Kagome Higurashi pegou o walk-talk no bolso lateral de sua mochila. Tinham que sair dali naquele exato momento. Já tinham ficado ali por muito tempo, e agora tinham cances de serem mortos... Que maravilha. Depois de tanto trabalho que tinham tido... Pelo menos tinham conseguido o objeto que queriam.

- Houjou! – gritou ela, para ser ouvida entre os rugidos da tempestade de areia. – Precisamos de você, venha rápido!

Um chiado no outro lado da linha mostrou que ele também estava em apuros. Teria ele sido pego na tempestade? Há muito não havia algo assim no deserto... Por que justo agora?

Kagome segurou o chapéu para que ele não voasse, e virou-se para o companheiro.

- Bankotsu! Temos que nos abrigar agora!

Alguns rangidos e barulhos de pedras desmoronando puderam ser ouvidos pelos dois, que jogaram-se no chão bem a tempo de desviarem suas cabeças de um bloco de madeira que voara na direção deles.

- Kagome-sama! Ainda está aí?! – a voz de Houjou subitamente saiu do pequeno aparelho que a garota ainda tinha em mãos. – Kagome-sama!

- Houjou! Consegue me ouvir?!

Mais pedras desmoronavam atrás deles. Ótimo, agora estavam realmente em apuros. Não tinham para onde escapar, a não ser escalando toda aquela sujeira. Pilastras antigas, quase esfarelando-se por causa do tempo, formavam um caminho que poderia ser escalado com dificuldade. Mas, pelo menos, já era uma saída.

- Estou aqui em cima, venham! – disse Houjou, o aparelho começando a chiar novamente.

- Higurashi-dono! Se continuarmos nesse ritmo, nunca conseguiremos chegar ao topo! – gritou Bankotsu, para que pudesse ser ouvido entre os barulhos ensurdecedores do templo ruindo à volta deles.

- Não podemos ir mais rápido, temos que...! – Kagome segurou mais forte as alças de sua mochila. Estava mais pesada que o normal, por estarem levando algo clandestinamente daquele templo em ruínas... Mas não podia deixar aquilo para trás. Não depois de tanto tempo procurando por aquilo...

- Deixe a mochila, Higurashi-dono!

Ela fitou os olhos de Bankotsu, quase como que suplicantes.

- Não posso!

- Iremos morrer!

- Kagome-sama, não posso mais me agüentar, o helicóptero está começando a perder altitude por causa da tempestade! Venham logo!

Kagome não queria largar sua mochila. Morreria tentando salvar aquele objeto tão valioso. Não tinha se infiltrado no deserto à toa, tinha o feito por causa daquela simples estatueta de bronze.

E agora, Bankotsu queria que se desfizesse dela.

- Não posso largar a mochila, Bankotsu! – disse ela, segurando mais forte as alças da mochila.

- A vida de uma pessoa vale mais do que isso... Por favor, Higurashi-dono!

A garota olhou para cima, por entre os destroços do templo daquela civilização tão antiga. Ao longe, podia-se ver as hélices do helicóptero que Houjou manejava tão habilmente, ainda tentando controlar o maquinário no meio da tempestado de arei – algo extremamente perigoso para se fazer, ainda mais nas condições em que ele se encontrava.

E foi então que ela sentiu as mãos de Bankotsu sobre as dela.

- Solte... Por favor, Kagome.

Ela parou por um momento, surpresa. Era a primeira vez que o colega a chamava pelo primeiro nome, e nunca havia sequer pensado em ouvi-lo da boca de Bankotsu. Desde que haviam começado a trabalhar juntos, Bankotsu sempre a chamava de "Higurashi-dono", não importando em quais situações estavam. Mas agora...

- Bankotsu... – Kagome havia se esquecido de onde estavam e como precisavam sair dali naquele momento.

- Higurashi-dono – o colega voltou a chama-la do mesmo jeito carinhoso de antes. – Você confia em mim?

Ela assentiu.

Mais algumas pedras ruíram perigosamente perto deles, fazendo um belo de um estrondo e abafando qualquer tipo de som. Infelizmente, foi naquela hora que Bankotsu fez sua promessa.

Agarrando a mochila de Kagome, Bankotsu cortou as alças desta e empurrou a garota para cima, a fim de faze-la subir.

Ele?

Ficou parado, olhando a colega de exploração subir rapidamente as colunas de pedra. E Kagome apenas notou que ele não a seguia quando já estava ao alcance do helicóptero, olhando por onde subira.

Em um segundo, lá estava ele, segurando a mochila – e sorrindo, contente e confiante.

No outro... Antes que pudesse fazer mais alguma coisa, ou sequer digirir palavras ao amigo para que este saísse logo dali, a parede ruiu.

E, com ela, Bankotsu desapareceu.

Olá povo! Prazer, sou a mais "nova" integrante daqui :D

O fato de eu ter colocado a palavra entre aspas é porque eu já tinha criado duas contas pra mim aqui no há algum tempo atrás... Mas perdi as senhas e sequer lembro dos e-mails cadastrados XD E o mais chato é que eu já tinha começado a postar histórias - ambas agora inacabadas. Nesse meio-tempo em que eu não postava nada, fui remontando novos capítulos e acrescentando coisas nas antigas histórias... Então eu queria que vocês me dessem uma opinião.

Devo postar as histórias novamente, versão "2.0", ou apenas colocar uma segunda parte e ignorar as atualizações?

Bem... Espero que gostem da minha fic.

P.S: pra quem quiser saber... As minhas histórias eram "Depois daquele dia" e "Apenas mais uma história de amor". Melhorei muitodesde que postei os capítulos que estão online, então... Não me julguem por eles ok? lol