AGRADECIMENTOS:

Queria agradecer ao Rennan e Gustavo, que foram meus consultores sobre assuntos de Harry Potter durante principalmente o começo, já que eu queria fazer um livro mais coerente com os originais possível.

Rennan Diaz também foi um dos meus principais incentivadores para escrever e me deu muitas boas ideias que foram usadas nos livros.

Novak, minha amiga, que recebeu algumas homenagens ao longo do livro e também foi uma das que me deu incentivo.

Jéssica, uma leitora muito doce, a primeira fora do meu círculo de conhecidos a me incentivar, com suas palavras bondosas e sua visão externa dos livros, muito obrigada, você me ajudou e me alegrou muito.

Meu primo Wagner Júnior que me apresentou lá em 2002 esse universo maravilhoso de Harry Potter de várias maneiras e em vários momentos. Minha mãe que sempre me incentivou à leitura e também me incentiva à escrita e toda a minha família.

Meus lindos e fieis leitores, José, Leticia, Ivan, Júnior, Emerson (Max), Amanda (minha revisora linda), Michele, Vitória, Willian, Bárbara, Rehh e todos os outros que me ajudaram e incentivaram tanto, vocês valem ouro, muitos e muitos galeões!

CAPÍTULO 1

PUNIÇÕES

- Você tem coragem de falar uma coisa dessas na frente do Ministro da magia e achou mesmo que nada iria acontecer com você? – Perguntou Lúcio, encurralando Hydra em um canto do porão aonde ele a levara carregada pelo braço depois de acordá-la no meio de seu sono.

- Pai, eu não quis... Eu não falei nada de mais, por favor, me deixa em paz – disse Hydra, tão acostumada agora com aquela situação que não conseguia nem chorar mais.

- Incisio! – Gritou Lúcio, apontando a sua varinha para Hydra, ela então sentiu uma dor cortante por todo seu corpo e começou a gritar.

- Não adianta gritar, ninguém vai te ouvir, essa é para você aprender a nunca mais, nunca mais falar asneiras perto de gente importante.

Hydra gritava desesperada, mas sabia que não ia adiantar, tinha apenas que esperar Lúcio fazer o que queria com ela e ir embora.

Depois de algum tempo, finalmente a dor passou, mas as marcas ficaram no corpo de Hydra, Lúcio era descuidado quanto a isso, seus feitiços sempre deixavam marcas, mesmo que temporárias.

- Agora vá para a cama e veja se aprenda, vou mandar o elfo inútil lhe levar uma poção para essas marcas, já sabe, nem uma palavra com sua mãe ou seu irmão – disse Lúcio com os olhos frios enquanto Hydra reunia forças para se levantar e seguir para o seu quarto.

Hydra chorou no travesseiro, afinal era possível ainda chorar por conta dos abusos de seu pai, apesar de ela sempre achar que daquela vez conseguiria segurar.

- Mestre Hydra, mestre Hydra, Dobby trouxe a poção que o mestre Lúcio mandou – disse Dobby, o pequeno elfo vestido de trapos com olhos simpáticos e grandes.

- Obrigada Dobby – disse Hydra, pegando o pequeno frasco azul das mãos do elfo.

Hydra tomou a poção e imediatamente viu sua dor e as marcas sumires, Lúcio tinha usado o feitiço mais fraco dessa vez, da última vez ela quase foi obrigada a ir ao St. Mungo's mais uma vez, ele queria evitar falatório, é claro, por fora, a família Malfoy deveria ser a família bruxa modelo, maravilhosa, sem problemas e sem erros, mas por dentro, só Hydra e ele sabiam o que acontecia, nem mesmo Narcisa, sua mãe, ou Draco, seu irmão imaginavam o que ocorria ali dentro com ela.

Hydra estava em casa depois do fim do seu semestre na Beauxbatons, sua festa de aniversário de 13 anos acontecera naquela noite, ela tinha cometido o "erro" de dizer ao ministro sobre como achava que as famílias bruxas de sangue-puro eram privilegiadas pelo ministério e em como deveria haver mais igualdade entre os bruxos e os trouxas, Lúcio não gostou nada daquilo, é claro, mas fingiu que era apenas uma piada e a puniu depois, bem... Como sempre ele punia todas as vezes que Hydra falava o que pensava na frente de alguém (ou às vezes somente na frente dele).

Felizmente, estava chegando a hora de ela viajar para França e passar o resto das férias com suas amigas conforme sua mãe prometera, então ela se agarrava nesse pensamento para sobreviver aqueles dias nublados na mansão dos Malfoys.

- Bom dia minha filha, como foi a noite? – Perguntou Narcisa naquela manhã, enquanto Hydra descia para tomar café.

- Ótima... – Disse ela dando um sorriso irônico ao seu pai, que estava na cabeceira da mesa.

