Responde?
Disclaimer: Os personagens desta fanfic não me pertencem e sim a Masami Kuramada. Não pretendo comercializá-los ou ganhar qualquer coisa por ter escrito esta fanfic. Obrigada!
Ship: Milo de Escorpião e Camus de Aquários.
Sinopse: Você responderia tudo o que eu te perguntasse?
Finalização: oneshot.
- Camus?
- Hm?
- Posso te perguntar algumas coisas?
- Depende.
- Como assim "depende"?
- Quais seriam essas perguntas?
- São perguntas que eu sempre quis fazer. – explicou Milo sentindo ser abraçado pela costa.
- E por que nunca fez?
- Não sei. – Camus fechou os olhos. – Um pouco de medo, um pouco de vergonha. Não são perguntas...
- Normais?
- Mais ou menos isso.
- Tudo bem, eu respondo.
- A todas elas?
- Se eu tiver uma resposta, sim.
- Do que você mais gosta em mim?
- Difícil responder.
- Pelo menos uma coisa. – insistiu.
- Da sua risada. É pura, verdadeira, gostosa de ouvir.. um tanto rouca.
- Do que você menos gosta em mim?
- Seu ciúmes.
- Conseguiu responder mais fácil do que a outra pergunta. – deu um leve beliscão na cintura do ruivo mostrando que não havia gostado.
- Gosto de mais coisas em você do que desgosto.
- Uma comida que gosta.
- Pão.
- Pão?
- Sim. – riu do espanto do escorpiano – Algum problema em gostar de pão?
- Nenhum.
- Nunca percebeu que no café tem uma grande variedade?
- Er.. não. – Camus riu - Tem alguma preferência na hora de comer doces?
- Não podem ser muito doces.
- Camus, se não for doce não é doce.
- Têm alguns doces que são muito doces e têm aqueles que não são tão doces, são esses que eu gosto.
- Exemplo desse doce não muito doce.
- Torta de limão.
- Isso é um doce bem doce!
- Não, o azedo do limão quebra um tanto isso.
- Então come qualquer torta de limão?
- Não são todas as tortas de limão que como, tem uma confeitaria perto da empresa que eu gosto muito.
- Hm, uma confeitaria?
- Se quiser, próximo feriado podemos ir lá.
- Vamos hoje! – empolgou-se com a idéia.
- Mais tarde, tenho um questionário com indeterminadas perguntas para responder.
- Isso é injusto!
- Não é não. Sem contar – Camus beijou o pescoço e desceu com os lábios até chegar à orelha do escorpiano e sussurrou – que quero ficar, mais um pouco, só com você.
- Ok, não mais injusto. – respondeu um Milo arrepiado.
- Próxima pergunta.
- Tirando seus preciosos vinhos, qual outra bebida que gosta?
- Boa e velha vodca, pura e temperatura ambiente. – o aquariano quase sentiu a careta que Milo fazia ao ouvir – Você sabe disso.
- Pra ver se não tinha mudado. - ouviu a risada abafada - Perdeu a virgindade com quem? – Camus travou ligeiramente ante a pergunta e Milo percebeu – Se não quiser resp...
- Meu mestre. – Soltou de uma vez.
- Como é? Quantos anos você tinha? – perguntou pasmo.
- 13 anos. Estávamos na Sibéria, mantivemos essa relação até um ano e dois meses depois, quando retornamos para Atenas. – Camus percebeu que Milo estava começando a arrepender-se – Continue com as perguntas, eu quero respondê-las.
- Foi bom? – Milo hesitou e sua voz saiu baixa, quase um sussurro.
- Não. – resolveu ser direto – Ele estava bêbado e precisando se aliviar, não percebi quando entrou no quarto, só quando ele já estava deitado sobre mim falando que fazia parte do treinamento resistir a qualquer tipo de.. – Milo o beijou nos lábios demoradamente.
- Com quantas pessoas já se relacionou? – mudou de assunto.
- Sem contar com você.
- Contando comigo.
- Com sete pessoas.
- Quem são elas?
- Você, meu mestre, Nádia, uma Amazonas, Hyoga, Shura e Shaka
- Desde quando com o Shura e com o Shaka? Quem é Nadja? E como assim com o Hyoga? – rosnou.
