Disclaimer: Damon, Elena e Bonnie não me pertencem. Com certeza minha mente não é assim tão criativa. Agradeçam à L. .

Beta: Apenas eu e meus erros.

Shipper: Damon Salvatore e Elena Gilbert. Delena.

Co-estrelando: Bonnie, David e outros.

Spoilers: Nenhum.

Boa leitura!

- Mamãe! – David saiu do quarto com dois carrinhos quebrados. Não era nenhuma novidade pra Elena que o filho quebrasse os antigos brinquedos quando achava que já não os servia.

David era um menino como outra criança da mesma idade. Terrível!

Ser mãe não tornava a mulher cega. As mulheres sempre conheciam seus filhos e seus temperamentos. David era um menino inteligente, alegre, teimoso e muito difícil de obedecer a própria mãe.

Personalidade que não era da sua família.

Um filho não se fazia sozinha, então só poderia ser do pai. Ela não chegou a conhecê-los inteiramente, nunca poderia dizer com certeza absoluta.

Elena pegou o filho no colo e ajeitou o cabelo que parecia não ser penteado por uns três dias.

- Andou quebrando outros brinquedos? – A morena afastou o notebook e resolveu dar um pouco de atenção ao filho.

- Não. – David fez um beicinho que a deixava arrependida de ter acusado o filho. – A caixa caiu em cima dos meus carrinhos.

- A mamãe compra um novo pra você.

Assim que terminara a frase, sentiu aquela pontada maldita na cabeça. Tão forte que faziam seus olhos lacrimejarem e pressionava sua cabeça a deixando zonza. Os remédios cada dia se tornavam mais ineficazes e fracos; diante da falta de diagnóstico preciso dos médicos.

Elena controlava a respiração para que saísse aos poucos, não passavam ansiedade para o filho e colocou sentado no pequeno sofá para buscar os próprios remédios.

Massageou a têmpora a fim de diminuir as dores e usou três dos comprimidos que o neurologista tinha passado. Depois de acostumada com o uso de remédios duas vezes ao dia, não se fazia necessário o uso da água.

Ultimamente andava preocupada com a demora nas consultas. Isso se dava ao fato que ser atendida pelo plano de saúde da empresa, era no mínimo um caos. Existia o limite de consultas mensais, o preço dos remédios que só aumentava, a mensalidade da escola de David e outras despesas.

Era um desafio constante ser mãe solteira. Psicologicamente e financeiramente, mas Elena não reclamava das dificuldades. David era seu maior e melhor presente.

Resolveu tomar um pouco de café que havia feito antes de ir trabalhar. Escutou a campainha de seu apartamento soar.

David já havia esquecido os brinquedos quebrados e voltara ao quarto. Agora estava cantando com os animais do dvd infantil que tocava.

Bonnie estava parada à porta com a cara amarrotada de sono.

- Se você estivesse com mais sono, ia achar que é sonâmbula. – A morena sorriu e deu um pequeno abraço na amiga.

- Essa história de trabalhar de madrugada vai acabar me matando. – Bonnie saiu entrando no apartamento que um dia as duas dividiram, mas fazia anos.

Bonnie e Elena eram amigas desde o jardim da infância. Cresceram, foram para as mesmas escolas, cursaram a faculdade juntas e foi a única amiga que apoiou Elena quando ficou grávida no ultimo ano de faculdade.

- Cadê o meu pestinha?

Elena apontou para o filho no quarto com seu microfone de brinquedo e cantava na maior empolgação. Seu filho seria um super star.

- Ele canta o tempo inteiro e a professora da escola sempre diz que ele gosta das peças de teatro. Eu deveria me preocupar com isso? – Elena perguntou num suspiro, ainda sentindo as dores de cabeça.

- Não muito. A não ser que você tenha medo que ele se pareça com outra pessoa. – A amiga se serviu do café que fumegava em cima do balcão da cozinha. – Como está se sentindo?

Tentar colocar um sorriso no rosto com a cabeça a ponto de explodir não era nada fácil, mas Elena se esforçava para não preocupar a única pessoa importante da sua vida – tirando seu filho.

- Muito bem. – A morena também se serviu de mais uma xícara de café, para aplacar a dor junto dos remédios e esconder a tremedeira de suas mãos.

- E você estar tomando café como uma louca e esses comprimidos em cima do balcão não é por estar com muita dor? – Bonnie era muito sensitiva e observadora. – Estive pesquisando, conversando com umas pessoas e talvez eu tenha encontrado um jeito de falar com Damon.

- Eu não vou fazer isso. – Elena resmungou sem paciência pra uma nova discussão com um velho assunto. Nos últimos tempos Bonnie andava insistindo nesse ponto. – E para de agir como se eu fosse morrer agora. Ainda vou criar meu filho e talvez depois possa descansar em paz, e eu não preciso falar com o Damon. Se quisesse teria feito isso na época, não agora.

- Reclame o quanto quiser, mas só somos eu e você agora. Talvez fosse bom conversar com ele agora.

Elena fechou os olhos e respirou fundo pra não gritar, nem bancar a descontrolada quando seu filho estava logo no quarto ao lado.

- Pra que falar com aquele filho da mãe egoísta? Ele nunca se importou com ninguém além dele mesmo e pare com isso. Filhos nunca mudaram homem nenhum se eles não quiserem. Assunto encerrado.

O barulho estridente da xícara indo direto ao piso de madeira e espalhando café no chão, era a prova que Elena já estava sem condições de segurar a xícara. Logo em seguida seu corpo foi perdendo força de sustentação e foi parar junto aos cacos e café quente.

Deveria doer, mas o choque amorteceu as sensações ruins e seus olhos só ficaram abertos tempo suficiente pra ver Bonnie pegar o telefone.

Espero que tenham gostado.

Muito obrigada por quem teve paciência de ler até o fim e não se sentiu torturado com mais uma das minhas sandices.

Me deixem saber suas opiniões e mais uma vez: Obrigada.