Notas da autora: Olá pessoas, faz muito tempo huh? Primeiramente, peço desculpas por não atualizar as duas longas, estou tentando trabalhar nisso, segundo, que essa fanfic é dedicada totalmente à Ana Querida do Meu Coração Haika (babação de ovo total), um pouco sem pé nem cabeça, mas espero que gostem.

# Bakuten Shoot Beyblade não me pertence.

# A fanfic não possui nenhum fim lucrativo.

# Ana pertence à Anamatéia Haika.

# Kai x Ana.

# Pode conter palavreado vulgar.

# Possível Ooc. *chora*

Boa leitura.

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I

- Não... Quer... Entrar... Mas que droga!

A ruiva tentava a todo custo entrar no short, entre puxões, reboladas e pulinhos. De fato ele havia até entrado, mas não dava sinais de querer fechar a não ser que a garota quebrasse seus quadris. Ana bufou, não servia mais.

- Eu gostava desse... – suspirou derrotada.

- Gostava do quê?

A voz grave surgiu sem aviso da porta, agora totalmente aberta, do quarto. O bicolor estava recostado com os braços cruzados e a cabeça apoiada na lateral.

- O short não quer mais caber. – choramingou.

O bicolor inclinou a cabeça preguiçosamente para trás, não realmente comovido pelo drama da ruiva.

- Porque não estou surpreso? – Hiwatari comentou abnegativo.

Com passos lentos se aproximou da garota a abraçando por trás com certa moleza e depositando um beijo quase inexistente em sua nuca. Os braços desceram devagar até a cintura, apertando a pele.

- Você está gorda. – o bicolor soltou sem mais.

- Você prefere as magérrimas? Eu te compro um manequim pra você foder se quiser.

Em resposta o bicolor mordeu com certa força o pescoço pálido da garota, deixando escapar de seus lábios uma exclamação afogada em completa estupefação e certa surpresa.

- Se apresse, já estamos atrasados. – o bicolor se afastou como se nada, ignorando a expressão de total indignação da ruiva.

II

Havia passado cerca de uma hora e meia. Ana estava basicamente jogada no chão, ofegante. Sua beyblade estava parada em algum lugar da cuia, próxima a ela, Dranzer girava despreocupada dando pequenos rodopios em seu próprio eixo, onde pequenos arranhões marcavam a curta trajetória que havia necessitado para desviar da adversária.

- Vamos... Não se passou nem duas horas. – o bicolor apenas alfinetou confirmando o horário no aparelho celular. – Desse jeito Nômade vai virar tapete na próxima partida.

- Você está louco. Que espécie de ser humano mantém uma beyblade girando por mais de uma hora? – a ruiva inclinou ainda mais o corpo para trás, recuperando o fôlego.

- É você quem não tem resistência alguma. Vá fazer algum exercício. – guardou o celular com o cenho levemente franzido e encarou Ana.

- Já basta eu ter que rodar o mundo e fugir daqueles lunáticos sabotadores de campeonatos.

- Eu me preocupo mais com a quantidade de cerveja e salgadinhos na geladeira do que com eles, ainda dou um fim na sua carteira. – o bicolor bufou claramente irritado com a falta de progresso da garota.

Ana rapidamente endireitou o corpo e encarou Kai, sua expressão viajou desde o assombro, o medo, até o pânico.

- Ah não, nem pense nisso, não ouse! Se você tocar nas minhas cervejas eu arranco seu braço! Está me ouvindo Kai?!

O bicolor apenas a ignorou olimpicamente indo até a máquina de refresco tirando duas latas em seguida. Em algum momento os impropérios da garota pareceram perder sentido e ele apenas jogou a bebida em direção a ela de modo que ela facilmente pôde agarrar.

- Energético? – ela encarou a embalagem sem entender.

- Você prefere outra coisa? – o russo abriu a lata sem real inclinação a comprar outra.

- Cerveja.

- Talvez eu deva dar um fim também às garrafas de licor. – comentou como quem não quer nada, mas que estava disposto a cumprir a palavra.

- Ogro! Demônio! Troglodita!

III

- Ah, eu esqueci meu mp3. – a ruiva se deu conta vasculhando a mochila.

Ana franziu o cenho soltando um suspiro preguiçoso. Os dois estavam já a alguns metros longe da sede da ALB Sul-coreana.

- Te espero aqui. – o russo pôs as mãos nos bolsos se recostando em uma das paredes de um prédio.

- Vai na frente, você disse que tinha algo pra resolver, não foi?

- Vai ser rápido.

Ela pareceu ponderar por alguns instantes.

- Já volto então.

A ruiva saiu quase correndo, Kai a acompanhou com o olhar até que a perdesse de vista em uma esquina. O russo pegou o celular, revisando novamente a tela do aparelho. Procurou as mensagens e ali estava: Um SMS de um número que o bicolor não conhecia.

"Preciso falar com você, a sós."

Respondeu do modo mais apropriado possível, confiante de que era cedo demais para uma emboscada.

Ele caminhou por algumas ruas e quando encontrou o que procurava, retornou ao mesmo lugar, esperando por alguns minutos quem quer que fosse que precisasse falar com ele, até que ela apareceu.

Kai franziu as sobrancelhas. "Uma garota?".

- Faz muito tempo, Kai.

