Uma amiga minha chamada Hevelin teve essa ideia, e ela me deixou escrever. Eu escrevi e postei primeiramente em inglês mas uma outra amiga minha, Raissa pediu para eu traduzir, então aqui está. E também essa história era pra ser apenas uma one-shoot (fanfic de apenas um capítulo) mas vou tentar me aventurar e escrever mais. Espero que gostem :D


Regina Mills fecha a porta de sua casa, com um grande sorriso em sua cara, colocando um fio de seu longo cabelo atrás de sua orelha.

Regina veio de uma rica família tradicional de Nova York, onde sua mãe já todo o seu futuro planejado para ela. Ela iria se tornar uma dançarina profissional e então ela iria se casar com um homem da alta sociedade. Não que sua mãe se preocupou em perguntar se era isso que ela queria. Nem sequer uma vez. Regina suspira e tenta manter o bom humor que ela estava quando ela entrou em casa. Ela olha para o relógio e percebe que ela ainda tem hora sozinha antes de seus pais chegarem. Ela se lembra das brigas constantes que eles estão tendo ultimamente e decide usar esse tempo sozinha para estudar, porque ela sabe que quando eles voltarem, ela não será capaz de se concentrar corretamente. Ela toma um banho, senta-se em sua cama aconchegante, com um monte de livros ao redor dela, e durante a hora que se passa, ela não tira os olhos deles. Depois de algum tempo, ela ouve um barulho em sua porta e vê a maçaneta se movendo.

- Oi.

A voz de Cora é indiferente como sempre, mas enquanto Regina vê sua mãe entrando no quarto, ela percebe pela expressão em seu rosto que algo está irritando-a. E um ataque de pânico começa a surgir dentro de Regina, temendo que sua mãe tenha descoberto os segredos dela.

- Oi mãe.

Regina tenta manter a voz estável e força um sorriso, esperando que sua mãe não perceba sua batalha interna.

- Eu recebi um telefonema interessante hoje. - Cora diz andando mais perto de Regina. - Uma mulher que trabalha no local onde você faz balé me disse que você não apareceu hoje. De novo.

Droga. Então o segredo dela foi mesmo descoberto. Eu estou ferrada, ela pensou. Mas se alguém lhe perguntasse se ela faria tudo de novo, ela faria. Só de pensar sobre os braços de Robin ao seu redor faz com que ela se sinta calma. Feliz. Vale a pena. Balé a faz se sentir triste, como uma obrigação. Muito contrário de como Robin faz ela se sentir.

- Você sabe que eu odeio balé, mãe. - Regina olha para sua mãe, tentando não ter medo dela.

- Você tem dezessete anos, Regina! Você não sabe o que você gosta ou o que você odeia. Eu sei o que é melhor para você. Você só quer faltar no balé para que você possa ficar com garotos. Eu não criei a minha filha para ser uma prostituta! - Cora diz levantando a voz.

As palavras de Cora são como uma faca no coração de Regina. Mesmo sendo maltratada por sua mãe durante toda a sua vida, ainda dói cada vez que isso acontece. A mãe dela não conseguia aceitar que o que ela queria para sua vida era diferente do que a sua mãe queria para a sua vida. Regina poderia simplesmente viver uma vida normal, com alguém que ela ame. Com alguém que a ame. Ela queria ser feliz. Lutar pela sua felicidade. Mas a mãe dela sempre queria mais e mais. E toda vez que elas entram em uma discussão, no final Regina abaixa sua cabeça e concorda com a sua mãe. Mas desta vez, decidiu Regina, seria diferente. Ela não iria se curvar a Cora.

- Eu não sou uma prostituta! E eu tenho certeza de que eu sei do que eu não gosto. Você apenas é muito teimosa para me ouvir! - Regina diz levantando a voz também.

- Não se atreva a levantar a voz para mim! Depois de tudo o que eu fiz para você, pelo menos você precisa me mostrar algum respeito!

Cora levanta um de seus braço e estava prestes a dar um tapa na cara da Regina quando Henry Mills entra no meio delas e agarra o braço de Cora.

