Avisos: Continuação da Fic: "Primeiro Livro: Virginia Weasley: Nunca Mais" .Estou reeditando por ter encontrado erros de datas e outros errinhos básicos! (Isso é o que dá não ter beta u.ú). bom, acho que também modifiquei um pouquinho essa xD, tá tem o mesmo conteúdo, mas ta maiorzinha =x
Classificação: T.
Spoilers: Nenhum, pelo menos no começo dela, já que a fic caminha de uma forma diferente do livro. A fic segue até o 4 livro e depois diferencia e muito dos livros seguintes.
Disclaimer: Harry Potter, personagens e lugares, são propriedade de J.K. Rowling, Warner Bros. Esta história não tem fins lucrativos.
Legenda: - Fala \ "Pensamento"
Published: 17/10/03
1° Edição: 23/06/04
2° Edição: 04/09/2010
3° Edição: 20/12/12
Vamos a fic. Boa leitura, e pls, Review!
Segundo livro - Draco Malfoy: "Life goes on"
Capitulo 1
Lágrimas… Tristezas… Vazio…
"Ela não está mais aqui..."
Era tudo o que ele pensava, era tudo o que ele vivia. Antes ele era frio, distante, nojento, mas hoje, ele era vazio.
- Eu tenho que seguir... - dizia pra si mesmo - Eu tenho que continuar! Eu sou um Malfoy!
Só palavras. Só letras. Nada... Vazio...
- Me esqueça. - As palavras dela ainda ecoavam por sua cabeça, e ele chorava alto,balançando a cabeça em um não furioso.
"Impossível" pensava sem forças.
Seu dia, apos o enterro de Gina, havia passado e um grande buraco havia se formado em seu peito. Ele teve que tomar algumas garrafas de firewhiskey antes de conseguir apagar daquele longo e cansativo dia, que seria feliz, se aquele maldito bicho não tivesse tirado a vida de sua mulher.
Dias se passaram em o que Malfoy apenas se embriagar e dormia. Malfoy não era tão louco a ponto de se matar em um coma alcoólico, mas além de muitas vezes passar e muito da conta, a ideia lhe começou a apetecer de verdade. Mas ele não fazia tipos de atitudes radicais. Não era do feitio dele. O que ele ganharia com isso? Nada. Não, Malfoy não faria, mesmo que a ideia lhe parecesse apetitosa o suficiente para pensar.
Malfoy, sentado encostado na parede da janela acolchoada de seu quarto, bebendo, via o dia passar e a noite chegar, diversas vezes. Muitas vezes dormia ali mesmo. Seus elfos que lhe cobriam e muitas vezes o levavam para deitar em sua cama macia.
Mas era apenas acordar, que vendo estar na cama, se levantava indiferente, se sentando novamente na janela deixando seu olhar se perder entre a copa das arvores da floresta a sua frente, ficando ali até apagar de exaustão, ou de simplesmente se levantar para pegar uma nova garrafa de bebida para se embriagar.
Seus elfos lhe deixavam comida em seu criado mudo, mas a mesma era intocada por dias afio. Não, Malfoy não conseguia por nada em sua boca e até o firewhiskey estava começando a não entrar mais. Malfoy vomitava-o praticamente todo, quando acordava enjoado.
A cada dia que se passava, sua pele, sedosa, pálida, se tornava cada vez mais pálida e sem vida. Ele não tinha animo, nem para sorrir, nem para ficar com raiva, nem para falar, nem para pedir, nem para brigar... Para nada. Malfoy havia entrado em um estado vegetativo.
- O que aconteceu? - ele se olhava agora no espelho, mas só via o rosto dela - O que é que você fez comigo? - perguntava ao reflexo dela no espelho. Ele a via sorrir e como se tocasse no rosto dele, pois o mesmo fechava os olhos aproveitando o toque, que nunca chegava, apenas escutava a voz doce dela.
- Me esqueça
Malfoy abria os olhos e a imagem dela já não estava ali, o reflexo do espelho mostrava agora como ele, Draco Malfoy, estava. Completamente morto.
Aquela imagem o deixou irritado. Sim, apos alguns dias em depressão profunda, agora tudo irritava Malfoy. Ele simplesmente quebra a imagem dele do espelho, deixando sua mão ficar ensanguentada. Ele não sentia dor e quer queira, quer não, o firewhiskey ainda fazia efeito na sua circulação sanguínea, se é que ela ainda existia.
Ele caminha novamente em direção a cama se deitando pesadamente nela, fechando os olhos. Vazio com pitadas de irritação ainda lhe martelavam o peito. A tristeza lhe consumia o ar e sua sanidade e as lágrimas lhe banhavam o rosto. Malfoy se vira na cama, que agora estava com uma pequena poça do sangue de sua mão, sua bebedeira, ainda em seu sangue, lhe anestesiava, fazendo-o dormir, um sono solto.
- Continue seu caminho... Assim você só me faz sofrer! -Dizia Gina, em um dos sonhos de Draco.
