A alma do seu irmão é minha! – Falou o homem.
Inuyasha! – Gritou o garoto, sendo puxado pelo homem.
Você será o próximo! – Disse o homem largando o menino, agora morto, apontando o indicador para frente e do nada seu rosto se transforma numa caveira diabólica.
Nesse momento um homem, de mais ou menos 23 anos de idade, acorda suado e assustado, ele tinha cabelos muito longos e prateados, com duas pequenas orelhas de cachorro na cabeça e olhos cor de âmbar. Ele só vestia um short preto, e muito nervoso levanta da cama procurando um telegrama que recebera naquele mesmo dia, onde podia - se ler uma simples mensagem:
"Inuyasha
Irmão morto. Volte pra casa.
Myouga."
Cidade de Yokohama – Japão Uma jovem muito bonita, de olhos castanhos e longos cabelos pretos, corre com um homem a seguindo.Sessenta segundos para o alvo. O perímetro foi isolado? – Pergunta a jovem.
Completamente isolado. – Responde o homem.
É melhor que esteja. Eu quero o Guinkotsu! – Rebateu a jovem de preto.
Confie em mim, Sango! –Pediu o homem.
Eu só confio em uma pessoa nesse planeta...está falando com ela.
Enquanto isso dois homens conversam:
Ela está aqui. – Disse o primeiro homem. Ele usava uma espécie de tapa olho de ferro no olho esquerdo. Suas roupas eram muito estranhas e ele parecia um pouco maluco. – E na hora certa. Adoro pontualidade numa mulher.
Não seja ridículo. - respondeu o outro, e por causa da escuridão não podia – se ver seu rosto.
Tem certeza que ela vai me seguir?
Você matou o parceiro dela, não foi?- O primeiro afirmou com um aceno de cabeça. – Ela vai te seguir até o inferno. Que ela esteja naquele barco. Sango tem que estar naquele torneio.
É... – Respondeu o primeiro rindo. – Senhor Narak... Ele se preparou para sair da sala. – Poupe espaço no barco. Sango e eu vamos dividir uma cabine. Ter a nossa lua de mel.
Guinkotsu! – chamou o outro rindo, sacando uma faca e se acomodando na poltrona onde está sentado, permitindo que a luz chegasse ao seu rosto e revelasse que ele é o mesmo homem que matou o irmão de Inuyasha. – Se encostar um só dedo nela... vai precisar de um cão guia. – Guinkotsu com medo sai da sala deixando Narak sozinho. – Tenho planos para mim, minha doce Agome e Sango.
Nesse momento Sango e seu companheiro estão numa boate, abrindo passagem entre as pessoas, empurrando eles com armas e ninguém reparou nesse detalhe. Todos estavam drogados.
Avistando seu alvo – um homem de aparência asquerosa – Sango atira, averigua se não tem mais ninguém ali e percebe que o homem usa um colete protetor.
Onde está o Guinkotsu? – Pergunta Sango, puxando o homem pela camisa. Mas ele não responde, porque o impacto do tiro o deixou sem fôlego. – Onde ele está?
Los Angeles – USAUm homem de terno preto e óculos escuros está entrando num deposito, a sua frente, estão quatro homens também de terno e armados com bastões e armas elétricas, de costas para um automóvel.
Vamos dançar! – Diz o homem de óculos retirando-o e revelando lindos olhos azuis. Seus cabelos um pouco curtos estavam presos em um pequeno rabo de cavalo.
Eles começam a lutar e este primeiro vai derrubando um a um seus adversários. Quando está no último ele o golpeia com a parte de trás da perna duas vezes, e o homem continua de pé.
Agora você tinha que cair. – Diz o primeiro cansado e abaixando os braços. Nesse momento o outro se joga no chão. – Onde é que arranjam esses caras, hein?
Nesse momento percebe – se que ele é um ator e está no set de filmagem.
E a imprensa diz que eu não sei fazer isso! – Grita o homem.
