Capítulo 1: A Herança de Draco.
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Remus encontrava-se lendo tranquilamente em sua sala privada, enquanto via como sua filha tomava o chá com suas bonecas muggles. De repente, a porta abriu-se de um estrondo nada cerimonioso e viu que seu filho maior entrava com um cenho pouco característico em sua cara formosa. O castanho sorriu com sabedoria e mudou a folha que estava lendo, como se não se importasse que seus sentidos de lobo lhe dissessem que seu filho estava agoniado, horrorizado e revelado, tudo ao mesmo tempo.
O loiro caminhou a grandes trancos até sentar ao lado de seu pai com um suspiro resmungão, sem fazer caso ao saúdo de sua irmãzinha.
-Pareces tensionado. - disse Remus, vendo que seu filho não ia falar se não pressionava.
-É ele. - foi todo o que o adolescente grunhiu.
-Oh?- Lupin pestanejou inocente, deixando de lado seu livro. - Não creio entender, céu.
-Sei que o sabes! Tens estado incomodando com isso desde que entrei a Hogwarts!- Draco gritou acusatoriamente.
-Não me grite, Draco. - disse seriamente o maior. - E em verdade não sei do que me esta falando. - agregou, mas o brilho divertido em seus olhos dizia o contrário.
Faz três dias que seu filho tinha cumprido os 16 anos e, portanto, sua herança veela se tinha manifestado. Sendo tão pouca a proporção (1/4), ela não tinha sido tão dura como para Lucius, mas, mesmo assim, afetava a Draco, lhe indicando que devia reunir com seu casal o quanto antes, senão queria enlouquecer de desejo. E, tendo como antecedente a experiência de seu pai, que praticamente tinha violado a Remus nos corredores de Hogwarts, melhor se apressava.
Evidentemente, Remus Lupin estava ao tanto de quem era o casal de seu filho e sabê-lo era muito hilariante.
-Sim sabe… - Draco refutou baixinho.
-Não, não sei…
O loiro girou-se para fulminar a seu papai com a mirada.
-Meu casal de enlace… - disse em um sussurrou, como se lhe custasse falar. - É ele… ele…
-Anda diga. - incitou Remus, à beira do ataque de riso. - Não pode ser tão grave.
-É POTTER, MALDIÇÃO! E SE É MALDITAMENTE GRAVE!- rugiu o veela, sua cara vermelha da fúria e vergonha.
-Não amaldiçoes em frente a tua irmã!- Remus grunhiu ameaçante, fazendo que seu filho se removesse incómodo em seu assento. Só seu papai podia o fazer sentir um menino tonto em momentos como este!
-Sinto-o… - murmurou e olhou de relance a Camila, vendo como ela olhava com olhos como pratos aos dois. Nunca dantes tinha ouvido gritar a seu irmão dessa maneira. - Podemos ir a outro lado?
-Sim, acho que será melhor que vamos ao despacho de teu pai. - disse Remus e disse em voz alta o nome de um dos elfos para que olhasse à menina no que voltava.
-Ali…? Mas…
-Teu pai não está filho, se isso é o que te preocupa. Estaremos sozinhos ali.
-Oh, bem, vamos.
Milhares de pensamentos ante esta nova descoberta viajaram pela mente de Draco no que demoravam a chegar ao amplo e custosamente amodelado despacho de Lucius Malfoy. Uma vez ali, Remus dirigiu-se ao cadeirão verde Slytherin maior do lugar e convidou a seu filho a que se sentasse junto a ele.
-Agora diga-me com mais acalma que tem que ver Harry em teu estado alterado.
Draco mando-lhe uma mirada incrédula a seu papai.
-Não faça o que não sabe, papai. - grunhiu acusatoriamente. - Desde faz muito que sabe e me tens estado insinuando quem seria meu casal de enlace.
-E você sempre me negava, tanto que me cri. - mentiu com um sorriso.
-Mas tinha razão. - resmungou. - Harry Potter é meu casal de enlace, meu maldito sangue veela tem-me estado dizendo desde faz em uma semana. Não tenho podido me sacar ao maldito menino-que-viveu da cabeça e o único que desejo é ir, o buscar e…- se ruborizou e se negou a terminar a oração.
