. O turbilhão de emoções aumentava drásticamente, e então tudo era sensação.

As mãos a acariciarem suas costas, as coxas o prendendo pelos quadris, a boca delicada em seu pescoço, os gemidos de puro êxtase… Estava perdendo o controle, sabia-o muito bem. Não era virgem, já tinha tomado inúmeras mulheres toda a vez que punha os pés na cidade. Ele e seus companheiros 'não-comprometidos' saíam escondidos de vez em quando com esse propósito. Mas só até alguns meses atrás, quando viu Saori de biquini na piscina do Palácio. A partir daí que não conseguia possuir outra mulher. Só queria Saori.

Deixando-se guiar pelos seus mais primitivos instintos, fincou as mãos no chão ao lado da cabeça de Saori e forçou mais os movimentos. Adorava ver como os seios dela se moviam para cima e para baixo e a expressão de prazer no rosto dela.

Saori notou que algo nele se soltava. Algo que estivera controlando. E tivera a certeza quando ele a soltou e ergueu o tronco, desta vez bem compenetrado em satisfazer o desejo de ambos. Da sua garganta saíam constantemente gemidos altos de prazer e foram aumentando ao passo que os movimentos de Seiya aumentavam. Contorcia-se debaixo dele, pedindo por mais e mais, tocando no tronco viril com suas mãos ingénuas e ansiosas. – Seiya…! Ahhhh! Seiya! Mais… rápido... Ahhhhhh!

Os músculos dos braços dele se contraíram ao aumentar ainda mais o ritmo. Agora já não gemiam, gritavam de prazer. Seiya sentou no chão de encontro a uma árvore e a puxou para si, a obrigando-a sentar em cima dele e a cavalgá-lo. Assim ela sentiria mais prazer.

- Seiya! – Saori agarrou a cabeça dele e a apertou contra os seios, para que os pudesse torturar com a língua novamente. Abriu um pouco mais as pernas e cavalgou o mais rápido que pôde, procurando o prazer máximo.

Seiya tinha em mente deixar que ela se saciasse com seu corpo, que o tocasse onde quisesse e que o amasse da forma que quisesse. Queria, antes do seu, lhe dar prazer. Queria vê-la gritar ao atingir o clímax e se recolher contra ele como um gatinho satisfeito. Iria dar o melhor de si a ela, não queria que pensasse que não era o óptimo amante que era. A pegou pelas nádegas e a forçou mais para si, sorrindo ao ouvir o grito de paixão.

- Sim, Saori… Deixe-se levar… Assim… - murmurava enquanto ela gemia e o obrigava a tomar seus seios entre os lábios. – Você é minha…

- Sim…! – arqueou-se mais contra ele, lhe oferecendo os seios volumosos. Seiya a agarrou pelas costas e a apertou contra si, apoderando-se deles com os dentes e a língua.

Atingiram o limite do prazer nesse momento e ambos reteram em suas bocas o grito de satisfação do outro, com um beijo apaixonado.

Saori sentiu o sémen de Seiya entrar dentro dela em jactos potentes e o corpo ficou mole de satisfação e cansaço. Caiu aninhada contra ele, respirando forte.

Seiya sorriu e a abraçou com carinho, tentando controlar a respiração. Nenhum de seus treinos havia requerido tanto esforço de sua parte como possuír aquela mulher. – Isso… foi a melhor coisa… que já fiz na vida…

Ela o beijou no ombro. – Espero que seja a última.

Ele a olhou, divertido. – Ah, com você só vai melhorar! Acredite! – depois a olhou com amor. – Eu já disse que te amo?

- Não… - confessou com um sorriso. – Por isso pode começar dizendo. Espero ouvi-lo pelo menos uma vez por dia. – brincou.

- Eu te amo. – falou pausadamente, puxando seu queixo para a beijar. – Muito, muito, muito!

- Eu acho que só te amo muito, muito. Chega para você, nobre Cavaleiro de Pégasus? – ela se ergueu e puxou o tecido do que antes tinha sido seu vestido de deusa. – Ou terei de procurar um que só me ame muito, muito? - viu o brilho nos olhos do amado e achou melhor correr. – Não! – gargalhou, segurando como podia o tecido contra os seios.

Seiya se levantou de um salto e, nu, correu atrás dela como um predador atrás da sua presa. Quando a pegou, segurou-a entre os braços e prendeu todos os seus movimentos. – Acha piada, sua moleca? – abafou uma gargalhada com um beijo. – Pois eu acho que não deveria brincar com algo tão sério… - repreendeu, embora seu tom de voz fosse tudo menos grosseiro e ameaçador. Os olhos castanhos brilhavam ao ver os azuis sorrindo.

