I Will Be Back
Universo paralelo com os personagens do Masashi Kishimoto "emprestados" - o que significa que eles continuam pertencendo a ele...
Atenção: Essa fic é Lemon, o que significa que haverá relacionamentos amorosos homossexuais. Por isso, se você não gosta não leia; se você não conhece e está curioso, leia com cuidado; se você curte, divirta-se!
Surprise ^^ caso queiram ver eu fiz uma capa para esta fanfic assim como para outras então visite o meu blog, o link está no meu profile...
Por entre as árvores podia-se sentir a adrenalina que fluía pelo meu corpo, não somente pela altura em que me encontrava, mas pelo fato do vento frio bater em meu rosto com força ricocheteando meus fios de cabelo contra minha pele, pela cor cinza claro que se pusera no céu, e por saber que logo em baixo estava ele com seus cabelos loiros, e seus orbes azuis, tentando me achar, arriscando-se de todo modo a encontrar nem que fosse um resquício da minha existência. Eu sei que não era justo impor minha ausência a pessoas que me amavam tanto, mas era o certo a se fazer, meu futuro estava ligado àquele que me fizera sofrer, por quem eu sempre iria buscar numa saga sem fim por vingança, e não, eu não queria fazê-lo sofrer. O amava muito para não poder ser cem por cento dele. Naruto havia crescido, e eu sempre estive à espreita observando de longe, porque era difícil viver sem seu sorriso, sem sua teimosia, e eu tinha o dever de vê-lo a cada dia que se passava crescendo mais, tanto como pessoa quanto que em sua forma física, já que não podia tê-lo ao meu lado mais uma vez. Isso sim era um sofrimento sem tamanho, viver sem as pessoas que eu amava, e que me amavam. No fim, fazer o que se somos obrigados a conviver com as nossas escolhas?
Escutei algo ao longe. "Sasuke!" Meu nome era tão doce em sua boca que podia ser comparado a leite condensado, tão suave e açucarado, eu queria poder gritar com todas as minhas forças que estava ali, mas para o nosso bem eu sabia que não podia fazer isso. Esperei até não ouvi-lo mais clamando pelo meu nome, me segurando com tudo que me fora dado para não chorar, mas foi em vão às lágrimas se fizeram presentes no meu rosto enquanto tentava me segurar com todas as minhas forças naquele tronco, descendo daquela árvore que me servira de abrigo por aquelas longas horas. Sim, numa coisa eu tinha de parabeniza-lo: era muito persistente e disso eu tinha certeza, todas as partes do meu corpo estavam doendo e tudo graças a sua persistência. Pus meus pés ao chão, olhei ao redor para ter certeza de que ele não estaria por perto, e assim segui em frente sem olhar para trás, caminhando em passos lentos, pensando sobre a solidão que me consumia lentamente a cada dia que se passava, e das lembranças daqueles que eu amava e que um dia estiveram do meu lado, e da saudade que eles me causavam, até que escutei a mais inesperada das exclamações: "Sasuke!" Sua voz falhava. Pude sentir sem antes mesmo olhar em seu rosto que assim como meus olhos não me obedeciam e deixavam se levar derramando pequenas gotas cristalinas, os dele também, e eu lutei para não olhar para trás, ah, lutei, mas não pude continuar quando o senti me abraçando pelas costas, foi difícil sentir o toque daquela pele rente a minha e não me deixar levar pelas emoções, a saudade fluíra por entre minhas veias, e poder sentir aquele cheiro que exalava do seu corpo mais uma vez, me inebriava e me preenchia da mais plena alegria, podia enfim revê-lo, toca-lo e acaricia-lo, não somente em meus sonhos, sim, agora ele estava realmente perto de mim.
Me virei tentando esconder as lágrimas, mas não pude continuar sendo forte quando vi seu rosto, coberto pelas mesmas que se fizeram presentes. Sim, foi difícil, e quando menos esperei fui abraçado mais uma vez; um abraço tão forte que chegava a doer, numa dor de desespero, como se ele me apalpasse de todas as formas apenas para ter certeza de que eu estava ali na sua frente, enquanto que seus olhos jorravam deliberadamente, e em seguida algo inesperado aconteceu: meus lábios foram selados pelos seus.