-Awww, Draco. Sou tão feliz por ti! - o castanho abraçou a seu filho e não se proibiu soltar um riso de felicidade e ironia.
-Feliz e um corno! Por que tem que ser Potter, papai?! - queixou-se o garoto, enterrando sua cara em suas mãos pálidas.
-As coisas são assim, Draco. Agora sabe por tudo o que passou seu pai comigo. Ele também esteve em um estado de negação ao princípio, mas resultou ser pior… bom, não tanto… porque desfrutei a cada momento em que seu controle sobre seu sangue veela se perdia.
-Papai…! Deixa de pensar nessas coisas pervertidas e concentra em meu problema! - o garoto gemeu. Seu pai passava muito tempo com esse pervertido de Sirius Black!
-Filho, eu não vejo problema nisto. - disse, acariciando a cabeça dos semi-longos cabelos loiros platinados. - E, dentro de tudo, tens algo mais de sorte que teu pai. Porque ele e eu nem sequer nos falávamos quando recebeu sua herança, não demoramos muito em nos apaixonar, mas foi muito incómodo ao princípio, tanto para nós como para nossos amigos. No entanto, Harry e você têm uma espécie de camaradaria desde que sabem que seus pais eram amigos no passado, ou me equivoco?
-Bom, não… mas segue sendo… Potter. - disse com desprezo.
-Tivesses preferido outra?
-Não pode me perguntar isso. - disse com o cenho franzido. - Agora que sei que esse Gryffindor é meu casal, já não posso pensar em ninguém melhor…
O maior suspirou enquanto atraía a seu filho a um abraço carinhoso.
-Recorda que eu era "Lupin", o mestiço pobretão e licantropo. Harry, por outro lado, é famoso, tem suficiente dinheiro para todas as gerações que venham com seu sobrenome, não tem uma maldição como a minha e tudo isso consegue opacar que seja um mestiço.
-Não terá uma maldição como a tua, mas um louco racista quer sua cabeça. - disse com algo de amargura.
Ambos guardaram silêncio depois dessa declaração e Remus apertou o abraço sobre seu filho ao sentir como a realidade de suas próprias palavras colavam forte em Draco. Sendo um veela, era evidente que o sentido de proteção estalaria contra qualquer um que desejasse lastimar a seu casal, como aquela vez em que Bellatrix tentou o golpear a ele, Lucius quase a assassinara. E agora as coisas se voltava a complicar, mas para seu filho. E isso era mais grave, porque o poder e o desejo de vingança de Lord Voldemort não era nada comparado a uma paixão adolescente. Não só Harry estaria em perigo de agora em mais, senão também seu filho.
-Sairemos adiante com isto, Draco. - murmurou. - O destino quis que Harry seja seu casal de enlace e nós, teus pais, nos encarregaremos de que passem através de todas as provas que este lhes tenha preparado.
-Obrigado papai.
-De nada céu, sabe que farei tudo o que esteja em minhas mãos para que seja feliz.
Draco assentiu, desenvolveu seus braços do torso de seu papai e levantou-se. Caminhou até a porta e deteve-se a meio abrir, olhou a Remus com o cenho franzido e removeu-se incómodo em seu lugar. O castanho levantou uma sobrancelha.
-Eh… papai… posso pedir-te um favor?
-Sim…- disse algo duvidoso. - Seguro.
-Poderia… poderia dizer-lhe ao pai?
Os olhos de Remus abriram-se como platos.
-O de seu casal?- Draco assentiu. - Mas… isso é algo que tu deveria de lhe dizer, Draco. Sabe que é coisa de veelas e tradição.
-Mas…! Eu não quero lho dizer a pai! Sabe como o reagirá!
-Sim, estou ao tanto disso. - o licantropo massageou sua testa. - Mas mesmo assim, não é minha tarefa dizer a teu pai que tem passado com sua eleição, filho. - ao ver a cara de desgraça de seu filho, teve que agregar: - Que te parece se te acompanho enquanto lhe diz? É o máximo que posso fazer por ti.
Draco suspirou enquanto seus ombros caíam.
-Bem… só… me dá um tempo até que me prepare.
-Está tudo bem, seu pai não te pressionará, suponho que tens até o fim desta semana. - tentou tranquilizar.