- Que bom e pensar que esse será o último mês que terei meus dois filhos em casa, nem acredito que Draco vai começar em Hogwarts em setembro! – Disse Narcisa chorosa.

- Não que a Hydra fique muito em casa para contar, né? – Disse Draco, olhando ressentido para a irmã.

Draco nunca perdoou a irmã por ela desde que entrou na Beauxbatons, nunca mais ter ficado mais de três semanas em casa, ele se sentia abandonado, Hydra sabia, mas ela não podia evitar e ficar naquela casa, Draco não sabia o quanto ela sofria ali dentro, já que o sofrimento dele ali era diferente do dela e ela também não podia contar e isso a corroía por dentro, a amizade tão grande que um dia eles tiveram parecia ter se dissipado.

- Falando nisso, Hydra, quando você vai embora? – Disse Lúcio, com um traço de esperança em sua voz.

- Amanhã eu estou indo para casa da minha amiga na França – disse Hydra, tentando disfarçar o sorriso que se formara em seu rosto.

- Que pena minha filha, tem certeza de que não pode ficar um pouco mais? – Perguntou Narcisa, com seu olhar triste e "pidão" que usava cada vez que Hydra falava disso.

- Não, mamãe, Desiré está me esperando para a sua festa de aniversário e eu já prometi que ia – disse Hydra com firmeza.

- Essa sua amiga é sangue-puro, não é? – Perguntou Lúcio a olhando desconfiado.

- Sim, papai, eu já te disse isso, todas elas são, você mesmo já não confirmou? – Perguntou Hydra.

Na verdade aquilo era uma mentira, Desiré era uma mestiça filha de uma trouxa com um bruxo, mas Hydra deu o sobrenome de sua outra amiga, Gisele como se fosse o de Desiré, falando que as duas eram irmãs, assim Lúcio a deixou passar as férias na casa dela, coisa que ela mal podia esperar, já que no ano anterior passou na casa de Gabrielle e foi extremamente divertido para Hydra, Lúcio amava qualquer oportunidade de enviá-la para longe, então era um acordo mútuo.

- Todas três parecem boas meninas Lúcio, nós mesmos conferimos – lembrou Narcisa, se referindo a Gabrielle, Gisele e Desiré.

- Sim, sim, mas é sempre bom ter certeza – disse Lúcio com um olhar severo.

Hydra pediu licença para ir até o jardim, era uma das poucas partes da casa que gostava, foi até os pavões que costumava brincar com Draco quando era mais nova.

- Eu sinto falta de vocês na França, mas pelo menos sei que vocês são bem tratados nessa casa, ao contrário de mim... – Disse Hydra enquanto os alimentava.

- Eu os alimento todas as tardes – disse Draco, vindo e direção a eles.

- E como estão as coisas aqui em casa quando eu estou fora? – Perguntou Hydra para o irmão.

- Não sei Hydra, por que você não vem para casa de vez em quando para saber? – Perguntou Draco com um tom e olhar raivoso enquanto agora também alimentava os pavões.

- Porque eu não posso Draco, tenta entender, eu sofro muito nessa casa, será que você não vê isso? – Perguntou Hydra, segurando no braço do irmão e o virando para ela, em uma atitude desesperada.

- Sofre o que Hydra? O papai também é frio comigo às vezes, mas eu não saio de casa correndo por causa disso! – Draco partia o coração de Hydra ao falar isso, ela não podia contar a verdade e também não podia mentir, ela simplesmente não sabia o que fazer.

- Não é só isso, Draco... – Disse ela com a voz chorosa.

- É o que então, Hydra? Fala! – Pediu ele irritado.

Draco se frustrou com a falta de explicação da irmã e saiu "batendo o pé" para dentro de casa, deixando mais uma vez Hydra triste com o abismo que se criara entre eles, que costumavam ser tão amigos antes.

Hydra entrou para o seu quarto, agora ele era enfeitado com diversos pôsteres de sua casa, Lucctore e também de fotos dela com as amigas e com seu time de quadribol, no qual ela era goleira.

- Sabe, eu joguei quadribol um tempo na escola, mas só alguns meses como reserva – disse Narcisa, entrando no quarto e olhando a filha que observava a sua foto com o time.

- Sério mãe? Qual era a sua posição?

- Artilheira, mas eu era ruim, não vou mentir, seu pai era um bom apanhador, no entanto, sempre achei que você acabaria nessa posição também – disse Narcisa, se sentando ao seu lado.

- Nem pensar mamãe, eu não tenho nada em comum com o papai – disse Hydra, fazendo uma expressão de desgosto.

- Tem sim, muito mais do que você imagina, vocês dois tem a personalidade muito parecidas – disse Narcisa.

- Tem jeito melhores de você me xingar mamãe – disse Hydra irônica.

- Não fale assim, Hydra, ele é seu pai!

- Por sua escolha, não minha! – Disse ela, irritando ainda mais a sua mãe.

