Disclaymer: Saint Seiya pertence a Masami Kurumada

Saint Seiya The Lost Canvas ShioriTeshiori

Saint Seiya Omega pertence a Toei Animation


Fic de presente de aniversário para Rodrigo Ribeiro.


Temporits Actis - Futurum Tempus


Sinopse - O tempo é formado por diversas linhas temporais, qualquer intervenção no tempo, por menor que seja pode alterá-las e por conta disso o santuário é novamente visitado.


Obs: Virou franquia rsrs

Temporits Actis - fic principal

Temporits Actis - Reverse Tempus - se passa seis meses depois da fic original

Cronologia: a fic original se passa em 2009, contudo por conta do tempo entre a obra original de SS com o Omega ( 25 anos depois) esse ano não será levado em conta. Outro ponto, o final do Omega será diferente num ponto: Paradox, não morreu, mas não é mais a amazona de Gêmeos.


Qualquer intervenção no tempo, por menor que seja pode altera-lo. Uma ação realizada ou não realizada desencadeia ações futuras. A ida dos cavaleiros de ouro para o século XVIII não foi de toda solucionada, a simples presença deles alterou o destino de muitos...


Santuário século XXI...

- Não me disseram que eu teria que usar isso! - exclamou o futuro mestre do santuário, Harbinger de Touro.

- São vestimentas tradicionais Harbinger. - disse Kiki pacientemente. - Todos os mestres anteriores seguiram essa tradição.

- Mas isso é calorento! - olhava para o manto branco. - Vocês querem me matar? É isso?

- Vai até ficar elegante com isso. - Integra conteve o riso.

- É norma Touro. - disse Fudou. - como mestre precisa usar isso.

- Já não estou gostando de ser mestre. - fechou a cara. - eu não posso nem mandar na minha própria roupa!

A conversa foi interrompida pela chegada de Atena, acompanhada por Paradox. Os cavaleiros assim que a viram ajoelharam.

- Não há necessidade. - disse a deusa. - levantem-se.

- Harbinger trouxe o elmo do grande mestre. - Paradox sorriu.

- Além do manto tenho que usar isso? - arregalou os olhos. - me perdoe Atena, mas não vou usar.

- Como quiser Harbinger, se isso te incomoda não há necessidade. - deu um sorriso gentil. - se me derem licença, preciso cuidar de outros assuntos.

Todos fizeram uma leve reverencia. Paradox caminhou até o taurino entregando-lhe o elmo.

- Está aqui para quando quiser usa-lo.

- Vou pensar... - disse torcendo a cara.

A guerra contra Saturno tinha acabado há poucos dias, Atena reconstruía o santuário e Harbinger tinha sido escolhido para ser o grande mestre.

- Sinta-se honrado amigo. - Kiki aproximou olhando com carinho para o elmo dourado. - grandes homens usaram esse acessório. Mestre Sage, mestre Hakurei, mestre Shion, Saga e agora você. - o olhar de Kiki tornou-se triste. Aquela época ainda estava muito presente em sua vida. Todos já haviam percebido que o jovem cavaleiro de Áries trazia um olhar sério, mas triste. O que era oposto a sua época de criança como contou Seiya e Shiryu.

- Sente falta do seu mestre, não é? - indagou Integra.

- Sinto. - deu um meio sorriso. - não apenas dele, mas de todos. Passei bons momentos ao lado deles. Agora tenho a Raki, para treinar. - sorriu.

- Flashback-

Haviam se passado dez anos da luta de Atena contra Hades. Ela saiu vitoriosa, mas a custa da vida de seus cavaleiros de ouro. Quando Kiki recebeu a noticia da morte de seu mestre, ficou abatido. Como discípulo tinha consciência que seu mestre havia morrido para cumprir seu dever, mas como "filho", pois era assim que se sentia às vezes em relação ao ariano, não entendia. Com o passar do tempo, aprendeu a conviver com a dor e com dezoito anos, já tinha consagrado cavaleiro de Áries, assumindo o posto de reparador de armaduras e passando boa parte do tempo em Jamiel. Incorporou completamente as rotinas domesticas do antigo palácio, virando um exemplar "dona de casa", alternando com os deveres do reparo. E assim os dias iam passando...

