Uma Princesa decide ser uma garota normal e parte para uma viagem em busca de liberdade e autoconhecimento. Ela para na casa de um arqueólogo atraente, por quem acaba se apaixonado. Mas a hora da verdade está chegando. Poderia o amor suportar?
Prólogo
Ela era uma princesa. Tinha nascido, sido criada e meticulosamente treinada para isso. Seu comportamento era perfeito, seu discurso, impecável, e suas maneiras irrepreensíveis. Sua imagem era de juventude, confiança e graça, tudo envolvido em uma adorável e cuidadosamente refinada embalagem.
Tais coisas, ela sabia, eram esperadas de um membro da família real de Cordina... pelo menos em público. O evento beneficente em Washington, D.C. era um acontecimento definitivamente público. Então, ela cumpriu seu dever, cumprimentando convidados que tinham apreciado desfrutar da companhia da realeza.
Observou sua mãe, Sua Alteza Real Molly de Cordina, desempenhar seu papel social graciosamente, sem esforço. Pelo menos, sua mãe fazia isso muito à vontade, embora tivesse trabalhado com tanto empenho quanto a filha naquele evento.
Ela viu seu pai... incrivelmente bonito e seguro... e seu irmão mais velho, que a acompanhava, nessa noite, relacionando-se tranquilamente com a multidão. Um grupo que incluía políticos, celebridades e pessoas muito ricas.
Quando chegou o momento adequado, Sua Alteza Gina de Cordina se sentou para a primeira parte do entretenimento da noite. Seus cabelos estavam penteados em um nó complicado, que deixava seu pescoço delgado nu, excetuando o brilho das esmeraldas. O vestido preto e elegante fora elaborado para acentuar sua silhueta. Um corpo que tanto ela quanto sua modista sabiam que tendia a se tomar magro demais.
Seu apetite já não era mais o mesmo. Seu rosto estava composto, a postura, perfeita. Uma dor de cabeça fazia suas têmporas latejarem.
Era uma princesa, mas, também, uma mulher cansada. Gina aplaudiu, sorriu e riu.
Era quase meia-noite — 18 horas em seu dia oficial — quando sua mãe se aproximou para um momento privado, passou uma das mãos ao redor da cintura da filha e inclinou a cabeça para mais perto.
— Querida, você não parece bem. — Era necessário o olhar perspicaz de uma mãe para ver a exaustão, e os olhos de Molly eram realmente perspicazes.
— Estou um pouco cansada, só isso.
— Vá embora. Volte para o hotel. Não discuta —- ela murmurou. — Você tem trabalhado arduamente. Eu deveria ter insistido que passasse algumas semanas na fazenda.
— Há tantas coisas para fazer.
— E você já fez o bastante. Eu já disse a Hermione para alertar a segurança e acompanhá-la até seu carro. Seu pai e eu iremos logo, também. — Molly olhou ao redor, notou que seu filho estava entretendo uma cantora americana... e sendo entretido por ela. — Quer Carlinhos com você?
— Não. — Aquele era um sinal de sua fadiga que Gina não discutiria. — Não, ele está se divertindo. É mais sensato sairmos separados, de qualquer maneira. — E sem tumulto, ela esperava.
— Os americanos a adoram, talvez um pouco demais. — Com um sorriso, Molly beijou o rosto da filha. — Vá e descanse. Conversaremos pela manhã.
Mas não foi uma saída sem tumulto. Apesar do carro chamariz, das precauções dos seguranças, do tédio de atravessar o prédio para uma saída lateral, a imprensa a encontrou.
Assim que saiu do prédio, a visão de Gina foi ofuscada pelos flashes de câmeras. As pessoas gritando seu nome pareciam fazer sua cabeça latejar. Ela percebeu a onda de movimento, sentiu mãos que a puxavam e ficou apavorada, ao notar que suas pernas tremiam enquanto os guarda-costas a conduziam para a limusine que os aguardava.
Incapaz de ver, de pensar, Gina lutou para manter a compostura enquanto fugia da multidão, com os guarda-costas de ambos os lados apressando-a a seguir em frente.
Estava terrivelmente quente, e todos pareciam tão perto! Certamente, por isso sentia um mal-estar. Mal-estar, fraqueza e um medo horrível. Não tinha certeza se caíra, ou se simplesmente saltara para dentro do carro.
Quando a porta da limusine foi fechada, e os gritos eram como um barulho do mar do lado de fora do aço e do vidro, os dentes de Gina quase bateram com o súbito frio do ar condicionado. Ela fechou os olhos.
— Sua Alteza está bem?
Ela ouviu, de modo indistinto, a voz preocupada de um de seus guardas.
— Sim, obrigada. Estou bem. Mas ela sabia que não estava.
Nota: Ok, vocês estão querendo me matar. Primeiro, porque prometi uma nova fanfic, sumi e apareço com mais uma adaptação, comoassim? Bom, explico. Tempo e um monte de coisa tiram a oportunidade pra escrever, mas depois dessa adaptação (ou até mesmo durante) prometo a nova fanfic, ok? Espero que gostem dessa. Bjão. Juh.