- E eu? Não sofro?
- Mas irá parar de sofrer! Continue sua vida...
- Eu nunca vou te esquecer...
- Eu sei... Eu sei meu amor... Eu também não.
Ela dá um pequeno beijo nos lábios de Draco e sobe em direção aos céus.
Ele acordava, horas mais tarde? Não sabia. Novas lágrimas. Sentava irritado com seu estomago doendo. Se limitou a abrir uma gaveta e tomar uma poção para dores estomacais. Fazia quantos dias que não comia? Não sabia que dia era e nem saia de seu quarto desde o ritual do adeus. Seus elfos eram instruídos para nada, nem ninguém chegassem a ele. Ele não queria saber de nada. Nem muito menos de ninguém.
A saudade lhe sufocava como uma mão fechada em sua garganta, que lhe tomava o ar. Suas lágrimas lhe banhavam o rosto cada vez mais pálido, cada vez mais doente. As lembranças lhe viam a tona, de todas as formas, ele conseguia sentir cheiro do corpo dela, sempre que fechava os olhos, até parecia que ai ela estava. Draco Malfoy, que nunca havia conhecido o que era a palavra 'saudade', agora conhecia, da forma mais amarga que ele poderia conhecer...
Ele se resumia a isso... Somente a isso...
Quem o conhecia antes, nunca diria que ele, Draco Malfoy, o imponente Draco Malfoy, iria cair no estado de depressão profunda na qual ele se encontrava. Estava desalinhado, não saia de casa, não falava. Apenas chorava, sentia e lamentava.
Ele ainda se lembra do dia em que o corpo da bela Gina voltou às cinzas. Estava tão vivo na mente dele como se tivesse sido horas atras. Ele não conseguia parar de pensar, de sonhar, de chorar, de clamar e principalmente de sentir.
- Gina... – Se levantava assustado, era mais um de seus sonhos vivos? – Eu só posso está maluco! – olhava ao redor da cama. – Eu senti o toque dela... Ah! Maluco, St. Mungo's lhe aguarda! Humpf! Como posso? Um Malfoy... Malfoy's não sonham, pelo menos eu nunca sonhei... Até agora... Ainda faço um feitiço pra nunca mais chorar! – Dizia bem irritado consigo mesmo. Com as insistentes lágrimas que lhe caiam como cascata dos olhos, contra sua vontade. Ele era irritação pura.
Lembranças, ele simplesmente não parava, sentimentos, essências... Tudo! Ele ainda podia senti-la. Se fechasse os olhos ele sentiria a presença dela. Ele estava ficando louco.
- O que você fez comigo, Virginia? Droga!
Ele a amaldiçoava, a odiava e ao mesmo tempo ele a idolatrava, ele a amava...
- Que mil MALDIÇÕES lhe caiam sobre a ALMA, WEASLEY! - Dizia se levantando da cama quebrando a garrafa de firewiskey que estava em sua mão dentro da lareira de seu quarto, fazendo o fogo crepitar alto. - Eu vou arrancar sua essência da minha pele! Isso é maldição! Só pode! Odeio! Odeio tudo o que fez comigo! - Dizia deixando as lágrimas lhe inundarem. - Odeio chorar! Odeio sentir! Eu Sou Draco Malfoy! EU NÃO AGUENTO MAIS ISSO!
Ele joga outra garrafa e o fogo cresce mais uma vez, e desta vez forma o rosto dela rapidamente no fogo, no susto ele cai de joelhos.
- Mas... Eu não posso! Como posso te odiar? Bem que eu queria para voltar a ser quem sempre eu fui, mas não tenho como! Você me mudou! mesmo que por, pouco tempo, pequena...– um sorriso cínico lhe aparece no canto do lábio.– Olha só, minha pequena Weasley, deve estar assistindo minha loucura tomar conta de mim não? - Dizia chorando, rindo irônico consigo mesmo. Malfoy não parecia nada bem. - Ela nem pode se defender de tudo que falo, ela só pode me atormentar. mas até quando?
Como podia sentimentos tão distintos, serem unidos com tanta força?
Ela estava bem. Ela aparentava em seus sonhos. Ela aparentava estar sossegada, em paz, mas ele não!
- Como é que você me soltou? - era a pergunta que ele fazia milhares de vezes a si mesmo. Já de joelho, Malfoy apenas termina de se deitar, vendo o fogo crepitar, dançando livre, e no meio das chamas, seus últimos minutos junto com Gina lhe embalaram em um novo e profundo sono. Estava fraco, com um buraco no peito, e com certeza, um no estomago.
Se forçou a comer a comida que seu elfo deixara mais cedo. Fria. Se irritou, mas comeu, não passando nem mesmo uma hora, para provocar a comida toda, e ainda mais um pouco de whiskey.
Irritado, entrou na banheira, para se banhar. Estava suado de tanto beber? E ali ficou algum tempo, só não soube quanto tempo, pois logo apagou.
