Notas da História
~ O Reita e o Ruki não me pertencem.... *chora*
~ Classificação 18, ou seja... lemon!! /o/ Portanto, não leia se se sentir incomodado!! Mas é só no último capítulo! o/
Essa é uma história contada pelos diferentes pontos de vista dos personagens. Afinal, tudo o que você pode fazer é imaginar o que o outro está pensando, não é?
Foi uma idéia maluca que eu tive... xD Não custa nada tentar! o/
Espero que gostem! o/~
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Ponto de Vista 1 – Narrador
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Os fatos... Ninguém pode mudá-los...
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Ruki ouviu a campainha tocar. Desligou a TV, levantou-se do sofá e foi atender a porta. Olhou pelo olho mágico e arregalou os olhos. Ajeitou a camisa, pigarreou e posicionou a mão na maçaneta. Girou-a após uns segundos e puxou a porta.
- Boa tarde – disse o rapaz. – Senhor Matsumoto?
- Sim, eu mesmo. – respondeu Ruki, desconfiado, olhando-o dos pés à cabeça.
- Sou o encanador da empresa que o senhor ligou hoje de manhã. – apresentou-se, olhando o dono da casa da mesma forma.
- Ah sim, sim, pode entrar. – disse o menor, saindo da frente da porta e apontando com a mão para dentro de casa. – Qual o seu nome? – perguntou.
- Ah, desculpe senhor, meu nome é Suzuki. – respondeu enquanto entrava na casa, abaixando o tronco levemente e levando os dedos da mão livre à testa. – Por favor não se incomode com esta faixa que estou usando. Sofri um grande corte no nariz ontem e achei que usar uma faixa fosse menos assustador que um curativo gigante... – riu-se um pouco.
- Ah sim, sim... – respondeu o pequeno, demonstrando alívio. – Realmente é melhor. Mas também talvez fosse melhor avisar sobre isso assim que se apresentar pro próximo cliente... – brincou.
- Ah, sim... Obrigado pela sugestão! – respondeu, rindo também, e corando levemente.
Ruki avisou que os três vazamentos ocorrendo naquela casa eram nos seguintes lugares: um no cano da pia da cozinha, outro no do tanque da área de serviço e o último no da pia do banheiro do quarto dele. Avisou também que o da cozinha era o que estava em piores condições, e conduziu o encanador até lá primeiramente.
Abriu a porta do armário embaixo da pia e entrou ali para apontar exatamente da onde escorria a água. Suzuki riu-se e agachou-se na frente dele, sorrindo. Pôs a maleta no chão, abriu-a e pediu para que ele abrisse a torneira da pia, o que Ruki prontamente atendeu, sorrindo também.
- Está bom, pode fechar, Matsumoto-san. – pediu o encanador, já embaixo da pia.
- Ah, pode me chamar de... Ruki... – pediu. Começou a frase em tom jovial mas pareceu se tocar de alguma coisa depois. Como já tinha começado a frase, terminou-a.
Suzuki olhou surpreso para o menor, e sorriu novamente. Viu o rosto dele corar levemente.
- E você pode me chamar de Reita. – disse, voltando a atenção ao cano, ainda sorrindo.
Ruki pegou um banquinho dentro da despensa e o pôs bem no meio da cozinha, em frente a pia. Sentou e ficou ali observando-o trabalhar, com os olhos levemente apertados e uma mão apertando a outra, apoiadas nos joelhos encostados. Reita estava deitado embaixo da pia e olhava o loirinho de vez em quando, mas desviando o olhar toda vez que percebia que ele ainda não tinha tirado os olhos de cima de si. De repente o pequeno retesou-se, esticando a coluna e abrindo normalmente os olhos quando o mais alto escorregou para fora do armário e sentou-se, olhando fixamente para ele com a boca aberta.
- Será que o senhor teria como me arranjar um copo d'água, por favor? – perguntou polidamente, apesar de um pouquinho ofegante.
- Ah, claro, certamente! – disse Ruki, levantando-se rapidamente.
