Eu Não Existo Sem Você
Autora: Mila B.
Beta: Sem revisão, qualquer erro, me avisem.
Sinopse: Harry e Draco são amigos há anos, mas quando Harry percebe que seus sentimentos estão mudando...
Observação: Universo Alternativo.
Nota: Fanfic bem água com açúcar porque, primeiro, é o que eu escrevo melhor (LoL), e segundo, porque ando com a cabeça cheia e precisando escrever coisas fofas e felizes. Então, leiam com esse intuito de vomitarem arco-íris também, okay?
Nota2: Não será uma história muito grande, suspeito que uns cinco capítulos. Minha primeira tentativa de primeira pessoa, então, sejam amores e não me critiquem muito. :)
Nota3: Fanfic dedicada a Carol1408, minha twin linda, que disse que não estava uma droga e que era para eu escrever até o fim. Te amo, amore mio. *.*
Foi num dia qualquer, no meu segundo ano de High School, que conheci Draco Malfoy. Eu sabia quem ele era. Todo mundo conhecia Draco Malfoy. Ele era um dos garotos mais populares do colégio, mas, acima de tudo, estava passando por sérios problemas. O pai dele acabara na cadeia, acusado de vários crimes, como desvio de dinheiro, formação de quadrilha e outros que eu nem fazia ideia. O colégio inteiro estava comentando sobre o desmoronamento da poderosa e influente família Malfoy, e Draco se transformara em alvo de comentários maldosos e agressivos.
Eu sabia de tudo por cima. Nunca dei muita bola para essas coisas de popularidade e fofocas, então só conhecia Draco de vista. Não éramos colegas de aula, porque nossa escola era absurdamente enorme e cada ano tinha umas novecentas turmas – na verdade umas cinco, mas você me entendeu.
Então eu estava lá, andando por um dos corredores do colégio, um que era meio deserto porque ficava na ala dos nerds da informática – e, sim, nerd era meu segundo nome nos tempos de High School, mas isso é algo que eu prefiro deixar no passado – quando ouvi um choro abafado. Franzi a testa, olhando em volta, mas não havia ninguém no corredor. Mas eu não estava ficando louco, porque alguém definitivamente estava chorando. Continuei caminhando e o som aumentou conforme eu me aproximava de uma porta que dava para um dos muitos banheiros da escola.
Eu não sei o que me fez entrar no banheiro para ver quem estava chorando, em vez de seguir o meu caminho e cuidar da minha vida. Eu estava curioso e preocupado também, então entrei, procurando pela origem do choro. Preciso dizer que foi uma enorme surpresa me deparar com Draco Malfoy sentado num canto do lugar, abraçando os joelhos e escondendo o rosto enquanto seu corpo tremia levemente com os soluços.
A única vontade que eu tive foi de ir até ele e abraçá-lo. Ele estava completamente vulnerável. Extremamente diferente do garoto de nariz empinado e olhar arrogante que eu já vira andando pelo colégio algumas vezes, e isso só conseguia despertar meu lado "super-protetor". Draco sentiu meu olhar, pois ergueu a cabeça, revelando os olhos avermelhados e marejados, para em seguida arregalá-los, surpreso por ter sido pego no flagra.
"Eu... Me desculpe, eu ouvi alguém chorando, e vim checar se estava tudo bem." Falei, sentindo-me fora do lugar. Eu jurei que ele iria se irritar e me expulsar do banheiro, xingando até meus antepassados. Eu acho que eu faria isso se um desconhecido me pegasse nessa situação. Convenhamos, é meio constrangedor, ainda mais para um garoto.
Mas no lugar disso, Draco apenas levantou, limpando os olhos. Os cabelos sempre impecavelmente penteados estavam desalinhados e ele aparentava uma fragilidade que balançaria o coração de qualquer um. Ele caminhou até a pia para lavar o rosto, e eu achei que deveria falar mais alguma coisa. Eu sempre acho que devo falar alguma coisa. O que é ridículo, porque eu nunca sei o que exatamente falar nesses momentos.
