Antes de tudo, sim, Uchihacest. Depois não vem falar que não sabia.

E a história é um mix total de pensamentos doidos da autora. E me perdoem se estiver ruim, pois é minha primeira fic e meu primeiro yaoi. Podem me apedrejar depois de terem lido.

Obrigado pelo compreensão (ou não).

Summary: Tudo que Itachi quis e desejou era o descanso eterno. Mas não era isso que o destino havia reservado para ele.

Naruto e sua turminha do barulho são todos do tio Kishi (Obrigado Jaana).

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A água límpida e cristalina passeava pelos canais daquela estranha mas bela estrutra. Seu tom verde-claro era refletido nas paredes e arcos de um impecável branco. Havia escrituras mais antigas do que a própria história entalhadas em todas as paredes. Desenhos e representações de eras passadas também enfeitavam o lugar, dando-o um ar místico e antigo.

Aberturas no chão com formas de estranhos símbolos guiavam a água que caía abundantemente de uma nascente não muito longe dali à um círculo composto de seis belas mulheres, de aparências únicas. Traços delicados ornavam seus rostos perfeitos e seguiam por todo seus corpos, formando linhas e curvas que entravam em tão perfeita sincronia com suas formas que parecia mentira. Eram quase deusas.

Quase.

Elas riam de modo singelo, suas graciosas vozes ecoando pelo local como uma melodia suave e alegre, daquelas que faz a gente rir junto. Ela sentavam em um círculo que se aprofundava, formando degraus onde algumas conversavam enquanto outras brincavam de molhar umas às outras com a água que ia escorrendo em alguns cantos, formando espelhos longos transparentes. Um deles mostrava a existência de um semblante sério no meio de toda a brincadeira.

Em um canto afastado, para impedir que se molhasse, uma mulher de exuberante beleza e dona de uma pose rígida, como se impedida de mover um centímetro, tinha os pensamentos longe. Os longos cabelos dourados que reluziam ao reflexo da água cristalina caiam em cascata pelas costas da moça, alguns escorregando pelos ombros. O olho esquerdo era de um verde escuro, que representava a calma interior, sem perder a paciência ou ainda, a cabeça.O direito era de um tom sangue, representando a sede sanguinária daquela deidade menor, sem nunca conseguir alguma satisfação, sempre almejando mais. Ela costumava ser temida e respeitada nas batalhas épicas que aconteceram no passado, onde derrubara o sangue de inúmeros mortais a sangue frio. Ou talvez pelo próprio prazer de matar.

O corpo estava ali, mantendo a mesma posição, tão naturalmente que parecia até que estava entediada. Mas sua mente estava longe, bem longe dali. Aos poucos seus pensamentos foram se voltando às suas memórias mais distantes, memórias que ela decidira trancafiar no fundo da sua mente estavam voltando, devagar e claramente.

- Seu estúpido! Você destruiu a todos nós!

Estavam voando em uma velocidade absurda em veículos que lembravam animais, esculpidos elegantemente em rochas das montanhas por arquitetos de elite da cidadela. Havia linhas azuis contornando alguns traços dos membros daqueles animais. Voavam em tal velocidade que era quase impossível acompanhar com os olhos. Claro que isso era apenas um detalhe na presente situação.

Uma onda de tamanho ridículo os perseguia em uma rapidez incrível. Ela parecia aumentar de tamanho cada vez mais, indicando que estava se aproximando lentamente. A garota dos cabelos da cor do sol deu uma guinada para a direita, conseguindo escapar a tempo de um pardal desgovernando que caía em sua direção.

- Nós temos que avisar Atlântida!

- Tarde dema-

Aquele turbilhão de água engoliu três alces e um tubarão de uma vez só. A guerreira inclinava-se para a frente cada vez mais, como se isso aumentasse a velocidade do peixe que dirigia ou apenas para manter-se mais distante do tsunami, mesmo que por alguns centímetros.

O pânico começava a se apoderar de sua mente, mas não durou muito. Sua visão começou a entrar em foco quando avistou duas, seis, dez... Milhares de torres iam aumentando a medida em que se aproximava da cidade. Então uma sementinha de esperança começou a brotar em seu peito, e, como se a força de vontade pudesse aumentar a sua velocidade, a Valquíria deu um mergulho para baixo, passou por debaixo de uma ponte colossal (que logo foi consumida por uma onda colossal) e esquivou-se de pequenos prédios. O centro da cidade foi ficando cada vez mais nítido, assim como as feições dos habitantes, mescladas entre surpresa e pavor.

