Cervo ou Veado?
Chapter I
Por que eu prestaria atenção nessa pergunta? Existem tantas coisas importantes com as quais preocupar minha superdotada mente. Tipo: por que não importa quanto evanesco eu use, os cantos das minhas unhas continuam intragáveis e crescendo pra tudo quanto é lado, provando errada a teoria de que existe gravidade? Por que justo agora nasceu esta maledita espinha no meu nariz? Vestígios da puberdade? Sinal de câncer no meu ovário? Sinal de culpa por não ter comprado aquele bombom recheado maciamente de chocolate com trufas? E por que, meu Merlin!, a desgraçada da acne trouxe seu parceiro tímido (aquele que se esconde do mundo, dentro do MEU nariz) que me causa uma dor insuportável e a constante careta na minha cara, que faz com que as pessoas pensem que eu esteja constipada?!
- Cervo ou veado...
E por que não: Amos ou Aubrey?
Ou: chocolate ou morango?
Ou: menta ou eucalipto?
É tudo a mesma coisa, não? Refiro-me a menta e ao eucalipto.
Mas eu ficaria com canela. Canela no mingau, canela no café, canela no bolo, canela no chocolate, canela no côco e canela... Hum... Ainda conta a favor da canela a sua Acaloria!
Eu poderia viver só comendo canela...
- Cervo ou veado?
Por que essa infeliz pergunta fica me importunando?! Santo Merlin!
Tenho uma vida para cuidar, para viver, para temperar com canela... E chocolate e-
- Cervo ou veado?
- Potter, chega! – me exasperei e ele pareceu levemente satisfeito consigo mesmo ao me ver reconhecer (grosseira e estupidamente, mas ele que é o estúpido e grosseiro, eu só estou revidando a grosseria e estupidez dele antes que ele aja com as suas usuais grosseria e estupidez para cima de mim) a existência dele.
Coitado... Coitado porque ninguém merece ser tão grosseiro e estúpido como ele, com certeza nem ele se agüenta, por isso o "coitado".
Talvez ele tenha nascido numa tribo muito distante, bizarra e isolada do mundo e canibal (não se pode pensar numa tribo muito distante, bizarra e isolada do mundo que não seja canibal, é lógico). E que foi extinta pelos ET's bruxos da sociedade clandestina de Marte, que queriam o segredo mais secreto da tribo do Potter e como não lhes foi dado o que desejavam, eles dizimaram a tribo, fazendo churrasquinho de todos acompanhado com vinagrete.
E quanto ao Potter? Por que o deixaram vivo? Simples, por ele ser feio de doer. Quem ligaria para um menino magricela de cabelo que parece ter acabado de ser eletrocutado? Eu com toda a certeza não. Pois então, os ET's (muito sábios, na minha opinião) abandonaram o Potter a mercê da impiedosa natureza e a primeira coisa que ele aprendeu a dizer foi:
- Cervo ou veado?
Afinal ele estava na natureza e talvez, a primeira coisa que ele viu tenha sido:
- Cervo ou veado?
Daí a obsessão dele por essa pergunta louca. Mas a história não acaba aí. Tristemente, inseriram essa aberração na nossa sociedade e outra pergunta aflora: mas como Dr.ª Lily?? E eu lhe respondo, caro Sr Fulano e cara Sra Ciclana. Potter-aberração foi encontrado por um casal adorável (e demente, por terem adotado uma coisa estranha como esta à minha frente, só podiam ter vários parafusos a menos) e que estavam desesperados por um filho (o que explica também a loucura deles ao acolherem o Potter).
Contudo!, apesar de tanto amor incondicional ele não superou seu trauma, como podemos perceber por seu comportamento altamente maníaco-obsessivo-compulsivo-dependente e psicótico para ficar me indagando a todo o segundo:
- Cervo ou veado, Lily? – ele repetiu mais compenetrado ainda.
E ele realmente acredita que estou prestando atenção nele...
Será que eu ponho duas colheres de açúcar ou quatro no meu mingau? Da última vez que fizemos um café para todos no trabalho, o dourado estonteante dos cachos sedosos e lindamente perfeitos do Amos ofuscaram meus olhos e quase morri sufocada com tanto açúcar... É incrível como a gente perde o controle motor sobre nossos membros rapidinho quando alguém tem um novo corte de cabelo... Ca-ham, quero dizer, quando esse alguém É Amos Diggory. Ou o Aubrey...