Acordando num sobressalto estava deitado em sua cama. 'Elfos', resmungou baixo e agradeceu por um deles ter lhe tirado antes que se afogasse em sua banheira.
"Que matéria interessante, Draco Malfoy morre afogado no banheiro de sua casa!" - Ironizou em pensamento, se sentando na cama, vendo que vestia o roupão. Havia sonhado que Gina havia lhe salvo de sua provável morte.
- Ela não me quer perto! - dizia irritado se jogando na cama, pondo a mão na cabeça. Tudo lhe doía. Ele se vira em sua gaveta, tirando um fraco de poção, bebendo toda. Se virando na cama, notou uma bandeja no criado mudo com comida, aparentemente quente. O cheiro lhe embrulhou o estomago e o mesmo apenas se virou, pegando a garrafa de firewhiskey e tomando toda de um gole só, deitando a cabeça na cama, enquanto suas lágrimas teimosas caiam e lhe inundavam em mais um sonhos delirante.
- Draco! - A voz de Gina via clara a seu ouvido. Era como musica para ele. - Que historia é essa? Não é tipico seu tentar se matar!
- Então você vem se eu me afogar no whiskey? É assim que lhe chamo? - Desconversa
- Não. Não é. E pare de tentar se matar! Volte a por algo no seu estomago antes que você pegue uma doença mais seria!
- Pelo menos ficaria contigo para sempre...
Gina o olhava com a mão na cintura, com cara de poucos amigos, ponderando o que ele falou.
- Não. - Fala ela, mordendo o lábio inferior.
- Você nunca foi boa em menti Weasley.
- Suicídio nunca te levaria até onde eu estou... - Disse, cruzando os braços. Ela não parecia estar brincando.
- Nem morrer posso escolher mais?
- Não, por que não chegou sua hora! Agora Draco, vá comer, pare de beber e volte a viver! E para de me chamar!
- Você está tão irritada por eu estar te chamando sempre, Weasley? Você acha que eu quero ficar assim?
Gina suspirava levantando a mão aos céus e se abaixando ao lado de Draco.
- Não... Não estou irritada, você não me irrita, você me preocupa! É bem diferente! Por isso que eu continuo voltando e você não tem a minima ideia de como é difícil fazer isso!
Ela sorri, passando a mão no rosto de Draco e o mesmo se recusava a fechar os olhos, para não perde-la de vista.
- Me tire este feitiço, Weasley! Pra eu voltar!
- Antes fosse um feitiço, Malfoy. - Disse divertida olhando os olhos dele e sorrindo - Não sabes o quanto lhe queria aqui comigo.
- Então me leve! - Dizia Malfoy se sentando assustando Gina, fazendo-a se desequilibrar. Malfoy a segura, tocando em sua pele que antes era quente, estava fria, mas muito mais macia. Seus rostos se aproximaram perigosamente. - Anjos podem beijar?
- Não sei. E não sou um anjo, Malfoy. - Dizia sorridente, nos braços dele. - E não posso te levar.
- Mas que raios Weasley! É tão difícil um acidente acontecer comigo e eu ir contigo?
- Mas que raios Malfoy! Não é pra você morrer!
- Por que? Você não está morta? - Gina mordiscou o lábio inferior em um crescente medo. - Está ou não está morta?
- De certa forma. - Ponderou. Malfoy olhou bem nos olhos dela, vendo que ela aparentemente estava mentindo.
- Vamos parar com os enigmas, Weasley, sim?
Gina sorri divertida.
- Você está no seu pano, vivo, e eu no meu, viva. - Maneirou as palavras. Draco aceitou, vendo a verdade.
- Não me quer com você?
- Não imagina o quanto lhe quero Draco, mas não posso! Preciso voltar.
- Volta por mim?
- Não posso garantir. Mas me prometa uma coisa, volte a vida? Sim? Se alimente. Por mim?
- Vou pensar, Gina. - Disse e ela soltou um suspiro - Mas volte.
- Vou pensar, Draco.
Ele sorri e ela também, depositando um beijo na testa dele, fazendo-o acordar em seu quarto.
Ele que a chamava! Um sorriso brotava no canto de sua boca. Ele podia chama-la e ela viria! Estava realmente ficando louco.
Ele não aceitava que tinha perdido assim, tão facilmente. Ele não aceitava. Ele sonhava com ela, dizendo para ele continuar. Para ele esquecer o que tinha acontecido. Seu estomago doía muito. Ele precisava comer, mas ele não queria. Estava muito fraco, ela estava preocupada, seja lá onde estivesse. Ele apenas sorriu de lado, mas não comeu.
Quantas semanas haviam passado? A única coisa que ele sabia era que aquelas com certeza eram as mais longas semanas de sua vida. Fraco se sentou na cama e foi pro banheiro, se olhando no espelho, agora consertado. 'Elfos' resmungou novamente dando um sorriso torto.
- Vou seguir meu caminho! - Ele se vira para o espelho - Vou seguir meu caminho, mas sem nunca te esquecer, pequena...