Logo os sons de gongos começaram a vibrar pelo ar. Tudo estava escuro, as pessoas estavam gritando e correndo. A mulher dos cabelos cor do sol nem esperou pousar. Pulou do peixe que se chocou contra a parede de um templo. Seus olhos começaram a buscar de forma desesperada a pessoa que tinha de manter segura, e não demorou a achar.

Entre a multidão estava uma linda e jovem mulher, os cabelos negros como ébano, a pelo pálida como a neve e os lábios cor de sangue. Esta segurava a mãe de uma menina com os cabelos louro-prateados, a pele meio albina e lábios finos e rosados, que se agarrava ao vestido de uma das mais velhas valquírias que se tinha noticia. Os olhos da criança focavam o céu, onde as nuvens giravam como num redemoinho e raios riscavam o céu. Ela distinguiu a figura de um homem com longas barbas e uma lança na mão, montado em um cavalo de oito patas.

- Papai – ela esticou inconscientemente as pequenas e gordinhas mãos para o ar, como se pudesse tocá-lo ou alcançá-lo. Pequenas gotas começavam a se formar em seus olhos de orbes cinza e teimavam em cair pelo seu rostinho infantil.

- Freya! – A mulher alta inclinou-se e abraçou o corpo da menor, seus longos braços a envolvendo, tornando-a pequenina. A garotinha enterrou o rosto no tecido macio da longa túnica da mulher de cabelos negros – Aconteça o que acontecer, não olhe para cima.

Naturalmente, a pequena Freya sentiu uma vontade incontrolável de espiar o céu, mas um trovão ensurdecedor trovoou tão alto que pareceu rachar a terra ao meio. Freya achou que fosse ficar surda, começando a apertar o tecido azul cada vez mais, fazendo a coloração dos anéis de seus dedos ficar branca com a força que fazia.

- Azura! - Freya sentiu o rosto da citada voltar para o lado, procurando por quem gritara seu nome. Timidamente virou sua cabeça para a esquerda, encontrando uma garota jovem, o vento brincando com seus cabelos dourados. Vestia uma armadura de metal pesado, reconheceu. Fora ensinada desde jovem a reconhecer todos os minerais e elementos.

- Graças a Odin que eu a encontrei – a garota arfava. Freya sabia exatamente quem era – Pode deixar que eu a levo para um lugar seguro – os olhos gentis da moça encontraram os de Freya, transmitindo um pouco de segurança para a criança. Logo, a pequena sentiu-se sendo carregada pela menina dos cabelos dourados. Automaticamente enlaçou suas perninhas na cintura da outra, enquanto seus braços envolveram o pescoço.

- Eu a entrego a você – A voz de Azura estava embargada, dando a Freya uma terrível sensação, uma vontade de chorar junto com ela.

- Pois a deixa em boas mãos – A criança sentiu as cordas vocais da Valquíria vibrarem – Não se preocupe, pequena Freya, tudo vai ficar bem.

- Samyr...

Então uma seqüência de coisas aconteceu.

As antigas estátuas dos seus ancestrais começaram a se mover, ganhando vida. Samyr começara a correr, deixando Azura para trás. Cada estátua ia para um lado da cidade. Uma onda gigante destruía casas, destruía campos, destruía vidas. As estátuas (de dez metros cada uma) pararam uma ao lado da outra, formando um círculo. Tinha os braços estendidos para os lados, como se dessem boas-vindas à devastação. Mas então, suas mãos chocaram-se, causando um estrondo quase inaudível, de tão alto. Quando abriram-se, elas formavam um pequeno escudo, um para cada estátua. O escudo foi aumentando, aumentando... Unindo-se com os outros, protegendo e trancafiando a cidade a um destino inescapável.

Uma cúpula foi formada sobre a cidade.

As pessoas que não conseguiram entrar a tempo, batiam desesperadas àquela parede impenetrável, clamando por ajuda. Casais se abraçavam, assistindo sua morte chegar junto com a destruição.

Freya fechou os olhos com a dor. Seu coraçãozinho se despedaçava, cada vida perdida levava consigo uma parte de sua alma. Sua cabeça latejava, os olhos ardiam... E as lágrimas finalmente escaparam de seus olhos, junto com os soluços.

Samyr corria mais rápido do que suas pernas agüentavam. Cada célula de seu corpo gritava em reprovação, implorando por alivio, mas ela optou por ignorar. Não tinha tempo para a dor agora, precisava levar A Criança para um lugar seguro.

Mas mesmo com a mente voltada a segurança de Freya, Samyr testemunhou os olhos arregalados dos cadáveres flutuando sobre sua cabeça, a água engolindo-os, os impedindo de ver a luz do sol. Ela duvidava se voltaria a vê-la.

