Fanfiction anterior a Laços de Sangue. Raça: Saiya-jins. Naturalmente agressivos, impiedosos e orgulhosos. Guerreiros natos e como tal, amantes de batalhas, sentindo prazer ao lutar e tendo a alegria ao encontrar um adversário poderoso. Não possuem limite de poder e cada vez que se recuperam após ficarem entre a vida e a morte, seu nível de poder aumenta. Possuem cauda e graças a ela, conseguem se metamorfosear em Oozarus, multiplicando seu poder em 10X. Porém, mesmo dentre eles, há uma exceção a regra. Gine. Gentil, bondosa e amável demais para uma saiya-jin. Já, Bardock, possuí todos os requisitos de um, mas, que ao contrário dos demais, se preocupa com seus companheiros de batalha, algo inédito e sendo por isso, reconhecido pelos de sua classe. Apesar de tudo, ambos desenvolvem um pelo outro, sentimentos não próprios de sua raça. Uma ligação verdadeira, tida como uma lenda de tão inóspito. Como se conheceram? A vida de ambos até o fatídico dia em que tudo mudou. O fatídico dia que a raça encontrou a sua extinção. Será? A história dos pais do lendário guerreiro, Goku/Kakarotto, o mais poderoso saiya-jin, protetor da Terra e do universo.

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História inspirada em entrevista de Akira Toriyama, assim como o especial de Jacob - O patrulheiro das galáxias.

Fanfiction relacionada à Dragon ball - Laços de sangue, que contará sobre os pais de Kakarotto/Goku.

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Em Bejiita, nasceu uma saiya-jin. Peculiar. E cujo coração em nada assemelhava-se aos demais de sua raça.
Seu nome? Gine.
Um coração que não deveria existir em tal raça de guerreiros, famosos por seu orgulho, poder, impiedosidade e agressividade nata.
Como um coração desses pode sobreviver?

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- Anda, Gine. De pé! É uma saiya-jin ou uma alien?

Uma criança saiya-jin, aparentando ter sete anos, embora na verdade tivesse já catorze anos, pois, envelhecia de forma lenta demais, se levantava, com visível dificuldade.

Nisso, mais uma rajada violenta de ki a atira contra pedras empilhadas atrás dela, fazendo o pequeno corpo ser soterrado por várias pedras, fazendo um gemido audível ser ouvido.

- Droga... Que saiya-jin patética - o mais velho gospe no chão, irritado.

Por ter perdido a aposta, acabara escalado para treina-la. Porém, ela era tão fraca e patética, que era mais uma sessão de tortura que outra coisa.

Pelo menos, podia se divertir um pouco, maltratando- a e também, descontando um pouco de sua frustração.

Todos os instrutores daquele campo de treinamento consideravam uma punição treina-la. O temperamento dela era uma vergonha e tentaram em vão mudar, assim como os demais conterrâneos. Mas, não conseguiam. Inclusive trouxeram uma garbort, um alienígena burro, mais para fera do que qualquer outra coisa, usado comumente em treinamentos.

Nesse caso, por ela ser fraca, não passando de uma mísera terceira classe e pior de tudo, patética, um filhote seria mais do que o suficiente, senão, até um exagero.

Apesar disso, de ser um filhote, sendo que podiam facilmente ser derrotados por um saiya-jin de terceira classe, jovem, para ela se mostrara um oponente terrível, fazendo-a apanhar direito e sofrer vários ferimentos, sabendo que muitos treinadores torciam para que ela morresse e logo.

Era vergonhoso e irritante ver um ser que possuía um poder irrisório para todos em treinamento, até por ser um mísero filhote.

Porém, era capaz em relação a garota, de fazer grande dano à ela.

Outros saiya-jins que viam o treinamento, que mais estava para uma sessão de tortura, riam da jovem, enquanto os mais velhos, a olhavam com repugnância e sempre olhando a cauda, para se certificar se era, de fato, uma da raça deles.

Mas, confessava que achavam divertido quando viam ela ser ferida, amenizando seus olhares de asco, para um de quase diversão, parecendo com a cena que sempre viviam em invasões, torturando os habitantes do planeta, para só depois mata-los.

Claro, podiam brincar quando estavam adiantados no prazo de invasão. Se tivessem se atrasado, não poderiam "brincar", que consistia em nada menos do que torturar alguns habitantes, prolongando o sofrimento até a morte, sendo que o usual era na forma de oozarus, sacudindo-os com as imensas mãos como um chocalho. E sem ser nessa forma, evitando dar o golpe fatal.