Me assustei de inicio, mas acabei me entregando. Seus lábios eram doces ao mesmo tempo em que eram furtivos, insistentes, me embriagando a cada novo toque, e pedindo por consolo e apego, até que fui acertado com um golpe em cheio sobre minha bochecha, tão forte que me fez cair, machucou-me, mas eu não podia reclamar nem ao menos entrar desacordo com aquele ato de desespero. Sim, eu sabia que merecia. Por isso permaneci imóvel, apenas esperando pelo que ele iria falar; ele apenas chorava. "Porque você me deixou?" Enquanto que eu não conseguia responder, ele sabia o porquê e só não queria aceitar a verdade, até que ele se deitou sobre mim e mais uma vez tomou meus lábios e os proclamou como seus, desta vez num beijo mais sereno, mais suave, tão suave quanto o toque da seda, tão doce quanto um morango coberto por chocolate. Pus meus dedos por entre seus cabelos, o acariciando, o tomando por completo, enquanto que suas mãos desciam por minha cintura, denunciando o que aconteceria a seguir, mas não me importei, sabia que seria dele, meus sonhos me diziam isso, e minha vontade sempre foi a de tê-lo, de toca-lo, não somente como amigo, e agora estava com ele ali, por cima de mim, me tomando como se toma um copo de água quando se está sedento.
Pude sentir seu membro enrijecido roçando sobre minha calça na região onde se fazia presente o meu também enrijecido, denunciando o quanto eu estava enraizado dentre aquele momento. Éramos só eu e ele, e se eu pudesse, continuaria assim pelo resto da minha vida. Não aguentava mais o desejo de tê-lo, e pude sentir que ele sentia o mesmo, no momento em que se desfez dos meus lábios e começou a morder o meu pescoço, de forma carinhosa, lentamente, apenas me incitando mais desejo e mais prazer, e assim continuou. Agora mordiscava meu peitoral, que em segundos estava desnudo apenas pela força do seu desejo, depois meu abdômen, e quando dei por mim, ele já trabalhava sobre as calças, mostrando o que se sucederia a seguir, fazendo questão de movimentar-me de forma luxuriosa e despudorada, então, lentamente, desabotoou minhas calças e as tirou, como se quisesse vislumbrar cada milímetro da minha pele, ainda não acreditando que eu estava ali, com ele, fazendo com que fossemos um só. Sobrara agora apenas minha cueca, e quando dei por mim, ele a mordiscou e a tirou tão lentamente com os lábios, mordiscando, algo que me levou ao delírio. Jamais imaginara que um dia poderia tê-lo por completo como estava tendo agora, e assim pude sentir seu sexo pela primeira vez. Seus lábios me tomaram, de forma ágil e abrupta, fazendo com que seus dentes esbarrassem sobre minha pele diversas vezes, mas isso não machucava, apenas me proporcionava mais prazer e me fazia gemer, e pedir por mais, e sim, ele aparentava saber perfeitamente como me enlouquecer, e fizera isso com tamanha destreza que no fundo me assustava; então apenas me deixei sentir, sua língua brincava comigo e me incitava a me sentir mais e mais como parte de seu corpo, como se estivéssemos conectados, pertencendo, finalmente.
