SHE IS MY SIN

Resumo: Um pecado para ele, um desejo interior. A luxúria contida atrás dos anos explode. Produz um amor distorcido, provoca dores igualmente distorcidas. A única mulher que não se pode tocar. Assim como Eva nasceu da costela de Adão, ela nasceu da mesma carne que ele. NC-18+, sexo explícito, violência e incesto.

N.A.: Esta fic baseia-se em um sonho que tive dia 06/02/2011. Não recomendo para menores de 18 anos. Possui cenas de sexo explícito, mas sem beirar a vulgaridade. Além disso, abordei diversos comportamentos considerados moralmente anômalos no sexo, como o incesto, o estupro consentido, o sado-masoquismo e até a pedofilia (com qualquer menor de 18 anos e um adulto já é considerado pedofilia se a diferença de idade é superior à 3 anos).

CAPÍTULO 1

No Jardim de Pensamentos Pecaminosos

Um pecado para ele

Desejo interior, desejo interior

Um véu ardente para a noiva querida demais

Um pecado para ele

Desejo interior, desejo interior

Se apaixone por seu pecado profundo e obscuro

(Nightwish – She is my sin)

Era começo da primavera na Cidade do Vaticano. As árvores, carregadas de flores brancas e cor-de-rosa, balançavam pesadas ao redor da praça, junto às antigas colunas romanistas. Jovens, crianças e adultos passeavam, por vezes em excursões turísticas ou de cunho educativo, estudando a cultura e a origem da religião mais forte do mundo: o Catolicismo. Dentre os que transitavam, era possível distinguir os hábitos negros dos padres, os brancos para as freiras e azuis para as noviças. Estes eram os habitantes daquele imenso monumento, a Praça do Vaticano, os moradores do castelo que se erguia ao norte, interrompendo o círculo de pilastras. No segundo andar da construção, ocultando-se da luz do sol, uma única figura junto ao parapeito observava aqueles que passavam. Em algum lugar, lá no chão, uma criança pareceu notá-la e, com o dedo em riste, falou para os demais colegas:

- É ela! Olhem lá, é a Duquesa de Milão! A Cardeal Catherina Sforza!

Imediatamente, os olhares mais próximos se voltavam para o andar de cima, deixando a mulher um pouco desconcertada com tanta atenção. Nada restando a fazer, colocou-se em posição para que pudesse ser melhor vista e acenou, sorrindo, para aqueles que a observavam.

- Sua fama supera até mesmo a de Sua Santidade, o Papa – disse uma voz ao seu ombro.

- Não seja tolo, Abel – a Duquesa respondeu rispidamente à blasfêmia. - É apenas por ser a única mulher a alcançar um posto acima de uma Madre.

- Não seja tão dura consigo mesma – o padre pediu. - Eles a amam, é possível perceber até de longe. Você os alcançou, deu esperança com suas palavras, de uma forma que nenhum outro membro da Igreja conseguiu. Eles a vêem como uma mãe.

Cansada de tais palavras, deu as costas para o subordinado e saiu. Não queria ser uma mãe, não queria ser nada. O peso de seu posto, "a primeira mulher cardeal", lhe cansava os ombros de uma forma inexplicável. Mas era um mal necessário. Os três grandes pólos de poder, ela, o Papa Alessandro e o Cardeal de Medici, enfrentavam constantes conflitos, sendo necessário a sua presença para equilibrar, impedindo que Medici controlasse as decisões do fraco Pontífice.

Enquanto se perdia em tais pensamentos, seus pés a levaram para o andar inferior, parando em um corredor cuja parede era feita de vidro. Aquela era a direção para os jardins privativos dos cardeais, uma área verde cercada de altos muros para proporcionar total segurança. Não conseguia lembrar a última vez que estivera nesses jardins e, quando achou que jamais recordaria, uma noviça passou correndo pelo seu lado, sem nem ao menos fazer uma reverência. A moça devia estar mesmo com muita pressa, pois, se não fosse pelos cabelos vermelhos, seria impossível reconhecer se tratar de Esther, a menina novata. Intrigada com os motivos para tanta correria, além de indignada com a falta de respeito, a Duquesa decidiu segui-la, iniciando um longo trajeto pelos extensos corredores transparentes, que mais pareciam labirintos.

Quando finalmente achou que alcançaria a garota, um pajem fechou a passagem do último corredor, cuja lateral tinha acesso à cozinha e ao salão de jantar. Enfurecida com a indelicadeza, especialmente devido à grande diferença de status, a cardeal empurrou a porta para passar.