Pegou um copo no armário ao lado e abriu a geladeira, enquanto Reita, sentado no chão, o observava. Pegou a garrafa de água, e, enquanto enchia o copo, mordeu o lábio inferior, sorrindo bastante. Colocou a garrafa de volta na prateleira e ajeitou a cara, puxando os dois lábios para dentro da boca e fazendo um bico logo após, para voltar mais rápido a um "sorriso normal". Fechou a porta e deu de cara com os olhos castanhos do rapaz o fitando profundamente. Engoliu em seco e aproximou-se, entregando o copo. Reita pegou ainda o fitando, e só tirou os olhos de cima dele quando levantou o copo para virar o líquido pra dentro.
Dois fios de água escaparam pelos cantos de sua boca enquanto bebia, percorrendo o pescoço, mesclando com algumas gotículas de suor que já apareciam e indo se juntar no meio das clavículas. O fio mais grosso formado desceu mais e desapareceu por dentro da camisa folgada do rapaz. Terminou e limpou o queixo com as costas das mãos, erguendo o copo de volta para Ruki.
- Muito obrigado!! – agradeceu feliz, enquanto o dono da casa pegava o copo, roçando as pontas dos seus dedos nas articulações dos dedos dele.
- Disponha... – respondeu educadamente, postando-se ao lado dele e esticando o braço para pôr o copo na bancada ao lado da pia.
Reita então tossiu e virou-se para o lado olhando para trás, para depois virar-se para o outro lado do mesmo jeito, como se lembrando de algo para fazer. Virou-se para frente de novo e procurou uma ferramenta em sua maleta. Pegou-a e, parecendo hesitar, deitou-se de novo embaixo da pia, não sem antes lançar um rápido olhar em direção ao baixinho. Ajeitou-se ali embaixo e pôs-se a trabalhar.
Ruki foi para a geladeira novamente e pegou um copo d'água para si, para ir sentar-se novamente em seu banquinho. Bebia gole a gole, praticamente sem tirar do copo da boca. Viu Reita levantar-se novamente, procurando alguma coisa na maleta, e mordeu a borda do copo quando viu aquele rosto voltar-se para ele, com expressão de surpresa.
- Ah... – começou, sem jeito, mexendo novamente na maleta enquanto coçava a cabeça. – Acho que... Acho que esqueci uma ferramenta... – disse, corando. – Você por acaso tem uma chave de ponta cruzada 1, 8 por 3 pra me emprestar? – perguntou olhando para Ruki com cara de cachorro perdido.
- Humm... – disse o loirinho, arregalando os olhos para cima com o copo ainda na boca. – Não faço a menor idéia! – riu. – Não entendo nada dessas coisas, acho melhor você vir dar uma olhada. – e se levantou, indo em direção a despensa e abrindo a porta, enquanto Reita se levantava e o seguia.
- Meu pai deixou uma caixa com algumas ferramentas aqui para quando eu precisar. – disse enquanto acendia a luz do cômodo e se dirigindo ao fundo, seguido de perto por Reita – Mas eu nunca sei quando e onde usar mesmo, então nunca abro... – continuou, rindo.
Parou e pôs uma mão na cintura e a outra fechada em frente à boca, enquanto procurava a caixa pelo chão. Estremeceu e olhou para trás: Reita estava quase colado nas costas dele, com o queixo quase encostado em seu ombro direito, procurando também. Engoliu em seco e voltou os olhos novamente para o chão do cômodo. Reita então passou o braço pelo lado esquerdo do rosto do menor.
- Ali... Não é aquela caixa vermelha ali? – perguntou, apontando para algo numa prateleira acima.
- Sim, sim... Ah, é sim! E eu procurando no chão! – riu-se Ruki, andando como um zumbi para frente, com as mãos na altura do peito.
Esticou os bracinhos para cima tentando alcançar a prateleira, coisa que não conseguiu nem quando ficou na ponta dos pés. O loiro mais alto riu baixinho, abaixando a cabeça e sorrindo. Andou para frente, encostando-se um pouco nas costas do pequeno, e alcançou a caixa quando esticou seu braço, puxando-a de lá sem problemas.