O chão tremeu. Eles estava afundando na terra. A Valquíria quase perdeu o equilíbrio, cambaleando para a direita, mas lembrou-se que havia uma deusa em seu colo e postou-se logo a correr novamente.

Tudo estava ficando cada vez mais escuro. Samyr conseguiu encontrar a escola, que estava servindo de abrigo para os cidadãos. As trevas avançavam sem hesitar por toda Atlântida, quando, finalmente, a cidade ficou isenta de luz.

- Samyr? Ei, ei, você tá aí?

Samyr pestanejou algumas vezes, o rosto a sua frente entrando em foco.

A mais jovem das valquírias estava com o rosto a poucos centímetros do seu nariz. Dallas parecia uma fada, era extremamente magra, com feições miúdas. O cabelo era de um castanho intenso, curto, picotado e desfiado para todas as direções.

- 'Cê nem tava aqui, né? – A garota dera um sorrisinho angelical – Entediada? – Se apoiara em seus joelhos, pousando a cabeça de leve em cima das costas da mão.

- Hn. – Samyr respondeu com indiferença. Estava absolutamente e irrevogavelmente entediada. Há anos. Décadas. Gerações.

- Venha brincar com a gente! – Dallas convidou-a, puxando-lhe pela mão. Samyr sabia exatamente a brincadeira que a esperava caso aceitasse, pois a pequena estava encharcada até os ossos. Aliás, se tivesse um pouco mais intelecto, teria percebido que havia se afastado do grupo justamente para não se molhar.

- Não, Dallas, não estou afim – Samyr repreendeu-a com sua voz rouca. Dallas deu um sorriso triste de desapontamento.

- Samyr, pelas botas de Odin, quer ser menos ranzinza com ela?

A citada virou o rosto, encarando a figura a sua frente.

Os cabelos brancos pingando, as tatuagens por todo o corpo nu. Os olhos azuis e confiantes, sem medo do futuro (ou de Samyr).

- Não encha o saco, Venesis.

- Hn. Por que não vem se distrair um pouco? Tirar essa cara de peixe morto, sabe.

Dallas dera um sorriso tímido. Samyr as olhou com um ódio mortal nos olhos, como se as fuzilasse em pensamentos. Venesis dera um sorriso de canto perfeito. Se tinha uma coisa que irritava em Venesis, além do sorriso de canto perfeito, era que ela ia direto ao assunto.

- A alma de Freya foi perdida e a de Azura foi selada. Não há que possamos fazer a não ser esperar pelo Ragnarök.

Samyr fechou os olhos com a dor. Alguma coisa machucava demais o seu peito. Ela sentiu os braços de Dallas em torno de si, como se pudesse compartilhar a sua dor.

- Venesis, não machuca a Samyr – A jovem Valquíria fez um beicinho mimado – Não vê que ela tá magoada?

Cachinhos dourados fez um tremendo esforço para não revirar os olhos.

Venesis continuava olhando maliciosamente para Samyr, com o sorriso de canto perfeito.

- Bem, eu sei exatamente o que fazer para animá-la.

De repente, todo mundo prendeu a respiração. A voz de Venesis ecoava no local, dando um clima totalmente mórbido.

-S-Sem chance – A voz de Dallas falhava – Você não está pensando em...

- Ah, sim, estou pensando exatamente isso. – Os olhos da Valquíria de cabelos brancos mudou de malicia para desafio – E aí, fracota? Aceita?

Não havia nada no mundo que fizesse Samyr ficar mais excitada do que aquilo.

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Sim, eu sei que vocês devem estar pensando:

Ah, porra, que diabos isso tem a ver com Naruto? E onde é que o Itachi entra?

Calma crianças, calma. Isso é só a introdução, pra deixar bem claro o que vai acontecer depois.

Bem bem, espero que tenha ficado boa, minha primeira fic. Lembrando que é ItaSasu, okay, amores?

Ah, e só pra constatar, esse negócio de "pele branca como a neve, cabelos negros ébano e lábios cor de sangue" é totalmente Branca de Neve, uma pequena homenagem a ela e ao Dunga, não sei por quê.

E para pessoas cultas que conhecem a religião nórdica, eu sei tanto que Atlântida nem tem nada a ver com isso e que Odin é irmão de Freya, não irmão. Mas eu já disse que isso foi um misto quente que passou do ponto no bar da minha cabeça, sacou?

Não?

Reviews são bem vindas (e cliques no botaõzinho do "GO" ali em baixo também. Façam uma autora happy).