- Cardeal Sforza? - O rapaz falou espantado. - Não a vi se aproximando!

- Vou ignorar esse seu deslize com a condição de não se repetir – disse enquanto continuava seu caminho.

Agora chegara a uma bifurcação e, devido ao contratempo, não sabia para onde a noviça havia se dirigido. Com um suspiro, desistiu de seu passa-tempo e seguiu para o lado que terminava no salão de jantar. Lá dentro visualizou dois homens, um jovem pajem que colocava pratos sobre as mesas, e um padre que o ajudava arrumando os talheres. Ambos pararam suas atividades no momento que avistavam a ilustre visita, indo a seu encontro. Ficaram de joelhos e pegaram-lhe a mão, primeiro o padre, depois o pajem, beijando-lhe o anel com o brasão do Ofício de Cardeal.

- É uma honra recebê-la em nosso humilde refeitório, Duquesa de Milão – disse o padre enquanto se colocava de pé. - Há quanto tempo não nos dá o ar de sua graça?

- Creio que tenho passado tempo demais em meu escritório resolvendo assuntos de Estado, mas nem por isso deixou de me ver todos os dias para me levar as refeições, estou errada, Padre Marcos?

- De forma alguma, é o único artifício que posso me utilizar para vê-la – segurou mais uma vez a delicada mão e a beijou diretamente sobre a luva, desta vez sem cerimônia. - Gabriel, volte aos afazeres da cozinha.

Com esta ordem, o pajem os deixou sozinhos. Mantiveram-se completamente parados até ouvir o estalo da porta se fechando, para então se abraçarem em um verdadeiro sinal de amizade. Ele a carregou nos braços e girou, apertando contra o corpo com carinho, para somente depois colocá-la no chão.

- Senti a sua falta – ele disse.

- Eu também – a Cardeal respondeu enquanto arrumava o corpete para voltar ao lugar. - Tem sido quase impossível fazer qualquer coisa que não seja trabalhar, especialmente com meus dois irmãos para me causarem problemas.

- Sua Santidade é um bom rapaz, não tem culpa de ser facilmente manipulável. Entendo o que está passando, mas é necessário, ou o Cardeal Medici...

- Shii! - Ela fez em um sinal de urgência, olhando para os lados como quem procura por espiões que pudessem estar ouvindo. - Francesco é um homem poderoso, não fale dele de forma tão leviana ou pode lhe custar a cabeça.

- Mas eu tenho você ao meu lado – brincou com um ar de confiante.

- Não se ele convencer o Papa – lembrou.

- Catherina... - Ele a puxou para perto de si até os rostos ficaram muito próximos, como se fosse beijá-la. Com toda seriedade do mundo lhe disse – Se continuar assim, seu rosto vai ficar cheio de rugas e ninguém vai querer casar com uma velha.

Incrédula e furiosa com a brincadeira de mau gosto, deu um tapa no rosto do padre e saiu do salão batendo a porta atrás de si. Não acreditava que ele tivesse feito algo tão idiota. Conhecia o Padre Marcos há muitos anos, era um bom amigo, mas as vezes ele passava dos limites. Com o rosto ainda vermelho, não sabe se devido à vergonha ou à raiva, rumou para os jardins, onde poderia se acalmar e ficar sozinha.

O sol inundava as folhas, cujo verde resplandecia em contraste com as flores coloridas. O som da fonte era tudo que se podia ouvir, por isso mesmo não notou a presença que se aproximava às suas costas. Mãos fortes a agarraram, uma pela cintura, a outra pela boca, impedindo que tivesse qualquer chance de gritar ou escapar. Enquanto tentava em vão se desvencilhar, ouviu um sussurro junto ao ouvido:

- Se ficar quieta eu posso te soltar.

Era como se o sangue tivesse congelado. Petrificada, conhecia muito bem o som daquela voz e sabia que nada de bom podia ser esperado. Balançou a cabeça afirmativamente e, como prometido, foi solta. Imediatamente, afastou-se e posicionou-se de frente para seu agressor, outro eclesiástico de vermelho.

- Francesco... - as palavras saíram entre dentes, tal era seu desconforto.

- Isso mesmo, minha cara irmã. Achou que era a única que usava esse jardim? - ele falava com desdém.

- Apenas não esperava vê-lo – Catherina tentava responder com naturalidade para não haver chance de brigas inúteis.

