Bom... eu escrevi essa historia tem um bom tempo só estou adaptando pra Lea e Cory... tenho algumas historias escritas e, minhas amigas, ficam implorando que eu escreva algo. Então unindo o útil ao agradável, estou adaptando uma das minhas fics. É isso. Espero que gostem e acompanhem. ;)
minhas pequenas .~
Certo dia você acorda pensando que provavelmente pode ter perdido tudo.
Já em outro percebe, que ao invés de ter perdido, você ganhou mais do que jamais esperava ganhar.
Arfa o peito, respira fundo, soltar o ar e começa a relaxar os músculos.
Você se vê perdido com milhões de responsabilidades novas em suas mãos.
Um passo errado? Talvez. Você já não tem certeza nem disso.
Sua cabeça começa a girar e uma chuva de novidades vai tomando conta de seus dias.
Você já sabe que poderá voltar atrás e que agora você terá que olhar por alguém.
Para sempre.
x
Você se arrepende de atitudes que tomou e sabe que já não há nada a fazer
para voltar atrás. As coisas não mudam, mesmo você torcendo e rezando
todos os dias para que o tempo pudesse voltar.
Você se rende e sabe que terá que se conformar com a situação.
Decisões erradas e precipitadas em momentos errados. Aqueles momentos e atitudes
que você toma na vida as quais você sabe que se arrependerá para sempre
de tê-las adotas de cabeça quente.
Você vê a vida que sempre sonhou em ter passando pela sua frente e o seu maior desejo é poder fazer parte dela.
Sem saber como.
Sabendo que provavelmente nunca poderá fazer mais parte daquele sonho.
minha primeira pequena ~
Posso contar aqui para vocês uma linda história de amor.
Quando e como começou? Nem nós sabemos. Única coisa que sabíamos é que
simplesmente aconteceu e que não foi nada, nada, planejado ou programado.
Lutamos por vezes contra nossos sentimentos, mas houve um dia que já era inevitável esconder ou ir contra tudo que estávamos sentindo.
Você era a pequena que eu sempre quis para ter, para cuidar, para amar.
Você já tomava conta do meu coração e meus pensamentos.
Vivemos e vivenciamos o nascer de nosso amor nos escondendo de todos.
Sempre tramando coisas novas, imaginávamos o que todos pensariam caso isso se
tornasse público. Eu queria gritar por aí que te amo, mas logo por conveniência nos calávamos com beijos e recordávamos, por mais uma vez, que era melhor assim.
Sabe aquela historia de se melhorar estraga?
Por vezes deitávamos os dois na cama e começávamos a relembras de tudo o
que vivemos e planejávamos tudo o que ainda iríamos viver.
Nossos planos tinham casas, viagens, carros, gatos, peixes e filhos.
Você queria dois eu pedia no mínimo uns cinco. Chegamos ao numero ideal
depois de muita discussão. Três era o suficiente. Um menino e duas
meninas. O menino para cuidar de nossas princesas. Íamos ter que ter
alguém que olhasse por elas. E quanto a nomes? Não chegamos nunca a um
acordo. Mas tinha um que agradava aos dois. Somente um...
minha segunda pequena ~
Antes mesmo de saber que ela iria nascer eu já tinha o nome firme na minha
cabeça e nada nem ninguém iria tirar essa idéia fixa de mim.
Quando recebi a noticia mal podia me conter de felicidade. E de tristeza ao mesmo tempo.
Louco isso não?!
Eu vi meus sonhos desaparecem num piscar de olhos e vir outros se formarem 'em outro piscar'.
Eu comecei a idealizar milhões de coisas e a imaginar como ela seria.
Loirinha? Morena? Cabelo liso? Cacheado? Pequena? Grande? Olhos claros? Castanhos? Risonha? Tímida?
Não importa.
Ela seria a filhinha, a queridinha, a princesa, a pequena, minha linda pequena.
A filhinha do papai.
~.~
"Eii?" – ela me abraçava com seus bracinhos e passava suas mãos pequenas sobre minha barriga – "acordaaaaaa.. to com fome..."
Eu abro meus olhos e vejo você fazendo careta e seu lindo biquinho.
"Calma.." – eu sorrio vendo você afundar sua cabeça no meu peito – "já to indo..."
"Ta.." – você se senta na cama sorrindo.
Me levanto devagar e a veja brincando com sua mão, passando-a pelo cabelo e cruzando as pernas, ansiosa para que eu me levantasse e pudesse lhe dar atenção.
"Pequena..." – eu falo puxando-a pra perto de mim. – "ta meio fedida ne? Acha que ta precisando de uma coisa não?"
"Nãooo..." – você ri tentando fugir do tão temido banho.
