Título: If I Had You
Disclaimer: Fanfic escrita por diversão. Os direitos autorais de Harry Potter pertecem a JK Rowling, a Warner Bros. e etc.
Avisos: Slash, slash e mais um pouco de slash. Se você não sabe o que é isso, talvez seja melhor nem ler.
Capítulo 1: Descoberta
-Hel, é o Harry... – Era um dia chuvoso e eu tinha acabado de sair de casa para ir à faculdade. Assim que eu saí da garagem, meu celular tocou.
-Já sei, carona...
-É, tá mó chuva.
-Daqui a pouco tô aí...
-Pô, valeu... – desliguei o telefone e o joguei no banco de trás. Virei na esquina, para o lado contrário de Hogwarts, e logo cheguei a casa dele.
Aquilo já estava me cansando, era só ter umas nuvens mais carregadas que eu dava carona pro Harry. Não que ele seja chato, mas às vezes enche a paciência. Ele teimava em não ter carro e em andar de bicicleta para todos os lugares. Ou seja, é só virar o tempo que ele me pedia carona e eu não tinha coragem de dizer não, afinal ele era meu amigo. Ouvi uma batida na janela do meu New Beetle prata de última geração e destranquei a porta. Harry entrou no carro e me cumprimentou, assim que ele fechou a porta, dei partida e liguei o rádio.
-Harry...
- Hum? – ele havia tirado uma barra de chocolate da mochila e comia como se fosse à primeira refeição dele em anos.
- Por que você não compra um carro? – ele me olhou cansado e revirou os olhos – Harry, se você tivesse uma carro não precisaria de mim nesses dias de chuva e tanto o seu pai quanto o meu iriam parar de te encher o saco.
-Ah, Hel... Você sabe que eu sou péssimo dirigindo... – ele mordeu o chocolate (fazendo cara de quem estava tendo um orgasmo) e amentou o volume do rádio. Eu sorri disfarçadamente, era a mesma cara que Moony fazia quando comia chocolate, só que a do Harry era mais explicita. – E carro polui muito...
- Mas...
- E você realmente acha que eu ouço o que Padfoot e Prongs falam sobre carros?
- Mas...
- Eles deviam estar satisfeitos por você gostar tanto de carros. – Harry mordeu a barra novamente.
- Você fala como se eles não tivessem ficado muito decepcionados quando eu escolhi o Dionísio. – Harry riu divertido e eu sorri, afinal ele sempre se divertia pelo meu carro ter um nome. De verdade eu queria colocar o nome do carro de Padfoot, mas meu pai não deixou porque "Esse é o meu apelido! Meu e de mais ninguém... É único, assim como eu!". (sim, foi exatamente isso que ele disse!)
-Bem, pelo menos você não colocou o nome romano, como o Sirius falou...
- Pô, Baco ia ficar muito escroto... – nós rimos – Mas, falando sério, Harry... Você pode continuar a ser ecológico com um carro. É só comprar um carro biocombustível que você só usaria em dias de chuva.
- Vou pensar... – ele deu de ombros novamente.
Eu sorri novamente e o moreno se concentrou exclusivamente no chocolate. Eu realmente não entendia porque tanta implicância do menino com carros, principalmente tendo Sirius Black como padrinho. Eu sempre achava que era para contrariar o pai, mas no fundo Harry sempre foi diferente do pai, tímido e humilde, enquanto James Potter... Bem, era James Potter. Harry sempre foi muito agarrado com a mãe e acho que ele só tinha o futebol em comum com o pai, além da aparência e do grande talento para arranjar confusão.
Logo chegamos a Hogwarts. Estacionei o carro, desliguei o som e desci do carro. Pequei minhas coisas no banco de trás, não me importando muito com a chuva fina que caia. Quando Harry saiu do carro, acionei o alarme e comecei a andar em direção ao prédio com o garoto ao meu lado. Assim que chegamos à parte coberta vimos Granger e Weasley acenando pra "gente" e olhei para os lados, mas não encontrei o que procurava. Fomos até eles e os cumprimentei.
- Granger, Weasley...
- Ah, Hel, para com isso... – não prestei atenção nele, pois ouvi uma voz arrastada seguida de uma vozinha irritante. Nós quatro nos viramos e vimos Draco Malfoy passando seguido de perto por Pansy Parkison.