O treinador suspira cansado, enquanto colocava a focinheira novamente no alienígena e o mantinham firmemente acorrentado em laços de energia.

Gine não o atacava por pena, por mais que esse não tivesse em relação a ela. Algo que os fazia sentir nojo da jovem, pois, um saiya-jin normal mataria, pouco se importando se era filhote ou não. Estouraria em poucos minutos a cabeça de seu inimigo, isso, senão resolvesse "brincar" um pouco por ter tempo ou por tédio. Mas, ela era gentil, amável demais e o pior, piedosa, tamanha a bondade que habitava em seu ser, piorando o fato que não possuía o orgulho no nível dos demais de sua raça, acabando por irritar, extremamente, os instrutores e treinadores, sendo que muitos já a consideravam um caso perdido.

Inclusive, alguns pensavam que era melhor a mesma trabalhar na central de distribuição de carne, em vez de estar sendo treinada para invasões interplanetárias, pois, somente mancharia o nome da raça no universo, além de morrer, com certeza, na primeira invasão.

Portanto, era melhor que ficasse longe da vista dos demais saiya-jins. Mas, o tio dela, não queria uma sobrinha imprestável, pois, trabalhar na central de carnes, era para os saiya-jins fracos demais, o que era, na verdade, o caso dela, além do temperamento, mas, não conseguiam fazer esse mudar de ideia e muitos desconfiavam, que na verdade, queria se livrar da sobrinha o quanto antes e nada melhor do que joga-la para morrer em algum planeta.

Pelo menos, desconfiavam disso e não o condenavam.

Afinal, se fosse com eles, fariam o mesmo. Além de ser uma saiya-jin patética e com consideráveis sentimentos, algo impróprio a raça, além de ser considerada fraca demais para uma terceira classe. Com certeza, se livrar de um estorvo e consequentemente, vergonha para todos os saiya-jins, manchando a raça, era a melhor solução.

Ademais, qual saiya-jin macho iria desejar tê-la como parceira de procriação? O sangue dela parecia não ser muito bom e, portanto, nenhum saiya-jin iria querer alguém assim. Procriar com ela, não daria, com certeza, boas crias. Assim como, a jovem não conseguiria parceiro de procriação, por mais que quisesse algum dia procriar.

Aliais, eles teriam pena do saiya-jin, louco ou imbecil, na visão deles, que decidisse ter crias com ela.

Sim. O melhor para todos e para a raça, era a morte dela e inclusive, o tio ordenara que dessem o pior treinamento para a jovem, o mais brutal e violento, usado comumente para saiya-jins de segunda classe para cima e não para os de terceira classe, como ela.

Havia implícito no pedido, a esperança, ou dela morrer, ou então, de pelo menos, passar a ter o caráter verdadeiro e autêntico de um saiya-jin, honrando a cauda que possuía e não sendo mais algo gentil, amável e bondoso demais, que enchia muitos de nojo.

Alguns dos colegas deste para justificar tal temperamento, acharam que ouve algum problema no tanque de desenvolvimento, onde o bebê saiya-jin era colocado em uma espécie de hibernação, envolto em água, por até sete anos, enquanto lhe era incutido tudo sobre a sua raça e costumes. Muitos acreditavam que por algum motivo, a máquina não fez essa espécie de instrução.

Quando a criança saía, já podia viver por si só, sendo autossuficiente em todos os aspectos, podendo, tranquilamente, inclusive, ser enviada a planetas para conquista-los. A máquina também estimulava os músculos e, portanto, quando saíam, já tinham uma força considerável e musculatura apta para o exercício. O estranho líquido estimulava as conexões em todo o organismo, assim como as sinapses, evitando assim da letargia dos membros ou atrofia dos mesmos.

Raramente viam seus pais, mesmo que somente uma vez, só sabendo como eram, graças a máquina que enviava a mente deles fotos destes e algumas informações adicionais, além da tida como padrão.

Com esse método, a fêmea saiya-jin poderia voltar às batalhas, além de aumentar as chances de sobrevivência dos filhos, pois, antigamente, sem este sistema, muitos não vingavam nos primeiros meses de vida, sendo até considerado, uma seleção genética, onde somente os mais aptos sobreviviam. Mas, isso, era antigamente, na época que viviam em cavernas e usavam roupas de pele.

Os pais viviam a sua vida de batalhas e destruição, sem o empecilho de um filho, como viam as suas crias, só as tendo para continuação da linhagem e nada mais.

Afinal, somente se uniam para procriar e nada alterava em sua rotina, a não ser a da fêmea, pelo menos para manter a gestação, mas, depois, estava livre de quaisquer obrigações maternais.