- Eu não vou deixar você tocar nela. Pare. - Henry diz com um tom firme.

Cora se desvencilha dos braços de Henry e sai bufando do quarto de Regina e Henry vai atrás dela depois de dar a Regina um pequeno sorriso.

- Ela faltou no balé hoje de novo! - Regina conseguia ouvir sua mãe gritando.

- Ela só precisa de um pouco de liberdade. - Ela ouve seu pai argumentando com sua mãe.

- Ela já tem um monte de liberdade por sua causa! É por isso que ela é do jeito que ela é agora. Rebelde e imprudente.

Então ela simplesmente fecha a porta, não querendo ouvir mais nada. Regina não queria se sentir fraca, mas ela não conseguia parar as lágrimas que estavam inundando seu rosto. Mais uma vez seus pais estavam discutindo por sua causa. Ela sabia que seu pai provavelmente estaria melhor sem a sua mãe. Provavelmente todo mundo estaria melhor sem a sua mãe. Mas eles são os pais dela, e ela queria que eles ficassem juntos porque isso é o que toda filha quer. E ela odiava pensar que um dia eles iriam se divorciar por causa dela. Eu destruo tudo o que eu toco, Regina pensou, mordendo o lábio para conter um soluço. Ela se encolheu em sua cama, abraçando seu travesseiro, e começou a pensar que talvez se ela fosse uma garota melhor e tentasse obedecer aos desejos de sua mãe, eles iriam parar de brigar. Os pensamentos de Regina foram abruptamente interrompidos e ela voltou a realidade quando ela sentiu seu celular vibrar. Era uma nova mensagem. De Robin.

"Eu sei que a gente já se viu essa tarde, mas eu não tenho vergonha de admitir que eu já sinto sua falta. Podemos nos ver hoje à noite também?"

Regina sorri de orelha a orelha e novas lágrimas começam a se formar em seus olhos. Mas desta vez, lágrimas de felicidade. Não, ela não podia desistir da sua felicidade apenas para que seus pais pudessem ser felizes. Não quando sua felicidade estava tão perto, tão paupável para ela.

"Eu posso te encontrar na sua casa?" Ela escreve e clica em enviar.

"Claro que sim. Eu estarei esperando por você." Ele responde segundos depois.

Com um pequeno sorriso em seu rosto, ela anda até o banheiro, lava o rosto, pega seus itens pessoais e coloca eles dentro de uma mochila junto com algumas roupas. Ela não irá voltar para casa hoje.

Ela sai de seu quarto e encontra seus pais sentados no sofá, conversando mais civilmente na sala de estar.

- Eu tenho uma prova importante amanhã, e eu e Rose queremos dar uma última revisada na matéria juntas e ela me pediu para dormir na casa dela. Há algum problema com isso? - perguntou ela.

Ela mandou uma mensagem para Rose, sua melhor amiga, e ela concordou em cobri-la, fazendo Regina jurar que ela iria para a escola no dia seguinte. Rose era tão mãe às vezes.

- Claro que não. Rose é uma boa garota. Tenha uma boa noite.

Seu pai se levanta do sofá e beija sua testa, e ela o abraça apertado, grata pelo pai que ela tem. Depois que eles se afastam ela acena para sua mãe e sai de casa. Ela anda até o seu carro e começa a dirigir para o outro lado da cidade. É uma longe viagem, mas ela não se importa. Tudo o que ela se preocupa é quem está esperando por ela. E na verdade, ela gosta de passar o tempo em seu carro. Dirigir acalma ela. Após 1 hora, ela se encontra em frente de casa dele.

Ela sai do carro e tranca o carro, rapidamente cheirando a grama do jardim da frente da casa dele. Cheira a ele. Cheira a casa. Ela caminha até a porta da frente, e ele já está lá. Ele lhe dá um abraço apertado e lhe dá um beijo apaixonado, acariciando seu rosto com a palma das suas mãos. É incrível o quão bem ele faz ela se sentir só por estar com ela. Seus problemas temporariamente esquecido, e ela precisava desesperadamente disso.

- Oi - Regina diz sorrindo.

