Blizzard of Oz
haven't escape.
Naquela terra há um louco. Um louco que brinca de mágico. Nunca discuta este fato. O louco é o mágico.
Naquela terra há uma criança. Uma criança pequena que pensa como um adulto. Nunca discuta este fato. Porque, naquele lugar, não se questionam comportamentos.
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O (louco) mágico é o exemplo a ser seguido. Seguem-no por estradas de tijolos amarelos e cidades de esmeralda.
O (pequeno) adulto deseja alcançá-lo. Não, deseja superá-lo. Sem se importar com o quão incomum seja tudo à sua volta. De algum modo, a criança sempre pertenceu a esse mundo.
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Havia outro louco, e esse brincava de rei. Mas nossa história não precisa do rei dos Tolos.
Havia outras crianças recheadas de peculiaridades. Mas nossa história não precisa de inúmeras mentes necessitadas.
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O (louco) mágico chama-se L. Seu nome é uma letra e ele nunca viveu nenhuma realidade.
O (pequeno) adulto chama-se Mihael. Seus conceitos sempre estiveram nublados por equívocos e ele não confia em estranhos por vezes apelidados de amigos.
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Toparam-se uma vez. O milharal daquela terra estava esbranquiçado. Nevava. Estivesse em diferente clima, L teria confundido as madeixas loiras de Mihael com a plantação.
Desta vez, o (pequeno) adulto não o encarava diretamente nos olhos. Os dentes cerrados pareciam retravar muitos comentários. O (louco) mágico tinha um sorriso perdido e íris inexpressivas.
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Toparam-se outra vez. A floresta daquela terra estava úmida. A chuva mostrou a Mihael como a maquiagem da insanidade devia ser lavada da alma de L.
Desta vez, palavras alheias caíram dos lábios do (pequeno) adulto. Sentia-se leve, e, como alguns denominam, seguro. Sorrisos sinceros pintavam o rosto do (louco) mágico.
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Como você poderia prever, houve a terceira topada. Pelas janelas do palácio daquela terra, uma nevasca inundava L.
Desta (última) vez, a boca do (louco) mágico tomava a do (pequeno) adulto e aquilo significava muito e nada. Respostas exatas era a preferência de Mihael. Talvez você não entenda. Agora o (pequeno) adulto precisa ir embora. Talvez você (nunca) entenda.
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Não adianta bater os sapatinhos, criança.
Elle não te deixará sair desse delírio.
(Não há lugar melhor do que a nossa casa)
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Essa história é sobre uma nevasca em Oz.
E delas, não há escape.
N/A – Primeiro, eu me inspirei pro título descaradamente no álbum do Ozzy Osbourne. Então, my master, amo-te.
Depois veio o próprio Mágico de Oz, que salvou meu plot e encheu ele com suas graças. Espero que tenha deixado bem amor assim como a história original.
Não citei o B, Raito, Near ou Matt porque, honestly, achei desnecessário no contexto.
E o L ficou OC. Perdoem-me, mas se não tivesse essa caracterização não daria o mesmo efeito.
Obrigada a Luh M., que mesmo me ignorando sobre punks e shotacon, disse que tinha gostado bastante. Sempre posso contar com você, Moony.
Galerë, já que leram, mandem a porra da review, ok? A família agradece.
