Full Metal Alchemist Brotherhood não me pertence. Mas o sonho que me inspirou a fazer esta história foi meu.
Legenda:
- Fala -
"Pensamento"
Narração
Flash Back
(comentários meus não muito felizes)
O0o0o0o Mudança de lugar o0o0o0
Situações iguais, almas diferentes. (Parte I)
"Quando as coisas vão mal, parece que vão de mal a pior durante certo tempo; mas quando começam a ir bem, parecem cada vez melhores."
C. S. Lewis, As Crônicas de Nárnia
POV's Riza
Aqui estou eu, arrumando-me para o Festival da Primavera. Em meus 21 anos, nunca havia ido a um festival. O motivo? Sou cega. Meus pais diziam que meus olhos eram castanhos e brilhantes, assim como os do papai. Duvido disso. Não enxergo desde que me entendo por gente.
- Nee-san? Tudo bem? – Minha irmã mais nova pergunta. Winry sempre foi um doce. Não sei como ela é, mas me disseram que ela é loira e tem olhos azuis. Winry é algo como meus olhos.
- Tudo bem, Winry-chan. – Respondo – Só queria não ter que ficar numa cadeira de rodas...
- Lá vai você de novo. O pai quer não que você caia e se machuque.
- Winry-chan, eu fico nessa cadeira de rodas desde os meus dez anos, que foi quando eu levei meu primeiro tombo por culpa da cegueira! Uma hora eu terei de andar sozinha!
- Eu sei. E seu eu puder te ajudar a sair dessa prisão, farei com bom grado. – Winry sempre fora assim. Não importa que tipo de problema eu tenha, ela não sente pena. Win sempre ajuda com o que pode e até mesmo com o que não pode. Sempre ficou do meu lado, mas uma hora eu teria que partir e deixa-la. Winry sempre ficou a parte. Ninguém gosta dela. Todos achavam, e ainda acham, mesmo depois de tanto tempo, que ela não devia ter nascido com saúde e sim eu. Lembro-me de uma conversa que tivemos num dia de chuva, quando todos haviam saído. Eu tinha dez e ela cinco.
Flash Back
- Nee-san?
- Winry-chan?
- Você não está brava comigo?
- Por que estaria? – A pequena Rockbell estava com a voz embargada. Estaria ela chorando?
- Porque era pra você enxergar, e não eu. Era pra terem só você de filha, Nee-san. – Sim, ela chorava.
- Quem te disse isso?
- Todos. A prima Rebecca, o pai, a mãe...
- Até o Jii-san?
- Ele não diz nada contra a minha pessoa, mas também não diz nada a favor.
- Então ele não fica nem do seu lado, nem do lado deles.
- H... Hai.
- Escute o que vou dizer, Winry-chan. Não importa o que te digam, eu te amo. Não fique triste pelo fato de eu ser cega e não se odeie por isso. Você é tudo o que eu preciso. A prima, o pai, a mãe e todos os outros não tem o direito de te deixar para baixo. O que eles estão pensando? Winry-chan não é só uma irmã pra mim! É uma amiga, é o sentido que eu não tenho. É a bondade que encontrei no mundo. – Com toda certeza Winry chorava. Ela chegou perto de mim e perguntou baixinho:
- Nee-san, posso te abraçar?
- Claro! – Abri os braços e ela me abraçou.
- Nee-san, eu serei seus olhos.
- Hã?
- Eu serei seus olhos até outra pessoa tomar meu lugar!
- Sério?
-Hai! Eu prometo!
- Hai. É uma promessa.
Flash Back
- Nee-san?
- Vai me ajudar a colocar o quimono?
- Hai! – Ela começa a me ajudar.
- Como é o quimono que você escolheu, Winry-chan?
- É azul, tem ondas brancas desenhadas na barra e algumas gotas de chuva nos finais das mangas, como se fosse um dia de tempestade.
- E o enfeite de cabelo?
- É uma presilha com uma lágrima, eu acho, que é feita de vidro.
- Deve ser tão belo...
- Vai ficar ainda mais quando você vesti-lo. – Alguns minutos se passam enquanto ela me ajuda a vestir a roupa. Resolvo quebra o silêncio:
- Winry-chan?
- Hai?
- Algum dia eu irei sair de casa e, provavelmente, do seu lado.
- Eu sei.
- Você não fica triste?
- Não. Porque isso significa que você encontrou alguém para ser seus olhos.
- E se eu não tiver encontrado alguém?
- Então eu a seguirei.
- Vai desistir de tudo que tem aqui?
- A única coisa que significa pra mim nessa casa é você.
- E o Edward-kun?
- O... O que tem ele? – Ela deve ter corado, senão não hesitaria.
- Você o ama.
- Eu não amo aquele toquinho de amarrar mula!
- Não minta para sua Nee-san! Você ama o Edward-kun.
- E... Eu... Amo o Ed. – Deu-se por vencida. Ou quase – Mas eu prometi que seria seus olhos até você encontrar outra pessoa para essa função! Ed entenderá isso, afinal ele vive viajando para aprender mais sobre medicina pra poder ajudar o Al.
- Alphonse-kun tem bronquite, certo? Qualquer médico...
- Nenhum médico conseguiu curá-lo! Por isso Ed prometeu que iria estudar e curaria o irmão antes que Al começasse a sofrer de asma. Assim como a mãe do pai tinha morreu porque já tinha bronquite e pegou asma.
- Ok... Arigatou, Winry-chan.
- Pelo que?
- Por ter sempre ficado ao meu lado.
- É claro! Eu prometi!
"- É o que a gente nunca sabe. – Disse o professor – Não se deve acusar de mentirosa uma pessoa que sempre falou a verdade; é mesmo uma coisa séria, muito séria."
C. S. Lewis, As crônicas de Nárnia
Primeiro Royai! Baseado num sonho que tive!
Ass.: Kurara Black