- Hydra, pare com isso imediatamente! – Brigou Narcisa – Respeite o seu pai!

- Então ele que me respeite, mãe, por favor, me deixa sozinha, eu só quero descansar e me preparar para sair desse inferno que vocês chamam de casa!

- Não diga isso, Hydra, por favor! – Disse Narcisa agora chorosa, fazendo de novo o coração de Hydra amolecer e se apertar.

- Não mãe, eu não quero dizer de você, de você eu gosto de estar perto, do Draco também, eu sinto falta dos dois...

- Então fica... – Pediu Narcisa mais uma vez com olhos chorosos.

- Não dá mãe, mas eu te amo, okay? – Disse Hydra a abraçando.

- Eu também te amo, Hydra, você nem imagina o quanto – disse Narcisa a abraçando apertado.

Hydra passou o resto do dia lendo, tentou conversar de novo com Draco sem sucesso.

No dia seguinte, chegou a tão esperada hora de partir para a França.

- Estou te dando ouro o suficiente para você comprar todo o seu material escolar lá e mais tudo que quiser okay? – Disse Narcisa enquanto se preparavam para sair.

- Eu ainda não acredito que não vou precisar ir até o Ministério para viajar por chave de portal dessa vez! – Disse Hydra, que estava perto de um sapato velho na sua sala de estar.

- Sim, agradeça ao seu pai que conseguiu que abrissem uma chave de portal aqui mesmo em casa – disse Narcisa sorrindo para o marido, mas Hydra sabia que Lúcio só queria que menos pessoas a vissem.

- Muito obrigada, papai – disse Hydra irônica.

- Não se acostume, essas viagens internacionais particulares são praticamente impossíveis de se conseguir, provavelmente só terá isso esse ano – disse ele, como se tivesse feito um grande favor e que ela o devia por isso.

- Está levando tudo? – Perguntou Narcisa, analisando o malão que Hydra levava, junto com a gaiola de Lydra e a sua vassoura de corrida.

- Tudo mamãe, já estou mais que pronta – disse Hydra sorrindo.

- Okay, me escreva tudo bem? – Pediu sua mãe a abraçando.

- Sempre que você quiser – disse Hydra satisfeita.

Hydra se despediu friamente de seu pai, com um abraço forçado por sua mãe e depois chegou à vez de se despedir de seu irmãozinho.

- Eu te amo, Draco – disse ela enquanto o abraçava apertado.

- Não parece – respondeu ele com frieza.

- Me perdoa por te deixar novamente...

- Eu já estou acostumado, Hydra, agora vai embora para as suas amiguinhas e me esquece – disse ele saindo da sala.

Hydra tinha muitas lágrimas nos olhos, mas não podia mudar de ideia, sofria muito na mão de seu pai para isso.

- Já está na hora Hydra, coloque a mão, no sapato, anda! – Disse Narcisa gritando, Hydra agarrou seu malão, a gaiola de Lydra e sua vassoura e segurou no sapato.

Primeiro viu como sempre, tudo girando, depois de um tempo, aterrissou levemente (agora já estava acostumada e sabia fazer bem a viagem) no chão de uma das salas do Ministério da magia francês.

- Viagem particular de número 19839, casa dos Malfoys, Inglaterra – anunciou uma bruxa.

Hydra teve que entregar sua varinha e malão para uma inspeção mais rigorosa, já que não tinha passado antes pelo Ministério inglês.

- Motivo da visita? – Perguntou a bruxa de uniforme vermelho em francês, sentada em uma escrivaninha na sala em que Hydra aterrissou.

- Eu sou aluna da Beauxbatons, estou vindo para passar o resto das férias na residência dos Faurés e depois começar o ano letivo normalmente na escola.

- Okay, muito bem, quem irá lhe acompanhar na saída do Ministério? Bruxos estrangeiros menores de idade não podem sair do Ministério desacompanhado sem uma permissão especial.

- O Senhor Nissen Fauré, ele está no lado de fora da sala me esperando provavelmente – respondeu Hydra.

- Okay, aguarde, por favor, enquanto mandamos que ele se apresente.

Hydra sentou em um banquinho afastado, enquanto via pessoas chegando e saindo por chave de portal e se dirigindo as escrivaninhas. Finalmente, depois de um tempo, viu o pai de Desiré, um senhor de pele marrom e sorriso simpático entrando na sala e indo falar com a bruxa com quem conversara anteriormente.

- Hydra Malfoy – chamou a bruxa um pouco mais tarde.

- Sim, senhora. Olá senhor Fauré – disse Hydra sorrindo.

- Olá, Hydra, seja bem-vinda – disse ele também sorridente.

- A senhorita já está liberada para sair, seja bem-vinda à França e tenha um bom ano letivo – disse a bruxa carimbando (com um carimbo que se mexia sozinho) o seu documento de viagem. – PRÓXIMO! – Gritou ela enquanto Hydra saia de sua mesa.