Disclaimer: Lost não é meu, se fosse o final seria sana.

Categoria: Romance/ Smut

Censura: M

Sinopse: E tudo começou por causa de uma arma...

Spoilers: Two for the Road season 2

Meninas, mais uma que encontrei no meu baú! Especialmente para minhas leitoras sanáticas :) Feedbacks, please!

Pecados Secretos

Capítulo 1- Aqui se faz, Aqui se paga!

"Pegue a arma dele!"- a mente de Ana-Lucia repetia em uma ladainha sem fim numa tentativa de fazê-la se lembrar afinal o que fora fazer ali. O que realmente fora pedir à Sawyer. Mas a força com que o corpo dele tomava o dela, penetrando-a profundamente repetidas vezes a impediam de raciocinar. Era louco demais. Bom demais. Ana jamais pensara que aquele encontro pudesse terminar em sexo. Não tinha sido planejado, de jeito nenhum. Mas uma vez em que começaram a medir forças um com o outro seria impossível não chegar àquele ponto. Não quando o cowboy pressionava com intimidade seu corpo forte e musculoso contra o dela. Homens rudes nunca fizeram seu tipo embora ela fosse policial. Preferia os homens inteligentes e bem educados, e Sawyer era o oposto desses homens. Por Deus, não havia nenhuma delicadeza nos toques dele. E o pior de tudo é que ela estava adorando.

- Era isso o que você queria desde o princípio, não era, muchacha?- Sawyer dizia se movendo contra ela numa constante. – Você queria me sentir todinho dentro de você. Estava implorando por isso...

Ela suspirou de prazer, e respondeu à provocação dele:

- Não...cowboy...é você quem gosta de apanhar e estava louco pra que eu batesse em você mais um pouco...

Ana empurrou seu quadril com força contra o dele e o fez dar um longo gemido de prazer, só para trocar de posição com ele, fazendo com que ele caísse de costas contra a relva. Suas costas deveriam estar arranhadas agora por causa dos galhos e folhas secas, mas ele não se importou, de jeito nenhum, não quando a morena enfurecida mas sedutora subiu em seus quadris e o montou como um garanhão, cavalgando nele tão forte que parecia que ia partir seu corpo ao meio. As unhas dela arranharam-lhe o peito e os ombros, deixando marcas vermelhas visíveis.

- Que tesão!- ela exclamou sem parar de se mover em cima dele, sentindo as mãos de Sawyer apalparem seu bumbum com força, beliscando-lhe a carne e lhe deixando marquinhas avermelhadas na pele.

- O que você está fazendo comigo, gostosa? Me deixando louco...

- Isso é pra mostrar pra você quem é que manda aqui!- disse ela, se abaixando contra ele para beijar e mordiscar os lábios de Sawyer, fazendo a pele sensível da boca dele arder em contato com os dentes dela.

E assim formou-se uma briga de forças, ainda maior que a anterior quando eles estavam apenas brigando pela arma. Ana pulava contra o corpo dele, sem parar, as pernas dela o mantinham no chão, e Sawyer não conseguia se mexer. Aquilo já estava deixando-o nervoso. Os seios pequenos dela balançam suavemente a cada vez que ela se empurrava para frente e ele estava louco para agarrá-los e sugá-los. Era provocação demais para ele.

Então Sawyer apelou para sua própria força bruta e com um grunhido, segurou os pulsos de Ana, apertando-os e fazendo com que eles rolassem na relva, juntos, para que ele pudesse ficar por cima. Neste momento ele começou a se empurrar devagar dentro dela, atritando os corpos deles vagarosamente ao mesmo tempo em que sua boca distribuía mordidinhas no corpo de Ana, desde os seios onde abocanhou os mamilos até o ventre, deixando uma marca cor de rosa visível de seus lábios perto do umbigo dela. Mas quando ele se deitou em cima dela para beijá-la novamente, Ana o surpreendeu com uma mordida no pescoço. No final daquela pequena guerra eles poderiam contar quantas marcas tinham deixado um no corpo do outro.