Mesmo assim, já havia sete anos que Gine saíra da máquina e mesmo com o convívio diário com seus conterrâneos, a personalidade não mudara, em nada, e mesmo estes, tiveram que concordar. Ela era, de fato, um caso perdido e uma vergonha para a raça.

Outros instrutores se unem ao que a treinava, quer dizer, torturava, com estes já tendo encerrado seus treinos aos demais jovens, que estavam, naquele momento, retornado ao alojamento onde ficavam, para comerem e depois, descansarem, embora alguns, tivessem parado o trajeto original para ver Gine, pois, assistir o sofrimento dela se tornara uma espécie de lazer e diversão, com cada um pegando o seu local de costume para assistir ao espetáculo, enquanto que a noite caíra em Bejiita.

Muitos lutavam para assimilar que ela era uma de sua raça, pois aparentava ser pequena demais e com um corpo considerado delicado para os padrões da raça, que se erguia dos escombros, ferida e segurando um ombro, que provavelmente quebrara, além de vários cortes profundos e escoriações, lutando para manter os orbes abertos.

Os treinadores desanimaram-se, quando viram que não olhava com raiva para a criatura que a ferira. Persistia com um olhar que beirava a gentileza e algo que definiram como piedade, acabando por fazer a cauda destes chicotear o ar em frustração.

Um deles, irritado, toma a corda energética da mão do outro saiya-jin e solta a criatura, da focinheira e das cordas que aprendiam, estimulando-a, através de um chicote a atacar a jovem, que olha apavorada para eles, sendo que um deles grita:

- Enfim mudou o olhar... Uma pena que não para o de um autêntico saiya-jin! - e gargalha gostosamente ao vê-la tentar fugir.

- Você é uma vergonha para a nossa raça! Um saiya-jin nunca fugiria! Faça um favor para a nossa raça de guerreiros e morra! - outro gritava, dessa vez sendo um jovem que assistia.

Apesar de ser um filhote e ter a metade de um adulto, não deixava de ser atemorizante com o corpo escamoso, tendo um metro de comprimento e um metro e vinte centímetros de comprimento, da cernelha até a anca, tendo patas grossas e uma cauda igualmente robusta com garras e presas afiadas, tendo apenas um olho centralizado na face.

Rosnando, avança contra a jovem que se encolhe, observando que lançaram um filete de energia no ar, provavelmente um chicote nas costas da criatura, aumentando a sua ferocidade.

Ela fecha os olhos e se prepara para a morte, enquanto chora em silêncio em um misto de medo e por ser uma desonra como uma saiya-jin e que isso justificava o fato, de que ninguém iria salva-la.

Afinal, saiya-jins não ligavam para os de sua raça, portanto, estava sozinha. Terrivelmente sozinha e abandonada a própria sorte.

Frente a este pensamento, sorri, fracamente ao pensar que seria melhor morrer. Seria bom para a sua raça e ela não iria mais ser torturada ou ser obrigada a matar indiscriminadamente e isso a faz parar de fugir e se encolher, com a cauda em volta de seu corpo, encolhida contra o chão e agarrando os seus joelhos, ouvindo as patadas da criatura se aproximando cada vez mais, assim como os risos de escárnio e diversão dos demais.

Tal sentimento parece conforta- la, somente implorando que a morte fosse rápida. Que a criatura tivesse a mesma pena e compaixão que tivera por ela, sabendo que tal pensamento soava como ridículo, no mínimo.

Não importava se doeria ou não, travaria as suas mandíbulas. Ao menos, procuraria não gritar de dor.

Afinal, não era justo aos demais afligir os tímpanos deles com um grito. Portanto, já cerrara os dentes, mas, não conseguira conter as lágrimas de dor e solidão, sendo que sempre chorava em sua cabana, em silêncio, embora soubesse que mesmo que não emitisse som, eles sentiam o cheiro salgado de lágrimas.

Não entendia porque a solidão lhe machucava tanto. Era uma saiya-jin, era comum ao saírem da cápsula de crescimento, sem a companhia dos pais e de outros familiares. Mas, não conseguia deixar de se sentir só e esta solidão lhe infligia muita dor. Ninguém olhava por ela e o fato de se importar com isso, mostrava a mesma o quanto era, praticamente, uma estranha dentre a sua raça e não honrando a sua cauda e consequentemente, o sangue deles que corria em suas veias.

Mesmo prestes a morrer, ainda conseguia envergonhar a sua raça, conforme pensava, enquanto se abraçava ainda mais fortemente, não conseguindo deter as lágrimas peroladas que rolavam por seu rosto e caíam na terra, encharcando-a.