- Oi - ele responde com o mesmo sorriso em seu rosto.

Seu sotaque britânico nunca deixa de surpreender ela. Ele e seus pais são de Londres, mas eles vieram para os EUA quando ele tinha apenas 10 anos, porque seu pai encontrou uma grande oportunidade de trabalho em Nova York.

- Você vai passar a noite aqui, certo? Porque eu não vou deixar você dirigir tão tarde para voltar para a sua casa.

Ele diz com os braços ao redor da cintura dela, acariciando suas costas.

- Sim, eu vou passar a noite aqui, mas seus pais estão ok com isso? - ela pergunta com o rosto afundado no peito dele.

- É claro que eles estão ok com isso, não é a primeira vez que você passa a noite aqui. Além de que.. - ele diz delicadamente erguendo o rosto dela para que ela olhasse em seus olhos. - Eu disse a minha mãe que você estava vindo e ela fez o seu prato preferido. Frango frito.

Os olhos de Regina se arregalam em surpresa. Sua prórpria mãe nem sequer sabe que frango frito é seu favorito. Cora nunca se preocupou em perguntar ou pedir para a empregada fazer o favorito de Regina. Toda vez que a Regina estava com vontade de comer isso, ela tinha que pedir para a empregada fazer.

Seus olhos começam a se enxer de água, e não importa o quanto ela tenta esconder, Robin percebe isso.

- Ei, o que está errado, amor? - ele perguntou com preocupação.

- Cora brigou comigo de novo. E agora sua mãe está sendo tão doce comigo, como de costume, e minha mãe não sabe qual é a minha refeição favorita. - Regina diz tentando controlar um soluço, mas não consegue.

- Regina - ele coloca ela o mais próximo possível. - Eu não estou dizendo que você deveria desistir da sua família, porque você não deveria, mas toda vez que você precisar sentir que você tem sim uma família, pense na minha família. Eles são a sua família também.

- Robin - Regina sussurra, sem palavras.

- Shh. Você não precisa dizer nada. Vamos entrar? - ele diz olhando em seus olhos.

Ela assente e ele sorri, enlaçando seus dedos com os dela.

Eles entram na casa e dizem oi para o pai de Robin, Alec, que está assisindo TV, e Regina deixa Robin conversando com seu pai e vai para a cozinha dizer para a mãe dele, Natalie.

- Oi. - ela diz pisando dentro da cozinha.

- Regina! - a mulher mais velha diz com entusiasmo.

Natalie faz ela se lembrar muito de Robin. Eles não são muito parecidos fisicamente, ela tem o cabelo vermelho, olhos verdes, pele branca, e ela é pequena. Robin fisicamente é mais parecido com seu pai, alto, olhos azuis, cabelo castanho bagunçado, mesma cor de pele. Mas por dentro.. ele é todo a sua mãe.

Natalie termina de enxugar suas mãos e abraça Regina.

- Existe algo que eu possa fazer para ajudar? - Regina pergunta olhando em volta.

- Não se preocupe, eu só tenho que esperar mais 5 minutos para o frango frito esfriar um pouco e então eu posso levá-los para a mesa e nós podemos começar a comer.

- Ok então. Muito obrigada por fazer meu favorito. - Regina diz timidamente.

- Não precisa me agradecer. - ela sorri e aperta as mãos de Regina.

- Você está.. ok comigo passar a noite aqui? - Regina pergunta.

- Contanto que vocês dois durmam em quartos separados, o que não vai ser nenhum problema já que o quarto do irmão do Robin está desocupado, eu não tenho nenhum problema com isso. - ela suspira, e Regina pode ver que a conversa vai tomar um rumo mais sério. - Eu não sou cega, eu sei que você só tem dezessete anos e o Robin tem dezoito, mas eu sei que a relação de vocês está começando a ficar ainda mais séria. E eu estou feliz com isso, Regina. - ela diz olhando em seus olhos. - Porque você é uma pessoa incrível, e você o faz feliz. E eu vejo que ele te faz feliz também. E isso é tudo o que importa para mim.