- Vamos por parte, sim? – Milo resmungou e Camus entendeu aquilo como uma afirmação.
- Nadja é uma habitante da vila em que eu e meu mestre ficamos quando fomos à Sibéria. Não tivemos nada demais, apenas encontrei com ela quatro vezes, não transamos nem nada parecido.
- Hyoga.
- Assim que fomos ressuscitados pela Deusa, ainda não nos falávamos e Hyoga passava a maior parte do tempo comigo. E em uma das tardes ele me disse que gostaria de transar comigo e indiretamente me fez um convite.. Eu aceitei.
- Você tirou a virg..
- Não! – Camus o abraçou mais forte – Hyoga já havia perdido com o Shun, na época eles tinham brigado.
- Menos mal. – resmungou.
- Já aconteceu e não vai acontecer de novo.
- Foi bom?
- Quer mesmo saber?
- Hn, não agora. – ainda estava irritado com a informação - Com o Shura? Acho que mais ninguém sabe que isso aconteceu.
- Sabem, mas não é algo que comentamos. Não é necessário.
- Quem mais sabe?
- Aqueles que foram enviados para o inferno: Saga, Afrodite e MdM. – o aquariano respirou fundo – Afrodite e MdM mantinham uma relação mesmo lá no inferno o que deixou Shura desnorteado, você sabe que ele estava dividido entre os dois. Um dia ele veio desabafar comigo, sentou do meu lado e falou tudo de uma vez. Aí ele perguntou se eu tinha deixado alguém importante para trás, eu disse que sim, ele perguntou quem e eu escrevi seu nome..
- Por que escreveu?
- Saga estava perto, não queria que ele ouvisse.
- Por quê?
- Ele gostava de mim na época.
- Câ, ele gostava muito antes disso. – percebendo o silêncio do outro supôs que ele nem sabia. – Prossiga.
- Ficamos juntos para nos consolarmos. Durou pouco tempo, MdM e Afrodite não gostaram nem um pouco disso e foram tirar satisfação com o Shura, no mesmo dia eles já estavam juntos. E como assim Saga gosta de mim antes disso? Pensei que ele...
- Ele sempre te achou o cavaleiro mais elegante e bem educado, sem contar culto. Gostava de passar as tardes conversando com você e poder ficar perto de você.
- Como sabe de tudo isso?
- Saga me disse.
- Te disse?
- Na verdade não, eu o escutei falando isso para o Shura. E o Shaka?
- Eu ensinei Shaka a beijar.
- Sério? – Milo virou para o aquariano, buscando seus olhos para ver se havia algum resquício de brincadeira, mas não tinha.
- Por que eu mentiria?
- Camus, isso... foi inesperado. Muito! – Milo levou uma das mãos à boca, mas a curiosidade foi maior – Como você beijou?
- O beijei como beijei outros. – não entendeu a pergunta.
- Ah, não.. Arg! Me mostra!
- Milo foi um beijo normal. Nada demais, ele pediu para eu ensiná-lo a beijar, você só aprende beijando, então eu o beijei.
- Mas como você fez isso?
- Você acha que eu lembro como eu o beijei? Tinha 15 anos e foi apenas uma vez.
- Deixou ele excitado?
- Sim.
- Muito?
- Não sei o quanto, mas senti que ele estava duro.
- E não fez nada?
- Quando ele se tocou, saiu correndo. Acho que nem inventou uma desculpa.
- E por que não fez nada? - exasperou.
- Por que eu iria fazer algo? Ele pediu para beijar, eu beijei, ponto.
- Você provocou ele enquanto beijava?
- Er.. – Camus começou a ficar constrangido, o que estimulou a curiosidade incontrolável do amante.
- Camus?
- Sim.. – sussurrou derrotado.
- Foi tipo "beijo francês"?
- Por que diabos você quer saber disso?
- Porque eu quero! Responde, por favor.
- Foi! Era a minha primeira chance de provar que sou francês.
- Então você se lembra, seu cretino! – Camus foi pego de surpresa, Milo comemorou internamente – Me mostra!
- Você tem que ficar parado, sem se mexer.
- Camus..
- O máximo que puder ao menos.
- Você sabe que eu não vou agüentar!
- Então não faço.
- Por quê? – exasperou.