Aquele cabelo preto-azulado, aquelas íris cinzas quase azuis (como o mar revolto da Escócia... Mas pode ser da Inglaterra também, viva a rainha ou o ministro da magia!) e aquele bumb-
- Qual a diferença Potter?! É tudo a mesma coisa – retorqui, evitando pensar em partes não alcançáveis do corpo do meu colega de trabalho e enfim pondo um fim nessa conversa louca com o louco do Potter.
Se o Aubrey ou o Amos me verem de papo assim com o doido do Potter, já eram as minhas chances com eles.
Remus e Sirius gargalharam devido a minha resposta e a cara de tacho do Potter, a dois metros de nós. E um pouquinho mais longe deles estava... Oh Merlin!
É impressão minha ou a calça do Aubrey está mais justa? Eu sabia que aquela pitada de cogumelo mágico fazia maravilhas!
- Cervo ou veado?
Cervo ou veado, hunf! Que pergunta! Será que eu o chamo pra sair? Claro que quem fica colocando pitadas de cogumelo mágico em sua bebida só pode estar depressivo e procurando uma parceira, certo?
Eu faria isso.
Totalmente.
- ...me espere no fim do expediente e você verá...! – Potter-insignificante tagarelou e blá, blá, blá, blá.
- Beleza – balbuciei, querendo que ele saísse da minha frente, ele era um obstáculo insuportável para a minha visão.
Beleza em pessoa é o Brad Pittosca, Alice me disse que havia conseguido uma foto com ele e fora tratada tão bem ao abordá-lo no Havaí... Ainda afirmou que o sorriso dele sem maquiagem e sem photomagic é mil vezes mais bonito. Pena ele já ser casado.
- O que foi que eu disse? – falei em voz alta, percebendo que havia confirmado algo antes e não conseguindo me lembrar o que.
- Você disse que ia esperar o Prongs – respondeu Remus solicito e me encarou preocupado.
Ele é muito fofo, se não fosse amigo do Potter poderia ser meu amigo.
Porém, não se junta dois nomes numa mesma frase: Evans e Potter. Assim como não se divide um mesmo amigo.
- Ai droga...! Vou cancelar – retruquei sem pestanejar.
- Você marcou Lily e ele não está alcançável, deve voltar aqui depois da batida com o Moody só pra falar com você – ele me repreendeu sem pestanejar (também!, nós podemos ser irmãos e nem sabemos... E se formos ele deveria estar do meu lado e não do Potter-histérico).
- Você dá o recado pra ele então, paga uma bebida e...
- Esqueça Lily, arque com suas responsabilidades. Da próxima, preste atenção com quem está conversando e nas coisas que diz, em vez de ficar babando sobre o Aubrey e seu traseiro.
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Meodeiomeodeiomeodeiomeodeiomeodeiomeodeiomeodeiomeodeio!
OdeioRemusodeioRemusodeioRemusodeioRemusodeioRemusodeioRemus!
Quem disse que nós poderíamos ser irmãos? Que demência, parece que fomos carroça e boi de carga, chicote e escravo, prisioneiro e algoz, eggsbacon-burguer e salada sem molho, executado e executador em vidas passadas.
Merda!, meus planos para convidar o Aubrey foram degolados...
Não chore Lily, não chore, não chore, seja forte, pense na torta de puro chocolate que está lhe aguardando depois de tudo lá na sua geladeira, friazinha, na temperatura certa e hum...
E tudo isso por causa de uma estúpida pergunta idiota imbecilizada do Potter:
Cervo ou veado!
Faça-me o favor. Além do mais, meu animal preferido é cachorro, não essas coisas estranhas...
Alguém já viu Bambi? Ele é um veado, certo?
O que é mais estranho é perceber que todos estão indo embora e eu fico. Eu sempre sou uma das primeiras a sair. Não que eu odeie o meu trabalho, mas fico encarregada da parte burocrática aqui no ala dos aurores e eu sou organizada, por mais que meus pensamentos não sejam muito ahm... organizados.
Não é só essa a razão. Ver o Amos aparatando é mágico! Ou as cinzas envolvendo o corpo másculo do Aubrey me deixa sem ar, é perfeito!
O modo como os fios deles ondulam com o movimento, que seus graciosos corpos executam, me hipnotiza... Eu preciso me concentrar em outras coisas, se não enlouqueço.
E tudo por causa do Potter! Eu mato essa aberração quando o ver e ele não tem escapatória... Muahaha! Ele vem ao meu encontro como uma gazelinha... HAHAHAHA!
Gazelas casam com cervos ou veados?
Arght!, chega logo Potter.
- Hey Lil's – chegou a coisa.