-Tsk, obrigado. Vou-me. - resmungou antes de sair.
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Rodolphus suspirou desde seu cômodo lugar entre os braços de seu casal. Ambos, Sirius e ele se encontravam no pátio da casa que Black tinha comprado para que todos eles vivessem juntos. Estavam em uma manta sobre a grama enquanto viam a Ron, Harry, Ginny e Lucas ter um partido de Quidditch.
Para ele as coisas tinham melhorado, conquanto seguia sendo um prófugo para a justiça mágica, não se preocupava de que o fossem encontrar. Certamente, os Aurores não se iam imaginar que um dos comensais mais buscados e perigoso se encontrasse vivendo baixo o mesmo teto que o menino-que-viveu. Era por isso que podia desfrutar dos mimos, caricias e outras coisas mais atrevidas do homem que amava, poder ver crescer a seu filho e compartilhar com ele e também conhecer ao menino mais famoso do Mundo Mágico, que era um garoto tão precisado de carinho, como ele nunca se tivesse imaginado.
O homem voltou a suspirar e desta vez Sirius teve que perguntar.
-Que é o que te tem tão pensativo?- sussurrou a seu ouvido.
-Nosso filho. - disse, seus olhos celestes fincados na figura do adolescente. - Remus contou-me o que passou em quatro do Véu, Sirius. Sei o que lhe fez a Bellatrix.
-Ela merecia. - grunhiu o animago.
Rodolphus separou-se do abraço e girou-se para olhar a seu amante.
-Sei muito bem isso, amor. - admitiu, sentando-se melhor na manta. - Mas era necessário que ele a ajustiçara? Está bem que um garoto de 14 anos não tenha remordimentos alguns ao matar assim…? Tão a sangue frio?
-Rod…
-A própria Narcisa disse-me, Siri. Desde que inteirou-se da verdade, Lucas propôs-se vingar nossa separação… - suspirou enquanto Sirius atraía-o para um abraço, vendo que o homem tinha lágrimas nos olhos. - Não gosto que de nosso pequeno tenha um lado tão escuro, algo do que tentei o afastar ao lhe dar de afilhado a Dumbledore. Vi-o, segue tão fresco e sorridente como sempre, como se o do Ministério nunca tivesse sucedido… mas tem tomado a vida de uma pessoa, Sirius, por mais que ela lhe tenha merecido, não deveria atuar como se nada tivesse ocorrido.
-Entendo-te, meu amor. - murmurou o animago, estranhamente sério. - Falaremos com ele ao respeito. Parece-te? - sentiu a seu casal assentir contra seu peito. - Talvez só está ocultando suas sensações e não podemos o notar. Quando o conheci pensei que era um Gryffindor de pés a cabeça, mas acho que tem mais de uma característica que o faz um digno Slytherin.
-Igual que seu pai. - caçoou o outro, tentando aliviar o humor de sua conversa.
-Hey! Eu sou um perfeito leão!- exclamou indignadamente, internamente agradecido pela pequena broma. Porque agora que o pensava, podia ver a lógica nas palavras de seu amante. Seria um horror que seu pequeno pudesse matar a sangue frio sem sentir nada de remordimentos, porque pensava que se desfazia de um estorvo, isso o compararia perfeitamente com um comensal.
Rodolphus sorriu-lhe e levantou-se do solo para chamar a seu filho. O garoto protestou, mas a mirada severa de sua "mãe" disse-lhe que melhor deixasse de protestar. Junto com seu casal, os três caminharam até dentro da casa, deixando a uns confundidos Weasley e Harry.
Despacho de Sirius
-Buuu… Que passa? Estava-me divertindo lá afora, sabem?- resmungou o garoto.
-É algo importante, filho. - disse Rodolphus, empurrando-o para que se sentasse em um dos cadeirões. - Senão não te tivéssemos cortado o jogo.
-Que passa então? - grunhiu, cruzando-se de braços.
-É a respeito de passou-o no Ministério faz em algumas semanas. - disse Sirius, olhando com seriedade.
Ambos pais notaram como o corpo do garoto se tensava e olhava para a janela.
-Que passa com isso…?- murmurou.
