É semana do saco cheio, tô entediada, tá calor, tô com preguiça de ir para o conservatório... então resolvi escrever uma fic!!! É minha primeira fic de Death Note, eu sei que as chances de ter o mínimo sucesso é de 0,01 por cento!!! Mas como eu estou morta de vontade de escrever isso... lá vou eu!
O jovem detetive estava em seu carro. Esta fora uma das raras vezes em que tivera de sair de seu esconderijo para seguir com o caso, que havia terminado nesse mesmo inesperado dia. A noite e o vidro escurecido para sua proteção não o deixavam enxergar direito a rua, mesmo assim pode ver claramente uma misteriosa e horrenda cena naquela rua deserta dos EUA. Cinco homens mortos ao redor de uma menina. Abriu um pouco do vidro era quase certeza de que os homens estavam mortos, mas a menina respirava, estava cheia de hematomas. Ligou para Watari.
Em poucos minutos a polícia e Watari chegaram lá e L já havia seguido seu caminho para o hotel sem que ninguém o visse:
-Sem dúvidas estão mortos! Estamos atrás desses estupradores faz cerca de cincos anos mas... – o policial fez uma expressão pensativa com um certo horror nos olhos – eles parecem ter morrido do nada...
-Vamos levá-los para o hospital...o senhor pode voltar para casa deve estar cansado – disse o delegado se virando para Watari – Cuidaremos de todo o resto!
-Se me permite gostaria de ir junto, a menina não tem ninguém pelo visto...
-Está bem...
Os cinco mortos e a menina foram encaminhados para o hospital com a vigilância da polícia e Watari junto. Passaram-se cerca de cinco horas até que um dos doutores veio a eles com os resultados:
-Policiais – disse o doutor fazendo o grupo se levantar e tomar nota de tudo – O mais provável é que a causa da morte dos cinco homens seja que o cérebro deles tenha parado de funcionar...
-Como assim? – perguntou o delegado incrédulo com a expressão mais exagerada que conseguiu fazer
-É muito estranho mesmo...mas todo o resto do corpo, os órgãos, estava tudo funcionando perfeitamente, e sem nenhum sinal de qualquer droga, é realmente um grande mistério...
-Entendo...
-Se o governo quiser podemos levá-los para um centro de pesquisa e tentar descobrir o que causou tal situação...
-Faremos isso...e quanto à menina?
-Está bem de certa forma...
-Como assim doutor?
-A única agressão que ela sofreu foram algumas surras, por isso os hematomas mas...
-Mas...? – perguntaram todos até inconscientemente
-Ela não tem memória alguma...
-É normal quando se sofre um ataque desse...a pessoa apaga o ocorrido para não sofrer... – concluiu um policial
-Não se trata da perda de memória do terrível acidente mas... – o doutor respirou fundo, era loucura demais para uma só noite – ela não tem memória alguma da vida dela, não sabe o que falamos, não sabe andar, falar, nem o que é comestível ou não - suspirou novamente – Ela é como um bebê recém – nascido mesmo tendo mais ou menos 13 anos de idade... fora que, pesquisamos mas ninguém sabe o identidade dela...
Todos arregalaram os olhos. Cincos mortes iguais e estranhas relacionadas a uma menina que não se lembra de nada. Num outro movimento inconsciente todos se viraram para Watari:
-Você estava interessado na menina, sabe de alguma coisa senhor?
-Na verdade eu trabalho para o governo no quesito crianças abandonadas e órfãs – tira do terno uma identidade falsa – como ela não tem para onde ir me encarrego de levá-la para um orfanato...
-Está bem...assim as coisa ficam solucionadas, aqueles criminosos mortos e uma vítima viva sendo encaminhada para seu devido lugar...
Os policiais se retiraram não querendo mais problemas ou trabalho para eles, era uma vida exaustiva, o índice de criminalidade crescendo incrivelmente e a mídia os criticando, eram poucos policiais e muitos casos, o que acabava sempre em um serviço de certo modo até mal feito:
-Queira me acompanhar senhor – disse o doutor fazendo um gesto leve e educado para que Watari o seguisse
O jovem médico abriu a porta do quarto, e lá estava a menina, parecia um anjo, o cabelo curto e dourado caía sobre o rosto meigo. Realmente parecia um bebê segurava o lençol e tentava ver o que tinha debaixo dele, logo após ver que não havia nada começou a morder:
-Não faça isso – sorriu o médico – não é de comer...
A menina apenas tentou morder o lençol de novo, mas o doutor o havia tirado de suas mãos, fez que ia chorar, mas virou o rosto e viu Watari, inclinou a cabeça para a direita e olhou curiosa:
-Os orfanatos têm condição de cuidar se uma criança assim?
-Sim
Com um certo esforço conseguiram colocar a menina no carro. Estava inquieta, não passava de um ser sem conhecimento algum, mas mesmo assim chegava a ser assustador como olhava desconfiada para Watari e seu motorista.
L estava comendo um delicioso bolo enquanto analisava seu último caso quando:
Toc Toc:
-Pode entrar Watari
Watari entrou no quarto com a menina do colo. Por muita sorte ela havia adormecido no caminho, entrar com uma criatura daquelas no hotel seria um grande problema, adormecida apenas pareceria uma menina que se cansou numa viagem e dormiu no carro:
-Trouxe a menina como você pediu – disse Watari a colocando no sofá – mas sinto dizer que ela não se lembra de nada...
Watari começou a relatar todo o ocorrido a L que já estava em pé a sua frente mostrando um certo interesse.
Sem que nenhum dos dois percebesse a jovem menina acordou, outro lugar estranho, ao menos era confortável. Podia não saber o que era comida ou fome, mas uma dor e um barulho em sua barriga a fazia querer colocar algo na boca. Começou a olhar o local, na mesinha à sua frente havia uma coisa que parecia muito deliciosa, deitada mesmo, estendeu à mão até ao seu objeto de desejo, apertou forte fazendo o bolo lambuzar toda sua mão, olhou brava, estendeu a mão novamente dessa vez sem apertar tão forte. Funcionou. Levou o bolo à boca deixando cair pedaços no sofá e em sua roupa, fora que havia sujado a cara toda com o glacê.
L e Watari se viraram para ela. Ambos pareciam querer rir, mas logo L lançou um olhar desanimado ao ver seu bolo destruído e comido pela menina que olhava com um olhar de "o-que-eu-fiz-de-errado?":
-Irei investigá-la – disse L sentando-se no seu jeito de sempre em um banco
-Me perdoe a pergunta, mas do quê irá chamá-la?
L olhou bem para a menina toda lambuzada de bolo e respondeu:
-Hina
E aqui acaba o primeiro capítulo dessa "coisa" sem pé nem cabeça que eu criei...
SEJAM BONDOSOS COMIGO OK?? -
Até a próxima!