"Sabe, eu não consigo imaginar o quão difícil está sendo para você passar por tudo isso, mas... De uma maneira ou de outra, sempre acaba melhorando. É só, ignorar o que os outros falam e... Seguir em frente de queixo erguido." Eu senti vontade de me enterrar a alguns quilômetros da superfície terrestre quando ele se virou para mim, o rosto ainda úmido e a expressão impassível. "Você pode contar comigo, caso... Caso precise de alguém para conversar e desabafar."
Eu jurei que ele iria me dar um soco quando avançou em minha direção em passos rápidos, porém, em vez disso, ele me abraçou. Ele me abraçou tão forte que eu achei que iria sufocar. Não faço ideia do que se passava pela cabeça de Draco naquele dia, e só me lembro que o abracei de volta, sentindo seu cheiro de perfume caro.
"Obrigado..." Ele sussurrou contra meu pescoço, num tom tão... doce, que eu não pude me impedir de abraçá-lo com mais força, querendo protegê-lo. Ele era pequeno em meus braços e não se parecia com mais do que um garotinho que enfrenta o mundo pela primeira vez.
Pode parecer loucura, mas depois disso, eu e Draco viramos melhores amigos. Ele realmente me usou para desabafar. Muitas vezes. Não que eu esteja reclamando. No dia seguinte no colégio eu quase caí para trás quando ele me perguntou se poderia sentar na mesma mesa que eu durante o almoço, e depois da aula ele me perguntou se não poderia me acompanhar até em casa. No fim fui eu quem o acompanhou até a mansão onde ele morava, e ele me contou que ela estava à venda.
A mãe dele, aparentemente, estava sofrendo de um problema de saúde grave.
"Ela sempre teve a saúde frágil, apesar de ser forte e determinada como poucas pessoas." Ele comentou, enquanto caminhávamos. "Tudo isso pelo que estamos passando, fez com que... Ela desabasse. Agora ela está acamada. Tem uma enfermeira na casa... Ela se recusa a ficar no hospital, prefere ficar no próprio quarto." Ele falou, os ombros caídos.
Eu soube pelo brilho triste nos olhos dele que era por causa disso que ele estava chorando no dia anterior. Era estranho que ele contasse aquelas coisas justamente para mim, que mal o conhecia, mas talvez eu tivesse sido o único a oferecer apoio, no lugar de julgá-lo pelos crimes do pai.
"Ela vai ficar bem, Draco. Como você disse, ela é forte e determinada, e vai conseguir dar a volta por cima. E... Vocês precisam ficar mais unidos do que nunca agora." Falei, parando assim que chagamos em frente à mansão. Ele olhou para mim e sorriu de lado.
"Potter, você é como um livro de auto-ajuda ambulante." Ele falou num jeitinho sarcástico, que com o tempo descobri que era sua marca registrada. "Obrigado." Ele completou de maneira sincera. "Você foi o único que não me tratou como lixo, e nem ao menos me conhece... Nos vemos amanhã?"
"Claro." Falei, com a certeza de que estava levemente corado. Não exatamente pelo que ele falou, mas pelo tom que ele usou e pela forma como me olhou enquanto falava. O olhar dele era de um azul-acinzentado denso que poderia tragar e afogar qualquer um que o encarasse fixamente por muito tempo. "Tchau, Draco."
Mas não foi fácil para Draco. Ele tentou fingir indiferença a todos os outros e se mostrar forte para a mãe, mas tornou-se frequente eu ter que arrastá-lo de festas, completamente bêbado e sem noção do próprio nome. Livrá-lo de brigas com qualquer pessoa que insinuasse algo sobre o pai dele também virou rotina – e eu ainda me lembro de alguns olhos roxos que ganhei nas tentativas.