Corta! Vamos começar de novo daqui a 15 minutos! – Grita o diretor pelo auto- falante.
Eu não vou fazer de novo! – Grita o primeiro.
O que? Que história é essa? É a última cena do filme! – O diretor rebate ainda pelo auto-falante.
Eu não vou fazer de novo!
Você não pode fazer isso Mirok! Aonde você vai? – Gritava o diretor em pânico, já que só faltava isso para terminar o filme, que poderia reerguer sua carreira.
Eu vou pro meu trailer! Eu vou pegar uma arma! Eu vou me matar! – Respondeu Mirok com os nervos a flor da pele.
Não Mirok! É melhor você me matar! Eu é que vou ter que segurar o tranco depois! – pediu o diretor. – Está me matando, Mirok! Mirok... – Mas Mirok nem lhe deu atenção, continuou andando, até um funcionário falar com ele.
Ei, mirok! Tem um cara aí querendo falar com você.
Quem é? – Pergunta Mirok nervoso.
Não faço a menor idéia! – Responde o funcionário com jeito de retardado.
Deixa um cara que nem conhece entrar no set? – O outro afirmou com a cabeça. – Reza pra não ser um repórter.
Ah ta! – Disse o funcionário como se não entendesse. – Quer que eu descubra? – perguntou depois de um tempo, mas Mirok já não o ouvia mais.
Ele continuou andando até chegar na sua cadeira, onde o homem estava sentado, lendo uma revista.
Ah, ótimo! Amigo, tá na minha cadeira! – Mirok disse, antes de reparar na capa da revista, onde lia – se "Mirok é uma fraude!"
Oi Mirok! – Disse o homem abaixando a revista. Era um homem já idoso e meio gordo, trajando uma veste budista.
Monge Mushin! – Disse Mirok, feliz por ter reencontrado o homem que cuidou dele desde que seu pai morreu, quando tinha sete anos.
Vejo que a imprensa continua sendo dura com você. – Disse o velho sorrindo.
É dizem que sou uma fraude.– Respondeu Mirok um pouco abatido.
Mirok, você é um dos melhores artistas marciais que eu já vi. E posso te ajudar a provar isso – Disse Mushin
Provar como?
Um torneio – Respondeu Mushin – O torneio. – Mushin entregou um pergaminho a Mirok. –Os melhores lutadores do mundo são convidados Vencendo o torneio você ganha respeito e todo mundo vai saber que você é o maior. – Mirok leu o pergaminho interessado.
É... bom, como é que eu...? – Perguntava Mirok quando Mushin o interrompeu.
Existe um barco que parte do porto principal de Tóquio. Esteja a bordo. – Dizendo isso Mushin foi embora.
Quando já estava lá fora, bem longe de Mushin se transformou em outra pessoa, revelando ser Narak.
Templo Shikon No Tama – Base do Monte Fuji ( Tóquio )
Inuyasha usava vestes e botas pretas, quando desceu do barco ao pé do Monte Fugi, em frente ao Templo Shikon No Tama e foi procurar o seu avô Myouga.
Não demorou muito a avistar um senhor vindo em sua direção.
Inuyasha! – Gritou seu avô correndo em seu encontro. – Graças a Kami-Sama!
Vovô! – Respondeu Inuyasha lhe dando um abraço. – Me leve até lá. – Pediu muito sério.
Eles andaram até a parte mais alta do templo. Seria uma vista muita linda, se ignorassem as circunstâncias.
Dali ele sempre se sentiu livre, aquele lugar emanava paz, ele se sentia o ser mais privilegiado do mundo. Ele podia ver a cidade toda e se sentia um pássaro, com aquele vento agradável batendo no rosto. Mas não naquele dia.
É este o lugar? – Perguntou Inuyasha triste lembrando do irmão.
Sim. Foi onde encontramos o corpo dele. – Respondeu o avô sentindo pena.
O que houve? – Perguntou Inuyasha um pouco nervoso.
Depois que você partiu, ele seguiu seus passos. Preparando – se para o torneio. – Respondeu o avô com calma.