- Pois me parece que está tentando ocultar algo. Estava planejando alguma coisa que eu não deveria saber?

- Minha vida pessoal não lhe diz respeito.

Com estas palavras colocava um ponto final em toda a discussão. A Duquesa deu as costas porém, quando ia em direção à saída, sentiu ser puxada pelo braço com brutalidade. Jogada contra a parede, ficou presa entre os braços do irmão, que a encarava com frieza. Não conseguia acreditar que chegara a este ponto. Tentou sair, porém mais uma vez ele a agarrou e prendeu, agora lhe segurando os pulsos enquanto usava de força cada vez maior.

- Me solte, está me machucando – ela disse retribuindo o olhar.

- Ou o que? Vai contar para nosso falecido pai? Vai reclamar para Sua Santidade, nosso irmão mais novo? Esse não é o seu perfil – ele debochava da situação.

- O que quer de mim? - reconhecia estar com sérios problemas, para os quais apenas a barganha parecia uma saída adequada.

- Eu te vi com o Padre Marcos.

Estas palavras foram suficientes. Então ele achava que ela estava tendo um caso com outro eclesiástico. Verdade, relacionamentos não eram proibidos pela Igreja Católica atual, o próprio pai deles havia sido Papa, porém, só eram permitidas quaisquer intimidades após o casamento. Com uma expressão séria, defendeu-se antes que houvesse tempo para ser acusada formalmente.

- Padre Marcos e eu somos apenas amigos, se é o que quer saber.

- Mentira! - Ele bradou, assustando-a, mas se recuperou rapidamente. As palavras seguintes foram em tom baixo, quase um sussurro para si mesmo. - Você é uma mulher realmente suja...

- Chega! - Foi a vez dela se exaltar. - Não permitirei que diga tais coisas a meu respeito!

Francesco a fez se calar com um tapa no rosto. Não era necessário usar muita força, pois ela era uma mulher delicada, a pesar do gênio dominador. Ele era um guerreiro, combatera diversas vezes junto à Inquisição, por isso quando abaixou sua mão na mulher, a fez cair sobre o gramado. Ainda desnorteada com o impacto, Catherina não conseguiu se levantar antes do irmão sentar sobre o suas pernas, prendendo-a ao chão.

- Há tanto tempo você tem sido o motivo de discórdia no Vaticano – disse o irmão enquanto apertava os pulsos dela pelo simples prazer de imprimir dor. - Com este seu rosto, com este seu corpo, tem provocado mais conflitos do que todas as nações que combatemos. Faz de propósito, não é? Quer nos ver destruindo uns aos outros.

- Nunca... Você está louco... - Catherina desejava gritar, mas tudo que conseguiu produzir foi um sussurro, enquanto se concentrava tentava soltar-se.

- Você me deixou assim! - Francesco exaltou-se. - Me enfraqueceu, me fez desejar e cometer pecados em minha mente... Pagará...

Sem ter forças para lutar, Catherina apenas rezou. Rezou com todas as forças enquanto seu irmão lhe arrancava as vestes, tal qual um animal voraz. Este era o começo de sua desgraça, sua desonra. Se guardara por todos estes anos, como fora a vontade de seus falecidos pais, para se entregar apenas ao homem que amasse. Mas, este homem a rejeitara. Era o seu destino, ser usada e jogada fora. Agora teria serventia nas mãos imundas de seu próprio irmão, cometendo um dos pecados mais atrozes, o incesto, para saciar a luxúria que, através dos anos, não fora capaz de perceber.

Em seu desespero, conseguia apenas pensar em Abel.

N.A.: .É, primeiro capítulo...

Estive procurando, não achei nenhuma fic sobre esse casal. Acho que a minha é a primeira (/comopode!). Se alguém souber de alguma, me mande o link, porque não é possível que eu seja a única pessoa com uma mente depravada o bastante para imaginar dois irmãos cardeais transando...

Bom, só para esclarecer, duas coisas: 1- Meu sonho não foi exatamente assim, mas foi assim na essência; 2- Sou totalmente contra estupro, até porque eu trabalho na área crime, mas exatamente por isso sei que se a mulher consente o crime é desconfigurado e se torna mero fetiche.

Se quiserem saber mais sobre a fic, está rolando um jogo de rpg no Orkut que serve como base para ela. A comunidade é "Bar – Made In Heaven", no tópico "RPG – Cidade do Vaticano".

Nos veremos nos próximos capítulos, por favor, deixem reviews! Beijos! ;**