Naquele dia ensolarado, tinha acordado cedo, pronto para as primeiras tarefas domesticas. O primeiro lugar que limparia, era o antigo quarto de seu mestre Mu. Kiki passou a mão no tapete que havia no meio do cômodo pendurando-o na janela, voltando o olhar para dentro, mirou o antigo leito do seu mestre. Soltou um suspiro triste. Voltou a bater no tapete, mas os olhos encheram de água e num segundo seguinte rompeu em lágrimas.

Kiki sentiu uma presença atrás de si e quando se virou deparou-se com a imagem de Mu, sentado na cama, com a expressão serena.

As lágrimas vieram com força e ele correu jogando-se sobre a cama.

- Mestre Mu... me sinto tão só... por que teve que morrer?

Não soube por quanto tempo ficou ali chorando, apenas acordou percebendo aquela parte do lençol molhada. Um pouco mais resignado limpou as lágrimas, Mu não gostaria que ele se sentisse triste.

- Tenho que seguir em frente. - disse animando-se.

Regressaria aos trabalhos, se algo não tivesse chamado sua atenção. Aproximou-se da janela, não vendo nada de anormal na paisagem, mas algo dentro dele o intuía a caminhar até perto das montanhas. Obedecendo ao seu instinto Kiki rumou para as montanhas que circundavam o castelo. No meio da trilha vislumbrou um amontoado de panos e um barulho vindo deles. Ao se aproximar assustou-se ao deparar com um bebê de olhos verdes e cabelos cor de vinho. Com todo cuidado Kiki o pegou no colo.

- O que faz aqui sozinho? - sorriu.

O bebê parou de chorar olhando-o ainda com os olhos lacrimejantes. Kiki fitou mais atentamente percebendo que era uma menina.

- Qual nome darei para a jovenzinha? - sorriu, pensando por alguns segundos. - Raki. Deve está com fome, vamos?

O cavaleiro caminhou de volta para o castelo, no caminho se lembrou do seu mestre. Mesmo distante ele não parou de pensar nele, colocando a jovem Raki em sua vida.

- "Obrigado mestre."

- Fim do Flashback-

- O que tem eu? - a pequena lemuriana apareceu de repente.

- Para de fazer isso! - Harbinger deu um pulo assustado.

Raki mostrou a língua para ele.

- Raki... - Kiki a fitou recriminando.

- Desculpe mestre. - o fitou. - Seiya está chamando todo mundo.

- Aconteceu alguma coisa? - indagou Fudou preocupado.

- Não sei... - a jovem deu nos ombros.

Os seis seguiram para o exterior do templo de Atena.

Santuário século XX

A vida seguia tranquila para os habitantes do santuário. Já tinha uma semana que Ananké, a deusa da inevitabilidade, havia levado Regulus e Manigold de volta ao passado restabelecendo a ordem das coisas. Entretanto...

Confins do Olimpo

Irene seguia apressada para a morada das Moiras. As consequências dos atos de Pontos repercutiriam até quando? Anunciou-se com seu cosmo.

- O que a trás aqui jovem Irene? - indagou Ananké que estava na companhia das filhas.

- A ida de Chronos para o passado.

- O que houve dessa vez? - Cloto tecia.

- Sinto ondulações nas linhas temporais. - Irene estava nervosa. - não bastou a vinda dos cavaleiros de Câncer e Leão, ainda tem mais.

Ananké levantou de onde estava, caminhando até o tapete que sua filha do meio, Láquesis, enrolava o fio. Mesmo tentando reparar os erros cometidos por Chronos, o tapete daquele grupo de pessoas nunca mais foi o mesmo. Alguns personagens, como Lara, Asmita e Selinsa no tapete original, não eram para terem renascido no santuário, contudo as ações do deus do tempo acarretaram nisso. Observando atentamente Ananké percebeu que algumas linhas cruzavam entre si.

- O tapete dos santos de Atena está com as linhas cruzadas.

As quatro outras deusas analisavam com atenção a face de Ananké.

- É possível que linhas temporais tenham se cruzado. Por enquanto não podemos fazer nada. - pronunciou. - vamos aguardar os acontecimentos e então agiremos.

- É prudente? - indagou Irene.

- Sim, pois não sabemos como os fatos vão ocorrer. Vamos aguardar.

Século XXI...

