Depois do Clarão de Luz
Os novos Cavaleiros de Bronze corriam a caminho da próxima casa. Eram os novos Cavaleiros da Esperança. Eles eram Haruto de Lobo; Soma de Leão Menor; Ryhuo de Dragão; Yuna de Águia e Kouga de Pégaso
Kouga queria chegar o mais rapidamente a 13ª casa. Lá estava Marte, um deus que queria destruir a Terra e construir um novo mundo e para isso ele precisava do cosmo de Atena, o cosmo de Saori Kido. Esta mulher é a herdeira milionária da Fundação Grand e reencarnação da deusa Atena, a guardiã da Terra mas não era por isso que Kouga a queria salvar.
Queria salva-la porque ele tinha sido criado por ela desde bebé mas não tinha sido só por ela. Também tinha sido criado por Tatsumi, o mordomo leal de Saori e por Shina, a sua mestra. Mas havia ainda mais uma pessoa. O seu antecessor, Seiya de Pégaso, também tinha toma conta dele com muito amor e carinho. Mas quando Kouga estava a tentar a aprender andar Marte aparece para raptar Saori e ele. Então aparece-se Seiya para os proteger. A luta é renhida e quando tudo parece estar perdido, Seiya usa os Meteoros Pegaus mas Marte usa as Lanças de Sangue e a um Clarão de Luz a parece. Depois…
Kouga já não se lembra de mais nada. Tudo o que sabe a partir daqui era que Seiya tinha desaparecido por causa disso.
Os Cavaleiros de Bronze corriam pelas escadas de mármore quando alguém apareceu na sua frente. Era o Cavaleiro de Ouro de Touro.
-Parem! – ordenou o Cavaleiro – Não podem passar daqui.
- O que queres, Touro? – perguntou Kouga – Tu deixaste-me passar pela 1ª casa. O que fazes aqui?
- Marte soube que passas-te pela Casa de Touro sem me teres morto. Então ele exigiu que eu terminasse o que comecei lá. – dito isto o Cavaleiro Dourado pouse em posição de ataque – Parece-se que dividir-vos pelas 12 Casas não foi o suficiente. – observou o Cavaleiro visto que todos os Cavaleiros de Bronze estavam ali – Então vamos aumentar a rede. Corte de Chifre Dourado!
O Cavaleiro de Touro fechou os punhos e bateu com eles nas escadas. Das fendas criadas, luzes douradas saiam delas, apanhando um a um os jovens Cavaleiros. Primeiro o Haruto, depois o Ryhuo, de seguida o Soma.
Kouga ouvia os gritos de dor dos seus amigos quando eram apanhados pela tal luz e depois desapareciam. Quando a luz estava prestes a apanhar Yuna, Kouga mete-se a frente e são ambos apanhados. Aos poucos os sentidos dele iam desaparecendo e por fim viu tudo escuro.
Pouco depois Kouga abriu um pouco os olhos. Via-se que já não estava nas escadarias das 12 Casas do Santuário. Mesmo com a vista turva percebeu de devia estar noutro lugar. Ele levantou a cabeça olhou para o lado com dificuldade a ver se encontrava Yuna mas nada. Então sentiu algo. Kouga olhou para baixo e encontrou Yuna. Ela ainda estava inconsciente e parecia muito fraca e assustada. Talvez seja por isso que ela estivesse agarrada a Kouga. Ele ficou um pouco aliviado mas rapidamente as forças voltavam a escapar-lhe. Deixou cair a cabeça no chão duro e frio. Com as suas últimas forças olhou para frente e viu alguém aproximar-se. Mas depois desmaiou.
…
Alguns raios de sol entravam pelas cortinas da janela. Estes batiam levemente nas pálpebras do novo Cavaleiro de Pégaso, acordando-o. Kouga viu que agora nem estava nas 12 Casas nem onde ele estava antes. Parecia estar numa sala. Esta era pintada de branco com grandes janelas de vidro, com estantes de madeira cheias de livros antigos, uma mesa posta para três pessoas e dois sofás. Num estava ele e noutro estava Yuna sem a armadura e com as feridas tratadas. Kouga sorriu ao ver que a amiga estava bem.