Enfim, eu estava sempre livrando Draco das mancadas em que ele se metia naquela fase sombria de sua adolescência. Às vezes eu sentia vontade de estapeá-lo e mandar que ele parasse de agir como se o mundo inteiro conspirasse contra ele, porém eu precisava concordar que muitas vezes isso parecia verdade.
Todo o dinheiro que a família dele possuía esvaneceu-se com o tempo. Um ano depois que o conheci, a mãe de Draco, Narcisa, faleceu, acometida por um quadro degenerativo de esclerose múltipla. Depois disso, ele alugou um apartamento num bairro simples de Londres e começou a trabalhar meio período em vários empregos diferentes, pois nunca conseguia ficar muito tempo no mesmo. Draco também conseguiu se emancipar, mas não deixou de receber ajuda financeira do padrinho, um dos professores do nosso colégio.
Por sorte, Draco sempre cuidou para manter as notas altas no colégio – e eu aparecer em sua casa para obrigá-lo a estudar não tem nada a ver com isso – e por isso conseguimos entrar na mesma faculdade. Nada extraordinário. Uma faculdade pública, de bom ensino. Eu poderia ter optado pelas mais caras universidades do país, porque meu padrinho, com quem eu morei dos meus onze aos dezoito anos, nada em dinheiro e não tem freios na hora de gastá-lo, mas preferi alcançar meus objetivos sem depender do dinheiro dos outros.
Depois de entrar na faculdade, Draco tomou rumo e decidiu que iria reerguer o nome Malfoy. Ele escolheu administração, e eu me decidi por Engenharia de Controle e Automação – sim, nerd, como eu já disse. Estamos os dois com vinte e um anos agora, em nossos terceiros anos da faculdade. Atualmente eu moro num apartamento num bairro de classe média de Londres, perto da faculdade.
Convidei Draco para vir morar comigo diversas vezes, mas ele se recusa, inventa desculpas e tende a fugir do assunto. Não entendo muito bem por que, mas acho melhor não discutir. Nós tendemos a brigar com frequência, apesar de que as brigas nunca duram mais do que um dia.
Draco, mesmo já não sendo mais rico e dono de um nome influente, é bem popular na faculdade, e até participa daqueles grupinhos internos e exclusivos. Não me lembro direito o nome.
Ele vive insistindo para que eu vá às festas dessa tal sociedade, para me apresentar para o pessoal e garantir minha entrada na turma, mas então sou eu quem recusa, muda de assunto ou inventa desculpas.
"Draco, já disse que não tenho tempo para festas. Preciso montar um robô com inteligência artificial até semana que vem e não estou nem na metade do desgraçado." Falei, enquanto estávamos nos servindo no refeitório da faculdade.
"Mas, Harry! Você nunca, nunca, nunca, se diverte! Eu acho que não te vi bêbado nenhuma vez desde que nos conhecemos!" Ele reclamou, indignadamente colocando algumas batatas-fritas na bandeja dele.
"Deve ser por causa de tantas vezes em que eu vi você bêbado, em um estado lastimável." Retruquei irritado. Eu odiava quando as pessoas diziam que eu não me divertia só porque não bebia. É claro que eu me divertia, e me divirto. Vou a shows de rock, exposições de carros, de novidades na área da automação e da mecânica e eletrônica, vou ao cinema sempre que sai algum filme do meu agrado, saio com algumas garotas de vez em quando, vou a pubs com os colegas de faculdade. No resto do tempo, eu estou com Draco. Ou estudando feito um condenando, mas ignore essa última parte.
"Você é tão chato." Ele resmungou, no exato instante em que uma garota baixinha tropeçou ao lado dele e deixou parte da comida cair em suas vestes. "Droga! Sua anã de dentes tortos, você não olha por onde anda, não?" Ele exclamou, largando a bandeja e passando as mãos pelas vestes.
