Encontro
Por Susana Snape
Bem gente, faz algum tempo que eu não escrevo nada de novo sobre Snape/Mione na verdade foi uma certa falta de idéia e de tempo, mas agora eu ainda não estou com todo o tempo do mundo(muito antes pelo contrário), porém essa fic veio ao natural e está desde ontem me incomodando para sair do meu cérebro.
Para quem não leu o livro seis, não leia essa fic se não desejares saber o futuro da série.
Hermione estava naquela época em casa, isso era atípico, pelo menos desde que a menina começara a estudar. Todavia, a morte de Alvo Dumbledore e a possibilidade do fechamento da escola de magia e bruxaria de Hogwarts não só feria seu coração como também a deixava com uma dúvida:
-Seria possível mudar de escola no mundo dos bruxos? E se fosse para qual escola ela iria?
-Ou não voltaria para escola nenhuma, é isso mesmo, nem Hogwarts nem qualquer outro lugar, acompanharia seu amigo do peito( Harry Potter) na busca pelos Horcruxes de Voldemort.
Sentada em frente à janela da casa em que vivia com seus pais trouxas que, segundo todos, era um lugar seguro para ela, analisava as possibilidades e acabou não chegando a nenhuma conclusão.
Mas, de um modo muito particular a moça questionava-se das atitudes de uma outra pessoa:
Severo Prince Snape
Sim, ele era mestiço( pai trouxa e mãe bruxa), genial, charmoso, belo( ela não sabia desde quando o achava assim mas...), ele era um traidor, matara Alvo Dumbledore e fugira com Draco Malfoy. Odiá-lo era um dever, mas não era isso que se passava na mente daquela menina.
Tá, ela nunca diria a Harry ou Ron ou a qualquer ser vivente que sentia algo mais do que simpatia pelo ex-professor matador de "Alvo Dumbledore's".
A garota foi retirada de seu devaneio pela mãe que anunciava o almoço.
Aquela seria mais uma tarde chata na qual ela ficaria em casa sem nada para fazer, apenas divagando sobre sua vida ou ainda sobre os motivos de Snape, tentando sempre justificá-lo, inocentá-lo.
Não naquela tarde, certamente.
'Filha, você sabia que estão dizendo que aquela casa abandonada na outra quadra está sendo habitada por fantasmas?'
'Sério mãe?'
'É, você como bruxa poderia dar uma olhada e se forem fantasmas, eu gostaria tanto de vê-los. Seria uma experiência única para mim.'
'Mãe, podem ser comensais, pode ser perigoso eu entrar lá. Desculpe, mas eu não vou.'
'Ah, sim, eu tinha me esquecido disso. Não, não vá de jeito nenhum e mais, esqueça que eu disse isso, tá bom.'- A mãe disse enquanto via o rosto da menina contemplar a comida sem nenhum sentimento.
A porta abriu e um apressado Sr. Granger pode ser visto.
'Querido, pensei que não virias mais almoçar conosco.'- a mulher transparecia felicidade.
'Ah nem me fale, peguei um paciente que fez um banzé para arrancar um dente que só vendo. Eu colocava agulha perto e ele berrava isso que eu já tinha aplicado anestesia nele e tudo.'
'Eu sei, às vezes pego uns chorões assim também.'
O casal gargalhou daquela engraçada posição, sabendo que os procedimentos nem eram dolorosos quanto pareciam ser ou ainda quanto pintavam que eles fossem.
Enquanto isso Hermione pensava na idéia de dar uma olhada bem de longe e se fosse algo que ela suspeitasse, que tivesse um dedo de Voldemort, avisaria a ordem antes que eles pudessem dizer "Lord das Trevas".
Lord das Trevas, aquilo a lembrava de Severo.
Pediu licença e subiu ao seu quarto dizendo que iria estudar algo para não ficar muito tempo parada.
Hermione, decidida a ver o que se passava na tal casa, pensou no lugar; eram fácil só precisava usar os três D's, e lá foi ela.
Aparatando diretamente na frente da tal mansão velha, viu o que acreditava que veria, um lugar abandonado aparentemente caindo aos pedaços.
Ao se aproximar da porta sentia uma desesperada lembrança de que deixara um tinteiro de secagem rápida aberto. Aquele pensamento a dominava, mas ela se concentrou na lembrança de que não tinha tal tinteiro.
Nisso ela venceu a distancia até a porta e quando colocou a mão nela, o pensamento do tinteiro simplesmente sumiu.
Colocou o ouvido na porta e nada que pudesse dizer que o lugar era habitado foi constatado. Então ela, abriu a porta aos poucos, entrou e foi olhando tudo ao redor, aparentemente abandonado, porem limpo, estranhamente limpo.
Andou mais um pouco, ouviu passos.
Então ela se escondeu atrás de um pequeno móvel que tinha na sala.
Um vulto desceu e entrou em outra sala.
O certo seria sair correndo e chamar alguém, Lupin quem sabe, mas não, ela era curiosa demais para tanto, seguiu em direção ao vulto.
Seria um fantasma ou um tipo de aparição?
Ela chegou perto da porta e a encontrou aberta, havia um homem ali sentando de costas para ela.
Um calafrio percorreu seu corpo.
'Professor Snape.'- ela deixou escapar.
Ele deu um salto da poltrona que ocupava, olhando-a de cima a baixo.
'Srta. Granger. Não devia estar aqui.- foi tudo o que ele conseguiu dizer.'
Sem entender o porque de não sentir medo, ela aproximou-se dele, sentou em uma poltrona ao lado da que ele anteriormente ocupava.
'Não sabe que é perigoso ficar muito perto de mim? Eu posso matá-la também.'