O grupo dirigiu-se para o local onde Atena estava reunida com Seiya, Shiryu, Shun, Hyoga e Ikki. A pequena reunião não durou muito, sendo dispensados em seguida. Kiki e os demais jovens cavaleiros de ouro, foram tratar de assuntos da reconstrução do templo. Raki e Paradox foram cuidar de outros afazeres.

Na área mais restrita do santuário, eram guardados os objetos que tinham que ser mantidos sobre controle pelo cosmo de Atena. A ânfora de Poseidon, a adaga dourada usada por Saga e os restos da Ouroborus que estava sugando o cosmo de Atena e Pallas. A sala estava mergulhada numa profunda escuridão, exceto pelo brilho do objeto em formato de espiral. Ele emitia um brilho dourado e aos poucos o brilho foi atingindo a parede, alastrando como se fosse uma fenda.

Raki e Paradox passavam pelo corredor quando sentiram um cosmo vindo daquela sala. A geminiana tomou a frente da jovem lemuriana, abrindo a porta.

- Mas o que...?

A parede do fundo da sala estava cortada por uma fenda que brilhava em dourado, bem no meio, viu um buraco, que emitia as mais diversas coisas.

- O que é isso Paradox?

- Raki, chame os demais cavaleiros de ouro, mas não diga nada a Atena.

- Sim.

A ruiva saiu correndo. Paradox entrou lentamente no recinto, sentindo a cosmo energia que provinha do "buraco".

Ao aproximar arregalou os olhos, pois conhecia bem aquele brilho.

- Linhas temporais?

Raki encontrou os quatro cavaleiros de ouro na sala do trono, felizmente Atena não estava presente.

- Mestre Kiki! Mestre Kiki!

- O que foi Raki? Precisa gritar?

- É urgente. - disse nervosa.

- Vamos. - Fudou notou a tensão no rosto da garota.

Caminharam em direção para os fundos do templo, a medida que andavam sentiam um cosmo no ar.

- Algum problema irmã? - indagou Integra ao entrar no recinto.

Os outros três olharam na direção que Paradox fitava.

- Mas isso é... - murmurou Harbinger.

- Linhas temporais... - Integra ficou tensa. - o que aconteceu Paradox?

- Esse cosmo vem dos restos do Ouroborus de Saturno. - disse sem olha-los.

- Então é o poder do deus que está criando essa distorção. - disse Fudou.

- É o que parece, mas por que? - Kiki estava muito preocupado.

Para a surpresa deles o brilho da fenda intensificou, cobrindo todo o recinto. Atena e Seiya e os demais que estavam fora do templo, sentiram um cosmo hostil. Rapidamente dirigiram-se para fonte desse cosmo.

No cômodo, os cavaleiros, Paradox e Raki tiveram que cobrir os olhos por conta da claridade. Aos poucos o local foi tomado pela luz e no segundo seguinte Paradox e os cavaleiros de ouro sumiram.

- Mestre Kiki? - Raki olhou para os lados. - Paradox? Harbinger?

- Raki! - Atena surgiu na porta.

- Atena, eles sumiram! - exclamou assustada.

Seiya e Atena trocaram olhares, o cosmo hostil sumiu completamente...

Século XX...

Uma luz intensa brilhou atrás da estátua de Atena. Aos poucos Kiki, Harbinger, Fudou, Paradox e Integra abriram os olhos.

- Onde estamos? – o taurino olhava ao redor.

- No santuário, mas... – Fudou analisou a estátua. – mas não o santuário que conhecemos.

Kiki deu alguns passos contornando a estátua, conhecia aquele local...

- Não pode ser... – não queria acreditar.

- Kiki, já mandei você voltar.

O cavaleiro de Áries voltou o olhar para onde tinha ouvido a voz, aquela voz, aquela voz...

- Eu quero ir embora.

Kiki arregalou os olhos ao ver seu mestre Mu correr atrás de um menino ruivo.


A fic vai ser bem pequena no máximo cinco capítulos e como eu disse é um presente de aniversário prometido desde o ano passado. Tinha que ser postado no dia do aniversário, mas... a culpa é da copa! rsrsr

A forma como o Kiki conheceu a Raki eu tirei de uma tirinha que vi no facebook, quem se interessar, eu salvei todas as imagens. Dica: pelas imagens rende uma fic muito boa.

Ouroborus: para quem viu Omega é o anel que sugava o cosmo de Atena e Pallas.

Rodrigo espero que goste. ^^