Oneshot

Shipper: Freddie/Cook, com menções à Freddie/Effy e Cook/Effy.

Resumo: Ele sempre foi o mais forte de nós. E mesmo agora continua sendo.

Período: bem depois do episódio 04x06 e 04x07. Spoilers do final de ambos.

Gênero: Slash, não explícito.

Censura: NC-14.

Disclaimer: Todos os personagens pertencem à all3media e a E4, mesmo que eu ache que deveriam, depois do que eles fizeram com Fredster e com os fãs brasileiros u_u

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Ele era forte. Sempre foi. Provavelmente sempre vai ser. Mais forte do que eu ou qualquer outro do grupo jamais poderia ser. Ele é o cara que nós sabemos que vai estar sempre , não importa quando, onde ou por quê. O que é capaz de esquecer a si mesmo por causa dos amigos. Quem sempre escuta e agüenta calado, um eterno ombro-amigo, que nunca reclama ou pestaneja. Eu sempre soube que, não importava quantas merdas eu fizesse ou o que eu fizesse, ele sempre estaria lá pra me tirar delas.

E eu o amo. Eu a amo. Ele a ama. Ele me ama. Ela ama ambos. Ela não ama nem a si mesmo. Ele não agüentou a pressão. Eu não o culpo. Aconteceria mais cedo ou mais tarde, como uma bomba sem previsão para explodir. Vinha guardando, engolindo, remoendo, mantendo para si toda aquela dor que vinha desde antes de nós nos conhecermos. Ver a história se repetir havia destruído o último dos pilares que o mantinham de pé, como um castelo de cartas atingido pelo vento.

Mas eu o manteria de pé. Assim como ele fizera tantas vezes comigo.

Eu o apertaria contra mim e deixaria que ele gritasse, esbravejasse e amaldiçoasse o quanto ele quisesse. Iria deixá-lo chorar e descarregar todo o peso que oprimia sua alma, suas lágrimas molhando meu ombro, seu desespero confundindo-se com o meu. Eu percebia, mais do que nunca agora, que não importava como aquela história terminasse, ele seria o único a sair destruído - afinal ela era Effy Stonem, ela sairia por cima independente de que situação fosse. Para mim, ligar o 'foda-se' era mais fácil do que a maioria das pessoas imagina. Mas ele era frágil. Ele era humano. Ele sofreria.

Quando seu nariz roçou na minha orelha, a sensação era de que centenas de agulhas perfuraram meu corpo. Seu hálito quente produzia arrepios, desnorteava. Freddie nunca soubera a quantidade de sensações que poderia produzir em um simples toque, uma carícia tão inocente e ao mesmo tempo tão profana. Seus olhos refletiam as chamas a nossa frente, mas a única coisa que eu podia ver refletida ali era eu. Eu, sempre fora eu. Sempre seríamos nós. Sempre...

Não me importava se em seus lábios ainda estivesse o gosto dela. Não importava se as lágrimas que escorriam pelos seus olhos e manchavam meu rosto fossem de dor puramente emocional, não física. Fazê-lo esquecer, como tantas outras vezes, era o que eu queria. Era o que eu precisava. Que suas unhas rasgassem minhas costas e ele deixasse minha cabeça na curva de seu pescoço, acompanhando meu ritmo, implorando por mim. Fazê-lo esquecer, por um momento que fosse, tudo ao redor. Éramos apenas nós dois. Freddie e Cook. Para sempre. Para sempre.

Éramos.

Agora a mim só resta a solidão. E as lágrimas, tão insistentes, tão constantes. E a dor. A de saber que ele não estará mais lá para me tirar de uma enrascada quando eu precisar. E de que eu não vou mais ver seu sorriso sempre que eu precisar me animar. Ou me lembrar de quem ainda existe alguém para quem se viver.