"Eu... Me desculpe." A garota balbuciou, completamente constrangida. Draco voltou os olhos para a garota com uma expressão de nojo.
"O que você ainda está fazendo perto de mim, sua desastrada? Vá fazer uma cirurgia nesse rosto horrível e me poupe dessa sua cara feia." Ele falou, e eu juro que teria dado um tapa na nuca dele por isso se não soubesse que isso nos levaria a uma discussão que duraria semanas – episódios como esse eram bastante frequentes no dia-dia de Draco. Não alguém sujar suas roupas com comida, mas ele xingar qualquer criatura viva que considerasse estúpida e inútil.
A garota, que era mesmo bastante feia – mas isso não vem muito ao caso – saiu praticamente correndo de perto de Draco, e eu posso jurar que estava quase chorando.
"Você não precisava ter agido de maneira tão grosseira." Repreendi, enquanto ele resmungava impropérios.
"Ah, não comece, Santo Potter. Ela mereceu. Olhe para a minha roupa! Você sabe quantos meses eu precisei economizar para comprar esta camiseta? Aquela gorda idiota..."
Balancei a cabeça. Draco não tomava jeito. Infelizmente, eu já estava acostumado.
"Você tem que ir a essa festa." Ele insistiu, quando nos sentamos numa das mesas do refeitório. Por Deus, ele não desistia. Estava na cara que ele queria alguma coisa por trás dessa súbita vontade de curtir a vida ao lado do melhor amigo.
"Por que você quer tanto que eu vá?" Perguntei, revirando os olhos. "O que você quer? Está sem carro e precisando que alguém lhe leve em casa no final da festa? Você pode só me ligar, eu não preciso ir junto."
"Potter, que absurdo você pensar que eu tenho segundas intenções!" Ele exclamou, completamente indignado. Draco Malfoy indignado era algo fácil de ver. Ele sempre se indigna por qualquer coisa e faz uma imensa tempestade num copo d'água pelas coisas mais idiotas. Como ter ficado quase um dia inteiro sem falar comigo quando eu esqueci uma xícara em cima do balcão de madeira da cozinha dele, o que deixou uma marca circular permanente no móvel.
"Você sempre tem segundas intenções nessa sua mentezinha ardilosa. Agora desembucha." Falei, comendo calmamente. Ele fechou a cara e provavelmente tentou me desintegrar com seu olhar cinza-gelo. O que, obviamente, não surtiu efeito algum.
Draco se remexeu na cadeira, e eu soube que tinha ganhado a guerra. Ele suspirou, passando as mãos pelos cabelos, afastando a franja displicente do rosto.
"Tudo que eu queria era que você estivesse relaxado e, com sorte, relativamente bêbado para que eu pudesse contar-lhe..." Ele deixou a frase morrer gradualmente. Ergui uma sobrancelha, esperando pelo complemento que não veio.
"Contar-me...?" Incentivei.
"Que eu estou namorando."
Olhei para ele esperando o que havia de tão anormal nisso. Ele estava nervoso e eu não estava entendendo por que, afinal, Draco já namorara várias vezes antes.
"Tá, e por que eu precisava estar alegrinho para saber disso? Você já teve várias namoradas, Draco. A não ser que, sei lá, ela faça parte de algum grupo terrorista ou algo do gênero." Dei de ombros, pegando meu copo de refrigerante e levando-o à boca.
"É que não é uma garota. É um cara." Draco falou, olhando-me fixamente. E eu juro que por muito pouco eu não cometi aquela terrível gafe de cuspir todo o refrigerante em cima da mesa.
"O que... Você... Um cara? Um homem? Draco, você é gay?" Perguntei completamente embasbacado. Eu nunca imaginaria uma coisa dessas. Draco não era afetado e nunca dera nenhum sinal de se interessar por homens, e por vezes era até mesmo homofóbico, soltando exclamações como 'tinha que ser veado' ou 'aquela bichinha de merda' – se bem que ele usava todos os tipos de xingamentos em seu repertório para qualquer coisa que se movesse.
