Ficwrites: Sorellas.Scorpione
Beta: É decidido por jo-ken-po (http://desciclo.pedia.ws/wiki/Jo-Ken-Po)
Fanfic: Duetto Appassionato
Anime: Naruto
Shippers: Kakashi/Iruka; Sasuke/Naruto; Raidou/Gemma; Deidara/Itachi; Gaara/Lee; Jiraya/Orochimaru; Minato/Kushina (Kushina é MULHER, ok?!); Zabuza/Haku (adivinha?! Eles morrem!); Kakuzu/Hidan, etc...
Classificação: AU-DMI (Universo Alternativo Desvairado de Máfia Italiana), Yaoi, Suspense, Angústia, Humor, e tudo que nós não conseguimos classificar, porque ia ficar grande de mais, e você não ia ler mesmo! P
Resumo: Nossa história se passa na década de 20 em Città di Konoha, quando um chega a cidade um jovem garoto do campo que herdou uma confeitaria de família, sendo um ponto de divergência entre as Máfias locais.
Disclaimer: Nós queríamos que o Naruto nos pertencesse (não mataríamos muitos personagens, juntaríamos outros, teria lemon... muito lemon!!), mas não pertence...
Aviso Importante: Mudamos as idades de praticamente todos os personagens, como verão no decorrer da fanfic, então, por favor, não venha nos corrigir em relação a este fato!
DUETTO APPASSIONATO
Prólogo
1928, Città di Konoha, Estação de Trem
Um rapaz de cabelos castanhos, presos por uma boina cinza-chumbo, com uma cicatriz horizontal em seu nariz, vestia uma camisa branca com gravata preta, um suéter de gola em 'U' verde-musgo, calça cinza-chumbo que ia até a metade de suas canelas, meias pretas e um sapato surrado pelo uso, descia do trem com uma pequena mala em sua mão direita, enquanto relia o endereço na carta em sua outra mão, parou atrapalhado quando um grupo de pessoas o atropelou, observou toda a estação apinhada de pessoas correndo de um lado à outro.
- Em Villa Volpe não era assim! - suspirou saudoso de sua antiga casa, uma pequena vila no campo. Andou em direção a um guichê para pedir informações, encarou o homem indagando hesitante - Por favor, como faço para chegar na Avenida Central, 146?
O homem bufou impaciente - Tá vendo a saída logo aí?! - Iruka assentiu positivamente com a cabeça - Bom, nessa calçada, ande em direção à Igreja, depois vire a direita e continue reto, antes do final da rua vai ter um Correio e uma rua de esquina, não é nessa, é na próxima a esquerda, depois segue reto de novo, e aí você vai ver um mercado, do mercado segue a rua que fica bem de frente de uma praça, atravessa ela, e você caiu na rua!¹
Iruka piscou várias vezes tentando lembrar o que ele havia falado, mas foi empurrado novamente por uma mulher que também pedia por informações, abraçou sua mala respirando profundamente tomando coragem, ao sair da estação observou a cidade através de uma garoa fina, carros, pessoas, crianças, velhos andando apressados pelas ruas, com casas bem altas e compridas², avistou a Igreja seguindo feliz até ela.
- Bom, depois da Igreja... - enrugou a testa, franziu o nariz, demonstrando um esforço mental para recordar as instruções dadas pelo homem do guichê - Ai meu Deus! Era esquerda, direita ou reto!? – coçou a cabeça largando sua mala despreocupadamente no chão.
- FIGLIO DI UNA PUTTANA!! – gritou uma mulher de cabelo roxo presos a um coque, de olhos castanhos, pele bronzeada, trajando um vestido preto que ia até um pouco abaixo do joelho, sapatos altos da mesma cor, meia-calça arrastão, com um longo casaco de pele de coelho³ que foi manchado por lama quando a mala de Iruka chocou-se com uma poça de água – MALEDETTO!!! Não olha por onde anda!?!
Iruka assustado pedia desculpas, segurando o casado tentando limpar a sujeira com um pequeno lenço que retirou de seu bolso, porém apenas espalhava o estrago, a mulher empurrou-o bruscamente fazendo com que o rapaz caísse no chão sujando sua roupa, vendo-a ir embora pisando firme e reclamando.
Levantou-se retirando o grosso da sujeira com suas mãos, pegou sua mala, ofegou profundamente, sentindo seus olhos arderem pelo choro contido, cabisbaixo subiu as escadarias da Igreja, sentando nos últimos bancos, ajoelhou-se e juntando as mãos na frente do rosto derrubando grossas lágrimas, orando a sua mãe por paciência e ao seu pai coragem e força para que continuasse o seu caminho, sentiu um toque em seu ombro, ergueu o rosto vendo um homem de barba e cabelo castanho, com um fino terno azul marinho com um cigarro em seus lábios estender um lenço para si.
- Pequeno, está num mau dia!? – indagou com voz grave e um leve sorriso.
Iruka fungou enxugando seus olhos com o dorso da mão – Sim, moço, eu acabei de chegar, estou perdido, com frio, sujo e sozinho!
- Tá mal, heim pequeno!? Bom, mas eu posso te ajudar em relação ao perdido e ao sozinho! – puxou-o pela mão, dando pequenos tapas em seu ombro, para que o reconfortasse – Pra onde você tá indo?!
- Pra cá! – mostrou o remetente do envelope – Vim pra encontrar meu primo – falou enquanto o homem lia.
- Mas é pertinho! Eu te levo lá! – disse seguindo em direção a saída – Ah! Meu nome é Asuma, e você pequeno!?
- Iruka, Umino Iruka! – abrindo um sorriso pela primeira desde que chegara.
Asuma mostrou os pontos de referência que o homem do guichê havia mencionado durante o percurso, sendo observados atentamente pelo rapaz, ao chegarem na frente do mercado despediram-se – Então pequeno, é só seguir em frente! Até mais!
- Tchau, senhor Asuma! E obrigado! – atravessou a praça, chegando a uma pequena confeitaria.
Continua...
¹ A culpa do Iruka não conseguir seguir as instruções é do Kasaab que tirou todas as placas!
² Gente, o Iruka é um menino do interior, a coisa mais alta que ele viu foi um celeiro, e essa casa comprida dele, é um prédio básico de três andares, lembrem-se: década de 20! Década de 20!
³ Focalizem que é sintético, porque nós amamos os animais, no zoológico, mas a gente ama!