- E então? Quer beber algo? – do que ele está falando?
As risadas cerebrais estão ecoando pelos meus ouvidos...
AHM??!
- Você tá me chamando pra um... encontro?! – acho que ele se assustou com a minha cara toda enrugada de descrença.
Ótimo!, morra de medo sua gazela... HAHAHA!
- Não, não, não! – nossa... Quanta pressa pra negar, será que eu tô tão horrível assim? Bem que aquele sabonete que a Alice me deu me parecia muito suspeito – Só uma bebidinha entre colegas de trabalho, cansados depois de um dia exaustivo.
É, porque não. Ele me deve essa, eu perdi a minha sessão de despedida para dormir tranqüila de Amos-Aubrey.
- É, pode ser – agarrei minha bolsa e passei por ele esperando que ele me acompanhasse.
Mas a coisa-aberração estava fincada no chão, me encarando muito estranhamente.
Tinha que ser o louco do Potter.
- Que foi Potter? – retruquei fingindo impaciência, mas morrendo de medo de que ele tivesse visto algum monstro... E pra amedrontá-lo tem que ser algo bem horrendo, eu sei, por isso eu já estava sentindo minhas pernas tremerem.
- Nada Evans, vamos – e de repente ele voltou a andar, seguindo na minha frente como se nada tivesse acontecido.
Idiota, já disse que odeio o Potter?
Eu poderia ter ido pra minha casa, comido a minha tortinha gostosa, tomado meu banho quente, poderia estar aconchegada no meu edredom com desenhos de caldeirões. Mas nãããão, eu estou aqui com o Potter, depois de um cansativo dia de trabalho exploratório e adivinha?
O Aubrey está deslumbrante com uma calça mais apertada ainda! E adivinha mais? Com uma loira de parar todos os vira-tempos!
Eu sou muito infeliz e azarada, já percebi.
E agora parece que Potter percebeu que estou lançando olhares de vermelha inveja para a platinada.
- Você virou lésbica Lily? – é, ele voltou a me chamar de Lily, que saco.
Tomara que o Aubrey não olhe para cá, nãoolhanãoolhanãoolhanãoolhanãoolhanãoolhanão-
- Hey Aubrey! – esquece seu mantra inútil, não existe feitiço que me proteja da maldição do Potter.
Ah não! Ele tá vindo pra cá, meu Merlin! Que... Zíper legal!
Ai droga, não olha pro zíper dele Lily, nãoolhaLilynãoolhaLilynãoolhaLilynãoolhaLilynão-
- Oi Evans – que zípe... QUE SORRISO!
- Olá, licença, vou ao banheiro – sai correndo.
Ótimo, mais burra que eu: só eu mesma.
E se aquele "maravilhoso" zíper estourar? E se a calça dele rasgar enquanto a gente conversa? Que cor deve ser a cueca dele? Quero dizer, ele não deve ser do tipo de cara que usa cueca, é mais do tipo que usa uma samba-canção ou aquelas cuequinhas shorts ou nem usa... AI MEU MERLIN! Como eu vou ficar? Acho que eu vou atacar aquele homem... E as unhas daquela loira não me deixariam inteira, tenho certeza. Então só sairei daqui após o bar esvaziar.
É, é isso.
Determinação Lily! Você pode.
- O que cê tá fazendo ruiva? – Potter me descobriu? – Sai daí Lily, ele já foi embora com aquele pavão amarelo...
- Ufa... Obrigada Potter – respirei fundo e me apoiei na porta do reservado – Hey! O que você tá fazendo no banheiro feminino?! – avancei revoltada para cima dele e ele desfez a expressão estranha que tinha ao me encarar ali.
- Ops... Esqueci – e em seguida ele riu como se tivesse ouvido a piada mais engraçada.
Puxei todo o oxigênio que podia para dentro dos pulmões e ele parou de rir, me olhou ainda com um ar discreto de "estou achando tudo muito divertido!" e um brilho estranho nos olhos.
Todavia, se eu iria gritar com ele e ele iria revidar, não deu para saber. Alguém entrava no toalete e Potter me empurrou com força para dentro de um dos reservados.
- Acho que quebrei minha coluna... – balbuciei, sentindo a dor desagradável em pontada no meio das minhas costas e Potter encostou seus dedos sobre meus lábios.
A dor piorou e um desconforto se apoderou do meu corpo com o toque simples dele.
Ele não precisa ficar assim tão perto, precisa?
Ah Merlin, parece que estão entrando mais mulheres, não é hoje que eu saio daqui.
