Kuchiki Byakuya tinha somente 14 anos mas ele era certamente o rapaz mais talentoso com a sua espada em todo o Seireitei. Á excepção daquele tal Ichimaru Gin prodígio. Byakuya não tinha ciúmes dele, apenas o desprezava. Um dia, o rapaz dos cabelos prateados passou pelo jardim da sua mansão. O nobre olhou para ele com toda a sua arrogância.
― Que estás aqui a fazer? Este sítio é bem longe do posto do teu esquadrão. Então? Explica-te imediatamente.
Gin tinha aquele típico sorriso no seu rosto. Ele olhou todo o sítio em redor e respondeu:
― Bem, eu estava só de passagem… Aizen-fukutaichou pediu-me para trazer qualquer coisa ao teu avô. Esta casa é boa. Muito grande. Tu brincas aqui sozinho?
― Do que é que estás a falar? Eu não brinco de todo, eu sou o Kuchiki mais novo, tenho muitas responsabilidades, não sou uma criança.
Gin aproximou-se do jovem nobre e lambeu-lhe o rosto com a sua língua de cobra.
― Então é por isso que és tão nervoso. Devias ter uma pausa. ― Gin começou a correr.
Byakuya enfureceu-se até às entranhas. Foi atrás do maldito para lhe dar uma lição. Gin entrou na floresta sempre perseguido pelo outro. O nobre finalmente apanhou o seu desrespeitador, atirando-se para cima dele, começou a bater-lhe no chão. Então, alguém o segura por trás, obrigando-se a sair de cima da sua vítima. Ele ficou confuso e um pouco assustado, todo imobilizado por aqueles dois poderosos braços. Olhou para cima e viu de quem se tratava.
― Aizen-fukutaichou! Ainda bem que estás aqui. Kuchiki-kun é muito cruel.
― É mesmo, Gin? Não te preocupes, eu irei mostrar-lhe como ser mais respeitador.
― O quê? Do que é que estás a fal…hum…
Aizen cobriu a boca de Byakuya com a mão e começou a conduzi-lo para algum sitio. Gin apenas os seguiu, sempre com o seu sorriso pervertido. Eles entraram numa cabana de madeira.
― Antes de mais ― Aizen começou o seu discurso ― Não importa se tu és um nobre, eu sou um fukutaichou, eu represento a lei, a justiça e o bem-estar em toda a Soul Society, por isso tu deves respeitar-me.
― Eu sei disso. Mas…o Gin invadiu a minha casa para me provocar…
Aizen não o deixou terminar, apertou-lhe a garganta com a sua poderosa mão e disse:
― Tu não sabes nada. Não passas de uma criança arrogante, egoísta e mimada. É meu dever como adulto educar-te.
O homem forçou-o a deitar o seu peito sobre uma mesa e começou a apalpar-lhe o traseiro. Byakuya perdeu o controlo do seu batimento cardíaco. Finalmente compreendeu o que se estava a passar. A revolta preencheu a sua mente mas ele não podia fazer nada, nem mesmo resistir. Era como se uma força invisível paralisasse todo o seu corpo. Aizen despiu-lhe o hakama e analisou a pele perfeita, macia e perfumada das nádegas de Byakuya. Este enfureceu-se
― O que diabos pensas que estás a fazer? Escumalha!
― O que é que me chamaste? ― Aizen franziu o sobrolho.
Num segundo, a zampakutou de Gin estendeu-se e perfurou o ombro de Byakuya. Este gritou de dor, uma piscina de sangue cobriu a mesa, manchando-lhe a cara angustiada. Aizen sorria novamente.
― Entendes, nós não somos só uns abusadores cretinos quaisquer que serão castigados depois disto. Eu sou o segundo shinigami mais forte e, certamente, posso ser o mais cruel. Se não queres sofrer, é melhor seres extremamente submisso. Não és o único que estás aqui em causa. Se mexeres com os meus nervos, eu farei a tua família e amigos pagarem por isso. O que se passa, Byakuya-kun, vais chorar?
Os olhos de Byakuya estavam todos molhados de lágrimas, mas ele não deixou que nenhuma delas vertesse.
― É claro que não. ― disse, de uma forma bem suave para não deixar o homem zangado outra vez.
Aizen enfiou-lhe dois dos seus dedos na boca e depois começou a tocar-lhe o pequeno buraquinho para o lubrificar. Ele despiu o seu hakama e roçou suavemente o seu pau entre as coxas de Byakuya uma e outra vez para que o rapaz pudesse sentir todo o seu tamanho acariciando-lhe os genitais virgens.