Regina sorri e dá um grande abraço em Natalie. Elas esperam um pouco mais, e então ambas trazem a comida para a mesa. A refeição acontece como sempre acontece quando ela come lá. Alec fazendo piadas impróprias, Natalie brigando com ele de brincadeira, e especialmente com Robin segurando sua mão por debaixo da mesa de vez em quando.

Quando todos terminaram, Regina ajuda Natalie com os pratos e em seguida ela se junta ao Robin no jardim. Ela para encostada a porta, apreciando a visão que ela tem de Robin. Ele está deitado na grama, olhando as estrelas. Depois de um minuto ela anda para perto dele e cobre seus olhos.

Ele remove as mãos dela com as suas mãos e beija as mãos dela, e então ele deita ela na grama, colocando suas mãos em seu rosto e beijando sua boca. O beijo começa devagar, mas logo se aquece quando suas línguas se encontram. Suas mãos encontram a barra da blusa dela e ele começa a acariciar sua barriga enquanto eles se beijam. Ele morde o lábio inferior dela e ela geme e afunda ainda mais seus dedos em seu cabelo, fazendo ele gemer em resposta. Eles ficam assim por um tempo até que eles são forçados a se separarem, pelo menos por alguns centímetros, para pegar ar. Seus cabelos estão por todo o lugar, e as bochechas da Regina estão coradas.

Eles sorriem e se sentam na grama um ao lado do outro, os braços de Robin ao redor da Regina.

- Eu amo observar as estrelas. - Robin diz olhando para o céu. - Me faz lembrar quão grande esse mundo é.

- Você está muito poético hoje, Locksley. - Regina diz sorrindo, deitando sua cabeça em seu ombro.

Eles ficam um silêncio confortável durante alguns minutos, até Regina quebrar o silêncio.

- Eu não mereço alguém como você.

Ele é pego de surpresa pela seriedade de seu tom.

- Por que você está falando uma coisa dessas? Você sabe que não é verdade. - ele diz tentando tranquilizá-la.

- Eu sou uma estúpida garota confusa. - ela diz, olhando para baixo. - Eu não quero o que a minha mãe quer para mim, mas eu também não sei o que eu quero para mim. Eu gosto de ajudar as pessoas, eu amo pintar, mas minha mãe diz que nenhuma dessas coisas vai me dar dinheiro. E eu acho que ela está certa. Eu só arruino tudo o que eu toco. Logo, vai ser a sua vida que eu vou estar arruinando. - Regina diz olhando para o chão, lágrimas escorrendo pelo seu rosto.

- Seria impossível você arruinar alguma coisa, porque você tem o coração mais puro que eu conheço. E mesmo se você realmente me arruinar, seria um prazer ser arruinado por alguém com você. Deixe-me te contar uma coisa.

Ele para e olha para ela, e ele vê que ela ainda está chorando, mas ela tem um pequeno sorriso em seus lábios. Ele coloca um fio de cabelo atrás da orelha dela, e continua a falar.

- Você sabe que a minha família não é rica. Nós nunca fomos ricos. Mas nós sempre tivemos comida na nossa mesa, meus pais sempre quiseram ter certeza de que nós estávamos tendo uma boa educação. Eu tenho orgulho de meus pais, tenho orgulho de vir de onde eu vim. Mas eu sempre senti que tinha alguma coisa faltando, e eu falei sobre isso com o Little John, e ele disse "Isso é fácil, Robin, a coisa que está faltando é uma moça", e eu zombei dele, pensando que ele estava errado. Mas aquele bastardo estava certo. Era uma moça. Era você.

- Robin.. - ela diz com uma voz trêmula e um sorriso.

- O que quer que você queira fazer na sua vida, o que você quiser, eu ficarei do seu lado. Eu vou te ajudar a descobrir as coisas. Vamos descobrir um ao outro juntos. O que você acha sobre isso? - ele diz enxugando as lágrimas de seu rosto com a palma da sua mão.

- Eu acho que eu gostaria disso. - ela diz sorrindo e dando um beijo nele.

- Bom. - ele diz sorrindo e acariciando seu rosto.


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