N/T: mais uma história devidamente autorizada para tradução. A LisaLovesCurry escreve este fanfiction há pelo menos dois anos. Trata-se de Esme/Carlisle, e chama atenção por ter vários pontos de vistas para fatos já citados na saga ou que teriam acontecido, em alguma cena envolvendo os dois, claro.

Como são muitos (muitos mesmo) capítulos, vou tentar atualizar pelo menos duas vezes por semana enquanto não entro de férias do trabalho (provavelmente na metade de março), daí passo a atualizar com muito mais frequência :)

Espero que gostem! Comentários são bem-vindos!


N/A: Oi, aqui é Lisa e este é o começo de uma série de one-shots de Carlisle/Esme. Estou postado três hoje (N/T: fica pra próxima tradução, haha), mas depois provavelmente somente um ou dois por semana (dependendo do tamanho de cada um). Com sorte, continuarei mesmo depois que as aulas começarem, mas veremos... (faculdade, né... quero ver como vai ficar o horário).

Sabiamente vou pular alguns anos, embora estes três primeiros capítulos estejam em ordem cronológica. Depois disso, será mais errático. Este primeiro é tipo um reminiscente do sétimo capítulo de I'm Always in Love (N/T: um outro fanfic que recomendo dessa mesma autora), achei que deveriam saber. Espero que curtam, e se sim, por favor comentem!


Original Title: Eternity (www (ponto)fanfiction(ponto)net/s/5251060/1/Eternity)

By: LisaLovesCurry (www(ponto)fanfiction(ponto)net/u/1936036/LisaLovesCurry)

Disclaimer: Não tenho os direitos de "Twilight", Stephenie Meyer que tem.

Eternidade

Eternity

1926: Consolo

PV Carlisle

Alguns velhos hábitos nunca morriam. Este, por exemplo: tinha sido um dia perfeitamente infernal no hospital, e embora Carlisle quisesse nada mais que voltar para casa, ele de alguma forma não podia. Não queria que Edward ouvisse os pensamentos dele, ou que Esme o visse e perguntasse qual era o problema, porque aí teria que contar, e ela ficaria chateada também.

Em alguns dias, Carlisle ficava feliz por não ser humano: havia muita coisa a ser dita a favor da humanidade em geral, mas ocasionalmente ele encontraria um exemplo tão abominável da espécie que o deixava contente de se ver pertencente à outra raça. Quando isso acontecia, sempre sentia necessidade de ficar sozinho por um momento, ficar chateado por um tempo antes de voltar para casa e se preparar para o dia seguinte. Solidão não foi difícil de ter nos primeiros dois séculos e meio de existência, mas desde que Edward e Esme apareceram na vida dele, raramente estava sozinho. Carlisle era devotadamente grato pelo fato, exceto nas raras ocasiões, como esta, quando tudo que precisava era o silêncio da própria sociedade.

Estava numa floresta a poucas milhas da nova casa, sentado, as costas contra uma árvore: o turno dele havia terminado há horas, e por trás das nuvens o sol estava nascendo, mas ele não se mexeu. A vida podia ser muito injusta, e os humanos eram, de longe, mais fracos do que pensavam. Por que alguns sentiam necessidade de machucar o outro?

-Dia difícil? – uma voz calma falou atrás dele.

Carlisle se virou para olhá-la. Estava tão perdido em pensamentos que sequer a escutou vindo. Ela pareceu perceber também, porque quando se sentou ao lado dele nas folhas secas embaixo da árvore, tocara-lhe gentilmente o rosto para trazê-lo de volta à realidade. Ele piscou e sorriu fracamente.

-O pior que já tive em anos. – falou – Desculpe, eu teria que voltar para casa, mas Edward...

-Claro que você está preocupado com ele. – disse ela, a voz ainda gentil, mas firme agora – Mas e quanto a você? Posso...? – hesitou – Há alguma coisa que eu possa fazer para ajudar? - sussurrou – Sei que está acostumado a ficar sozinho quando se sente assim, mas... Eu fico preocupada com você também quando tenta lidar com essas coisas sozinho. Gostaria de fazer alguma coisa, se eu puder.

Carlisle ponderou a respeito. Ainda estava aprendendo, percebeu, o que significava estar casado, ou talvez, mais especificamente, o que significava ser capaz de contar com alguém. Carlisle sentiu, com um crescente senso de alívio, que poderia realmente falar a Esme sobre qualquer coisa: quando algo o machucasse, ela não o deixaria enfrentar aquilo sozinho. Ele também não. Enfrentariam qualquer coisa juntos, um protegendo o outro de ter que lidar com a dor sem ajuda.

-Vem cá. – falou ele calmamente.

Sorrindo, ela ficou mais perto dele. Quando os ombros se tocaram, ele moveu o braço e passou ao redor dela. Depois inclinou a cabeça e descansou em cima da dela, cheirando o perfume do cabelo enquanto deslizava o outro braço a contornando. Sem dizer uma palavra, ela se mexeu até ficar empoleirada no colo dele, e depois começou a massagear-lhe os ombros. Embora ambos soubessem que os músculos dos imortais não conheciam a fatiga, ele suspirou depois de alguns minutos, como se o toque dela tivesse relaxado a tensão que nem imaginava que existia num nível físico.

-Melhor? – ela sussurrou.

-Sim. – disse ele, desejando que não parecesse surpreso. Estava acostumado a ficar perto de Esme sob circunstâncias românticas, mas aquilo era diferente, abraçando apenas para consolar um ao outro. Mal tinham feito aquilo quando ela era uma recém-criada, quando contato platônico era a única coisa que se permitiam. E nessas vezes, era ele quem geralmente se aproximava, para abraçá-la ou tocar a mão dela para tentar amenizar o sofrimento que sentia nos primeiros meses da nova vida.

-O que foi? – sussurrou ela, notando a expressão dele.

-É que... – Carlisle balançou a cabeça – Eu tinha me acostumado a ser quem consolava você ou Edward quando estavam com dificuldades. É que... Eu não estou acostumado a ser consolado – pausou, incerto em como expressar o que sentia no momento apropriadamente – ... Obrigado, Esme.

Por um instante, ele podia jurar que viu lágrimas nos olhos dela. Mas então ela sorriu, e beijou a testa dele, as pálpebras, as bochechas, e depois os lábios.

-Eu amo você. – ela sussurrou simplesmente.

Carlisle sorriu para ela, maravilhado por tê-la encontrado de novo, e que ela era dele para sempre.

-Eu também amo você. – disse ele, acolhendo-a nos braços e levantando-se – Que tal voltarmos para casa agora?