Os personagens desta fic não me pertencem. A música também não. Mas eu não pretendo comercializá-los ou ganhar qualquer coisa por ter escrito esta fic além de comentários preciosos.
Ship: Harry Potter e Draco Malfoy. Essa fic contém slash, muito e pesado, inclusive não consensual.
Challenge: Primeiro lugar no VI Chall de NC-17 do Fórum Três Vassouras, mestrado por DarkAngel.
Capa:
http(doispontos)(barra)(barra)i188(ponto)photobucket(ponto)com(barra)albums(barra)z186(barra)Agata(underline)Ridlle(barra)pot1(ponto)jpg – por DarkAngel
http(doispontos)(barra)(barra)i188(ponto)photobucket(ponto)com(barra)albums(barra)z186(barra)Agata(underline)Ridlle(barra)pot(ponto)jpg – por Bruna Black
Prêmio:
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Sinopse: Olhos inúteis. Tão verdes que são capazes de mover guerras.
Spoilers: 7
Beta: Gutenha
Finalização: 28 de abril de 2008
AVISO1: Essa fic contém cenas de violência, manipulação psicológica e sexo entre homens. Se você não se sente preparado para visualizar esse tipo de coisa, não leia, pois eu não me responsabilizo pelas imagens que surgirem na sua mente.
AVISO2: Essa fic se passa em um mosteiro, mas é necessário fazer algumas ressalvas. Eu sinto que não fiz pesquisas suficientes sobre o assunto para escrever. Sinto muito, por isso me desculpo desde já se esta fic contiver alguns dados que não condigam com a realidade de um mosteiro medieval ou às relações eclesiásticas dentro da Igreja Católica. Eu me baseei, para descrever essa parte, no conhecimento que recebi depois de estudar por 14 anos em um colégio católico e em livros como "O nome da Rosa", de Umberto Eco, e "O código Da Vinci", de Dan Brown. Mas, infelizmente, eu não tinha nenhum deles em mãos quando escrevi a fic, então mesmo esse embasamento pode estar equivocado devido à minha memória fraca.
Outra questão que preciso ressaltar é que eu não pretendo discutir religião ou preceitos teológicos com essa fic. As citações dos religiosos e as situações em que eles se encontram que fazem referência a supostos preceitos católicos, na verdade somente os utilizo como base para a construção de personagens com características próprias muito fortes e que podem, sim, distorcer este discurso para benefício próprio no decorrer da fic. Não pretendo ofender nenhuma crença e, se você tem valores rígidos quanto a isso, eu recomendo que não leia a fic.
O terceiro tema polêmico aqui tratado com relação à religião é a pedofilia dentro do mosteiro. Não, a idéia de religiosos pedófilos não é minha, foi retirada de jornais, mas eu a coloquei em um contexto diferente, o que a torna ficcional. Eu não estou insinuando nada ao tratar do tema.
AVISO3: Pequena Contextualização: Esta fic se passa no início da Baixa Idade Média, o que significa guerra entre feudos, crise da nobreza e da Igreja, e ameaça de fome e peste em toda a Europa.
Pelos olhos teus
Capítulo 1
Draco parou o cavalo com certa dificuldade e espiou o portão de madeira, saindo de trás de seu pai para olhar melhor.
– Volte para a fila. – a voz gelada do pai o fez recuar.
Um assecla se adiantou e bateu com a enorme argola de metal na madeira. Uma janelinha se abriu, houve uma troca de palavras e os portões se afastaram, dando passagem à comitiva do Lord Malfoy.
Desceram por uma pequena via de terra até o casarão ao fundo. O lugar não era muito grande, nem muito luxuoso, pelo visto. Normal para um mosteiro.
– Lord Malfoy. – um homem alto e sério se aproximou, quando os cavalos pararam no pátio de pedras, e cumprimentou o visitante.
– Abade Snape. – o pai fez um gesto de cabeça, desmontou e abraçou cordialmente o homem – Há quanto tempo, meu amigo.
– Fico feliz em revê-lo e triste por saber que somente negócios o trazem à minha casa. Vamos, entre. Não poderei acompanhar as negociações. Este é o monge Rabastan. Apesar de eu ser o líder espiritual aqui, ele que trata da administração do Mosteiro. Peço para que seus homens aguardem aqui fora. Os monges evitam contato com o mundo exterior.
