Título: O Conto dos Dois Reinos
Categoria: [Projeto] Mission: Fanfic, Tema: "A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo." Friedrich Wilhelm Nietzsche; AU (Monarquia e animais espirituais); drama; humor; poligamia (se vc olhar o subtext e for ).
Advertências: Menção a violência e sexo (implícitos)
Capítulos: Vários, mas não muitos, sério
Completa: [ ] Yes [x] No
Resumo: Ambos estavam decididos quanto ao que queriam desde cedo, talvez por isso se entendessem tão bem. Auggie menções a Eyal&Annie (e, se olhar bem, talvez Auggie&Annie&Eyal )
N.A:Já me avisaram que tenho que melhorar quando escrevo crianças pq eu as deixo maduras demais nas falas, e eu pensei em parar com elas até aprender isso, mas num sei porque continuo imaginando cenas com crianças... então já peço desculpas se essa parte não ficou boa...
N.A2: Animais espirituais são algo que encontrei em algumas fics em inglês, eles não são minha invenção, se num me engano, são de um romance eu axo, ainda preciso pesquisar , então o que coloquei aqui se baseia no que li em fics e em coisas que inventei para que a fic funcionasse como eu queria (eu axo, na vdd, essa fic é meio louca...ou não, num decidi ainda ), basicamente são uma parte da sua alma que toma a forma física de um animal que melhor represente sua personalidade e essência e eles fazem isso para acompanhar e proteger seu corpo humano.
N.A3: Ultimo comentário, eu juro, tem algumas coisas que podem parecer confusas ao lerem,mas no próximo cap terá uma explicação,ta?
Capítulo 1: I See With Four Eyes AND Look to Just One Being.
Olhando para Annie, de cabelo arrumado e vestidinho rendado, pode-se pensar que ela é daquelas garotas bonitinhas e quietas, sempre olhando com os grandes e curiosos olhos, mas temerosa demais para ir atrás e descobrir coisas.
Estaria-se pensando errado.
Bem, ela tinha o rosto belo e os grandes orbes e muita curiosidade, mas não era nem quieta, nem temerosa em descobrir o mundo. Com seis anos de idade, ela já sabia andar por todo o castelo sem se perder. Aos sete, descobriu todas as passagens secretas, todos os meios de sair do castelo e como ir para lugares onde não deveria ir, inclusive para fora das Terras reais e direto para a Vila dos plebeus.
Lá, conheceu as primeiras crianças que não eram da família e que queriam brincar de algo divertido. E não estavam separados em meninos e meninas.
Annie logo aprendeu a ir com roupas diferentes das que tinha e a não contar para ninguém aonde ia.
Até que um dia algo magico e inusitado aconteceu.
Annie estava sentado numa pedra, descansando e aproveitando o vento depois de ter corrido e brincado. Seu animal espiritual, uma leoa ainda filhote com o pelo tão loiro quanto os cabelos da garota, estava deitada perto de suas pernas, bocejando antes de fechar os olhos e repousar a cabeça nas patas dianteiras.
Um camundongo apareceu, como vindo do nada. Isso era comum para animais espirituais e algo dizia a Annie que o bichinho era um. Piscou, isso significava que alguém estava perto.
Annie estreitou os olhos e observou ao redor antes de fingir descaso e desinteresse, apurando os ouvidos e deixando seu animal espiritual vasculhar o local em seu lugar. Discretamente pegou uma pedrinha e a atirou num movimento rápido na direção em que suspeitava ter alguém.
-Aii!- ela atingira o alvo.
Um garotinho saiu do meio dos arbustos massageando a testa e o camundongo subiu nele até parar no topo de sua cabeça.
-Por que fez isso?- ele perguntou.
Ela deu de ombros.
-Posso vê-lo?- ela perguntou animada e o bichinho pulou de Auggie e correu na direção das mãos dela.
-N-não... espera! Garotas não gostam de ratos...
-Ele é pequeno prum rato...
-Ele é só um filhote...- Auggie franziu o cenho, geralmente as garotas corriam de seu animal espiritual e essa estava bem perto dele. Perto demais, conseguia ver claramente cada detalhe do rosto dela... e ficou curioso, querendo saber de que cor seriam os olhos e os cabelos, não que saber isso ajudaria a imaginar como eram as cores.-...e num é bem um rato, é um camundongo.
-Ele é bonitinho...- Annie passou a mão pelo pelo macio, castanho como os cabelos do menino. -...gostei dele.- e ela sorriu com todos os dentes para o bichinho.
Auggie sorriu de volta para a imagem. Ela olhou para o garoto ao perceber isso, aproximando-se dele e o rodeando, vendo cada detalhe até parar no rosto.
-Tem algo engraçado com os olhos, não tem?
-Sim.- ele pareceu surpreso pela garota ter notado, geralmente as pessoas demoram mais.- Eu sou cego desde que nasci...mas ele não é.- apontou para o camundongo e ela voltou a encarar o animal.-...posso ver com os olhos dele só que assim também não vejo cores...
-Uau, sério?- o garoto acenou que sim com cabeça.- Deixa eu testar?- ele deu de ombros, concordando. Annie ficou de costas para o garoto, tomando cuidado para que ele não visse quando ela mostrou três dedos para o bichinho.- Quantos dedos to mostrando?
-Três.
-Uau! Isso é muito legal!- ela sorriu, virando-se para o garoto, olhando-o e depois o camundongo.
Eles passaram a se encontrar desde então para brincar todo dia. Algum tempo depois trocaram nomes e depois sonhos. Auggie queria ser um Cavaleiro da Guarda Real, não importando quem dizia que ele não conseguiria tendo apenas a visão de seu animal espiritual. Ele queria proteger a Realeza, primeiro os príncipes e princesas desse reino, especialmente os melhores, pois tinham mais chances de vencerem a competição e se tornarem rei ou rainha e assim Auggie poderia fazer parte da Guarda que protegia o Castelo do Meio. Levou alguns anos até que Annie contasse que era uma das princesas que o outro queria tanto proteger.
Devido a Competição e o treinamento de Cavaleiro, a cada ano se tornava mais difícil que se encontrassem, mas nunca pararam realmente e mesmo se passando muito tempo entre um encontro e outro a amizade ainda se mantinha forte, tão forte como no primeiro dia.
Ambos estavam decididos quanto ao que queriam desde cedo, talvez por isso se entendessem tão bem.
E, quem sabe futuramente desse entendimento não acabasse nascendo um outro sentimento?
Continua...