- Aqui está! – disse divertido, apoiando a caixa na outra mão enquanto Ruki virava-se para ele um tanto corado.
- Sim, obrigado... Pode levar para a cozinha, se quiser. – ofereceu, indicando com a mão.
- Ah, muito obrigado! – respondeu feliz, curvando-se um pouco em reverência, logo se virando e andando de volta para a cozinha.
Sentou no mesmo lugar que estava antes e abriu a caixa. Um olhar surpreso e um sorriso abriram-se em seu rosto.
- Algumas ferramentas, você disse?? Isso aqui parece profissional!! – deslumbrou-se, olhando para um Ruki que coçava a cabeça.
- Ah... é? Não sei, não entendo nada disso... – disse constrangido. – Pode pegar todas que precisar, se quiser. – ofereceu, vendo que o outro olhava de uma caixa para outra.
- Sério?? Ah, muito obrigado!! – disse extremamente feliz.
Deitou-se de novo embaixo da pia sorrindo, e pôs-se a trabalhar com mais afinco. Ruki suspirou e sentou-se de novo, porém, desta vez, no chão, ao lado da geladeira.
- Você nunca se interessou por esse tipo de trabalho, Ruki-san? – perguntou Reita, enquanto trabalhava.
- Ah... Na verdade já, mas... Eu não tenho condições... Prefiro chamar um profissional. – respondeu, olhando para o rosto feliz do outro.
- Ah sim, entendo...
Continuou trabalhando, dando marteladas, trocando peças, puxando coisas, apertando outras, fazendo barulho, bagunça, sujeira, até terminar. Ruki o observou o tempo todo, sentado no mesmo lugar.
- Pronto! – disse levantando-se, e abriu a torneira para testar. Olhou embaixo da pia e viu que estava tudo normal. – Prontinho, sua pia já está novinha em folha! Agora só tomar cuidado para não jogar nada muito perigoso pelo ralo dessa pia! – noticiou olhando de lado para o menor, enquanto apanhava uma buchinha.
- Oh, pode deixar que eu limpo depois! Melhor ir ver logo as outras! – pediu Ruki.
Reita concordou e seguiu o menor até a área de serviço. Também havia um armário embaixo da pia, mas tampada com uma cortina de Box.
- É, é mais fácil, já que preciso abrir toda hora. – explicou Ruki, embora não precisasse.
- Ne... É uma ótima idéia. Aliás, é uma boa idéia também deixar essa caixa de ferramentas aqui embaixo, não?
- É verdade, ficaria muito mais fácil de achar e pegar...
- Mesmo que você não use... Além do mais, combina mais com esses materiais aqui do que na despensa, não acha?
- Pois é... Obrigado pela sugestão! – disse, sorrindo.
Reita pôs-se então a analisar o cano, procurando o vazamento. Ruki agachou-se na frente dele, sorrindo de lado. O outro então corou e sorriu apoiando as mãos no chão, enquanto o menor levava seu dedo do meio até embaixo do cano horizontal, alisando-o e mostrando para o maior o quanto tinha ficado molhado.
Reita ficou olhando aquele dedo que agora estava lentamente sendo envolto pela outra mão do pequeno que, com movimentos de vai-e-vem, secou-o. Pigarreou e agradeceu, enquanto Ruki levantava com aquele mesmo sorriso de lado no rosto, de olhos fechados, andando para trás. O maior, então, deitou ali com as pernas abertas e dobradas, e escorregou mais para dentro do armário. Pôde ver o baixinho se agachar bem de frente a ele abraçando as pernas, escondendo a boca atrás dos joelhos.
Era um serviço simples, só precisou trocou aquela parte do encanamento com uma peça que havia trazido de reserva. Fez tudo bem rápido, mordendo a língua, lançando alguns olhares para Ruki de vez em quando.