As reações foram muito diferentes: Weasley virou a cara como se tivesse visto uma cena horripilante, como um ônibus escolar que capotou matando várias crianças; Hermione abaixou os olhos, Harry o ignorou e eu sorri um pouco. Eu fiquei muito feliz quando entramos na universidade e eles entraram numa trégua silenciosa. Durante todo o colégio, Harry e Draco tinham uma rixa e viviam se provocando, principalmente por estarem em times rivais de futebol. Vi o olhar do loiro passando pela gente, com cara de desgosto, até que parou em mim e seus olhos se tornaram suplicantes. Falei um tchau rápido pra eles e andei em direção a Draco Malfoy.
- Draquinho... – falei assim que parei perto deles. Pansy me olhou com medo e depois olhou para o loiro. Ele revirou os olhos e fiz que não com a cabeça, mas o rapaz sussurrou um por favor e eu me dei por vencida, me jogando no pescoço dele. Eu ouvi ao longe uma pequena discussão e vi de relance Hermione puxando seus amigos pra longe. Assim que Parkison saiu de perto, eu o soltei e dei um tapa no seu braço.
- Finalmente, hein... – ouvi uma voz nas sombras.
- Blaise... – corri até onde o rapaz de pele negra estava encostado na parede e o abracei. Ele passou os braços nas minhas costas e me deu um beijo na bochecha.
- Hel, dá espaço para o menino respirar... – falou Draco que já estava do nosso lado. Eu o soltei e eles apertaram as mãos, enquanto eu revirava os olhos, dando um tapa no braço de cada um.
- Achei que você ia ficar mais um semestre na Itália...
- Eu ia... – nós começamos a andar em direção as escadas – mas não consegui ficar longe de vocês.
- Você quer dizer da Helena, Blaise. – falou o loiro.
- Principalmente... – ele deu uma cotovelada na barriga do amigo, que deu um sorriso mínimo – Mas vejo que você chegou primeiro!
- Você sabe que isso é só pra tirar a Parkison do pé dele... – falei revirando os olhos. Todo mundo em Hogwarts achava que eu e Draco estávamos juntos e eu odiava isso.
- Eu não estou pronto para ser de uma única garota... – nós rimos e o sinal tocou.
Fui pra minha aula de Audiovisual e eles pra uma daquelas aulas chatas de Administração. Eu fazia Cinema e sentia falta da época de colégio, quando tínhamos todas as aulas juntos. Draco e Blaise eramos meus melhores amigos desde os onze anos e eu havia sentido muita falta do moreno nesse ano que ele havia feito de intercâmbio. A única aula que eu teria junto com eles nesse semestre seria Marketing, com o prof. Lupin, que juntava o pessoal de Comunicação, Economia e Administração.
Eu só prestei atenção na aula porque era minha preferida já que tinha algumas coisas na cabeça (meu pai às vezes me chamava de Moony 2). Eu estava feliz pela volta do Blaise, mas tinha algumas coisas pra me preocupar. Eu já estava no quarto período da faculdade e precisava arranjar um estágio, tinha toda a história do carro do Harry e eu estava cansada de fingir ser a namorada do Draco. Isso sem nem pensar no meu padrinho...
O sinal tocou e eu vi Hermione acenando pra mim da porta. Nós teríamos Ética e Legislação agora e eu precisava falar com ela. Joguei tudo na bolsa e fui até ela, que sorriu pra mim. Desde que começamos a faculdade (ela fazia Jornalismo, também na área de Comunicação), nós havíamos nos aproximado por causa das aulas conjuntas e ficado amigas em segredo. Fomos para a outra sala, onde teríamos a próxima aula e nós sentamos no fundo.
- O que foi, Mione? – essa era uma das poucas aulas em que a menina se permitia conversar e nós pegamos nossos cadernos para disfarçar.
- Eu vi que o Zabini voltou... – disse.
- Essa é a sua maneira sutil de puxar assunto sobre a minha vida amorosa? – perguntei irônica. Hermione revirou os olhos e sorriu. Eu sabia que não era sobre isso que ela queria falar comigo e ela se divertiu com a minha resposta "tipicamente Black".
- Bem, eu só achei que você estaria preocupada por ele voltar e você estar com o Malfoy...
- Hermione Granger, a senhorita sabe muito bem que eu não tenho nada com Draco Malfoy – ela riu com o meu tom irritado, mesmo ele sendo falso. – A culpa não é minha se a fofoqueira da Parkison entendeu tudo errado e agora todo mundo acha que a gente tá namorando!