Lucius deu algumas ordens e os homens se dispersaram, indo, em geral, em direção à mata que despontava no extremo da propriedade, buscando um lugar tranqüilo para descansar da viagem.
– Espere-me aqui, Draco. Não vai demorar. – a ordem que cabia ao menino foi proferida por fim.
Draco desmontou, observando o grupo entrar no prédio. Era velho, de pedra, e não muito grande ou luxuoso. Fez uma careta e olhou à volta, buscando algo para se distrair. Não muito distante, havia uma choupana que parecia ser um armazém e levava para um outro pátio. O garoto se sentiu curioso e seguiu para lá, porém, decepcionou-se ao ver que era apenas a estrebaria e que dava em um terreno de terra batida muito mais desinteressante que o primeiro.
O loiro deu um pulo de susto e se escondeu em uma das baias quando alguém entrou na estrebaria. Um garoto pequeno, provavelmente da sua idade, conduzia seu cavalo e o do seu pai para as baias. Draco, curioso, o observou alimentar e pentear os animais. O menino parecia ter tanto carinho com os cavalos.
– Harry! Harry! A água, menino!
O moreno saiu correndo para o pátio menor. Então seu nome era Harry? Humm... Pequeno e... Comum demais. Draco torceu o nariz, mas se aproximou do pátio, disposto a observá-lo mais um pouco, mantendo-se escondido.
Draco viu o garoto levantar o balde de água, quase do seu próprio tamanho, e levá-lo até a porta da cozinha, derrubando boa parte de seu conteúdo pelo caminho. Ele deixou o balde na soleira, chamando, baixinho, o padre que trabalhava dentro do aposento, que logo apareceu, tomando o balde de suas mãos pequenas. O garoto enxugou o suor da testa e seus olhos claros correram pelo terreno, pulando de galinha em galinha que ciscava à volta atrás de grãos de milho perdidos. Um sorriso bonito apareceu em seu rosto e o garoto correu atrás dos animais, tentando pateticamente pegá-los. Para surpresa de Draco, em poucos segundos o moreno estava sentado no chão com a galinha no colo, todo empoeirado, mas feliz por poder alimentar o bicho reunindo os grãos de milho na palma da mão e a oferecendo para que os bicasse.
– Harry! – a voz do Abade Snape ressoou na janela exatamente acima de onde Draco estava e ele encolheu-se mais contra a parede, não querendo ser descoberto em sua observação – Harry! – o moreno finalmente olhou para cima, sorrindo ao ver o mestre – Vá se lavar e venha imediatamente aqui! – o homem ordenou, rude – Não demore.
O garoto se levantou e correu de volta à fonte, praticamente mergulhando de cabeça na água. Quando retornou, Draco levou as mãos à boca para não rir ao ver os cabelos escuros cair-lhe sobre o rosto, pingando água. Harry os colocou pra trás e sacudiu a cabeça, espalhando água a toda volta, deixando os fios mais leves, e em seguida correu para o varal e secou as mãos e o rosto em um pano ali pendurado, indo na mesma velocidade para dentro da casa.
Draco vacilou. Queria continuar vendo o que o moreno ia fazer, ele era engraçado, mas não foi convidado a entrar. Seu pai estaria lá dentro, em algum lugar, tratando de negócios com alguém, e ele sabia que não deveria interferir. Mas queria ver o que o moreno ia fazer com aquele homem, Abade Snape.
Draco olhou para a janela logo acima da sua cabeça. Não era muito alto. Olhou à volta. O padre parecia muito entretido com seus afazeres na cozinha. Todo o pátio estava vazio, a exceção das galinhas. Draco voltou para a estrebaria e pegou um banco alto que estava ali, carregando-o com dificuldade até a janela, e subiu para poder olhar por sobre o batente.
O quarto era grande e ricamente mobiliado. O garoto moreno estava de pé próximo à porta, as mãos unidas na frente do corpo, a cabeça baixa. O Abade andava de um lado para o outro, falando sobre alguma coisa. Draco não podia ouvir, o vidro grosso impedia o som de chegar até ele. Ficou na ponta dos pés, tentando enxergar melhor, e viu o homem se aproximar do garoto e dar-lhe um tapa não muito forte na cabeça, aparentemente bravo com alguma coisa. Em seguida apontou para a cama e gritou mais. Harry se encolheu e seguiu para a cama de casal cabisbaixo.