O corpo dele continuou tomando o dela incessantemente, como se nunca fosse parar até que Sawyer sentiu-a ficando mais úmida, e seu corpo estremecendo contra o dele, colocou sua mão sobre o ventre dela e adorou sentir as contrações de seu orgasmo. Ela gritava de prazer, os olhos fechados, saboreando as sensações. Instintivamente os quadris dele voltaram a empurrar os dela e depois de mais algumas arremetidas ele chegou ao próprio clímax, derramando-se inteiro dentro daquele corpo quente e acolhedor. Por uma sessão de sexo como aquela tinha valido a pena ficar mais de quarenta oito dias sem sexo naquela ilha, foi o primeiro pensamento dele quando tudo terminou.

- Uau!- disse ele com um suspiro depois de rolar para o lado, deitando no chão ao lado dela. – E hoje nem é meu aniversário!- Sawyer riu da própria piada, estava radiante. Transar com Ana-Lucia tinha sido a melhor coisa que tinha lhe acontecido desde que caíra naquela maldita ilha. Tinha superado até mesmo o beijo chantageado que ganhara de Kate. Perto dos beijos de Ana o beijo de Kate parecia frio e sem sabor.

Ao lado dele, Ana não disse nenhuma palavra. Seu corpo ainda estava sob o torpor do orgasmo, seu coração batia descompassado e suas pernas estavam moles como se nunca mais fosse ser capaz de erguê-las novamente, e entre suas coxas, seu sexo pulsava satisfeito, úmido de seus próprios fluídos misturados aos do cowboy ao seu lado que tinha um sorriso bobo na face quando se voltou para ela.

- Hey!- ele disse, retirando uma mecha de cabelo negro do rosto dela que ficara grudada em sua pele por causa do suor.

- Hey!- Ana respondeu não muito certa do que dizer.

- Isso foi incrível. Você é uma coisinha sexy, sabia?

- Vindo de você acho que isso seria um elogio, né?

- Totalmente.- disse ele se erguendo sobre os cotovelos para vislumbrar a nudez dela.

- O que está fazendo?- indagou ela sentindo-se tímida de repente e colocando o braço em cima dos seios para cobri-los e uma das mãos entre suas coxas nos pelos íntimos, numa tentativa sem sucesso de impedi-lo de olhá-la.

- O que é isso, chica? Vai me dizer que está se sentindo tímida agora?- ele afastou o braço dela que lhe cobria os seios e observou os arranhões e marcas vermelhas na pele morena dela, provocados pelo atrito com o chão da floresta. – Você está toda vermelha.- ele passou seus dedos sobre os machucados. – E fui eu quem fez isso? Me desculpe baby, eu não costumo tratar uma mulher desse jeito. Mas acho que você despertou a fumaça preta que existe em mim. Olha só isso... – ele tocou um machucado que sangrava na testa dela.

- Não!- Ana disse afastando a mão dele. – Não foi você...

- Não?- ele retrucou e continuou deslizando sua mão delicadamente pelo corpo dela, afastando também a mão que lhe cobria a vagina. – Você é uma mulher linda, Ana-Lucia.

Ela deu um sorriso sarcástico e disse:

- Hum, finalmente você conseguiu se lembrar do meu nome, cowboy?

Ele fez um carinho entre as coxas dela, bem de leve, tocando os pelos delicados e então pousou sua mão na barriga dela, roçando seu rosto no de Ana antes de tomar-lhe os lábios num beijo doce.

Ana surpreendeu-se um pouco com aquele carinho, mas aceitou o beijo, deixando que a língua dele tocasse a sua. O corpo dele voltou a se encostar no dela e Ana sentiu que ardia como se estivesse com febre.

- Eu prometo que serei mais cuidadoso da próxima vez.- disse ele. – Não vou mais deixá-la toda vermelha.

Ela riu baixinho e Sawyer sentiu seu corpo inteiro arrepiar, fazendo com que seu pênis quisesse acordar novamente somente para possuir Ana-Lucia outra vez. O som da risada dela causou-lhe todo aquele frenesi porque ele nunca a ouvira rir, nenhuma vez, aquela era a primeira e ele jamais esqueceria.

- Não se vanglorie tanto, caipira.- disse ela. – Porque é exatamente desse jeito que eu costumo tratar meus homens.

Ana passou seus dedos pelo peito dele onde havia várias marcas vermelhas feitas pelas unhas afiadas dela.