- Peço… desculpa… - arfou depois de tanto rir. – Cavaleiro de Pégasus. Sei que ainda não aprendi a lição de não tirar sarro de meus nobres protectores. Eles podem roubar muitas coisas, sabe? – depois sussurrou. – A última coisa que um deles roubou foi meu coração…

Seiya sorriu e a atirou para a água. Saori veio à superfície e gritou de frustação. Quando o jovem emergiu, ela lhe atirou água. – Seu idiota! A água está gelada!

Ele riu alto. – Acho que estava delirando, por isso precisava te acordar.

Ela assumiu uma pose de raiva. – Delirando? O que eu estava dizendo era a mais pura verd…

Seiya se aproximou tanto que a frase foi morrendo em sua garganta. A água estava gelada, de facto, mas com ele tão perto, aqueceu rapidamente. – Você estava delirando porque seu coração já me pertencia. Nunca precisei roubá-lo. – piscou o olho e a beijou no ombro.

- Seiya! – uma voz ao longe chamou. Seiya dirigiu instintivamente um olhar duro para a direcção da voz. Estivera tão concentrado com sua mulher que não prestara atenção ao seu redor.

- Droga!

- Quem é, Seiya? – a jovem se agarrou a ele e passou os braços pela cintura. – A voz é muito familiar, não será…?

- É o Shiryuu. – disse entredentes.

- Saori-sama! – a voz de Shun também se fez ouvir.

- Acho que está acompanhado! – murmurou ela.

Seiya praguejou novamente. Que horas seriam? Quase meia-noite? Se calhar acharam que não tinha encontrado a deusa e vieram ver o que se passava. Droga! Estava tudo tão bom até então.

- Com sorte vieram todos. – tinha uma ideia. – Vamos, Saori, temos que voltar.

- Com sorte? Acha que vai ser uma 'sorte' se um deles nos pegar pelados? – escandalizou-se. – Seiya!

- Ninguém vai ter essa 'sorte', anjo. Ninguém vai te ver nua, confie em mim. – mataria a quem a quisesse ver nua, só ele tinha esse direito. – Se chegarmos ao Palácio primeiro, não nos verão assim. – ajudou-a a saír da água e lhe colocou a sua própria t-shirt húmida para a vestir.

- Tá… - enfiou a cabeça na t-shirt, apanhou a calça dele e o ficou observando a vesti-la. – Mas e que desculpa daremos? – Mãe do Céu, ele tinha o melhor dos traseiros…

- Uma qualquer… - mostrou os seus dentes direitos e brancos num modelo de sorriso malicioso e traquina. – Ou simplesmente dizemos a verdade. - apertou a calça e ficou em tronco nu. – Que eu te encontrei no bosque, discutimos, nos beijamos, nos declaramos e fizemos sexo…

Se seus reflexos fossem um pouco mais lentos, levaria com o ramo na testa.

- ACHA MESMO? – gritou. – Eu não vou dizer isso a eles! - Seiya correu a tapar a boca dela para não gritar mais alto e chamar a atenção dos restantes Cavaleiros. – Bom, pelo menos não essa palavra tão grosseira! – murmurou contra a palma da sua mão.

Seiya a soltou. – Tá bom, então. Depois a gente pensa numa palavra mais suave.

Ela se resignou com isso e começou a caminhar atrás dele em direcção ao Palácio. – Sabe… amanhã vou passar o dia todo na Fundação.

Ele ergueu a sobrancelha. – Ah, é?

- Sim. – suspirou, aborrecida. – Tenho que rever uns papéis antes do fim-de-semana ou vou ficar atolada de dívidas para pagar. Enfim, vai ser um dia muito aborrecido…

- Se quiser eu posso aparcer lá no escritório para 'animar' um pouco as coisas. O que diz?

Ela riu e lhe bateu de leve no ombro, sendo depois abraçada por ele enquanto andavam. – Você é o homem mais impertinente e atrevido que conheço!

- Sim… Já o ouvi antes. – beijou-a.

O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O.O

E aí, pessoal? Foi minha primeira fic de Saint Seiya, espero que esteja do vosso agrado! ^.^

É o seguinte, eu gostei muito de escrever essa fic, mas não sei se vocês gostariam de mais um ou dois capítulos hentai de continuação…

Não prometo nada ENORME, mas assim uma coisinha para dar um pouco de emoção e para entender como iria acabar a história que eu imaginei. Talvez os fizesse casar e ter filhos, não sei…

O que acham, minhas leitoras? Espero que mandem suas opiniões, por favor!

Beijão para todas vocês!

Ja ne, minna!