Então quando estava prestes a me deixar explodir em meio ao êxtase que estava sentindo, ele parou, subiu lentamente com sua respiração rente ao meu corpo. Senti o quanto descompassado estava, e aquilo me deixava ainda mais emocionado, ainda mais frágil em suas mãos, porque agora sabíamos que estávamos nos tornando um só corpo, então me pus a beijá-lo, em um beijo diferente dos outros. O sabor doce se misturou ao sabor de sexo, ao sabor de luxuria, algo que ambos jamais haviam provado antes, e que sim, estávamos nos deixando levar perante ao nosso amor um pelo outro. Seu toque ainda se fazia desesperado por entre minha pele, como se buscasse conhecer cada músculo, cada terminação nervosa, e assim me roubava mais e mais gemidos; quando dentre os nossos gemidos pude escutar um "Te amo" tão perto do meu ouvido que pude sentir até as oscilações de sua voz, e as falhas de sua respiração, e assim eu respondi do mesmo modo, ofegante, "Também te amo", e isso foi quase um convite para o próximo passo. Naruto desabotoou suas calças lentamente como se pedisse para que eu visse seu corpo por completo assim como ele fizera com o meu, então quase que como atendendo prontamente o pedido, tirei suas calças com as minhas próprias mãos, vendo pela primeira vez toda sua virilidade, a pele de sua glande rosada a mostra, me fazendo devanear sobre ter aquele membro dentro de mim, e assim ele o fez, me pôs deitado de pernas abertas, umedeceu os dedos e lentamente os penetrou, preparando meu corpo para o que estava por vir.
Tirou seus dedos dos meus glúteos, e mais uma vez os levou a boca, molhando sua mão com sua própria saliva e umedecendo seu sexo, tão rígido quanto as pedras que se faziam presente dentre aquela floresta em que nos encontrávamos. Lentamente ele posicionou sua virilidade em direção a minha fissura, penetrando pouco a pouco sua glande dentro da imensidão do meu corpo, que clamava por ele como um todo, quase que gritando, pedindo com força que ele abarca-se minha escuridão com toda sua luz. E então ele atendeu meus pedidos. Perguntou se estava doendo, e mesmo estando, respondi que não. Me encontrava ansioso e tudo que eu queria agora era tê-lo dentro de mim, de uma vez por todas. Atendendo prontamente ao desejo expresso pelo brilho dos meus olhos ele me tomou, com força, me arrancando alguns gemidos de dor, o que o fez ameaçar a sair de mim. O prendi por entre minhas pernas e o beijei, impedindo-o de cortar o nosso elo, e abafando o que meu corpo pedia para que eu o dissesse, impedindo que ele rasgasse nossa conexão que se formou dentre todos os nossos sentimentos. Assim, lentamente, ele começou a se movimentar, enquanto que suas mãos deslizavam em direção ao meu membro, o incitando, o deixando e pedindo por mais e mais, e ele assim o fazia, do mesmo modo que ele aumentara a velocidade de suas ações, ele aumentava a velocidade dos movimentos de sua mão, quase que denunciando que ele estava prestes a explodir, e eu não podia reclamar, porque estávamos nas mesmas condições. Desse modo, contraí todos os meus músculos, deixando que minhas sementes fluíssem por entre meu sexo, enquanto que o sentia preencher meu corpo, com tudo que tinha, plantando dentro de mim sua vida, sua paixão, não quebrando nossa conexão e não tirando seu membro dentro de mim, me beijando, um beijo molhado, convidativo, me pedindo para ama-lo assim como ele me amava.
Não consegui me controlar; apenas falei o quanto o amava, o quanto sentia sua falta, fiz questão de deixar claro tudo o que sentira por todo esse tempo, e ele apenas me olhava, com aquele olhar singelo e compreensivo, vendo pela primeira vez que nosso sentimento um pelo outro sempre fora recíproco, enquanto sentia suas forças se esvaírem e seu membro perder suas forças dentro de mim, ele me beijou mais uma vez e assim adormecemos abraçados e deitados perante a terra que nos rodeava.
Quando acordei, sabia que teria de partir, minha vingança ainda não havia sido concretizada e eu nada podia fazer até que tudo estive-se em fim resolvido, então falei rente ao seu ouvido "Eu tenho que ir, mas eu te prometo... assim que tiver terminado minha missão eu voltarei, porque eu te amo, e sempre serei seu".
Em seu rosto, pude ver uma lágrima brotando e contornando suas formas, então parti, deixando mais um pedaço do meu coração para trás, mas tendo certeza que um dia voltaria...
Fim...
