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O nome dela era Isabella Marie Swan. E, para Edward Anthony Cullen, jamais existiria nenhuma mais perfeita do que ela. Isabella era a razão de Edward sempre estar tão deprimido e silencioso. E, estranhamente, ela também era a razão para ele estar indo para detenção.
Os Cullen tinham se mudado para Forks quando Edward e sua irmã, Alice, tinham, respectivamente, seis e cinco anos. O Dr. Carlisle Cullen era um médico muito respeitado e, diziam as más línguas, que ele só se mudara para Forks por culpa de um enorme escândalo, envolvendo o Dr. Cullen, sua esposa, Esme Cullen, e uma outra mulher. As mães, com receio de que aquela família fosse uma má influência, proibiram os filhos de chegarem perto de Alice e Edward Cullen.
Havia um pequeno parque em Forks, onde todas as crianças costumavam brincar. Alice estava com sua boneca, penteando os cabelos dourados desta, quando duas garotas maiores arrancaram Penny, a tal boneca, das mãos da pequena e, rindo, voltaram a andar, levando Penny de refém. Alice começou a chorar. Seus olhos estavam fechados, as lágrimas escorrendo pelo rosto de porcelana, quando ela sentiu um pingo quente cair no seu nariz. Ela abriu os olhos e viu Isabella Marie Swan sorrindo para ela, os cabelos cor de chocolate pingando lama, Penny nas mãos. Alice nunca soube como Bella havia pego Penny de volta, ou como tinha se sujado tanto o fazendo, mas não ligou. Alice e Bella se tornaram grandes amigas naquele dia.
Alice Cullen ficou furiosa quando sua melhor amiga, Bella, não apareceu na sua festa de seis anos. Decidiu que não ia falar com Bella por uma semana inteira. Mudou imediatamente de idéia quando Renée, a mãe de Bella, ligou para os Cullen e disse que Bella se trancara no quarto desde que soubera, naquela manhã, que Charlie Swan, o Chefe Swan, havia morrido enquanto impedia um ladrão de assaltar a loja da senhora Smith, a velhinha que vendia antiguidades.
Edward pediu permissão ao pai para ir até a casa de Bella, tentar falar com ela. Alice quis ir também, mas Edward implorou que ela o deixasse ir sozinho. Ela deixou, muito que a contragosto. Se Edward pudesse ver através de portas, teria visto o rosto molhado de lágrimas de Isabella Swan se iluminar ao reconhecer a voz dele, logo ali, do outro lado da porta. Bella ficou abraçada a Edward durante horas, chorando como nunca, enquanto Edward a abraçava, acariciando os cabelos cor de chocolate dela. Bella o fez prometer que jamais a deixaria. Edward prometeu. E foi aí que tudo deu errado.
O Dr. Carlisle Cullen comprara um piano para seu filho, em seu aniversário de sete anos. Edward treinou durante semanas a música favorita de Bella, "Claire de Lune". E, no dia de seu aniversário, estava pronto para tocar para ela, quando Alice chegou com lágrimas nos olhos, um bilhete na mão. No bilhete, a letra não tão perfeita de Bella parecia borrada.
"Mamãe está me levando pra longe. Eu sinto muito.
Não se esqueça de mim.
Com amor,
Bella Swan."
Edward nunca mais falou nada sobre Bella de novo. Quando Alice falava sobre alguma lembrança feliz e engraçada, compartilhada com Bella, ele dizia que jamais conhecera nenhuma Bella Swan. Mentira. Ele conhecera uma Bella Swan. Ela era, simplesmente, a única garota que Edward Cullen já amara. E ele queria odiar Bella. Ah, isso ele queria. Mas ele sabia que jamais poderia odiar um anjo. Porque era isso que Bella Swan era pra ele, um anjo.
E foi por isso que Edward Cullen gritou um palavrão no meio da aula, o que lhe rendeu uma detenção, quando leu, em seu celular, uma mensagem de texto que dizia:
"Estou na cidade. Podemos nos encontrar?
Te espero na clareira.
Com amor,
Bella Swan."
Nota da Autora: Minha primeira Fic de Twilight. Essa história é uma UA, como vocês já devem ter percebido. Sim, Charlie Swan morreu. Eu sinto por ter feito isso ao pobre Chefe Swan, mas era importante para a história. Espero que gostem.
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Beijos,
GossipG.