- Ah, é mesmo?- ele retrucou. – Bom pra mim. – e voltou a beijá-la novamente. – Deus! Eu queria te traçar desde que nos conhecemos. Você é gostosa demais.

- Que romântico!- ela exclamou, mas parecia divertida com aquilo.

Ele a abraçou, trazendo o corpo dela para bem junto do dele, sem parar de beijá-la.

"Pegue a arma dele."- outra vez a voz veio lembrá-la e por alguns segundos Ana-Lucia ponderou se queria realmente sair dos braços dele. Mas obviamente seria ridículo continuar chamegando com Sawyer e ouvindo as pérolas que ele dizia, ao invés de ir atrás do homem que tentara matá-la naquela manhã, afinal de contas, aquele lance com Sawyer não ia dar em lugar nenhum mesmo.

Por isso, ela forçou-se a deixá-lo e o afastou gentilmente. Ele estava com uma das mãos em seu seio, e brincava com o mamilo.

- Aonde você vai?- ele indagou quando ela o afastou e se levantou, agachando-se em seguida para recolher suas roupas.

- Desculpe, cowboy, mas eu tenho mais o que fazer do que ficar deitada e nua na floresta com você. Ela vestiu a calcinha e logo colocou as calças. Seu corpo estava suado, melado, ela precisava urgente de um banho. Faria isso assim que tivesse uma boa oportunidade, depois de roubar a arma de Sawyer e acertar as contas com o prisioneiro na escotilha.

- Ei, baby, ao invés de pôr suas roupas, por que não vem aqui me ajudar a ficar pronto para o segundo round?

- Sem chance!- respondeu ela, sem se dar ao trabalho de virar-se para ele enquanto procurava por suas botas que ele tinha tirado.

Sawyer suspirou cansado e pôs suas calças e cueca de volta. Enquanto ele fazia isso, ela encontrou suas botas e então aproveitou para esconder a arma de Sawyer jogada a um canto dentro de uma delas. Ele nem percebeu, tão abobalhado que ainda estava com o sexo selvagem que eles tinham feito.

- Ana.

- O quê?- ela perguntou quando terminou de vestir a blusa e voltou-se para ele.

- Não vai querer o meu telefone?- ele indagou, semi-deitado na relva, com o peso apoiado em um dos cotovelos, ainda sem camisa.

- Se você contar isso pra alguém, eu te mato.- ela ameaçou.

- Qual é, sweetcheeks? Mr. Ford já está quase pronto para o segundo round.

- E quem infernos é Mr. Ford?

Sawyer olhou para as próprias calças e Ana-Lucia revirou os olhos.

- Eu não acredito...

- Ora, Lucy você e o senhor Ford já tiveram a oportunidade de se conhecer, mas acho que vocês dois precisam de mais tempo para ficarem... mais íntimos.

- Eu não estou ouvindo isso!- disse ela, caminhando para longe dele.

Apesar de ela ter ido embora, Sawyer ficou sorrindo sozinho. Ele já estava feliz o bastante pelo que tinha acontecido entre eles. Teriam outras oportunidades para fazerem tudo de novo.

Pensando nisso, ele colocou sua camisa e já estava terminando de abotoá-la quando deu por falta de algo muito importante que trouxera consigo. A sua arma. Não levou mais do que poucos segundos para notar o que tinha acontecido com ela.

- Ah, piranha!- ele exclamou furioso. – Ana-Lucia!- gritou o nome dela, sua voz ecoou por toda a floresta ao redor.

Ana-Lucia escutou seu próprio nome na voz de Sawyer. Então ele descobrira sobre a arma surrupiada e agora estava extremamente furioso. Ela tinha que correr, mas estava fraca demais agora depois do sexo selvagem com ele para lutar de novo.

No entanto, ela não teve sorte porque uma de suas botas engatou em uma raiz no caminho e Ana-Lucia caiu, dando tempo a Sawyer de alcançá-la. Ela gemeu de dor quando caiu e forçou o pé para soltá-lo mas não teve sucesso.

Sawyer apareceu de repente. Seu rosto era uma máscara de fúria e sarcasmo.

- Então você pensou que podia me ludibriar, Lulu?- disse ele com a voz ameaçadora.

Continua...