"Emily Michele..." – eu rio me levantando da cama vendo-a correr em disparada. – "volte aqui.. se você não tomar banho ficara sem café.."
"Ahhhhhhhhhhh..." – você volta de cabeça baixa e para perto da porta – "só um rapidinho então papai..."
.~
A minha rotina tinha mudado completamente nesses últimos três anos. Ainda estou com meus 36 anos vendo ainda muitos de meus amigos ainda saindo pras festas, pra todos os lados, sem preocupações maiores e eu já vivendo uma vida a qual a maioria dos homens nem desejaria vivê-la.
Consigo lidar bem com o meu trabalho e minha vida particular.
Minha vida tinha se tornado um caos e eu queria ver como seria quando eu tivesse que estabelecer uma rotina para as nossas vidas. Por ela ainda ser novinha, não tinha a preocupação dela estar perdendo aula e matéria na escola. Pintar, colar, se lambuzar, correr ou o que seja ela ainda podia fazer longe do ambiente escolar.
Pelo meu trabalho eu tinha que viajar direto e quase sempre a arrastava comigo. Sempre arranjava qualquer pessoa pra ficar de olho nela enquanto eu cumpria meus compromissos e por incrível que pareça ela sempre se comportava como uma mocinha quando ela sabia que deveria se comportar. Desde cedo ela soube que quando falassem 'silêncio' ela não podia romper aquela regra senão o seu pai entraria em sérios apuros.
Eu havia decidido viver por enquanto em um apartamento pela segurança. Casa quem sabe depois em um dia. Não era lá um apartamento gigante, mas
era o suficiente para nós. Tínhamos um quarto de brinquedos, escritório, seu quarto e, bom, meu quarto.
Pode-se dizer que ela era sim, um pouco (ou até, por muitas vezes muito) mimada. Quando ela se recusava a dormir sozinha não tinha quem a impedisse de vir dormir comigo na minha cama. E era incrível. Ela tinha um faro para saber se a minha noite renderia ou não depois dela dormir. E quase sempre ela estragava tudo e eu não podia fazer nada a respeito.
Existem coisas que eu ainda terei que explicar.. mas deixa pra depois.
~.~
Acordo e sigo minha rotina. Confesso que não era bem meu sonho de adolescência viver a vida que estou vivendo agora.
Acordar, comer, cumprir agenda, viajar, voltar pra casa e não sentir nenhuma emoção e não ter muita perspectiva.
Eu tinha muitos sonhos os quais tive que encaixotá-los por um tempo e não sabia quando eu poderia abri-los de novo.
Por noites e noites rolava na cama sonhando e desejando que algumas coisas voltassem a ser como eram antes, mas logo me acordo, perco o sono e vou ver televisão ou mexer no computador, esperando pelo sono que eu sei que provavelmente não irá chegar tão cedo.
Sou casada e algumas pessoas dizem invejar meu casamento. Invejar por que? Tudo bem que ele era um homem maravilhoso, cumpria minhas vontades e tinha ate paciência demais e exagerada comigo. Confesso que ultimamente não sou a melhor
companhia para ninguém. Mas eu já jurei a mim mesma que iria começar a tentar que as coisas funcionassem de novo.
"Você não quer tentar..." – ele se aproximava de mim na cama e eu abaixava a vista colocando meu livro de lado.
"Agora?" – eu não estava afim.
"Sim... eu sei que você esta no seu período fértil.."
Digamos que ele andava louco por ter filhos. Se fossem uns anos atrás eu nem pensaria uma vez e já estaria entregue a possibilidade. Mas hoje em dia eu não sei se eu poderia dar a felicidade e o amor suficiente para uma criança. Não agora. Talvez, quem sabe, depois.
"Preciso de um tempo.. to cansada.."
Eu sempre inventava a mesma desculpa, virava para o outro lado e voltava a sonhar com o que não iria voltar nunca mais.
~.~
para entender um pouco melhor ~ [apresentações à parte]
Oi. Meu nome é Emily Michele. Podem me chamar de Emily, Mich, Em's ou como queiram... tenho 3 anos mais dentro de algum tempo completarei 4. Não é todo mundo que tem essa idade, verdade? Pois é... já estou muito crescida..
Emily foi em homenagem a alguém da família do papai. Ele já tinha esse nome na cabeça faz tempo e sempre dizia que se tivesse uma menina ia se chamar Emily... E Michele pelo que entendi é uma historia complicada...
Meu pai é indiscutivelmente o pai mais lindo desse mundo. Eu morro de fazer inveja para minhas amigas falando do meu pai. Uma vez a mãe da Gabi chegou com uma conversa muito estranha pro meu lado falando que queria falar com meu pai, pedindo o telefone dele e tudo mais. Eu olhei praquela loira (que de loira eu acho que não tinha nada) virei as costas e fui embora.