Depois sentiu uma onda de calor a bater-lhe no braço. Virou-se e viu uma mulher de costas para ele, virada para uma fogueira que tinha um espelho por cima. Esta mexia alguma coisa numa panela. Kouga fingiu que tinha voltado a desmaiar e quando voltou a abrir os olhos a mulher estava a cara a cara com ele. Ele deu um grito assustado e sentou-se no sofá. A mulher voltou a virar-lhe as costas e foi para o pé da panela.
Kouga olhou para mulher. Devia ter uns 31 anos, tinha os cabelos compridos e castanhos cor de chocolate, os olhos verdes-água profundos como os de fadas, tinha o rosto e as mãos delicadas e estava descalça. Usava um vestido branco, de mangas compridas e usava uma corda como cinto. A mulher encheu uma tigela com o que estava dentro da panela e deu a Kouga.
- Oh, não. – negou-se o Cavaleiro de Bronze pondo os braços a frente do corpo – Eu não vou beber essa coisa. – disse ele apontando para a tigela.
Então a mulher pegou numa agulha pós-a o meio da testa de Kouga e ele abriu a boca. Ela deitou o líquido lá depois tirou a agulha e voltou para a fogueira.
- Seu quisesse que morressem teria vos deixado na clareira. – disse a mulher enquanto Kouga tossiu-a por causa da bebida. Este então notou que ele também tinha as feridas tratadas e estava sem a armadura.
- Porque que nos salvaste. – perguntou Kouga com fraqueza
- Eu não podia deixar Cavaleiros de Atena morrer. E muito menos, um que foi criado pela própria hospedeira de Atena e por um dos maiores Cavaleiros de Atena que alguma vez existiu. – disse a mulher virando-se para Kouga com uma expressão de raiva e magoa no rosto.
Kouga ficou espantado. Como é que aquela mulher podia saber que ele e a Yuna eram Cavaleiros de Atena e não Marcianos? Como é que ela podia saber sequer que eles existiam? E como ela sabia quem era a hospedeira de Atena e quem era o Cavaleiro e que ele foi criado por eles?
Um gemido desviou Kouga dos seus pensamentos e chamou a atenção da mulher que se virou para onde estava Yuna. Ela estava quase a acordar.
- Yuna! – disse Kouga indo em direção da Amazona de Águia.
- Kouga… – afirmou Yuna num fio de voz enquanto abri-a os olhos lentamente – Onde é que estamos? – perguntou ela desorientada.
- Estão em minha casa. – disse a mulher com voz doce sentando se no sofá e pondo a mão sobre o ombro de Yuna – Tem calma. Aqui estão em segurança.
- Obriga… - Yuna parou de falar quando viu o rosto da mulher e ficou pálida.
- O que foi Yuna? – perguntou Kouga preocupado.
- Kouga… - disse Yuna trémula virando-se para o Cavaleiro – Esta… Esta… Esta mulher é uma Deusa.
- Uma Deusa?! – espantou-se Kouga virando-se para a mulher.
A mulher levantou-se, cruzou os braços e disse:
- Bem, finalmente alguém me reconheceu.
- Yuna… - gaguejou Kouga virando-se para a amiga – Sabes quem é esta mulher?
- Sim. – respondeu Yuna agora mais calma – É Níce de Sabóia, Deusa da Vitoria. É uma aliada de Atena desde os tempos mitológicos.
- É verdade. – afirmou a mulher descruzando os braços – E ainda sou. Mas podem chamar-me Catrine. – disse a mulher levando a mão ao peito.
- Catrine de Níce… Porque que esse nome não me é estranho? – perguntou Kouga.
- Talvez porque foste pelas mesmas pessoas que me criaram a mim. – afirmou Catrine.
- O quê? – exclamou Kouga surpreendido. Aquela mulher tinha mais ou menos a idade de Saori e agora dizia que tinha sido criada por ela!
- Sim, é verdade. Mas parece que ela não te falou de mim. Bem parece que vos vou ter de contar a minha história… A minha história… Não a de Níce… - disse a mulher vendo a cara de espanto de Kouga