Terminou mais rápido que o serviço anterior, logicamente, e, já sentado, passava uma buchinha nos canos. Ruki alertou-o novamente de que não precisava limpar, e tomou a buchinha da mão do maior. Este sorriu e levantou, ao mesmo tempo que o outro, parando os dois frente a frente. Olharam-se por uns instantes, enquanto Reita acariciava seu próprio ombro direito. Olhou para o relógio e mudou a expressão repentinamente, coçando a cabeça.
- Anoo... Já são quase 17 horas...
- É, eu sei... Não tem problema, pode ir...
- Ok...
Ruki o conduziu até a porta, mas parou no meio do caminho. Virou-se para ele e o encarou por uns segundos.
- Vo... você quer que...? – perguntou Reita, apontando para si.
- Ah... Sim... – parecia desajeitado. – Se tiver algum horário livre... Amanhã, você pode?
- Etto... – começou, olhando para cima e inclinando levemente o corpo para trás – Deixa eu ver aqui na minha agenda, peraí... – disse, enquanto remexia na bolsa. Retirou o caderno de dentro e abriu na página do dia seguinte.
- Amanhã eu só teria como vir pela manhã... – olhou de esguelha para o pequeno, que estava com uma mão no bolso e a outra na boca – Olha... – virou a agenda para ele, que lançou um rápido olhar para seu rosto antes de vê-la.
- Pela manhã eu estou ocupado... Mas depois de amanhã à tarde você pode, não é? – perguntou, apontando para o horário livre daquele dia.
- Sim, teoricamente... Porque quem marca meus horários é a empresa, então seria melhor que o senhor ligasse para lá o quanto antes para reservar logo. – avisou, guardando a agenda.
- Ok, eu ligo agora mesmo. Aproveito e faço o pagamento nesse dia, é bom que paga logo tudo junto.
- Se o senhor preferir...
- Ok, combinado então. Muito obrigado, Suzuki... quer dizer, Reita-san! – disse, sorrindo e abrindo a porta da casa.
- Obrigado o senhor, Ruki-san! Até depois de amanhã! – despediu-se sorrindo também.
Passou pela porta e andou o caminho em frente à casa olhando para frente. Quando chegou na rua olhou para trás, e, vendo que Ruki ainda mantinha uma fresta de porta aberta, sorriu novamente, pondo uma mão na testa. O pequeno retribuiu e fechou a porta, sorrindo de lado.
Ruki estava lavando os pratos do almoço quando ouviu a campainha tocar. Enxugou as mãos, ajeitou as roupas e foi atender. Olhou pelo olho mágico e engoliu em seco. De novo, pousou a mão na maçaneta e esperou uns segundos antes de abrir a porta.
- Boa tarde... Ruki-san! – disse Reita, bem humorado.
- Boa tarde, Reita-san! – respondeu Ruki, sorrindo. Convidou-o para entrar.
- Eu vi que o senhor marcou num horário mais cedo... Aconteceu alguma outra coisa? – perguntou preocupado, entrando.
- Ah, é que... A pia da área de serviço tá vazando de novo...
- ... mesmo?? – arregalou os olhos – Mas eu verifiquei anteontem assim que terminei, estava tudo em ordem...
- Ah sim, realmente estava... Mas meu cachorro achou que a boa era morder aquele cano de novo, aí furou de novo... – explicou, apontando com o dedão para trás.
- Ah sim... Ah, que susto o senhor me deu! Pensei que não tivesse feito o trabalho direito! – falou aliviado.
- Ah não, fez sim... Fez muito bem feito... – elogiou Ruki, indo para a área, seguido por Reita.
- Hum... Então talvez seja melhor colocar um armário aqui para prevenir essas coisas, não? – sugeriu o loiro, assim que chegaram lá.
- É... Talvez... – riu-se o menor, colocando as mãos nos bolsos.
- Então… Posso começar? – perguntou, animado.
- Claro, fique à vontade...
Reita viu a caixa de ferramentas embaixo da pia assim que se agachou, como havia sugerido na vez anterior. Sorriu para o menor, que a ofereceu para usar novamente, deixando o rapaz muito feliz. Vendo que não precisaria se deitar dessa vez, sentou encostado na parede ao fundo, deixando uma perna esticada e a outra dobrada.