'Você está tentando me afastar daqui, mas não sei porque, eu sinto que devo me arriscar ou melhor, eu sinto que o único risco que corro é exatamente o que eu quero correr.'
'Mocinha, se eu ainda fosse seu professor, isso significariam uns, deixa eu ver, duzentos pontos a menos para a Grifinória.'
'Por quê?'
'Ora não se faça de inocente não, estou te entendendo... não nasci ontem... Mas e o que exatamente a traz aqui a uma casa abandonada?'
'Se a sua intenção era manter-se escondido, não conseguiu. Tem um comentário no bairro de que essa casa está mal assombrada e por isso eu vim dar uma olhadinha.'
'Entendo, infelizmente é impossível viver numa casa tão velha que range com qualquer movimento sem fazer nenhum barulho.'- ele tentou se justificar.
Não sabia porque mas sentia uma vontade de mostrar para a moça que não era um incompetente.
Ele levantou e deu uma volta na sala, a cada passo o assoalho rangia como se tivesse um espirito agourento no local.
'Deu para ver, mas por que você não aparata pela casa?'
'Para me descobrirem. Não sei se a srta sabe, mas o ministério rasteia certas magias como a aparatação, é claro, que eles não têm como checar quando o bruxo aparata de um lugar a outro distante mas imagine se eles estiverem querendo me pegar...'
'E estão, pode apostar.'
'Então se eles verificarem que eu aparato sempre dentro de um mesmo lugar? Eu estaria perdido.'
'Você vai me matar, não vai?'
'Ué, você não disse que o único risco que corrias era o que desejavas correr?'- ironizando o medo que a menina transparecia Ter.
'Eu sei, mas fiquei pensando, você é um comensal, matou Dumbledore, é o tal Prince mestiço que escreveu naquele livro desde dicas de poções até magia negra. Você fala das artes das trevas como um amante apaixonado descrevendo o corpo da amada, então, por que eu não posso pensar que uma morte dolorosa pode estar me esperando?'
'Achas que eu seria sádico dessa forma?'
'Ué, pode ser que você realmente seja um amante apaixonado pelas artes das trevas.'
Severo balançou a cabeça numa negativa a moça era muito engraçada às vezes.
' Ah é? Onde a srta leu essas coisas para Ter tais frases na ponta da língua?'
'Não li nada, apenas sinto isso.'- ela sentia uma certa sensualidade no lugar a meia luz, a vela que iluminava a sala deixava o lugar curioso e Severo sentado com sua taça de vinho feito por elfos a olhando de uma forma indefinida.
'Entendo, você vai me denunciar?'- ele parecia sério agora mas mesmo assim mantinha, aos olhos da moça, uma pose sexy.
'Depende.'
'Ah vais me chantagear, não é?- ele parecia irritado.- E quais são as suas condições?'
'Ah, primeiro não me matar..'
'Primeiro, pelo visto você vai fazer um regulamento inteiro. Não sei se terei paciência para ouvi-la.'
'São só quatro, Segunda é me contar o que passou na tua cabeça quando, bem você sabe, eu gostaria de entendê-lo, mas não precisa ser agora. Terceira, você não me parece muito bem, queria poder ajudá-lo, sei lá, posso trazer comida você parece não se alimentar muito bem.'
'Espere, espere um pouco, você quer me ajudar? Ei, eu matei Alvo Dumbledore, eu sou do mal não compreendeste ainda? Mas fiquei curioso o que seria a sua Quarta condição?'
'Ah, bem eu estou sem escola e gostaria que você me ajudasse com os meus estudos para não ficar parada, o sr é um mestre em Poções e DCAT, não sei no restante das matérias...'
'Você quer que eu te dê aulas, mata-la seria uma opção melhor do que bancar o professor particular.'
'Eu pago.'
'Minhas horas são caras, srta. Granger.'
'Não pode ser tanto assim, e mais faça seu preço, eu posso pagar.'- ela levantou da poltrona dirigindo-se até a porta.
'Ah! Professor não me ameace mais, tá ok! Olha só, por uma morte você já está complicado imagine por duas e pense no lado bom, terás no que pensar e também comida quente.'
Quando ela se virou ouviu um barulho que reconheceu, ela estava certa quanto a ele não Ter o que comer naquele lugar.
A menina reapareceu no quarto dela e ouviu a mãe batendo freneticamente em sua porta.
'Filha, está tudo bem, abre a porta.'- ela parecia muito preocupada
'Calma mãe- Mione desarrumou os cabelos e fez uma cara de recém desperta convincente- eu dormi, desculpe. O que aconteceu?'
'Nada, só que eu vou trabalhar e bati uns cinco minutos sem obter resposta, me preocupei. Filha, você tem alguma coisa para fazer hoje, pretendes ficar em casa?'
'Não sei mãe, talvez eu vá dar um oizinho ao Harry ou quem sabe dar uma volta não sei, ah mãe, eu estou pensando em pedir a um professor da escola para me dar umas aulinhas particulares o que a Sra. Acha?'
'Bom, se você acha que precisa, me diga quanto ele vai querer e seu pai e eu daremos um jeito se for muito caro.'
Mione sorriu, entrou no quarto e ouviu os passos da mãe enquanto ela descia e saia de casa.
Não sabia porque ficara feliz por encontrar Snape e muito menos porque queria ir para lá novamente.
Sentou na sua escrivaninha e ficou esperando anoitecer. Daria uma tempo para que Severo pensasse melhor na sua proposta mas e se ele nesse tempo fugisse?
Ah Hermione sabia que isso não aconteceria, a noite ela daria um jeito de sair de casa com uma janta extra para fazer o faminto Severo Snape mudar de idéia.
Bem gente, esse é o primeiro capitulo da fic, espero que tenham gostado desse capitulo espero receber comentários.
Beijinhos
Susana Snape!
