Titulo original: Where I Belong
Autor(a): Hic Iacet Mori
Tradutora: Srta. Kinomoto
Disclaimer: Nada aqui me pertence, nem os personagens, nem a história, os quais pertencem a seus criadores, produtores e a autora.
Sumário: TRADUÇÃO. Estava sendo perseguido por um sonho que não parava de se repetir e um novo colega de classe se recusava a reconhecer sua existência. Sabia que as aparências enganavam, sabia que haviam mais mistérios na vida do que podia sonhar, mas havia um limite para tudo - certo? AU
Prólogo
Choques de metal contra metal e carne contra carne produziam uma repetitiva sinfonia moral, o afogando mais e mais na escuridão que gritava para ele sair. Em cada inspiração, durante o desesperado silêncio ele podia ouvir o rugido do sangue em suas veias e o ar arrebentando desesperadamente por seus pulmõ podiam ouvi-lo? Sua respiração de repente parecia tão traiçoeira, tão alta...
Berros - ele podia ouvir eles pingando com veneno e raiva. Gritos - ele podia ouvi-los cheios de crueldade e dor. Palavras que sua mente não podia - não iria - compreender flutuavam no ar junto com respirações rasas, pontuadas por sons não identificados enfatizadas por rosnados ocasionais. Abruptamente, o mundo parou - finalmente, tudo desacelerou o suficiente para seus olhos pegaram a vista por meros segundos antes que não houvesse nada, exceto luzes piscando e sombras e explosões.
Uma pessoa ficou de pé diante dele.
Como se num transe, ele assistiu enquanto uma magra mão rosada, iluminada pela estranha luz vermelha da lua, avançar para ele. Ele imediatamente recuou mesmo que uma voz no fundo da sua mente o repreendesse pelo movimento covarde. Seu corpo ficou tenso entre lutar e fugir, seus ombros se enrijecendo com o medo da punição que certamente receberia por se atrever a aparecer diante do ser mais estranho que ele já tinha visto.
Em vez disso, as mãos da pessoa se ergueram para remover uma mascara.
Foi o momento em que a lua escolheu para brilhar novamente no seu esplendor prateado, se removendo completamente do santuário das nuvens.
Seus olhos se alargaram e ele sentiu o ar sair dele em um suspiro. Ele finalmente podia ver, realmente ver, exatamente quem era o estranho diante dele. E ela era simplesmente a criatura mais magnífica que ele já tinha visto.
Um kimono sem mangas, preto e prata envolvia uma figura delgada, com uma coroa de cabelos mais loiros que ele já tinha visto. Sua mente desorientada acreditou que era o sol, cintilando pelo corpo dela, complementando perfeitamente ao seu tom de pele morno e bronzeado. Sua mente registrou vagamente uma estranha tatuagem em seu braço esquerdo, mas o que era mais cativante eram seus olhos dela queimavam como fogo, vermelho brilhante, selvagem e apaixonado.
Lábios vermelhos se separaram. Ele inconscientemente se inclinou para frente enquanto seu corpo queimava com uma necessidade que sabia que só a pessoa diante dele podia saciar.
Só
Houve um silêncio sufocante e doloroso antes de seu coração começar a bater novamente.
Você.
"Sasuke".