- Maldito... – deixei escapar entre um suspiro de dor e outro muito estranho, que parecia um..., bem, parecia algo muito estranho.
Hoje meu dia está estranho mesmo, vai entender.
Ele olhou para mim como se tivesse percebido agora a minha existência. É, eu sempre soube que o Potter era doido, mas cego? Ou com ausência de percepção tátil? Ou surdo? Essa é nova.
Como se meus muxoxos de reclamação não fossem audíveis o suficiente, ele estava me imprensando e a dor na minha coluna só aumentava, como ele não notava isso? Ah, claro, porque não é com a coluna dele!
- Você cheira a... – o que ele tá dizendo? É claro que eu cheiro a algo, tipo... a mijo da privada aqui do nosso lado?! Porque só é esse fedor que sinto - ...igual ao frescor do amanhecer... – ele fechou as pálpebras e se aproximou mais de mim (eu tô pra virar papel aqui Potter! Desencosta seu louco).
Era o que eu gostaria de dizer, mas a forma como ele disse, e não foram só as palavras, sabe? Não que o que ele diga me afete, estamos falando do Potter-aberração-coisa. Mas é que, não que tenha sido uma declaração de amor também, mas é que... EU TAVA IMPRESTÁVEL E VEM UM CARA E DIZ QUE TÔ CHEIRANDO IGUAL AO FRESCOR DO AMANHECER?!
Claro, eu dei um tapa nele.
- Tarado, me respeita Potter e desencosta, seu demente! – bradei o empurrando e saindo possessa do reservado.
Nisso é que dá!, eu nem devia ter vindo. Agora perdi a minha chance com o Aubrey, fui cheirada pelo Potter e perdi meu apetite.
Por causa de uma pergunta burra que nem foi feita.
Odeio minha vida.
Cervo ou veado, lógico que CACHORRO! Ah, esqueci de algo.
- Hey Potter – encarei um James Potter de orbes arregaladas, que saía apressado e lançava olhares preocupados para o banheiro feminino, de onde vinham berros que podiam ser ouvidos em outra galáxia.
Ele me encarou mais confuso do que quando o deixei naquele reservado sozinho e revelado a sua presença lá.
- Nem cervo, nem veado. É cachorro ouviu? Ouviu bem? Ca-cho-rro! – e saí bufando dali.
Não olhei para trás.
Mas algo me dizia que um sorriso malicioso devia estar brincando nos lábios finos dele.
Não sei dizer como sabia disso.
Eu simplesmente, sabia.
BARRA SEPARADORA
Depois de um fim de semana muito triste. O que era altamente compreensível. Eu tive pesadelos que envolviam um Aubrey me dizendo que eu cheirava a mijo e daria uma péssima auror,o que justificava nunca Moody ter me chamado para uma empreitada. E o pesadelo não parava aí, Amos se juntava a ele e dizia que eu não era loira e lésbica e por isso não podia ficar com ele. Okay, eu sou louca.
E para arrematar o Potter aparecia e dizia que eu era a garota que exalava a mijo pelos poros mais linda que ele havia conhecido e se ficar comigo significasse cheirar mijo todo dia, ele iria amar sentir fedor de mijo por toda a casa, todo o santo dia de sua existência (N/A: ò.ó'').
Nunca ouvi a palavra "mijo" tanto na minha vida...
Cheguei ao ministério, em plena segunda-feira com uma dor de cabeça insuportável. O pesadelo justifica tudo. Sinto minhas temporas latejarem e minha visão embaçar...
E... Espera.
O Amos está segurando a porta do elevador para mim com um sorriso LINDO?! É para mim mesmo?!
Entrei e a primeira coisa que fiz foi, me lembrar do pesadelo.
Tristeza.
Só pensava em ficar cheirando discretamente qualquer parte de mim, para ter certeza de que não estava cheirando a mijo. Eu não conseguia me controlar, era mais forte que eu. A noite mal dormido me marcou para todo o sempre.
- E então Evans, preparada para a sua primeira chamada? – ele me perguntou e eu com a palavra "MIJO" martelando na minha cabeça como uma placa néon de bar, que não cessa de piscar.
Dava até para ver as letras se formarem na minha testa de tão forte que elas se projetavam no meu cérebro, eu tenho certeza.
- Ahm... Sim – respondi desesperada para sair dali e tomar um banho, me encharcar de perfume, pois podia jurar que estava sentindo cheiro de mijo!
Ai meu Merlin! Me ajuda!!!
