Fic: Um Presente De Comer.

Sinopse: O que você faria se recebesse Hyuuga Neji embrulhado, dentro de uma caixa, como presente no seu aniversário?

Capa by: Tennoei.

Olá pessoal, quero avisar que essa fic é um presente de aniversário.

Feliz tanjoubi Estefânia, vulgo, Teffyyys-chan! Rê-sensei ama você *agarra e não larga nunca mais*

Separei tudo em Povs pra você Teffyys ler cada pedacinho como um pedaço do seu bolo de niver, que eu não posso dar, infelizmente, então vai o virtual mesmo!

p.s: Say, amiga, valeu pela dica o/


Como Tenten pode odiar tanto seu aniversário? (POV)

9 de março.

Ai, ai, não dá pra evitar não é mesmo? Um dia ele chega. Infelizmente um dia do ano é ele, e um dia como esse é o suficiente pra acabar com minha reputação em Konoha, pelo ano todo.

É meu aniversário.

Sabe, pessoas normais ganham presentes legais, ninjas ganham presentes ninjas, então por que justo eu, normal e ninja, não ganho nenhum dos dois?

Aliás, quem inventou que precisa dar presentes no tanjoubi de alguém?

Ano passado foi terrível.

Cai na besteira de fazer uma aposta com o Lee e perdi, óbvio, então nesse dia ganhei um lindo presente dele e do Gai-sensei (no bilhete dizia que Neji também estava no meio, o que eu duvido muito).

Ah, é mesmo, o presente... aquele collant verde. Nada original não é mesmo? Se não fosse pelo fato de que o pagamento da aposta, era bem criativo. Tive que usá-lo em três missões ¬¬.

Digo: três missões inteirinhas!

Três vezes sair de Konoha com aquilo!

Foi traumatizante... ainda que numa dessas missões o collant tenha ajudado. Gai-sensei conta que nosso fogo da juventude é evidenciado pelo uniforme. Neji disse que os ninjas foragidos de Iwa eram só pervertidos.

Ok, não entendi aquela comparação, afinal, o que um collant verde tem haver com ninjas pervertidos?

Olho agora pela janela; são oito da manhã e estou de folga, gentileza de Tsunade-sama, mas fico me perguntando qual vergonha ainda passarei...

Então uma idéia me vem à cabeça:

- Já sei! – Estapeio uma mão na outra. – É só não sair de casa!

Perfeito... se não fosse tão deprimente e impossível. Kaa-san já está me chamando, porque vamos comprar doce. Fazemos isso todos os anos, e é até divertido.

Prendo o cabelo num rabo de cavalo, visto uma calça e uma blusa larga e então desço as escadas.

1º presente: o vestido.

- Ah filha! – Otou-san me abraça exageradamente (dia desses perco uma costela com isso). – Olha que graça! A senhora Haruno disse que ficaria lindo em você! Use-o hoje, ursinha!Um apelido gracioso de quando eu tinha cinco anos.

Parecia uma bolinha; uma pequena panda... ursinha.

- Otou-san... – resmunguei. – Deixe pra usar num dia de festa, ou coisa assim.

- Ah não! Dá esse presente pro papai, vai... – fez bico. Chantagista. – Quero mostrar pra Vila toda como minha ursinha cresceu! – Ele já falava sozinho, com fogo nos olhos.

Meu pai seria um bom aluno de Gai-sensei e que estranho não, se o aniversário é meu, então porque eu tenho que dar um presente pra ele? Okaa-san me devolveu seu olhar pidonho (são um bando de chantagistas), e fui colocar o bendito vestido. Voltei e ele quase chorou de tanta felicidade:

- É otou-san... nada mal, a senhora Haruno costura muito bem... – rodopiei no vestido branco, de alcinha, justinho até a cintura e rodado até um pouco acima do joelho.

Tenho que confessar... ficou legal.

- Não! – Ele me abraçou, sufocando outra vez. – Você que é linda!

E okaa-san me salvou dos abraços sufocantes dele. Ela costuma fazer isso às vezes, bem às vezes.

2º presente: 200 ryous.

Foi exatamente isso que ganhei dela, enquanto a gente andava até o mercado central de Konoha. Agora você pergunta: não é estranho ganhar dinheiro da mãe no dia do aniversário?

Definitivamente não se a sua mãe for igual a minha.

Ela me deu o dinheiro porque já tinha um destino pra ele: dangos de chocolate do País do Chá. Uma caixa inteirinha pra me fartar! (quer dizer, nos fartar, em casa todo mundo morre por causa de um doce, dá até briga). Qualquer pessoa minimamente esperta sabe que o chocolate do País do Chá é... é... (momento salivando) é... tudo. Sim, é TUDO!

