Outro Dia dos Namorados
- Hoje é dia dos namorados, sabia?
- Não, dia dos namorados foi meses atrás.
- No Brasil é dia 12 de junho.
- E você sabe que não está no Brasil, não é?
Ela virou o rosto para ele e sorriu. Draco sentiu-se feliz naquele momento, como se não fosse possível ser mais feliz que naquele momento, enquanto seus dedos estavam firmemente presos aos dela, assim como seus olhos estavam presos à expressão de felicidade que ela tinha no rosto.
- Eu sei onde estou.
- E queria estar no Brasil para ganhar presentes?
- Não. Eu queria estar exatamente onde estou e todo dia tenho presentes.
- Quem te dá presentes todo dia?
- Você, Draco.
- Vai dizer que meu sorriso tão lindo é um presente? Se for, por favor, pare agora, não sei se vou aguentar esse nível de pieguice. Te amar é uma coisa, mas tem outras que são absolutamente ridículas.
- Posso falar?
- Claro.
- São os dedos, na verdade.
- Do que você está falando?
- Dedos entrelaçados assim, todos os dias, quando vamos dormir e quando estamos andando por aí, quando nos sentamos e quando você me beija e faz isso sempre. Os dedos entrelaçados são melhores que seus sorrisos e às vezes melhores que os beijos. É como se eu realmente pudesse ter certeza que você sempre está comigo.
- Você está sendo piegas.
- Ou você pode calar a boca, se achar tão ruim, vai lá comprar um presente do dia dos namorados e esquece a história dos dedos.
- Se for pra parar de falar essas bobagens, compro o que for.
- Ingressos pro jogo do Harry?
- Deixa a história dos dedos entrelaçados e sua frescura mesmo...