― Diz-me, Byakuya-kun, tu ainda és inocente, não é verdade. Hum, parece-me bem. Não há nada como um jovem belo e inocente. Mas, por outro lado, tenho a certeza que pensas em sexo. Com quem fantasias? Com aquela gatinha Yoruichi-taichou, ou com um homem crescido e grande como o Shunsui-taichou?
Byakuya murmurou qualquer coisa com uma voz muito fraca. Aizen sabia que ele estava a perder a consciência por causa da perda de sangue. Se a criança não reagisse, morreria ali mesmo. O homem deu-lhe o incentivo. Preencheu-lhe o corpo magoado com todo o seu tamanho. Byakuya despertou um pouco, aterrorizado por todas as sensações que o consumiam. Ele não sentia dor, ele sentia prazer, mas também vergonha, medo, e realmente violado na sua honra e integridade. Depressa começou também a sentir-se enjoado porque o pau bem dotado de Aizen o fustigava bem fundo nas entranhas e isso fazia o seu estômago andar às voltas. A cor esbranquiçada de morte do seu rosto foi substituída por um amarelo doentio. Aizen parou por um bocado para lhe dar algum alívio. Depois continuou.
― Vejo que estás a gostar.
― Não, não estou. ― rosnou Byakuya rudemente.
― Cuidado com o tom! ― Aizen franziu novamente o sobrolho, puxando os longos cabelos do jovem para lhe causar dor.
― Ah, não… Por favor, Aizen-sama…
― Hum, assim está melhor. Agora… ― ele começou a acariciar-lhe um mamilo. Byakuya não pode resistir a um longo e doce gemido, ele estava definitivamente a derreter de prazer, mesmo que a sua mente estivesse cheia de ódio. ― Oh, olha só para a tua cara! As tuas lágrimas vertem de prazer e as tuas bochechas estão todas coradas. Sabes o que isso quer dizer? Quer dizer que não vais morrer…por enquanto.
Aquele "por enquanto" aterrorizou o jovem, mas ele não o demonstrou. Aizen deitou o seu tronco sobre as costas de Byakuya e começou a lamber-lhe o pescoço macio.
― A tua pele realmente cheira a flores de sakura. Na verdade, tens sorte em seres desflorado por mim porque, com esse aroma delicioso, atrais todo o tipo de tarados.
Byakuya estava a escutar, mas, naquele momento, ele estava-se a sentir demasiado bem sob o peso do corpo morno de Aizen. Então ele sentiu algo quente encher-lhe as entranhas. Ele olhou para trás, para os lindos olhos castanhos do homem. Aizen não tinha a expressão de quem está num momento de clímax, ele sorria gelidamente. Saiu de cima do jovem deixando-o quieto sobre a mesa. Sabia que Byakuya estava demasiado fraco para ir onde quer que fosse. Ele vestiu o seu hakama e desembainhou a sua zampakutou. O rapaz começou a tremer de medo ao ver aquele psicopata erguendo a espada na sua direcção. Ele rastejou pelo chão até a um canto com as suas pobres forças.
― O que… Não, Aizen-sama. Eu não vou contar a ninguém.
― Eu sei.
― Então porquê? Porque é que me vais matar?
― Não o farei. ― Aizen pára e olha fundo nos olhos de Byakuya ― desde que me supliques pela tua vida e implores a Gin pelo seu perdão.
Byakuya não queria. A sua face já era suplicante, mas fazê-lo em voz alta iria acabar com todo o seu orgulho e honra. Seria a humilhação da família Kuchiki. Mesmo assim, ele estava aterrorizado de morte.
― Por favor, suplico-te, Aizen-sama, não me mates.
― Muito bem. E Gin?
― Gin, perdoa-me…
― Tudo bem, não precisas de dizer mais nada, eu já me esqueci. Na verdade, eu não poderia sentir nada contra ti, estou quase a chorar de pena da tua desgraça ― disse Gin cruelmente com o seu sorriso de cobra, todo sádico.
Os dois abandonaram a cabana. Byakuya ficou ali por um bocado, em choque. Ele levou a sua mão até ao ombro e constatou que não havia qualquer ferimento nem vestígios de sangue. Talvez ele nunca tivesse sido real. Mas o estupro foi, tinha a certeza disso. Depois de todo o prazer ter desaparecido, só os piores sentimentos ficaram. Ele odiava aqueles tipos, desprezava-os. Mas, acima de tudo, morria de medo desse homem que era conhecido por ser o mais sensato e generoso em todo o Seireitei.