Mas dessa vez, kaa-san foi esperta. Compramos com o meu rico dinheirinho (que era mais dela do que meu) flores pra entregar em casa, como se fosse de um admirador secreto.

Não disse? Algo de estranho iria acontecer. Okaa-san sabe que eu gosto de um menino, quer dizer, que eu sou bestamente apaixonada por ele, ela só não sabe quem é.

- Filhinha, as flores vão causar ciúme nesse bobão!

Preferi não discordar, minha mãe quando põe algo na cabeça é difícil de tirar. É, eu tenho isso dela. Então chegamos à floricultura Yamanaka e é a partir dai que eu tive certeza: o dia só estava começando.

Ino-chan estampava aquele sorrisinho suspeito no rosto e eu sei perfeitamente que não é por causa dos planos da kaa-san.

Tem algo mais.

Tem sim, porque Hinata-chan saiu duma porta atrás do balcão, suja de tinta, com um rolo enorme de papel de presente.

- Te-Tenten-chan! Feliz aniversário! – Minha amiga Hyuuga corou violentamente.

E antes que Ino lhe desse um peteleco, a única pessoa no mundo que eu jamais esperaria ver ali, aparece:

- Neji-kun? – Minha boca está aberta e minha mãe ainda escolhia as flores.

- Ohayou, Tenten, feliz aniversário. – Era impressão ou ele enrubescia? Seus olhos correram pra kaa-san e eu mal pude pensar: - Ohayou senhora Mitsashi.

- Ah! – Ela respondeu entusiasmada. – Ohayou Neji-kun! O que acha dessas flores? – Estendeu na cara dele o ramalhete de lírios coloridos. – Parece que foi um menino quem escolheu?

"Não mamãe... a senhora não está fazendo isso!"

- Certamente. – Então ele crispou seus olhos nos meus, se aproximou, e sussurrou no pé da orelha, me arrepiando inteira. Isso não é bom: – Vai mandar flores pra você mesma?

Daí meu rosto infla de raiva, porque essa idéia estúpida não foi minha! E como okaa-san pode ter tanta certeza de que não é ele o menino que eu gosto?

E ela tem razão. Não é ele.

Neji é só um bom amigo, meu parceiro de time igual o Lee. Certo, um dia pensei estar apaixonada pelo Hyuuga, mas não nasci pra gostar de um cara orgulhoso, irônico, convencido, lindo (com essa blusa justa fica mais ainda!) e tão... mala sem alça! Sempre com uma piadinha pra me alfinetar. Bem diferente de outro Hyuuga que conheço. Ai! Ryuu é tão fofo, educado, inteligente, determinado... carinhoso (do jeito dele).

- Bem, está no nosso horário, tenham um bom dia, vamos Hinata-sa-... chan. – Ele pegou na mão dela e virou as costas.

Tudo bem Neji fazer isso, afinal, são namorados, não é? E uma gota de tinta está bem na pontinha do cabelo dele, manchando aquela blusa abençoada, coladinha no corpo e...

- Neji-kun, matte yo! – No que eu pensei quando segurei o outro braço dele, com uma toalha na mão, limpando seu cabelo?

Quer dizer, poxa, limpar o cabelo? Que ridículo ¬¬.

Ridículo mesmo foi meu coração galopando no peito, parecendo uma festa de shogatsu. E o Neji corou. Não que ele fique ridículo corado, mas é... ah! Que confusão!

Hinata-chan deu um sorrisinho com a mão na boca. Ela não me parecia enciumada. Eu viraria um javali se alguém limpasse o cabelo do meu... namorado (escondido), desse jeito. Talvez nem tanto. Ryuu é sempre tão popular e cordial, que provavelmente levaria numa boa.

- Arigatô, Tenten. E a propósito, antes que você me pergunte, nós estávamos embrulhando o seu presente.

Neji falou e essa foi a parte que meu queixo caiu.

- Mas o Lee se atrasou, então, ainda não terminamos.

Ele continuou falando, e essa foi a parte que eu desmaiaria (se é que não desmaiei), se kaa-san não estivesse me abraçando, animada e radiante:

- Olha que lindo, ursinha! – Não eu não desmaiei, porque escutei perfeitamente ela me chamar daquilo, na frente do pessoal. – Um presente conjunto! Estou tão ansiosa pra saber o que é!

Como se o presente fosse dela.

E por fim, essa foi a parte que eu percebi o quanto aquele presente não teria, definitivamente, nada de legal ou shinobi: Ino tossiu alto; Hinata virou um tomate e uma gota de suor, bem discreta, escorreu na testa de Neji.

Veja bem: Neji suou.

"Estão aprontado!"