Draco viu o homem trancar a porta do aposento enquanto o menino tirava as roupas, deitando de bruços no meio da cama. O Abade se aproximou, observando o garoto por um momento. Harry estava ofegante, os olhos fechados com força, esperando alguma coisa. Então o homem suspendeu a batina, ficando de joelhos sobre o colchão, inclinando o corpo sobre o do menino. Draco arregalou os olhos ao vê-lo se impulsionar com força e Harry morder os lábios, suas mãos pequenas se fechando nas cobertas vermelhas com força, o rosto delicado de criança se fechando em uma careta. Snape mantinha o corpo suspenso, apoiado em uma mão, enquanto a outra segurava o garoto pela cintura, empurrando o seu corpo com força contra a cama em movimentos repetidos. Ele continuava falando, falava sem parar, e parecia que sua fala ia ao mesmo ritmo dos quadris, cada vez mais rápido. Harry somente mordia o lábio, que já sangrava devido à força que punha, aparentemente sem emitir nenhum som. Então o homem parou. Parou por alguns segundos, seu quadril fez movimentos circulares, rebolando, e o garoto torceu as cobertas com suas mãos, afundando o rosto nelas, enquanto o homem voltava a investir contra o seu corpo, lentamente agora, mas mais forte. Sua boca entreaberta, embora não articulasse mais palavras, e uma expressão sublime no rosto, até que soltou a cintura do menino, usando as duas mãos para se apoiar na cama, ofegando.
Draco poderia dizer que Harry estava inconsciente. O garoto não se movia, mal respirava, e seu rosto ainda estava escondido nas cobertas. Snape se afastou um pouco e virou o corpo do menino com os braços fortes, acariciando o seu rosto. Draco o viu depositar dois beijos na face do moreno, aparentemente, um sobre cada um de seus olhos. Em seguida virou de lado, deitando-se na cama, e Harry se encolheu ao seu lado, tremendo. Os minutos se alongaram até que o padre falou algo mais. O garoto se arrastou por cima das cobertas e recolheu suas roupas do chão, se vestindo rapidamente, deixando o quarto correndo.
Draco desceu do banco com cuidado e o levou de volta para a estrebaria. Ia voltar para o pátio, mas achou melhor não, seu pai deveria chegar a qualquer momento. Sentou-se sobre o banco e esperou por alguns minutos até que suas suspeitas se confirmaram e a voz de seu pai ressoou no pátio, ordenando que buscassem seus cavalos.
O garoto moreno entrou na estrebaria, não mais correndo, não mais sorrindo. O encarou por um momento, mas não falou nada. Draco o encarou de volta, percebendo de repente o que levou o Abade a beijar os olhos do garoto. Seus olhos eram verdes, mas não qualquer verde. Eram incrivelmente verdes. E lindos. Harry desviou o olhar e desamarrou as rédeas do seu cavalo e do cavalo de seu pai, os guiando para fora, sendo seguido pelo loiro. A comitiva montou, e Draco se sentiu incomodado ao ser fitado constantemente pelo moreno.
– Não o encare. – ordenou uma voz próxima, e o garoto baixou os olhos imediatamente. O Abade Snape entrava no pátio, se posicionando um pouco atrás do moreno, que ainda segurava as rédeas enquanto Draco montava – Desculpe, jovem Malfoy. Potter não tem educação suficiente para lidar com um Lord.
Lucius o ignorou, como sempre fazia com os serviçais, e incitou o cavalo para a estrada. Draco o imitou, o seguindo, assim como toda a sua comitiva, dando as costas para o mosteiro.
Draco Malfoy tinha sete anos quando viu Harry Potter pela primeira vez. E levou mais dez até encontrá-lo novamente.
x.x
N/A: Oi, pessoas!
Então... Alguém se lembra de uma fic que eu disse que estava escrevendo quando terminava de postar Eternamente? Então... é essa. - Agy disfarça pela demora.
Espero que gostem, acompanhem e me digam o que estão achando.
Ela está toda escrita e contém 10 capítulos, eu ainda estou revisando, porém, por isso a freqüência de postagem será aleatória, mas não acredito que eu vá levar mais de dois dias entre um e outro, ok?
Degustem a vontade e deixem rewiews XD
Beijos