- Mas o Malfoy não faz nada pra desmentir...
- É porque esse é o único jeito daquela chata de voz aguda sair do pé dele... – ela sorriu, afinal nenhuma garota gostava da morena de minissaia justa.
- A única coisa que eu sei é que o Harry não gostou nada das suas demonstrações de amor com o Malfoy...
- Até você, Mione? – a olhei incrédula. – Já não chega os nossos pais tentando juntar a gente! – O objetivo de vida de James Potter e Sirius Black desde o nascimento de seus filhos era junta-los. - Ela me olhou divertida e a empurrei de leve. – Chegamos ao assunto, né?
- Eu preciso te contar, Helena... O Harry disse pra não contar pra ninguém, mas eu não aguento e você não vai fazer fofoca... – a menina respirou – Eu ainda não entendo porque ele não te contou...
- Mione, fala logo!
- O Harry tá namorando o Finnigan... – ela sussurrou. Eu confirmei com a cabeça e então lhe dei um olhar arregalado. Assim que eu abri a boca, Hermione a cobriu com sua mão e só a tirou quando eu voltei ao normal.
- Valeu, se não eu teria gritado... Então Harry e o irlandês? – eu sorri – Quem diria...
- Que o Harry é gay? – perguntou, desconfiada.
- Não, que o Finnigan com aquela pose de machão gosta de dar o... – Mione me deu um tapa no braço e eu a olhei indignada.
- Fala sério, Helena...
- Tô falando... Já tem um tempo que acho que o Harry joga no outro time. – nos sorrimos cumplices, já havíamos discutido a sexualidade dele algumas vezes, afinal ele não olhava pra uma menina desde que terminou com a caçula dos Weasley no final do sexto ano. – Quando ele te contou?
- Ele não me contou... – ela sorriu, envergonhada – Peguei os dois no flagra! – meus olhos brilharam de curiosidade. – Foi quinta passada. Eu tinha marcado de ajudar o Harry em Antropologia depois da aula e ele estava demorando... Já tinha ligado para o celular, mas ele não atendia.
- Você resolveu ir atrás dele.
- Nossa, você nem me conhece... – ela falou irônica. Acho que a minha presença a afetava. – Continuando, eu fui até a sala onde ele teve a última aula, mas não tinha mais ninguém lá. Então achei que ele tinha ido fazer um lanche e resolvi voltar pra biblioteca. – Hermione fez uma pausa reunindo coragem – Quando eu cheguei ao terceiro andar, ouvi a voz do Harry dizendo "Aqui não, Seamus"... Não resisti e botei a cabeça no corredor. Harry estava encostado na parede com Finnigan beijando seu pescoço...
- Safadinho... – Mione me deu um tapa no braço.
- Eu voltei pra escada e respirei fundo. Não sabia o que fazer e então olhei de novo... – ela estava corada agora – E eles estavam se beijando... Harry estava com os braços no pescoço dele e o... – ela já não conseguia mais falar de tanta vergonha. Mione era como Harry, um poço de inocência! Mas eu já havia visto Finnigan se pegando com um menino numa festa e a faculdade inteira sabia de sua tara pelas regiões traseiras masculinas.
- Ele estava com as mãos nos bolsos traseiros do Harry... – falei tranquilamente. Hermione ficou ainda mais vermelha, mas conseguiu me dar um olhar questionador. – Ah, todo mundo sabe que aquele irlandês viado é tarado em bundas!
- Helena! – disse meu nome severamente e me olhou contrariada, prendendo a respiração. Dei-lhe um sorriso malicioso e ela virou para frente soltando o ar lentamente para se aclamar.
- Você só ficou lá espiando? – Hermione abaixou os olhos, talvez tentando esconder suas bochechas vermelhas – Não sabia desse seu lado voyeur...
- Eu fiquei curiosa, tá... – agradeci aos céus por ela não ter ouvido (ou prestado atenção) no meu último comentário – Eles ficaram se beijando por um tempo, aí as mãos começaram a se movimentar demais pra mim. Olhei pros lados pra ver se vinha alguém e quando eu fui prestar atenção neles de novo... – disse num fôlego só.