- Porque não.
- Se eu ficar parado?
- Faço.
- Que raiva, Camus!
- Temos um combinado?
- Não! – Milo se afastou do aquariano mal humorado.
- Vamos, Mi, não fique assim.
- Não enche.
- Vem cá.
- Não enche! Porra! - Milo ficou de costa para o amante. Estava com raiva? Claro que estava [!], era pedir demais um "beijo francês"? Camus suspirou fundo.
Milo sentiu a mão do outro percorrer sua coxa por cima da calça, enlaçar sua cintura enquanto seu corpo encaixava-se no do amante. O hálito do aquariano batia contra sua costa, seus lábios roçavam na pele morena, massageando-a.
- Desculpa, Mi. Não achei que fosse ficar tão bravo.
- Quando você se apaixonou por mim? - Camus encarou a cascata loira que estava na sua frente, acomodou-se mais perto de Milo. Sentiu a mão do escorpiano tocar a sua acariciando suavemente e deu-lhe um beijo no ombro. Estava desculpado.
- Não sei exatamente quando eu me apaixonei por você, mas percebi assim que voltei da Sibéria depois de treinar Issak e Hyoga.
- E por que não me disse nada?
- Medo. Provavelmente.. – Camus suspirou – Você sabe que naquela época eu não era uma pessoa muito aberta a sentimentos. Reprimi o máximo que pude.
- Como agüentou tanto tempo?
- Fui treinado para suportar dores e reprimir qualquer resquício de sentimento que eu pudesse ter. Naquela época acreditava fielmente nisso, achava que estava traindo os ensinamentos de meu mestre e estaria perdendo minha dignidade.
- Mas um dia antes do Santuário ser invadido, pelos Cavaleiros de Bronze, você transou comigo.
- Eu precisava tê-lo, pelo menos, uma vez antes de morrer. Naquela noite eu me entreguei a você.
Milo desvencilhou dos braços do amante e tomou seus lábios, puxando com a nuca para que pudessem ter um contato maior. Camus correspondeu ao beijo levando suas mãos até a face do outro, acariciando com cuidado, massageando o pescoço.
- O que pensou antes de morrer? – Milo sentou-se e puxou a cabeça do aquariano para seu colo, Camus apenas deixou que as carícias o envolvessem.
- Daquela vez? – Milo confirmou com a cabeça – Pensei em você, na noite que tivemos.
- E quando você morreu pela segunda vez?
- Pensei em você dá primeira vez que eu te vi quando voltei da Sibéria. Lembra?
- Sinceramente? Não.
- Você estava sentado na arquibancada da área de treinamento, gargalhava de uma das piadas de Aldebaran.
- Como consegue se lembrar disso?
- Tenho memória.
- Tá insinuando que eu não tenha? – perguntou fingindo estar indignado.
- Não coloque palavras na minha boca, Mi. – riu.
- Me conte uma coisa que eu não saiba sobre você.
- A idéia de engordar me assusta.
- Você é besta? – o aquariano fez uma careta – É impossível você engordar.
- Vou fazer dieta?
- Muito melhor que isso..
- O que eu vou fazer?
- Só vai passar suas noites comigo! – um sorriso safado surgiu nos lábios do escorpiano – Pode comer quantos pedaços de torta de limão e pães dos mais diversos que você quiser, não vai engordar.
- Você é muito convencido – Camus sentou na frente do amante – mas não vou mentir, gostei de saber que vai cuidar da minha saúde. – segurou a cintura do outro com firmeza enquanto beijava com ardor a boca do escorpiano.
- Camus.. – gemeu entre o beijo, sentindo o peso do amante o obrigar a deitar na cama novamente.
- Mi?
- Nh? – resmungou.
- Sabe aquele "beijo francês"?
Milo calou a boca de Camus o beijando e puxando mais para perto de si, tentando encontrar mais contado. Suas mãos percorreram toda a costa do amante até chegar a suas nádegas, apertou-as sem pudor ao mesmo tempo que roçava seu membro começando a despontar na calça.
- Posso te mostrar? – a pergunta fez com que Milo encarasse Camus que o olhava com desejo.
- Claro!
The End~
Hei, prazer! Primeira fic, oficialmente, postada. Espero que gostem!