- Você tem algum plano para esse fim de semana? – ele perguntou gentilmente, quando uma senhora de idade saltou no andar abaixo do nosso (e posso afirmar de pé junto que ela franziu o nariz na minha direção antes de ir embora como quem sentiu um fedor desagradável... Ai ai ai!).
Tenho! Tomar cinqüenta banhos e limpar cem vezes o banheiro de casa!!
- Eu estava pensando se você não aceitaria ir jantar comigo? – ele continuou diante do meu mutismo.
Diga sim Lily! Mijomijomijomijomijomijomijomijomijomijomijomijomijomijomijomijomijomi-
- Mi- Sim! Quero dizer, sim, seria um prazer Diggory – sorri sentindo mij- digo, suor escorrer pela minha espinha.
- Eu lhe pego às 20h, tudo bem? Prometo que você adorará – ele me deu aquele sorriso lindo e eu quase babei.
- Okay... Até... – murmurei e segui para a minha salinha mofenta.
- Lily!
- Ai Potter! Quer me matar de susto? – exclamei quando ele despontou não sei de onde – E já lhe disse, pare de me chamar de Lily, é Evans - pelo menos o susto findou a obsessão da minha mente pela palavra "mijo".
- Só porque o seu loiro aguado lhe chama de Evans, eu não farei o mesmo, Lily – ele cantarolou o meu nome.
Bem, para o cara que disse que me amaria apesar do meu cheiro de mijo, eu posso deixar isso passar. Além do mais, meu dia começou muito bem. Eu tenho um encontro com o AMOS!
- Diz logo seu chato – disse sem emoção.
- Você se lembra da minha perguntinha que deu toda aquela confusão? – aí está, o sorriso malicioso e com um traço maroto.
Ele não cresceu...
- Eu já disse Potter, e respondi a sua pergunta. E não existe diferença e...
- Existe diferença, procure no dicionário. Mas não é disso que vim lhe falar. No domingo é aniversário do Diggory – ele falou tão casual que nem desconfiei que ele tramava, até por que ele tramaria contra mim? Eu sou tão inofensiva e ele não nutre sentimentos por mim e então...
- E vamos fazer uma festa surpresa e compramos até um animal de presente para ele. Pois você sabe, o animal preferido dele também é cachorro e...
Merlin! Ele ama cachorros?! Já estou vendo nossa casa com 101 cãezinhos... Ai que lindo! As crianças brincando no quintal com os filhotinhos e eu e ele, sentados à sombra, com nossos óculos de sol, acariciando nossos cachorros adultos e elegantes como nós e o Amos me chama a parte e, me carrega para o nosso quarto com cama de casal e...
- E ele pode ficar com você? Seria só até o domingo... E ele é adorável, você irá adorá-lo Lily – ele sorriu tão meigamente e eu pensei em mim dizendo para o Amos que havia guardado o presente dele e que o animal havia se apegado de tal forma a mim que não desgrudava e, que se ele quisesse eu poderia ajudá-lo com o cachorro para o animal não sofrer com a separação e...
- Claro Potter – sorri sonhadora.
- Beleza, pedirei para que o deixem na sua casa depois – ele sorriu e foi embora.
Contei os minutos para voltar para casa e conhecer o filhotinho adorável!
Estou ferrada! Morta! Acabada! Enterrada! Trouxeram meu caixão com o veneno em vez do filhotinho adorável!
Estava cintilando de alegria quando tocaram a campainha do meu apartamento e quando abri a porta, um urso negro enoooooorme caiu em cima de mim!
Mas não era um urso, era o filhotinho adorável que o Potter descrevera!
Eu me senti esmagada! E confusa: se era um urso ou um monstro! Contudo, monstros não lambem a nossa cara, a não ser que queiram ter uma idéia do que vão engolir.
Quando aquela coisa monstruosa de grande saiu de cima de mim, visualizei a plaquetinha que estava pendurada por uma fina corrente prateada em volta de seu pescoço.
"Pads".
O tal de "Pads" estava mais para Tiranossauro Rex ou Monstro do Lago Ness. Porém, "Pads" era mais fácil de chamar. Principalmente quando quisesse xingá-lo.
E não demorou muito, ele começou urinando nos meus sapatos para sair.
Até parecia que ele sabia o que estava fazendo, além de que se parecia com alguém em particular. Apesar de não ter conseguido atinar com quem exatamente ele parecia naquele momento.
- Potter vai se ver comigo amanhã! – bradei aborrecida e Pads latiu, pulando em cima de mim, de novo.
N/A: Oie n.n/ E... QUE TAL? Tá bacana? A fic é curta e é presente de natal (X
bjin'
Jaque Weasley