-Mataste a uma pessoa, Lucas. - disse Lestrange, tomando suavemente a mão de seu filho entre a sua.
Se era possível, o corpo do garoto se tensou ainda mais, retirou sua mão bruscamente da de sua mãe e olhou a ambos adultos com fúria.
-E isso que?!- exclamou. - Ela lhe merecia! Fez-nos a vida impossível a todos! Ela merecia a morte…! E se não tivesse sido pelo Véu lhe tivesse mandado um Avada! Tenho-o estado praticando para isso!
-Lucas!- gritaram ambos pais em choque, por sua atitude e as últimas palavras.
-Que tens dito?- sibilou Black perigoso, acercando ao garoto para girá-lo a fazer-lhe frente.- Como pode ser que saiba lançar essa maldição?
-Que se posso a fazer?- devolveu o outro, olhando-o com desafio. - Tenho-a estado praticando para nosso próprio bem.
-Lucas, faz favor!- exclamou Rodolphus, aterrorizado. - Escuta o que está dizendo? Ninguém prática algo como isso por desporto! Só se…!
-Só se que…?- murmurou com seus olhos brilhando em sem fim de emoções. - Só se se guarda tanto rancor para uma pessoa que deseja a matar? Pois isso é! Ela me tirou a meus pais por sua própria conveniência! Negou-me viver com meus pais! Quero a meus tios, mas não é o mesmo! Nunca foi o mesmo…!
Lucas agora chorava desconsolado, os homens trocaram uma mirada de pena e foi Sirius quem se acercou a abraçar ao menor. Lucas se aferrou a ele como se fosse uma tabela salva-vidas e chorou ainda mais. Lestrange acercou-se vacilante e, com uma mão tremendo, acariciou a cabeça de seu filho.
-Sento-o tanto, bebê… sento que por nossos erros você tenha tido que sofrer. - soluçou. - Se não tivesse sido tão covarde… se tão só me tivesse enfrentado a ela e ido a Sirius nesse momento…
-Eu não queria… - gaguejava Lucas. - Não podia evitar o sentimento… eu não queria… mas sentia que se não o fazia nunca seríamos felizes… - se apertou ainda mais ao peito de seu pai. Ambos estavam quase à mesma altura. - Não o voltarei a fazer… o juro…
-Claro que não, pequeno. - murmurou Sirius a seu ouvido. - Você nunca terá que passar por esse tipo de situações outra vez… nós nos encarregaremos disso.
-Sim, Lucas… nós…
Rodolphus deixou de falar, franziu o cenho e retrocedeu uns passos. Sacudiu a cabeça e inspirou várias vezes. Não se sentia do todo bem.
-Rod…?- chamou preocupado seu casal, ao vê-lo empalidecer de repente.
-Sirius, acho que…- sussurrou e não pôde dizer nada mais, porque nesse momento todo foi negro e caiu ao andar.
-RODOLPHUS!
-MAMÃE!
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-Malcolm, vêem aqui um momento.
O garoto Baddock olhou a seu papai com o cenho franzido e seguiu-o. Desde faz como em uma semana que estava bastante raro e o que mais o tinha preocupado era que ontem se tinha levado a seu irmãozinho de sete anos para passear, mas depois não tinha voltado com ele. Quando lhe perguntou onde estava Damião, seu pai lhe desviou a mirada e lhe disse que o tinha deixado com uma se suas tias.
Isso alarmou ao adolescente, porque que ele soubesse, só tinha duas tias e elas viviam em Paris. Por que seu pai levaria a seu irmãozinho a um lugar tão afastado assim porque sim e sem levar nada de roupa?
Chegaram até o estudo do Senhor Baddock e todo o sangue de Malcolm torceu sua cara ao ver a figura alta e com especulantes olhos vermelhos que estava sentado depois do escritório de seu pai.
Continuará…
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N/T
Nossa o primeiro capitulo da terceira temporada!
Não é verdade que esse final do capitulo ficou um pouco tenso demais pro meu gosto? :O
Tadinho do Malcom o que será que ele vai fazer para se livrar disso tudo? Ou será que ele vai entrar nesse time também… só Deus sabe!
Bom bora para os reviews? Vejo vocês lá :D
o/