- O corte ainda não melhorou? – perguntou de repente o pequeno.
- Ainda não... Ainda está doendo, na verdade... Obrigado por perguntar. – agradeceu, virando os olhos para ele, mas só podia ver até sua cintura.
Ruki saiu dali rapidamente para fechar os registros da casa e pegar o banquinho novamente. Voltou e postou-o bem na frente da onde Reita trabalhava, encostado na parede oposta. Estava dessa vez com as pernas abertas e com e os braços cruzados em frente ao peito. Podia ver apenas do peito do rapaz para baixo, enquanto que este podia ver seu corpo todo, menos o pescoço e a cabeça.
Ruki ficou novamente observando-o trabalhar. Não tirava os olhos das mãos dele nem por um segundo. Reita, por sua vez, lançava alguns olhares de vez em quando, engolindo em seco. O dia estava quente, e já podia sentir o suor escorrendo por sua testa.
Ruki então se levantou do banquinho e foi à cozinha. Voltou de lá com uma garrafa de água e um copo na mão, que os colocou na frente do mais alto. Este agradeceu enquanto pegava o copo e finalmente olhava nos olhos daquele baixinho. Encostou-se novamente na parede terminando de beber, para logo voltar a trabalhar.
À medida que o tempo ia passando, mais quente ficava. Ruki estava agora sentado de pernas abertas, curvado para trás, encostado na parede, as mãos largadas na frente. Estava de um jeito que Reita agora podia ver até metade de sua boca. Ficou observando o menor brincar com os lábios, mordendo, lambendo, fazendo biquinho. Até que, sem querer, desapertou demais uma parte do cano que não devia, espirrando uma quantidade razoável de água em sua roupa.
- ... – olhou-se, estava com a parte de cima do macacão todo molhado. – ...se incomoda? – perguntou, as mãos nos botões do macacão e a boca aberta. Havia chegado para frente e estava olhando para Ruki com ar suplicante.
- Claro que não... – respondeu, sorrindo.
Reita desabotoou então as duas alças do macacão e jogou-as para trás, deixando o resto cair para frente. Abaixou um pouco o conjunto, para alcançar a barra e então tirar a camisa molhada. Pendurou-a na pia acima e encostou-se de novo para voltar a trabalhar, com parte de cima do macacão pendurada. Passou também a mão na testa, no rosto, no pescoço, no peito, retirando as gotas maiores, aproveitando para tirar o suor também.
Ruki ficou olhando com a cabeça pendendo um pouco para o lado e a boca aberta. Viu Reita fazer força para enroscar o cano e mordeu os lábios. Subiu a mão e pousou-a em seu pescoço. Foi escorregando seus dedos para a nuca, enquanto virava a cabeça lentamente para o outro lado. O suor escorria, e ajudava sua mão a descer para o ombro, por dentro da gola larga da camisa de manga comprida que usava.
Reita assistia àquilo tudo sem conseguir ver o rosto do pequeno. Segurou, então, no cano vertical que tinha à sua frente. Quando viu a mão de Ruki descendo para o peito, subiu a sua própria. Fechou-a bem quando encostou no fundo da pia e desceu de novo. Fez vários desses movimentos lentamente, sem tirar os olhos do loirinho. Viu então que ele levava as duas mãos para o rosto, suspirando forte. Nesse momento largou tudo e voltou a trabalhar.
Como era exatamente o mesmo problema da outra vez, terminou rápido. Ajeitou as ferramentas, chegou para frente e olhou direto pro rosto do baixinho. Ele estava mordendo os lábios, com o corpo inclinado para frente e as mãos nos joelhos, pronto para levantar. Reita levantou-se, pegou seu material e sua camisa, jogando-a no ombro, enquanto Ruki andava em direção à escada.
Subiram rápido, e o mais alto viu um monte de coisa em cima da cama de casal do menor. Quando chegaram no banheiro, sentiram mais calor.