- Quê? – falei um pouco alto demais e alguns alunos perto da gente olharam pra mim. Sorri sem graça e dei uma caneta pra Mione escrever o que tinha dito. Ela puxou meu caderno e escreveu:
Eles estavam se esfregando que nem duas minhocas... Se bem que parecia que o Harry só estava respondendo ao Finnigan.
OMG, que mania que você tem de achar que o Harry é santo... Eu já não te contei que o peguei se tocando quando a gente tinha 12 anos?
HELENA!
Voltando ao assunto... O que você fez? Porque bem te conhecendo, é óbvio que não deixaria uma safadeza dessa acontecer no corredor da nossa digníssima faculdade.
Eu andei até eles fazendo barulho. A cada passo o Harry tentava virar o rosto pra ver quem era, mas o Finnigan não deixava, então quando eu estava bem perto, eu tossi...
TOSSIU? Que coisa mais McGonnagall... Apostou que o Harry ficou super vermelho!
Vermelho é pouco... Assim que eu tossi, ele virou o rosto e me viu, fiando que nem um pimentão. Empurrou o irlandês de leve e sentou no chão, escondendo o rosto. Finnigan ajoelhou na frente dele e falou algo no ouvido do Harry. Ele confirmou com a cabeça e o outro foi embora. Eu sentei do lado dele e disse que já desconfiava.
Irlandês... Eu sou tão contagiante assim? =P... Ele te olhou assustado, né?
Só durante alguns segundos... Depois ele abaixou a cabeça e me pediu pra não contar pra ninguém. Eu perguntei quem sabia e ele disse que só o prof. Lupin... Aí, que foi engraçado... Ele tipo sussurrou sem voz: Só sabem por que eu sempre sou pego no flagra. EU NÃO AGUENTEI E RI... Ele me olhou e riu junto.
Doidos... Os dois... Então o Remus sabe? T.T Ele nem pra me contar...
Eu perguntei depois... Tipo a gente ficou um tempo ainda rindo e eu dei carona pra ele... Ele disse que não tinha tido vontade de contar pra ninguém...
Assim que eu terminei de ler a aula acabou e eu olhei pra folha de caderno que nós havíamos enchido. Mione cutucou meu ombro me apressando e eu disse pra ela ir indo. Eu queria saber por que Harry não tinha me contado que era gay! Nós eramos como primos, tínhamos sido criados juntos e antes dos onze anos eramos só eu e ele. Quando levantei os olhos do papel, me vi sozinha na sala. Guardei o caderno na bolsa e sai da sala, vendo Hermione falando (ou melhor, brigando) com alguém no telefone. Provavelmente era o Weasley a apressando pra ir almoçar.
- Você parece chateada... – ela falou assim que me viu, desligando o telefone – Quer conversar?
- Não... – dei um sorriso fraco pra ela – Vai lá almoçar com o Harry e o Weasley...
- Se você quiser...
- Não, pode ir... – eu respirei fundo e voltei a ser a Helena de sempre. Hermione percebeu a diferença e revirou os olhos para confirmar que eu não escaparia por muito tempo. – E fala pro Cicatriz que eu preciso falar com ele!
A menina de cabelos castanhos riu e se afastou andando devagar, provavelmente se perguntando o mesmo que eu. Eu fui andando devagar na outra direção e uma bela dor de cabeça me atingiu. Resolvi ir pra casa então andei em direção ao estacionamento e chegando lá vi dois rapazes andando mais a frente. Pedi aos céus que eles não me vissem, mas alguém lá em cima não gosta muito de mim e logo ouvi:
- Parece que a Helena teve a mesma ideia que a gente, Blaise... – o moreno sorriu e os dois pararam pra me esperar.
- Eu estou indo pra casa... – disse quando cheguei perto deles.
- Estava... – disse Draco, divertido.
- Agora, você está indo comemorar a minha volta com a gente! – nem pude protestar, pois os dois começaram a me levar pro Corvette de Draco. Enquanto o loiro dava a partida, mandei uma mensagem pro Harry levar meu carro pra casa.
Notas: Não posso dizer que essa seja a minha primeira Drarry escrita, mas é a primeira terminada e, agora, postada.
Infelizmente (principalmente para a minha pouca sanidade mental), eu não tenho beta e se alguém se interessar por esse cargo, eu vou agradecer de coração.
Se você está pensando que o titulo é por causa da música do Adam Lambert... Bem você acertou, mas eu não vou explicar agora!
Espero que tenha gostado.
Qualquer problema, por favor não me cruxifiquem.
