Alvo Severo estava tremendo, ele estava com muito medo de acabar se tornando um sonserino. É claro, algo dentro dele dizia que isso era impossível, e por mais que ele insistisse em ter medo, olhar para seus irmãos e para os primos o fazia pensar no amor e na coragem.

Estavam todos sentados no Salão Comunal e esperando a professora Minerva chamar por seus nomes. James Sirius e Lily Luna foram para a Grifinória, é claro que Alvo seguiria o caminho dos irmãos. Foi então que Alvo ouviu seu nome, levantou-se ainda tremendo e sentou-se no banco.

"Um grande garoto, com um coração de ouro e uma inteligência fora do comum. Você é diferente, meu rapaz. Tem um talento muito grande aí dentro, será um homem muito gentil."

O Chapéu Seletor silenciou por alguns minutos, todos continuaram em silêncio, prendendo suas respirações e estudando o olhar preocupado do garoto sob o chapéu. E então a boca de pano se abriu:

"Quem sabe será a velha e sábia Corvinal

A Casa dos que tem a mente sempre alerta

Onde os homens de grande espírito e saber

Sempre encontrarão companheiros seus iguais"

Alvo não conseguia ouvir mais nada, ele jamais esperou por aquilo. Não sabia dizer o que sentia, podia apenas afirmar que o chapéu o conhecia muito bem. Sentiu-se calmo e aliviado, ao mesmo tempo teve medo.

"É isso mesmo meu bom rapaz. Você fará grandes feitos e ajudará muitos amigos. CORVINAL!"

O salão aplaudiu, com exceção dos sonserinos que vaiavam o garoto. Mas Alvo não se importou naquele momento, pois ele sabia que estava indo para o lugar certo, onde seria amado e faria grandes amizades. É claro, Alvo sempre soube, no fundo de seu coração, que seu lugar era naquela casa. Talvez esse fosse o motivo de seu medo, o motivo de ele não acreditar que poderia ir para a Grifinória. Seus irmãos tinham lágrimas nos olhos, é claro que estavam orgulhosos de Alvo, mas sentiam-se tristes por não poderem estar na mesma casa.

Alvo se levantou e foi saldado pelos amigos da Corvinal, sentou-se ao lado de uma garotinha loira e de olhos bem azuis. A garota tinha dentinhos tortos, mas esse era seu maior charme.

"Prazer, sou Lysander Lovegood." Disse a garota. "Será que vai ter pudim?"

"Eu acho que sim, você gosta de pudim?" Alvo achara muito engraçado o jeito de a garota falar.

"Ah sim, eu amo. Eu posso dividir com você, se quiser."

Alvo Severo sabia que amava aquela garota desde o primeiro momento em que bateu os olhos nela, o seu jeito engraçado o fazia sentir-se especial e, bem, de alguma maneira ele era especial.