- Desculpe, bate sol no meu quarto o dia inteiro, por isso fica muito quente... – explicou o pequeno.
Abriu a porta do pequeno armário vazio e sentou lá dentro, chamando Reita com uma mão. Este deixou tudo o que segurava no chão e agachou atrás do mais baixo.
- Aqui, olha só, tá vendo isso aqui?? – perguntou Ruki apontando para o filete de água escorrendo.
- Ah, é só isso aí? – analisou, apoiando as mãos no ombro do loirinho – Não é só junção frouxa, não?
Ruki chegou um pouco para trás, segurando no cano com as duas mãos. Encostou no peito nu do mais alto, que se sentou no chão, ajeitando a posição. As mãos dele desceram até a cintura do pequeno, apertando-o. Ruki suspirou e tentou girar o cano.
- NÃ-
Reita tentou gritar, mas Ruki já tinha girado o cano. Pro lado errado.
Tudo se desfez ali embaixo, e um jato de água jorrou bem na direção dos dois. Ruki tossiu, escorregou para o lado e foi correndo desligar o registro do andar de cima, que ficava no banheiro ao lado, enquanto o maior tentava colocar as peças de volta no lugar. Ruki voltou ofegante, pingando, molhado dos pés a cabeça. Reita o olhava de baixo para cima com o cenho franzido e a boca aberta, ainda sentado no chão, encharcado e ofegante também.
- Você conseguiu complicar o problema mais fácil, heim!?
Levantou e abriu os braços: pingava como se tivesse acabado de sair do banho.
- Já arrumei ali, agora tem que ver como vamos fazer pra secar tudo... – disse, passando a mão nos cabelos molhados, ajeitando-os para trás.
- Tudo bem, pode deixar... – disse o menor, espremendo uma parte da camisa. – Eu seco tudo mais tarde...
- Tem certeza?
- Sim... Quanto a você, acho melhor tirar essas roupas molhadas e tomar um banho. – sugeriu, olhando as gotas escorrendo pelo corpo do maior.
Reita o olhou boquiaberto, enquanto ele tirava seus sapatos molhados.
- Você... tem certeza?
- Claro, você vai embora desse jeito? – perguntou, enquanto tentava tirar a camisa molhada, sem sucesso.
A camisa estava grudada nele, e não conseguia tirar as mangas de jeito nenhum. Bateu com as costas na parede e soltou um gemido, enquanto Reita ia ajudá-lo. Encostou seu tronco contra o dele e percorreu suas mãos pelo abdômen do menor, que levantou os braços esperando que ele conseguisse tirar aquela camisa. O mais alto ia empurrando aquela peça molhada de roupa aos poucos, dando leves apertos por onde sua mão passava.
Quando finalmente passou pelas mãos do pequeno, a camisa foi jogada para o lado, e caiu no chão pesadamente. Reita se afastou um pouquinho do corpo do pequeno e os dois se olharam boquiabertos e ofegantes. O loiro apoiou suas duas mãos na parede atrás de Ruki, que fez o mesmo, encostando-se todo na parede, com os braços meio dobrados. Os olhos percorriam cada centímetro do corpo um do outro, até que Ruki, trêmulo, levantou suas mãos hesitantemente e as pousou nos ombros molhados de Reita. Este desceu as suas para os lados do peito do pequeno, apertando e fazendo-o inspirar com mais força.
Foi chegando seu rosto mais para perto, hesitante, enquanto o menor olhava fixamente sua boca. Quando Ruki fechou os olhos e inclinou a cabeça levemente para o lado e para cima, com a boca entreaberta, Reita engoliu em seco.
Entreabriu a boca também e, fechando fortemente os olhos, juntou seus lábios aos dele.
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Apostas abertas!!! Quem se insinuou mais, o Ruki ou o Reita??? /o/
Cara, como é difícil escrever sem mostrar NENHUM sentimento!!! X___x'
Mas acho que consegui xD
E aí, o que vocês acharam?? ;D