O russo sabia quem ela era, já a havia visto mais de uma vez durante o último campeonato, embora quase sempre afastada da multidão.

- Então?

Ela olhou para os lados e pareceu se decidir.

- Por aqui. – ela tomou a liberdade de tomá-lo pela manga da camisa do rapaz levando-os até um beco largo, mas o suficiente afastado da multidão.

- E? – o russo perguntou impaciente ao ver a garota apenas esfregando as mãos.

- É verdade? Que você e a Ana... Estão juntos?

- E isso é da sua conta por? – começou a não gostar do rumo da conversa.

Ela riu nervosamente, talvez um pouco indignada. "Então era verdade.".

- Mas vocês não têm nada a ver. Digo, quem se apaixonaria por uma retardada como a Ana? – ela encarou o rapaz com um olhar carregado de ressentimento.

Hiwatari levantou uma sobrancelha realmente não entendendo de onde vinha tudo aquilo.

- Eu não decido por quem me apaixono, aliás, o que você tem a ver com isso?

- É como dizem, "o amor é cego". – riu ironicamente. – O que você viu nela? Ela é tão estúpida, não é bonita ou popular, ela nem é boa no beyblade! Você precisa de alguém que cuide de você, que te ame de verdade.

- Como quem? – os olhos vermelhos pareceram relampejar, sua paciência estava se esgotando.

- Como... Como eu.

Kai apenas a encarou tentando processar a informação.

- Eu te amo, Kai. Eu sempre te amei. Nós temos tanto em comum, gostamos dos mesmos lugares, compartilhamos das mesmas ambições, nós nos entregamos de corpo e alma àquilo que sabemos fazer bem. Não vê, é o nosso destino!

O bicolor suspirou e massageou a ponte do nariz tentando recuperar a calma.

- Escuta garota, eu não sei qual o seu problem-

Dali em diante Kai foi pego totalmente com a guarda baixa. Ele demorou alguns segundos para perceber que aquela garota aparentemente inocente lhe havia roubado um beijo. Não bastasse aquela afronta, alguém havia parado na entrada do beco. Não menos que a própria Haika, com uma cara nítida de susto.

Por alguma – estúpida – razão, a garota sequer parecia alterada pela ruiva ter aparecido, mais do que isso ela parecia expectante das "consequências" que uma traição poderia levar. Ela só não contava com o empurrão nem um pouco sutil do bicolor que quase a faz escorregar na neve.

Ana não podia negar que a cena havia a alterado de tal modo que sentia intenções homicidas, no melhor dos casos.

- Qual o seu problema garota, você quer levar uns murros ou você tá pronta pra morrer? – largou a mochila disposta a cumprir com a palavra.

- Ana. – o bicolor se aproximou.

O sorriso da garota se expandiu um pouco, o espetáculo ia começar.

A ruiva o olhou com fúria, os punhos cerrados. Ela puxou a camisa do bicolor sem cuidado, beijando-o violentamente. Hiwatari prontamente correspondeu, aumentando propositalmente a ira da garota de quem ele sequer sabia o nome e não tinha a mínima vontade de saber.

Ela entreabriu os lábios, mas nada saiu, como se houvessem lhe atirado um balde de água fria. Kai olhou em sua direção enquanto rompia o beijo e Ana parecia reticente, mas se separou de todo modo.

- Ok, vamos pra casa. – Haika pegou sua mochila do chão (a essa altura um pouco encharcada pela neve). – Já faz uma semana que não tranzamos, preciso me acalmar.

Kai reprimiu o riso, mas a acompanhou sem se importar com a rudeza com que a ruiva havia entrelaçado ambas as mãos.

Omake

Os dois haviam chegado ao apartamento entre beijos, carícias e ofegos. A vontade da garota de cometer um crime havia minguado um pouco, e ela sabia que o imbecil do Hiwatari jamais iria deixar de ser assediado por motivos óbvios, mas era sempre uma droga quando uma lunática se aproximava e o reclamava como seu.

- Então era isso que você tinha que r-resolver? – perguntou entre suspiros enquanto o bicolor se concentrava em seu ombro.

- Não necessariamente. – riu ante a óbvia mostra de ciúmes.

Eles acabaram em alguma parte do tapete da sala, o russo apenas encarou os olhos da garota abaixo de si. Ele retirou algo do bolso sem romper contato visual.

O coração da ruiva bateu um pouco mais rápido, era meio óbvio o que aconteceria, e ela não podia evitar xingar meio mundo por saber que sua cara no momento era todo um poema.

- Achei que não precisássemos disso. – disse baixo, tentando reprimir a voragem de sentimentos que a havia invadido sem aviso.

- É só um repelente, é mais tangível do que a sua a palpável ideia de me trancar em um porão. – riu debochado, depositando um beijo no canto dos lábios.

- Idiota. – disse baixando o abraçando com todas as suas forças de modo que ele não pudesse ver o seu rosto completamente vermelho.

Sim, aquele anel podia representar apenas um capricho, eles não precisavam daquilo para mostrar que ficariam juntos a vida inteira, mas ela pôde amar aquele russo idiota mais um pouquinho apenas por ele tê-la reivindicado como sua de todos os modos que conseguiu.

Remate.

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NDA: Desculpem os erros...

*sai de fininho*