Vovô... Será que não bastou encher a minha cabeça com bobagens? – Perguntou Inuyasha rancoroso.
Salvar o mundo não é uma bobagem. – Respondeu o avô sério.
Lutar numa simples competição não resolve essas coisas vovô. O senhor um homem sábio acredita nisso? – Perguntou Inuyasha incrédulo.
Todos acreditamos nisso. Inclusive seu irmão. – E assim se encerrou a conversa.
Algum tempo depois ocorreu uma reunião onde decidiriam quem iria representa-
los no torneio.
Havia uma espécie de balcão, onde estavam sentados três homens idosos, os conselheiros do templo. Eles vestiam roupas budistas, na cor vermelha, como todas as pessoas que ali estavam, incluindo Myouga.
Inuyasha e Myouga estavam na frente desse balcão e havia duas filas de devotos do templo, cada uma na direção das laterais do balcão, mas a uma certa distância.
O sonho foi dado a Inuyasha! Ele é o escolhido! – Anunciava Myouga a todos que ali estavam.
Não! – Interrompeu um dos conselheiros do templo nervoso – Ele deixou o templo! Deu as costas para o nosso povo! Por que você voltou?
Eu quero representar a Ordem da Luz no torneio! – Respondeu Inuyasha sério.
E por que motivo? – Indagou o sacerdote.
O homem que matou o meu irmão estará lá! – Inuyasha respondeu, já nervoso.
Esse não pode ser o único motivo para sua ira! – Explicou o sacerdote. – Se for falhará!
Ah é! Eu esqueci! – Disse Inuyasha fingindo preocupação. – Lutamos pelo destino do mundo! – Gritou erguendo o braço direito. E enquanto ele dizia isso, um homem de vestes simples e cabelos brancos observava tudo.
Foi por isso que deixou o templo e fugiu... Não foi? – Disse o homem pausadamente e passando entre as duas filas de pessoas, onde essas mesmas se curvavam até o chão ao vê-lo passando. – O grande torneio foi muita responsabilidade, mas a vingança... – Ele parou na frente de Inuyasha. – É muito mais simples. – Nesse momento o homem levantou a cabeça, revelando seu rosto.
Lord Raiden! – Disse Myouga, também se curvando até o chão, enquanto o homem encarava Inuyasha.
Raiden? – Zombou Inuyasha vendo todos curvados. – Levante-se vovô! – Chamou ele se abaixando e ajudando o avô a se levantar. – Esse não é o seu Deus do trovão e do relâmpago! Ele é só um mendigo! – Disse Inuyasha.
Desculpe Milord Raiden! – Pediu Myouga receoso por Inuyasha. – A vida americana enfraqueceu a mente dele! Viu televisão demais!
Então você vai vencer o torneio? – Perguntou Raiden.
Vou sim! – Respondeu Inuyasha rudemente.
Mostre como! – Ordenou Raiden irritando Inuyasha. Inuyasha pretendia ataca-lo, mas seu avô o segurou e ele resolveu parar. – Ora... Não me diga que está com medo de um simples mendigo? – Desafiou Raiden e Inuyasha o atacou. Raiden o derrubou com um só golpe e quando Inuyasha olho nos olhos dele percebeu que tinham faíscas, literalmente. Depoi de alguns segundos Inuyasha levantou.
Se você é mesmo Raiden...Por que deixou Shippo morrer? – Perguntou Inuyasha agoniado. – Por que não o protegeu?
Por que não você? – Rebateu Raiden.
Pra mim já chega! – Gritou Inuyasha. – Eu vou encontrar o assassino do meu irmão no torneio! E será com ou sem o seu consentimento! – Inuyasha encerrou assim a questão e foi embora do templo, dando as costas para Raiden e seu avô.
Ele não está preparado. – Disse Myouga para Raiden. – E nós já perdemos muito tempo!
Eu sei. – Respondeu Raiden. – Mas não existe outro...
Continua...