"Meu pai não tem telefone..." – era uma das frases que eu mais gostava de dizer nessa vida.
Não. Eu não compartilho ele com ninguém. Sou seletiva e só o deixo sair com quem eu acho que não vá se aproveitar dele. Sabe como são as mulheres né? O mundo anda muito difícil...
Papai diz que eu sou a menina mais linda desse mundo e às vezes eu penso que
sou. Sou uma Monteith e nem todas tem esse privilegio. Tudo bem que às vezes eu nem saiba falar meu sobrenome, mas eu sei que é nome de princesa, de rainha. Aliás, meu pai ama me chamar de princesinha também. Mas o que eu mais gosto mesmo é quando ele me chama de minha pequena.
Não gosto quando me tratam como criança só para querer se aproximar do meu
pai. Odeio mulher que tem peito demais e faz questão de sair mostrando-os por ai. Detesto unha e esmalte vermelho. Não gosto nem um pouco de quem vem me apertar e querer me levar pra tomar sorvete. Parece que não entendem que eu fico gripada com isso. Pior, detesto quando falam comigo com voz de retardada mental imitando uma criança. Vem cá? Eu tenho cara de mongol?!
~.~
"Onde você esta?" – eu entro em seu quarto vendo-a sentada no chão encarando a televisão. Discovery Kids era o seu canal predileto.
"Oi..." – ela sorri para mim estendendo a mão – "quer ver?
"Aquele desenho?" – eu olho para televisão percebendo que eu já tinha visto aquele episodio no mínimo umas 12 vezes.
"É..." – ela sorri empolgada e eu me abaixo me sentando no chão ao seu lado.
A puxo para perto de mim e começo a passar a mão em seus cabelos. Pode-se dizer que passagem que algumas coisas nela eram minha mini copia de quando eu tinha a sua idade.
Algumas coisas não foram muito fáceis para nós. Tive que batalhar muito para aprender a trocar uma fralda. Deus abençoe as fraldas descartáveis. Porque se dependesse de mim para lavar fraldas de pano, era melhor que ela andasse pelada pela casa e que depois alguém fosse lá e limpasse tudo.
"Mas isso ta certo?" – eu colocava e a maldita ficada frouxa.
"Calma.." – uma amiga ria se aproximando de mim – "é só colocar mais apertada..."
Eu me afastava e me aproximava vendo-a colocar tudo com a maior facilidade do mundo.
"Nossa.." – eu ria – "vou te contratar para me ajudar.. quanto você cobra?"
"Deixa de ser besta Cory..." – ela ria colocando-a de volta no berço.
Eu parava por um tempo e me recostava encarando-a. Eu estava feliz. Não podia negar... mas eu sei que eu poderia estar ainda mais... mas enfim...
~.~
Chego em casa exausta e vou direto para um banho. Fecho a porta do meu banheiro e tiro minha roupa me jogando debaixo do chuveiro. Lavo meu cabelo, passo meus cremes, volto pro quarto, coloco minha roupa e vou direto para meu computador dar continuidade a umas coisas que eu estava escrevendo.
"Está com fome?" – ele me aparece me abraçando pelo pescoço e eu me viro sorrindo.
"Depois eu como.. obrigada..." – ele me dá um selinho e logo se afasta.
"Não vou ter perturbar.. pode continuar..."
Pode-se dizer que Dylan poderia ser o sonho de consumo de muitas mulheres. Quando eu o conheci eu queria esquecer. Me culpei já por muitas vezes de alguns acontecimentos e decidi, mesmo sabendo que não era hora de fazer aquilo, partir para uma outra e mudar a minha vida em 360º. Tudo foi muito rápido e quando eu vi eu já estava casada.
Primeiro, antes de tudo, viajei por um tempo divulgando algumas coisas em alguns países. Algum tempo depois voltei, o conheci, namoramos cerca de 6 meses
e logo eu aceitei me casar com ele. Eu estava cansada de procurar. E eu já sabia que provavelmente não iria achar ninguém igual.. a.. bom..
Não me considero uma pessoa infeliz. Eu sou feliz. Tenho uma carreira promissora, um casamento estável, muitos amigos e as vezes eu me perguntava o porque de me lamentar tanto.
Acho que já era mais que na hora de voltar a ser a de antes. A Lea menina, moleca, mulher que muitos admiravam. Pouco a pouco to reaprendendo isso. Tenho 31 anos, muito tempo de vida pela frente e se eu não aproveitar agora, quando irei, verdade?
Largo meu computador de lado e vou para a sala onde ele se encontrava.
"Você confirmou a festa de amanha?" – pergunto me aproximando da poltrona apoiando minhas mãos.
"Já..." – ele sorri batendo no sofá de leve para que eu me aproximasse – "todos já confirmaram..."