Draco empinou o nariz, olhando-me de maneira arrogante.
"Você tem algum preconceito, Potter?" Ele perguntou cheio de pose, mas pude perceber a insegurança nos olhos azuis acinzentados. Nesses momentos, eles pareciam brilhar com mais ênfase no azul do que no cinza, o que os deixava mais claros.
"Não, Draco, quer dizer... Eu só estou... Surpreso... Eu não sei." Falei confusamente. Talvez tivesse sido melhor que alguns goles de álcool estivessem circulando pelo meu sistema ao ouvir essa novidade. Ele se ajeitou na cadeira e me olhou analiticamente.
"Você não precisa se sentir desconfortável. Eu nunca senti por você algo além de amizade." Ele garantiu, começando a cutucar a comida na bandeja com os garfos, então soltou uma risada debochada. "Por Deus, só a ideia de nós dois juntos me faz querer rir sem parar. Seria ridículo." Ele riu mais um pouco, e eu tive eu forçar uma risada para acompanhá-lo. Eu não gostei muito do comentário. Era como ouvir algo como 'você é patético, eu nunca namoraria você'.
"Então... Quem é o cara?" Perguntei, assim que ele parou de debochar da ideia de nós dois juntos.
"Você pode conhecê-lo se for a essa festa." Ele sorriu de lado, provocante. "É nesse sábado."
Suspirei e olhei para Draco. Cheguei a pensar que aquilo era uma invenção dele para que eu fosse a tal festa, mas ele não brincaria com algo assim. Nenhum heterossexual brinca que é gay com uma expressão tão séria. Mas eu ainda estava com dificuldade em imaginá-lo se agarrando com outros homens. Quero dizer, o que há para se gostar num homem? Não que eu seja preconceituoso, mas não vejo lógica alguma.
"Está bem." Falei, pensando que talvez fosse importante para ele que eu demonstrasse aceitar completamente sua opção sexual, assim como sempre o aceitei, sem tirar nem pôr, desde que o conheci naquele banheiro há seis anos. Ele sorriu torto, vitorioso. "E agora você quer me explicar como descobriu que gosta de homens? Desde quando?"
Ele deu de ombros.
"Foi numa dessas festas. Acabou rolando e eu descobri que gosto. Talvez se você experimentar, também acabe deixando as garotas de lado, Harry." Ele se recostou na cadeira de maneira displicente e sorriu debochado.
"Não, obrigado, eu estou bem seguro quanto à minha opção sexual." Respondi, balançando a cabeça. Eu me interessando por homens? Impossível. Eu não excitaria com um cara cheio de pelos e músculos nem que me pagassem por isso.
Draco riu da minha expressão de contrariedade.
"Se você diz... E então, o que vai fazer nesse sábado? Pensei que podíamos fazer algo e depois irmos à festa." Ele comentou, rodando o garfo numa mão.
"Ué, seu namorado não vai ficar com ciúmes?" Impliquei, erguendo as sobrancelhas sugestivamente. Ele me encarou com desdém.
"Ciúmes de você? Potter, você nem ao menos bonito é." Ele debochou, acabando novamente com a minha auto-estima. "Ele trabalha no sábado de tarde. E eu vou acabar entediado, então só me resta você para acabar com o meu tédio."
"Bom saber que eu ainda sirvo para alguma coisa, Draco eu sou o rei da beleza Malfoy." Retruquei, revirando os olhos.
"Não se preocupe, Harry." Ele se inclinou sobre a mesa e apertou meu braço como se tentasse me reconfortar. "Você ainda tem a sua simpatia."
Draco não presta. Definitivamente.
Nota da Autora: Nem sei se peço reviews... mas, se vocês acharam digno de algum comentário, por menor que for, ficarei lufa em recebê-lo. *.*
